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7 de junho de 2026

Sustentabilidade

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO permanece estável em meio a tendências divergentes nos preços das commodities – MAIS SOJA

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O Índice de Preços dos Alimentos da FAO* (FFPI) registrou uma média de 130,8 pontos em maio de 2026, uma queda de 0,2 pontos (0,2%) em relação ao nível revisado de abril, mantendo-se praticamente estável. Os aumentos nos índices de preços de cereais e açúcar foram compensados ​​por quedas nos preços de óleos vegetais e laticínios, enquanto o índice de produtos cárneos permaneceu quase inalterado. Em comparação com os níveis históricos, o FFPI em maio ficou 3,7 pontos (2,9%) acima do registrado um ano antes, mas permaneceu 29,4 pontos (18,4%) abaixo do pico atingido em março de 2022.

Cereais

O Índice de Preços de Cereais da FAO atingiu uma média de 114,3 pontos em maio, um aumento de 2,9 pontos (2,6%) em relação a abril e de 5,3 pontos (4,9%) em relação ao ano anterior. O aumento contínuo refletiu a alta dos preços em todos os principais cereais. Os preços mundiais do trigo subiram pelo quarto mês consecutivo em maio, impulsionados por colheitas menores previstas nos principais exportadores, incluindo os Estados Unidos, onde as condições da safra de trigo de inverno estão entre as menos favoráveis ​​em décadas, enquanto o aumento dos custos de combustíveis e fertilizantes exerceu ainda mais pressão de alta globalmente. Os preços do milho continuaram a ser sustentados por uma demanda de importação mais forte em mercados-chave, menor disponibilidade no Brasil e nos Estados Unidos e preços de energia mais firmes, impulsionando a demanda relacionada ao etanol. Os preços internacionais do sorgo e da cevada aumentaram principalmente devido aos efeitos indiretos da menor disponibilidade nos mercados globais de milho e trigo. O Índice de Preços do Arroz da FAO aumentou 2,7% em maio de 2026, com as preocupações climáticas e os preços mais altos do petróleo bruto e seus derivados sustentando as cotações em alguns dos principais países exportadores asiáticos.

Óleos vegetais

O Índice de Preços de Óleos Vegetais da FAO registrou uma média de 185,0 pontos em maio, uma queda de 9,0 pontos (4,6%) em relação a abril, marcando o primeiro declínio mensal desde o início de 2026. A queda foi impulsionada principalmente pela redução dos preços dos óleos de palma e soja, que mais do que compensaram os aumentos nos preços dos óleos de canola e girassol. Após cinco meses consecutivos de alta, os preços internacionais do óleo de palma recuaram, refletindo as expectativas de menor demanda global por importações e a incerteza nos mercados de petróleo bruto. Os preços mundiais do óleo de soja apresentaram tendências mistas, com o aumento sazonal da oferta exportável pressionando os preços na América do Sul, enquanto a demanda firme por biocombustíveis sustentou os valores nos Estados Unidos. Enquanto isso, os preços do óleo de canola subiram devido à redução sazonal da oferta na União Europeia, enquanto as cotações do óleo de girassol continuaram a subir, sustentadas pela persistente escassez de oferta, particularmente na Ucrânia.

Carne

O Índice de Preços da Carne da FAO registrou uma média de 130,5 pontos em maio, praticamente inalterado (alta de 0,1%) em relação ao valor revisado de abril e 7,7 pontos (6,3%) acima do nível de um ano antes. As cotações mais altas para carne bovina e ovina, juntamente com um modesto aumento nos preços da carne de aves, foram quase totalmente compensadas por uma queda nos preços da carne suína. Os preços internacionais da carne bovina subiram ainda mais em maio, impulsionados pela forte demanda de importação, principalmente da China, onde as cotas de importação continuaram a ser rapidamente utilizadas, e dos Estados Unidos da América, em meio à persistente escassez de oferta interna. Ao mesmo tempo, a reconstrução contínua dos rebanhos em vários dos principais países produtores continuou a restringir a disponibilidade para exportação. Os preços mundiais da carne ovina aumentaram, uma vez que as cotações mais altas na Nova Zelândia, sustentadas pela oferta limitada, foram apenas parcialmente compensadas por uma queda temporária nos preços de exportação australianos, onde as previsões de tempo seco estimularam o aumento do abate, expandindo a oferta para exportação. Os preços da carne de aves subiram ligeiramente, com os preços mais altos no Brasil, sustentados pela forte demanda global de importações, sendo parcialmente compensados ​​por cotações ligeiramente mais baixas nos Estados Unidos, refletindo a ampla oferta. Em contrapartida, os preços da carne suína caíram, principalmente devido aos preços mais baixos na União Europeia, em meio à oferta abundante e à demanda de importações moderada.

