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Festival da Pamonha atrai público e esgota produção na zona rural de Cuiabá

Evento impulsiona economia local e reforça turismo interno com alta procura por produtos à base de milho
O encerramento da 7ª edição do Festival da Pamonha, realizado na comunidade Rio dos Peixes, em Cuiabá, nesta terça-feira (21), foi marcado pela alta participação do público e pelo esgotamento total da produção. A iniciativa, apoiada pela Prefeitura de Cuiabá, integra a política de incentivo ao turismo interno e ao fortalecimento da economia rural.
Ao longo do fim de semana, visitantes da capital e de outras regiões do estado passaram pela comunidade, consolidando o festival como uma das principais ações de valorização da gastronomia local.
A programação teve como eixo central a comercialização de produtos derivados do milho, principal fonte de renda das famílias envolvidas. Responsável pela pasta de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, o secretário Fellipe Correa destacou o papel da gestão pública no fortalecimento da atividade turística e produtiva da região.
“O festival chega à sétima edição como um exemplo de turismo interno. Quando o cuiabano consome dentro da própria cidade, isso gera renda, movimenta a economia e fortalece a comunidade local”, disse.
Segundo ele, o impacto vai além dos produtores de milho, alcançando diversas famílias que atuam na produção de alimentos derivados. Durante o evento, itens como pamonha em diferentes versões, além de outros produtos à base de milho, tiveram alta procura.
“No domingo à tarde, toda a produção já havia sido vendida. Muitas famílias passaram madrugadas preparando os alimentos. Esse resultado contribui diretamente para a renda ao longo do ano”, comentou.
A organização estima que o festival represente o principal período de faturamento para os produtores da comunidade Rio dos Peixes, permitindo investimentos nas propriedades e maior estabilidade financeira.
A Prefeitura avalia que o evento também cumpre função estratégica ao estimular o reconhecimento de atrativos locais, como balneários e outras comunidades rurais, ampliando o fluxo turístico dentro do município.
Com a consolidação do festival no calendário local, a gestão municipal reforça a proposta de integrar turismo, produção agrícola e geração de renda, promovendo desenvolvimento sustentável e valorização das tradições regionais.
Com Assessoria
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Com robôs e 250 trabalhadores, Prefeitura intensifica limpeza em avenidas e bairros de Cuiabá

Equipamentos tecnológicos aceleram roçagem na Avenida do CPA. Ações incluem capina, varrição e recolhimento de lixo em diversas regiões
Os serviços incluem roçagem, capina, varrição, recolhimento de resíduos, pintura de meio-fio e manutenção de áreas verdes. As equipes estão presentes no bairro Altos da Serra, Avenida Principal do Osmar Cabral, Rodoviária, Avenida das Torres, Avenida Leônidas P. Mendes, no Morada do Ouro, Rua M, no CPA IV, Avenida Antônio Dorileo, no Cophema, praças do Jardim Imperial, Avenida Oátomo Canavarros, Avenida Juliano da Costa Marques, Avenida Doutor Meirelles, Avenida Santa Cruz, no bairro Santa Cruz II, além da região central da capital.
De acordo com o coordenador de Limpeza Urbana da Limpurb, Carlos Eduardo do Nascimento, as ações não correspondem a um mutirão extraordinário, mas à continuidade do cronograma regular de manutenção da cidade. Segundo ele, a programação foi reforçada nesta semana para ampliar o atendimento em locais considerados mais críticos, identificados por meio de vistorias técnicas e de solicitações encaminhadas pelos moradores.
“A limpeza urbana segue um planejamento permanente. Nesta semana intensificamos os serviços em pontos que já haviam sido identificados como prioritários, sem deixar de atender às solicitações registradas pela população. O objetivo é manter a cidade limpa e organizada durante todo o ano”, afirmou o coordenador.
Segundo Carlos Eduardo, as equipes são dimensionadas conforme a necessidade de cada local e contam, em média, com 25 a 30 trabalhadores, acompanhados por coordenadores e encarregados responsáveis pela fiscalização dos serviços em campo. Além da execução das atividades, eles verificam a qualidade do acabamento e ajustam o planejamento sempre que necessário para garantir mais eficiência às frentes de trabalho.
A operação também utiliza equipamentos mecanizados para ampliar a produtividade. Tratores plataforma atuam no Jardim Pauliceia, tratores articulados realizam serviços no Tropical Ville e uma minicarregadeira Bobcat reforça as atividades em diferentes pontos. Equipes de resposta rápida também executam intervenções na Praça Sylvio Feitosa de Freitas Neto, na Rodoviária Parque e na Avenida Arquimedes Pereira, no bairro Moinho.
Entre as frentes em andamento, a Avenida do CPA recebe a atuação de dois robôs cortadores de grama, responsáveis pela manutenção do canteiro central, enquanto trabalhadores realizam o acabamento junto ao meio-fio e às calçadas. Na Avenida Leônidas P. Mendes, no Morada do Ouro, uma equipe de 14 trabalhadores executa serviços de limpeza, roçagem, recolhimento de resíduos e pintura de meio-fio, com previsão de continuidade até o Parque Nascente e, posteriormente, na via de acesso ao Terminal do CPA I.
O coordenador da equipe da Avenida do CPA, Cleiton Rosa dos Santos, explica que a utilização dos robôs proporciona maior agilidade na roçagem e contribui para a segurança dos trabalhadores e motoristas, ao reduzir o lançamento de pedras durante o corte da vegetação. Já o coordenador de equipe de rua, Magno de Souza, destaca que todas as frentes contam com sinalização para garantir a segurança durante a execução dos serviços. Conforme a Limpurb, além do planejamento técnico, a definição dos locais também considera solicitações registradas pelos moradores por meio do aplicativo Cuiabá Smart, permitindo que as demandas da população sejam incorporadas ao cronograma de manutenção urbana.
Agro Mato Grosso
Pecuária de MT bate recorde e chega a 45% dos bovinos abatidos com até 24 meses

