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8 de junho de 2026

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Com 68% das obras concluídas, maior ponte de MT vai acabar com travessia de 1 hora em balsa

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Estrutura milionária sobre o Rio Juruena, na MT-208, tem entrega prevista para o fim de 2026 e encurtará a rota para os portos do Norte em 400 km

As obras de construção da maior ponte de Mato Grosso, sobre o Rio Juruena na MT-208, já estão com 68% de execução. A previsão é que a obra seja completamente finalizada até o fim de 2026.

A ponte vai ligar os municípios de Cotriguaçu e Nova Bandeirantes, por meio do distrito de Japuranã. O investimento realizado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística nesta obra é de R$ 293,9 milhões.

Além da ponte, o Governo de Mato Grosso também está asfaltando 59 km da rodovia nos dois municípios e construiu mais três pontes, com 25, 30 e 50 metros de extensão.

A ponte sobre o Rio Juruena terá uma função estratégica para conectar a região Noroeste de Mato Grosso com a BR-163. Ela vai diminuir a distância entre Juruena e os portos da Região Norte em mais de 400 quilômetros.

“Esse será menos um obstáculo para o desenvolvimento de Mato Grosso, melhorando a qualidade de vida e o direito da população se locomover”, afirma o secretário da Sinfra, Marcelo de Oliveira.

Ela terá mais que o dobro da atual maior ponte de Mato Grosso, que tem 692 metros e fica entre Carlinda e Novo Mundo na MT-208/419. Como comparação, o tamanho dela é equivalente à distância entre o Colégio São Gonçalo e a Ponte Júlio Müller.

Com a construção da ponte não será mais preciso utilizar uma balsa que atualmente faz a travessia da balsa. O trajeto na embarcação dura um pouco menos de uma hora.

Com Assessoria

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Ciclone extratropical avança e provoca acumulados de chuva de até 150 mm; saiba onde

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Foto: Freepik

A formação de um ciclone extratropical na altura do Uruguai vai reforçar as instabilidades sobre o Centro-Sul do Brasil ao longo desta semana. Essa atuação do fenômeno climático favorece o avanço de chuvas sobre Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, onde os acumulados podem superar os 100 milímetros nos próximos cinco dias.

A tendência é de manutenção da umidade entre os dias 14 e 18 de junho, especialmente nas regiões produtoras de soja. Em algumas áreas do Paraná e do extremo sul de Mato Grosso do Sul, os volumes de chuva poderão ultrapassar os 150 milímetros em apenas cinco dias, contribuindo para a reposição hídrica do solo.

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Enquanto isso, parte do Sul de Minas Gerais, Sul de Goiás e Mato Grosso também deve registrar precipitações, porém de forma bastante irregular e com baixos acumulados. Nessas áreas, a chuva será insuficiente para promover uma recuperação da umidade.

Já no leste de Mato Grosso, uma importante região agrícola do estado, a previsão indica a chegada de chuvas na próxima semana. Apesar disso, os volumes seguem limitados, com acumulados estimados entre 10 e 15 milímetros ao longo de um período de até 30 dias, mantendo a preocupação com a restrição hídrica em parte das lavouras.

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Pesquisadores de MT transformam cinzas de madeira em fertilizante para baratear produção

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Legenda – . Ensaios Laboratoriais com organomineral composto por cinza de biomassa desenvolvido através dos projetos apoiados pela FAPEMAT. – Créditos – Arquivo/pesquisadora

 

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Legenda – Produção de feijão-caupi utilizando organomineral à base de cinza de biomassa. – Créditos – Arquivo/pesquisadora

Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Com Assessoria 

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Deputado estadual e desembargador são alvos da PF por suposta venda de sentenças judiciais

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Faissal Calil e o Dirceu dos Santos são alvos da Operação Gemini, que inclui suspeita de lavagem de dinheiro TJMT

O deputado estadual Faissal Calil (PL) e o desembargador afastado Dirceu dos Santos são alvos da Polícia Federal por suposta venda de sentenças. A PF deflagrou hoje (8) a Operação Gemini, para aprofundar investigações sobre suposto esquema de sentenças e por lavagem de dinheiro Tribunal de Justiça de Mato Grosso. 

Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar, busca pessoal e de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de investigados. Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro. 

A PF não informou se os casos investigados na Gemini têm alguma relação com os da Operação Ultimo Ratio, que foi um desdobramento das operações iniciadas a partir do indício de um esquema identificado no Tribunal de Justiça de Mato Grosso em 2024. 

A investigação primeira levou ao afastamento dos desembargadores João Ferreira Filho e Sebastião Moraes Filho. Eles são suspeitos de integrar uma organização criminosa operada pelo empresário Andreson de Oliveira Gonçalves. 

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