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Setasc divulga sorteados para camarote exclusivo no jogo do Cuiabá contra o Botafogo-SP

Ação do Programa SER Família Inclusivo garante conforto e acessibilidade para torcedores autistas e seus acompanhantes na Arena Pantanal
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) divulgou os nomes dos oito portadores da Carteira de Identificação do Autista (CIA), sorteados para assistir à partida entre o Cuiabá Esporte Clube contra o Botafogo-SP. A partida é válida pelo Campeonato Brasileiro da Série B. O jogo será nesta quarta-feira (22.4), às 20h30, na Arena Pantanal, em Cuiabá.
A iniciativa faz parte do Programa SER Família Inclusivo, com o apoio do Cuiabá Esporte Clube. A ação prevê a utilização de um camarote exclusivo para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), proporcionando mais conforto, segurança e acessibilidade no evento esportivo. Os sorteados tem ainda direito a dois acompanhantes, gratuitamente.
O sorteio é realizado a partir dos nomes inscritos por meio de um formulário específico para a ação, disponibilizado no site da Setasc. Um dos campos do formulário exige o número da Carteira do Autista.
Após o sorteio, a equipe da secretaria verifica se o sorteado está inscrito na Carteira do Autista. Caso não esteja, um novo sorteio é realizado para ocupar a vaga aberta. Além da Carteira de Identificação do Autista, é necessário também realizar o cadastro no FacePass para acessar a Arena Pantanal no dia do jogo.
FacePass
A entrada no estádio será permitida apenas mediante o cadastro prévio no sistema FacePass, disponível no site facepassbrasil.com.br/cadastrar-se. O processo exige o preenchimento de dados pessoais e o envio de uma imagem facial, garantindo um controle de acesso seguro e personalizado à Arena Pantanal.
Confira os nomes dos sorteados:
– Aylla Beatriz Costa Bispo Scalvenzi
– Neohan Nelson Pereira da Silva
– Alcindo Rodrigues Morais Schreder
– Raul Amorim De Arruda Souza
– Théo Henrique Leite Julio
– Allan Bruno Oliveira de Amorim
– Joaquim de Lima Ito
– Pedro Murillo Ramos Duarte
Com Assessoria
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Justiça mantém preso cuiabano que tentou matar cunhado em SC

Réu será julgado pelo Tribunal do Júri; magistrado cita gravidade e risco de fuga
O juiz Monani Menine Pereira decidiu manter a prisão preventiva do cuiabano Arthur Filipovitch Ferreira, que irá a júri popular pela tentativa de homicídio contra o próprio cunhado, Rodrigo Coutinho Muller, em Florianópolis (SC).
O crime ocorreu em 6 de janeiro de 2025 e, conforme as investigações, teria sido motivado por desentendimentos familiares e dívidas envolvendo investimentos. No mesmo episódio, Arthur matou o empresário Ricardo Beppler, mas acabou absolvido dessa acusação após a Justiça reconhecer legítima defesa.
Em decisão publicada na última sexta-feira (17), o magistrado reavaliou a situação e manteve o réu preso. A defesa sustentou que a absolvição no caso da morte de Ricardo afastaria a necessidade da prisão, argumento que não foi acolhido.
O juiz destacou a gravidade dos fatos e apontou que a custódia é necessária para garantir a ordem pública e evitar eventual fuga. Também mencionou indícios de tentativa de intimidação de testemunhas, inclusive familiares da vítima.
“Ressalto que todas, com medo do conduzido, solicitaram medidas protetivas de urgência contra ele, mais uma vez se demonstra a sua periculosidade”, registrou na decisão.
Outro ponto considerado foi a ausência de comprovação de atividade lícita por parte do acusado, que alegou renda mensal de R$ 50 mil. Segundo o magistrado, Arthur vivia de favor no local onde os crimes aconteceram, o que reforçaria o risco de não ser localizado caso fosse solto.
O julgamento pelo Tribunal do Júri está marcado para o dia 14 de maio. Na mesma decisão, o juiz negou pedidos da defesa, como a oitiva de testemunha por videoconferência e a convocação de peritos para o plenário. Também autorizou a apresentação de provas físicas, como faca e corda.
De acordo com o processo, Arthur teria atacado o cunhado com golpes de faca após ser confrontado. A vítima foi atingida no abdômen e ficou em estado grave.
Para o magistrado, há dúvida sobre a intenção do réu, o que exige análise pelos jurados. Ele também destacou que a tese de legítima defesa não está claramente comprovada no caso da tentativa de homicídio.
Arthur foi preso logo após o crime. Ele possui antecedentes e chegou a ser detido em 2023, em Cuiabá, pela Polícia Federal, ao tentar emitir passaporte mesmo com mandado de prisão em aberto no estado de São Paulo, posteriormente revogado.
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Lideranças do agro destacam decisões de MT sobre Fethab I agro.mt