A pecuária de corte de Mato Grosso atingiu um novo marco. Nos primeiros seis meses de 2026, 45% dos bovinos abatidos no Estado tinham até 24 meses de idade, o maior percentual da série histórica iniciada em 2006. O avanço reflete os investimentos dos pecuaristas em genética, nutrição, manejo de pastagens e tecnologias de produção, que vêm reduzindo o tempo necessário para que os animais alcancem o peso ideal de abate, aumentando a produtividade e a competitividade da cadeia da carne bovina.
Os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram uma transformação significativa da pecuária estadual nas últimas duas décadas. Em 2006, apenas 2% dos animais abatidos tinham menos de 24 meses. Vinte anos depois, essa participação chegou a 45%, enquanto a fatia de bovinos abatidos com mais de 36 meses caiu de 65% para 22% no mesmo período.
A mudança demonstra que os pecuaristas de Mato Grosso conseguem produzir mais carne em menos tempo, reduzindo o ciclo produtivo sem comprometer a qualidade da proteína. Além de elevar a eficiência das propriedades, a estratégia melhora o giro do capital investido pelo produtor, aumenta a oferta de animais terminados e fortalece a posição no mercado nacional e internacional.
“A redução da idade de abate é um dos principais indicadores da evolução da pecuária mato-grossense. Ela mostra que o produtor investiu em tecnologia, melhoramento genético, manejo e nutrição para produzir mais carne em menos tempo”, avalia o diretor de projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.
A maior eficiência também ajuda a explicar os resultados alcançados pelo setor no primeiro semestre deste ano. Foram 3,65 milhões de bovinos abatidos, crescimento de 3,58% em relação ao mesmo período de 2025. O avanço foi impulsionado principalmente pelos machos, cujo abate aumentou 13,05%, enquanto o envio de fêmeas aos frigoríficos caiu 4,26%, reflexo da retenção de matrizes para ampliação do rebanho.
“Além dos ganhos econômicos, especialistas apontam que animais abatidos mais jovens também contribuem para uma pecuária mais sustentável. Com um ciclo produtivo mais curto, o bovino permanece menos tempo na propriedade, utiliza os recursos naturais de forma mais eficiente e reduz a emissão de gases de efeito estufa por quilograma de carne produzida, indicador cada vez mais valorizado pelos mercados internacionais”, enfatiza o diretor de Projetos do Imac.
Agro Mato Grosso
Cidade de MT tem 3ª maior taxa de estupro de vulnerável do Brasil, aponta Anuário

Ranking considera cidades com mais de 100 mil habitantes e tem como base os casos registrados em 2025.
Com uma taxa de 91,2 casos por 100 mil habitantes, Sinop, a 481 km de Cuiabá, ocupa o terceiro lugar no ranking das cidades brasileiras que registraram as maiores taxas de estupro de vulnerável em 2025.
Os dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nessa quinta-feira (23), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
No recorte estadual, Mato Grosso apresentou redução de 19,5% nos casos de estupro de vulnerável. Em 2024, foram registradas 2.040 ocorrências. Já em 2025, o número caiu para 1.667.
Mato Grosso registrou mais de 300 casos de estupros de vulneráveis no 1º trimestre de 2026
- 🔎Estupro de vulnerável é um crime sexual em que a vítima tem menos de 14 anos ou não tem capacidade de autodefesa, por estar dopada ou doente, por exemplo.
Veja ranking:
- Macapá (AP) – 81,5
- Boa Vista (RR) – 110,8
- Ariquemes (RO) – 102,6
- Sinop (MT) – 91,2
- Porto Velho (RO) – 87,9
- Abaetetuba (PA) – 85,3
- Dourados (MS) – 84,8
- Araucária (PR) – 84,4
- Itaituba (PA) – 82,0
- Rio Branco (AC) – 81,7
Ainda de acordo com o levantamento, as principais vítimas de estupro no Brasil são mulheres, que representam 93,3% dos casos registrados no ano passado. Homens correspondem a 6,7% das vítimas.
Nos casos de estupro de vulnerável, o cenário é semelhante. Meninas de até 14 anos representam 85,6% das vítimas, enquanto meninos correspondem a 14,4% das ocorrências.
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