Lácteos

O Índice de Preços de Lácteos da FAO registrou uma média de 119,2 pontos em maio, uma queda de 0,5 ponto (0,5%) em relação a abril e 34,5 pontos (22,4%) abaixo do nível registrado um ano antes. Os preços internacionais da manteiga continuaram a cair tanto na Europa quanto na Oceania, devido à melhoria na disponibilidade de gordura do leite e ao aumento da concorrência entre os principais exportadores, que pressionaram as cotações. Os preços do queijo recuaram apenas marginalmente, já que a ampla disponibilidade para exportação e a intensificação da concorrência nos mercados internacionais foram parcialmente compensadas pelo apoio contínuo dos mercados de soro de leite e proteína láctea, o que ajudou a sustentar os valores nas principais regiões exportadoras. Em contrapartida, os preços do leite em pó desnatado aumentaram ainda mais, principalmente na Europa, impulsionados pela forte demanda de importação do Oriente Médio, Norte da África e partes da Ásia. Os preços do leite em pó integral apresentaram desenvolvimentos mistos, com aumentos modestos na Oceania, sustentados pela redução sazonal da disponibilidade para exportação após o pico de produção e pela demanda contínua do Sudeste Asiático e do Oriente Médio, em grande parte compensados ​​por cotações europeias mais baixas, refletindo a demanda moderada da China e a oferta global geralmente confortável.

Açúcar

O Índice de Preços do Açúcar da FAO atingiu uma média de 95,1 pontos em maio, um aumento de 6,6 pontos (7,5%) em relação a abril, marcando o nível mais alto desde outubro de 2025, mas permanecendo 14,3 pontos (13,1%) abaixo do nível de um ano atrás. O aumento foi impulsionado principalmente por preocupações com um esperado aperto na oferta global de açúcar nos próximos meses. Nas principais regiões produtoras do sul do Brasil, dados que mostram uma menor participação da cana-de-açúcar destinada à produção de açúcar aumentaram as expectativas de maior direcionamento para o etanol, sustentando os preços mundiais do açúcar. No entanto, a forte moagem de cana-de-açúcar na segunda quinzena de abril impulsionou a produção de açúcar e limitou a pressão de alta. Um suporte adicional aos preços resultou de preocupações de que as condições do El Niño possam afetar negativamente a produção de açúcar na Índia e na Tailândia em 2026/27, potencialmente reduzindo a disponibilidade global para exportação.

Diferentemente de outros grupos de produtos, a maioria dos preços utilizados no cálculo do Índice de Preços da Carne da FAO não está disponível quando o Índice de Preços dos Alimentos da FAO é calculado e publicado; portanto, o valor do Índice de Preços da Carne para os meses mais recentes deriva de uma combinação de preços projetados e observados. Isso pode, por vezes, exigir revisões significativas no valor final do Índice de Preços da Carne da FAO, o que, por sua vez, pode influenciar o valor do Índice de Preços dos Alimentos da FAO.

Fonte: FAO, disponível no Portal da Sna

 

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Sustentabilidade

Piauí avança no comércio exterior em maio e tem soja como líder em mais de 80% das exportações

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Foto: Pixabay

A Balança Comercial do Piauí registrou, em maio de 2026, desempenho positivo no comércio exterior, com forte participação do agronegócio e liderança absoluta da soja na pauta de exportações.

No mês, o estado exportou US$ 109,8 milhões (R$ 563 milhões) e importou US$ 10,6 milhões (R$ 54,3 milhões), segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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Desempenho do período

As exportações piauienses apresentaram queda de 15,7% em relação a maio de 2025 e recuo de 10,9% na comparação com abril de 2026. Apesar disso, o comércio exterior segue fortemente sustentado pelo agronegócio.

As importações também registraram redução expressiva, com queda de 75% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

No acumulado de 2026, o estado exportou US$ 371,4 milhões, abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando o total chegou a US$ 444,4 milhões.

Soja domina pauta exportadora

A soja segue como principal produto exportado pelo Piauí, respondendo por 83,9% das vendas externas e movimentando US$ 92,1 milhões em maio.

Na sequência aparecem outras gorduras e óleos animais e vegetais (US$ 4,5 milhões), farelo de soja e derivados (US$ 4,1 milhões), medicamentos e produtos farmacêuticos (US$ 2,7 milhões), minério de ferro (US$ 2,6 milhões) e mel natural (US$ 1,7 milhão).

Principais destinos

A China continua sendo o principal destino das exportações piauienses, concentrando 65,6% das vendas externas. Em seguida aparecem Espanha, Turquia, Eslovênia e Egito.