O presidente da Associação dos Criadores do Norte de Mato Grosso (Acrinorte), Moisés Debastiani, afirmou que os investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso têm chegado também a regiões mais afastadas dos principais eixos de desenvolvimento.
A fala ocorreu durante a abertura da Norte Show 2026, nesta terça-feira (21), em Sinop.
“Às vezes a gente não percebe o que está sendo feito nos rincões do Estado. Para quem está aqui no eixo da BR-163, a duplicação já é uma realidade, mas o trabalho chega também ao interior. Eu tenho propriedade em Feliz Natal e sei o quanto aquele asfalto até a linha fez diferença para nós”, afirmou.
Moisés também destacou a importância da atuação conjunta entre entidades e poder público para atender demandas da população e do setor produtivo.
“As associações têm o papel de levar as demandas para quem pode resolver. Muitas melhorias, como infraestrutura e serviços, passam pelas decisões políticas”, disse.
Já o presidente do Sindicato Rural do município, Ilson José Redivo, destacou medidas recentes do Governo do Estado voltadas ao setor produtivo, especialmente em um cenário de custos elevados e dificuldades econômicas.
“Quero agradecer ao governador Otaviano Pivetta pela decisão de congelar o Fethab neste ano e por não reeditar o Fethab 2. O setor está passando por um momento difícil, com custo alto de insumos e preços baixos dos produtos, e essa decisão mostra sensibilidade com quem está produzindo”, afirmou.
Segundo ele, o momento exige equilíbrio para garantir a continuidade da produção no campo. “A gente entende que é um cenário que vai se ajustar, mas essas medidas ajudam o produtor a seguir trabalhando”, completou Redivo.
Agro Mato Grosso
Mineração cerca 93% das terras indígenas de MT e Sararé lidera alertas no país

Área já sob incidência minerária corresponde a 24,9% do território mato-grossense, uma extensão comparável à área do Reino Unido.
A Terra Indígena Sararé se tornou o território com o maior número de alertas de garimpo ilegal no Brasil, com 1.814 registros, segundo monitoramento do Ibama. O levantamento aponta ainda que 93% das terras indígenas mato-grossenses estão sob pressão da mineração. Os dados foram divulgados pela Operação Amazônia Nativa (Opan), nesta quarta-feira (22).
Segundo a Opan, das 74 áreas registradas na base geográfica da Funai, 69 possuem processos minerários em seu entorno imediato, considerando um raio de até 10 quilômetros.
De acordo com o levantamento, o número de processos minerários em Mato Grosso saltou de 5.926, em 2018, para 13.627, em 2025, um crescimento de quase 130%. Ao todo, esses processos abrangem cerca de 22.539.135,89 hectares. Considerando que o estado possui aproximadamente 90.320.699 hectares (903.207 km²), a área já sob incidência minerária corresponde a 24,9% do território, uma extensão comparável à área do Reino Unido.
A maior concentração ocorre na fase de Autorização de Pesquisa, que representa 29% do total, com 3.918 processos distribuídos em aproximadamente 9.308.819,47 hectares.
Exploração na Sararé
Em relação à Terra Indígena Sararé, o boletim destaca impactos ambientais significativos, como a contaminação de corpos d’água, entre eles o córrego Água Suja e o rio Sararé, com rejeitos de mineração, mercúrio e cianeto. O documento aponta ainda a degradação dos cursos d’água, incluindo a alteração e remoção do leito original de trechos do córrego.
Além dos danos ambientais, o levantamento registra o aumento da violência na região, com a presença de facções criminosas e relatos de tiros, ameaças de morte e ataques a aldeias. Segundo o boletim, o cenário expõe a comunidade a risco de danos irreparáveis, caracterizando uma violência estrutural e sistemática.
Cenários que podem ser comprovados pelas diversas operações realizadas na região, que por ser próxima da fronteira com a Bolívia, a área se tornou uma das rotas mais usadas para o tráfico de drogas, segundo a Polícia Civil apartir de 2022, grupos criminosos se infiltraram na região e, em 2024, entraram no garimpo.
Pressão no entorno de Terras indígenas
Terra Indígena Sararé, o território ocupa a quarta posição entre as TIs com maior número de requerimentos minerários próximos, somando 72 processos ativos. O principal minério de interesse nessas solicitações é o ouro, presente em 58 processos, que, juntos, abrangem cerca de 143.383,9 hectares.
Em primeiro lugar está a Terra Indígena Vale do Guaporé, que concentra a maior área sob influência de processos minerários em seu entorno, com aproximadamente 237.061,77 hectares. Na sequência aparece a Terra Indígena Escondido, com 195.355,32 hectares, seguida pela Terra Indígena Piripkura, de povos indígenas isolados, com 157.620,48 hectares.
União é cobrada para plano emergencial
Em janeiro o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) cobraram a apresentação imediata de um plano de ação da União e de órgãos federais para combater o garimpo ilegal na Sararé.
Segundo o MPF, já se passaram três anos desde a decisão judicial proferida em janeiro de 2022, que determinou que a União e os demais órgãos federais atuassem de forma efetiva no enfrentamento do garimpo ilegal na região. Para o MPF e a DPU, a ausência de medidas concretas têm contribuído para a permanência e o agravamento da atividade criminosa no território indígena.
Histórico de devastação
A Sararé liderou, em 2024, o ranking das terras indígenas mais desmatadas da Amazônia Legal. Entre 2021 e 2024, o desmatamento associado à área cresceu 729%. Os dados constam do relatório Cartografias da Violência na Amazônia 2025, divulgado em novembro de 2025, que analisou nove estados da região.
De acordo com o levantamento, o principal fator associado à devastação é a expansão do garimpo ilegal. O relatório identificou a presença de garimpos ativos dentro da TI Sararé, com o uso de escavadeiras hidráulicas, balsas e bombas de sucção.
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Força-tarefa combate garimpeiros ilegais em Sararé, terra indígena de MT mais devastada do país — Foto: Reprodução JN
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