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8 de junho de 2026

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Com médio-norte na liderança, colheita do milho em Mato Grosso passa de 5%

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

As máquinas já entraram em campo em Mato Grosso para colher o milho 2025/26. Até o dia 5 de junho, o estado já havia colhido 5,85% dos 7,4 milhões de hectares cultivados na temporada. As projeções apontam para uma produção de 53,3 milhões de toneladas.

Segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os trabalhos atuais estão 3,19 pontos percentuais à frente do ciclo passado para o período. Entretanto, ao se comparar com a média das últimas cinco temporadas está “atrasado”. A média é de 6,80%.

O médio-norte é a região com a colheita mais adiantada com 9,10% do milho retirado das lavouras. Em seguida surgem o noroeste com 8,02% e o norte com 5,35%.

A região nordeste, aponta o levantamento, já colheu 4,50% da área semeada com o cereal e o centro-sul 3,31%. Já o oeste mato-grossense colheu 3,22% e o sudeste 0,99%.


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Embrapa apresenta novo foco em agricultura familiar agroecológica em Sergipe

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realiza na quinta-feira (11), às 8h30, em Aracaju (SE), a solenidade de 51 anos de atuação da instituição em Sergipe. Além da comemoração, a unidade apresentará oficialmente seu novo direcionamento estratégico, centrado no desenvolvimento de sistemas diversificados, integrados e agroecológicos voltados à agricultura familiar. A programação também prevê assinatura de acordos de cooperação técnica, mostra de projetos e inauguração de uma nova estrutura de pesquisa.

Segundo a Embrapa, a reorientação da unidade sediada em Aracaju prioriza segurança alimentar e nutricional, resiliência climática, conservação de recursos naturais, uso eficiente da água e inclusão socioprodutiva de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais do Nordeste.

Entre os temas previstos na programação estão soluções tecnológicas ligadas ao uso de inteligência artificial em políticas públicas, monitoramento territorial por imagens de satélite, recursos genéticos, agroecologia, conservação da biodiversidade e fortalecimento de sistemas agroalimentares sustentáveis. A unidade também informou que haverá apresentação de iniciativas voltadas ao desenvolvimento de cadeias produtivas da agricultura familiar.

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Outro ponto da agenda é a formalização de acordos com instituições parceiras. Estão previstos dois instrumentos com a Universidade Federal de Sergipe (UFS): um para pesquisas em bem-estar animal e outro para o desenvolvimento de um sistema computacional baseado em inteligência artificial voltado à simulação de impactos de políticas públicas de incentivo à diversidade da produção agrícola. Também deve ser firmado acordo com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para execução do projeto Raízes Agroecológicas.

A programação inclui ainda uma edição especial da Feira Agroecológica na Embrapa, com produtos da agricultura familiar e de comunidades atendidas por projetos da instituição. Também será inaugurado o Laboratório de Agroecologia, estrutura que, segundo a empresa, dará suporte a pesquisas, capacitações e ações de transição agroecológica em territórios rurais.

O evento ocorre na área externa da administração da Embrapa, na Avenida Governador Paulo Barreto de Menezes, 3250, bairro Jardins, em Aracaju. Com a apresentação do novo foco institucional, a unidade passa a explicitar uma agenda de pesquisa voltada a produção sustentável, inovação aplicada e apoio técnico à agricultura familiar no Nordeste. Não foram informados, no material divulgado, valores dos acordos ou metas quantitativas para os projetos anunciados.

Fonte: embrapa.br

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Vazio sanitário da soja começa nesta segunda (8) em Mato Grosso

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O vazio sanitário da soja em Mato Grosso inicia nesta segunda-feira (8). Até o dia 6 de setembro é proibida a presença de plantas vivas da oleaginosa em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento, bem como locais passíveis de germinação espontânea.

O vazio sanitário, onde em um período de no mínimo 90 dias é proibido o plantio da oleaginosa, tem o objetivo de reduzir o inóculo de ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

O calendário fitossanitário para a safra 2026/27 foi oficializado por uma nova Instrução Normativa Conjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). O cronograma da temporada 2026/27 é o mesmo do ciclo anterior. Ou seja, após o término do vazio sanitário, a semeadura da soja estará autorizada no estado entre os dias 7 de setembro de 2026 e 7 de janeiro de 2027.

A principal obrigação dos agricultores ao longo dos próximos três meses é a eliminação das plantas “guaxas” ou voluntárias, que nascem de forma espontânea nos campos após a colheita. A ausência de vegetação viva quebra o ciclo de reprodução do fungo Phakopsora pachyrhizi.

A ferrugem asiática está entre as doenças mais graves na cultura da oleaginosa. E é responsável por perdas expressivas, podendo chegar a uma redução de 90% na produção.

“O não cumprimento das exigências estabelecidas pode acarretar medidas administrativas, como notificações, eliminação das áreas irregulares, aplicação de multas e outras sanções previstas pela legislação estadual de defesa sanitária vegetal”, frisa o analista técnico de Agricultura da Famato, Alex Rosa.


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Sob o pôr do sol do Araguaia, agro debate os caminhos do milho, do etanol e da bioenergia

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Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

A Abertura Nacional da Colheita da Segunda Safra reuniu mais de mil produtores, lideranças e autoridades em Querência, no último dia 3 de junho, para discutir o futuro da cadeia do milho e seu papel no avanço da produção de etanol, bioenergia e desenvolvimento econômico em Mato Grosso.