Produção no Cerrado piauiense

Os municípios que mais contribuíram para o resultado foram Baixa Grande do Ribeiro, Uruçuí, Bom Jesus, Corrente e Monte Alegre do Piauí, reforçando o papel estratégico da região dos Cerrados na economia estadual.

A produção agrícola segue em expansão, impulsionada pelo avanço de novas culturas, pela agroindústria e por políticas de incentivo à produtividade, logística e sustentabilidade.

Visão do governo

O secretário do Desenvolvimento Econômico, Deusval Lacerda de Moraes, destacou o potencial competitivo do estado e o papel das políticas públicas no fortalecimento do setor produtivo.

“Salienta-se, por oportuno, que a produção agrícola do Cerrado piauiense busca permanentemente a evolução e o aprimoramento do ecossistema do agronegócio e também a expansão de novas culturas e da agroindústria, que contam com relevante apoio do governo Rafael Fonteles”, afirmou.

Os dados são do governo do estado do Piauí.

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Sustentabilidade

Carreta carregada com soja pega fogo na BR-392, em Rio Grande (RS)

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Divulgação 3º Batalhão de Bombeiros Militar (3º BBM)

Uma carreta carregada com soja foi atingida por um incêndio na manhã deste domingo (7) na BR-392, em Rio Grande (RS). O fogo mobilizou equipes do 3º Batalhão de Bombeiros Militar (3º BBM) de Rio Grande, que trabalharam para controlar as chamas e evitar que o incêndio se espalhasse.

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O incêndio atingiu a parte traseira do veículo de carga. Apesar da gravidade da ocorrência, ninguém ficou ferido.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma coluna de fumaça e a atuação das equipes de emergência no combate às chamas. As causas do incêndio ainda são desconhecidas e deverão ser investigadas nos próximos dias.

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Sustentabilidade

Emater/RS: Com 97% da área colhida, milho no RS apresenta grãos úmidos e preço em alta – MAIS SOJA

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A colheita de milho avançou lentamente e alcançou 97% da área cultivada. As lavouras remanescentes correspondem principalmente a pequenas propriedades em cultivos implantados em sucessão a milho ou feijão, nos períodos mais tardios do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

As áreas estão predominantemente em maturação, favorecidas pelas condições de tempo estável, observadas no período. As temperaturas mais baixas e a redução da radiação solar têm prolongado o ciclo final da cultura, retardando a perda de umidade dos grãos e a conclusão da colheita em algumas regiões.

De modo geral, as lavouras tardias apresentam desempenho produtivo satisfatório, embora a elevada umidade dos grãos colhidos exija secagem para a manutenção da qualidade durante o armazenamento. Em áreas ainda em enchimento de grãos, os impactos das geadas foram limitados e localizados, sem comprometer significativamente o potencial produtivo estadual.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita avançou, na Região da Campanha, em função da liberação de máquinas após o encerramento da safra de soja. Em Aceguá, foram colhidos 20% dos 1.000 hectares cultivados, e a produtividade deverá ficar cerca de 30% abaixo da estimativa inicial de 4.800 kg/ha. Em Hulha Negra, 10% dos 1.600
hectares foram colhidos. Em Candiota, a colheita alcançou 50% dos 900 hectares cultivados.

Em Dom Pedrito, onde predominam lavouras de maior investimento tecnológico e áreas irrigadas, restam em fase de maturação 2% dos 2.500 hectares, com previsão de conclusão da colheita nos próximos dias.

Na de Ijuí, a colheita de milho está tecnicamente encerrada, e restam apenas áreas pontuais para a finalização dos trabalhos. O rendimento médio obtido nas áreas colhidas é de 9.240 kg/ha.

Na de Santa Rosa, a colheita atinge 98%, e 2% estão em maturação. As lavouras que completaram recentemente a formação de grãos apresentaram boa evolução. Contudo, as temperaturas mais baixas associadas à frequente formação de nevoeiros nas primeiras horas do dia têm favorecido o avanço de doenças foliares nas áreas mais tardias.

Na de Soledade, as lavouras semeadas nos períodos intermediário e tardio do ZARC apresentam desenvolvimento satisfatório. Ainda há 5% das áreas em enchimento de grãos, 5% em maturação fisiológica e 2% em maturação de colheita; 88% foram colhidos. A redução da radiação solar e das temperaturas tem prolongado a fase de maturação. A qualidade dos grãos colhidos está boa, mas há elevada umidade, demandando secagem antes do armazenamento.

Comercialização (saca de 60 quilos)

Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho aumentou 0,87%, de R$ 58,76 para R$ 59,27, em média, no Estado.

Fonte: Emater/RS



 

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