O evento, que integra o projeto Mais Milho, realizado pelo Canal Rural Mato Grosso, em parceria com a Abramilho e Aprosoja Mato Grosso, ocorreu em um momento de expectativa positiva para a cultura no estado. Maior produtor de milho do país, Mato Grosso deve colher mais de 53 milhões de toneladas do cereal na safra 2025/26, conforme projeções do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Nesta temporada, a cultura ocupou cerca de 7,4 milhões de hectares, com leve crescimento em relação ao ciclo anterior. O desempenho reforça a importância do milho no sistema produtivo estadual e sua contribuição para a geração de renda nas propriedades.

Para o superintendente do Sistema Famato e do Imea, Cleiton Gauer, a safra vem apresentando resultados positivos em diferentes regiões do estado. Segundo ele, o leve incremento de área em relação ao ano passado se deu principalmente pelo posicionamento do produtor em relação a outras culturas.

abertura nacional da colheita do milho foto Mayke Toscano Secom MT
Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Safra positiva e confiança no campo

Além da ampliação da área cultivada, a expectativa é de produtividade média próxima de 120 sacas por hectare. Os números reforçam a relevância do milho para a economia mato-grossense e para a consolidação do sistema de segunda safra adotado pelos produtores ao longo das últimas décadas. “A produtividade ainda está em curso. Nós ainda estamos em campo avaliando, mas o que a gente tem visto é uma safra muito positiva, com excelentes produtividades”.

Conforme Gauer, o cereal passou a ocupar um espaço estratégico dentro das propriedades, aproveitando estruturas já existentes e ampliando a geração de renda no campo. “A cultura do milho é extremamente importante para o estado de Mato Grosso. Se nós analisarmos o histórico desde o ano 2000, o produtor aprendeu a cultivar milho, ele se encaixou muito bem no sistema produtivo de milho segunda safra agregando renda, utilizando mão de obra e equipamentos compartilhados e conseguindo gerar mais uma produção”.

O crescimento da indústria do etanol também tem contribuído para ampliar a demanda pelo cereal. O superintendente do Imea frisa que a instalação das usinas criou um novo mercado para a produção estadual. “A cultura nos últimos anos ganhou um potencial ainda mais positivo com a chegada do etanol de milho, que realmente deu uma vazão e uma explosão na produção mato-grossense”.

Em Querência, a boa perspectiva para a safra também renova a confiança dos produtores, mesmo diante de custos mais elevados e da volatilidade do mercado.

O agricultor Írio Guisolphi, anfitrião do evento, avalia que os resultados devem ficar próximos aos registrados na temporada passada. “O ano passado foi um ano bom, muito bom em relação aos últimos anos, então eu acredito que deve ficar na média ou um pouco abaixo”.

Apesar da pressão sobre os custos de produção, a expectativa é de uma rentabilidade mais favorável. “A gente sabe que o mercado oscila muito para cima e para baixo, o custo foi mais alto, mas eu tenho a esperança que a rentabilidade vai ser melhor”, afirma.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Industrialização impulsiona novas oportunidades

A Estância VN, em Querência, foi o palco da abertura nacional da colheita do milho segunda safra. Enquanto o sol se despedia no horizonte e tingia de dourado as lavouras, produtores, lideranças e representantes do setor acompanharam discussões sobre os próximos passos da cadeia produtiva.

O avanço da industrialização do milho e a expansão da bioenergia estiveram entre os temas centrais do encontro. A avaliação é de que a transformação do cereal dentro do próprio estado deve ampliar a geração de riqueza e fortalecer novas cadeias econômicas.

Para o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, a verticalização da produção representa uma nova etapa para o agronegócio mato-grossense. “Nós estamos aumentando muito a produtividade e o milho é uma cadeia fácil de verticalizar. Diferente de antigamente, que transformava em suíno e frango em volumes baixos, hoje nós temos as usinas de etanol de milho, que é uma evolução. Bioenergia, vamos alavancar um milhão de hectares de eucaliptos e vamos triplicar o valor da nossa matéria-prima simplesmente passando por uma usina e uma fermentação”.

A expectativa de expansão do setor também é compartilhada pelo presidente do Sindicato Rural de Querência, Osmar Frizzo. Para ele, a tendência é de novos investimentos na cadeia do etanol. “Com certeza vai vir mais indústria de etanol e o Brasil vai se tornar um grande produtor de etanol, que é uma energia muito barata e sustentável para o mundo”.

O prefeito de Querência, Gilmar Wentz, destacou que a industrialização abre novas possibilidades para o município e para a região. “A gente vem construindo isso ao longo do tempo e agora um novo caminho da transformação, outras portas e outras possibilidades se abrem. Nós temos que ter a biomassa, é uma revolução”.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Crédito, tecnologia e competitividade em pauta

Além da celebração da colheita, o evento promoveu debates sobre os desafios e as perspectivas do agronegócio brasileiro. Especialistas, produtores e lideranças participaram de painéis voltados a temas como crédito rural, competitividade, inovação, tecnologia e o futuro da produção de milho.

As discussões reuniram mais de mil participantes e reforçaram o papel estratégico do cereal para a economia brasileira, tanto pela produção de alimentos quanto pelo fornecimento de matéria-prima para a indústria e o setor energético.

A abertura nacional da colheita também evidenciou a capacidade do campo de produzir com eficiência, tecnologia e sustentabilidade, características que têm sustentado o crescimento da agricultura mato-grossense e ampliado sua relevância no cenário nacional.

Para Pivetta, o encontro simbolizou a força econômica do estado e o potencial de expansão das cadeias produtivas ligadas ao agro. “Isso aqui é a imagem da grandeza do nosso estado e da força que nós temos. Muito em breve Mato Grosso vai ser a maior fonte de proteína do mundo”.

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