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31 de maio de 2026

Sustentabilidade

Diabrotica e a podridão radicular – MAIS SOJA

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Dentre o complexo de doenças que acometem a soja, a fusariose, também conhecida como podridão da raiz ou podridão radicular, é motivo de preocupação em muitas áreas de cultivo, demandando estratégias de manejo que possam minimizar a ocorrência da doença e seus danos á cultura.

Os fungos do gênero Fusarium, responsáveis pela fusariose, são amplamente distribuídos no solo, restos de plantas, substratos orgânicos e tecidos de plantas e animais, sendo comuns em diferentes zonas climáticas do planeta (Ventura & Costa, 2009). Além disso, a doença tende a ser mais severa em solos mal drenados e compactados, o que faz da rotação de culturas e do manejo do solo, algumas das principais medidas de manejo da fusariose, especialmente se tratando de fungos de solo como o Fusarium oxysporum.

No entanto, embora o solo seja a principal fonte de inóculo dos fungos do gênero Fusarium para a infecção das plantas, recentemente um estudo desenvolvido por Salgado-Neto e colaboradores (2025), intitulado “First report of a member of the Fusarium oxysporum species complex associated with Diabrotica speciosa larvae and adults collected from soybean fields in Brazil” constatou que os fungos do complexo Fusarium oxysporum também podem ser dispersos por vetores biológicos que contribuem para a dispersão da podridão radicular em soja.

Ao analisar a presença de fungos fitopatogênicos em larvas e adultos de Diabrotica speciosa (vaquinha), os autores identificaram a presença do fungo Fusarium oxysporum nos insetos, demonstrando que o inseto pode atuar como vetor de transmissão da podridão radicular e dispersão dos patógenos.

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Figura 1. Dispersão de um isolado de FOSC (complexo de espécies Fusarium oxysporum) por Diabrotica speciosa em plantações de soja.
Adaptado: Salgado-Neto et al. (2025)

Vale destacar que essa é a primeira caracterização que associa a presença de fungos fitopatogênicos do gênero Fusarium a indivíduos de Diabrotica speciosa. Essa descoberta revela uma via de disseminação do FOSC (complexo de espécies Fusarium oxysporum), até então desconhecida em sistemas de soja, com novos “insights” sobre a epidemiologia da podridão radicular da soja e implicações para o desenvolvimento de estratégias de manejo mais eficazes (Salgado-Neto et al., 2025).

Nesse contexto, fica evidente a necessidade de atuar de forma integrada no manejo da podridão radicular da soja, atentando não só para medidas diretas de controle, como também para o controle de insetos que possam atuar como vetores da doença, como identificado no estudo desenvolvido por Salgado-Neto e colaboradores (2025). Sendo assim, o controle da vaquinha torna-se essencial, não apenas para reduzir os danos diretos a produtividade da soja, como também para reduzir a transmissão de doenças com a podridão radicular na cultura.

Confira o estudo completo desenvolvido por Salgado-Neto e colaboradores (2025) clicando aqui!


Veja mais: Diabrótica pode atacar vagens da soja?


Referências:

SALGADO-NETO, G. et al. FIRST REPORT OF A MEMBER OF THE Fusarium oxysporum SPECIES COMPLEX ASSOCIATED WITH Diabrotica speciosa LARVAE AND ADULTS COLLECTED FROM SOYBEAN FIELDS IN BRAZIL. Agr Forest Entomol, 2026. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/403772429_First_report_of_a_member_of_the_Fusarium_oxysporum_species_complex_associated_with_Diabrotica_speciosa_larvae_and_adults_collected_from_soybean_fields_in_Brazil >, acesso em: 15/04/2026.

VENTURA, J. A.; COSTA, H. FUSARIUM: PATÓGENO DE FRUTEIRAS E GRÃOS. III Tropical Fusarium Workshop, UFRPE, 2009. Disponível em: < https://biblioteca.incaper.es.gov.br/digital/handle/item/2834 >, acesso em: 15/04/2026.

Foto de capa: Pereira, Paulo Roberto Valle da Silva.

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Sustentabilidade

Maio tem comercialização limitada da soja; fundamentos baixistas e conflito no Oriente Médio dominam atenções – MAIS SOJA

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Porto Alegre, 29 de maio de 2026 – O mês de maio foi marcado por poucas oscilações e negócios reduzidos no mercado físico de soja do Brasil. Apesar dos momentos de repique, câmbio e contratos futuros em Chicago vão encerrando o período praticamente estabilizados, com pequena variação positiva para o dólar e negativa para Chicago.

A saca de 60 quilos está cotada na casa de R$ 126,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), preço em torno de 121,00. Em Rondonópolis (MT), a cotação está em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá, a saca oscila na casa de R$ 132,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o contrato julho encerrou a quinta, 28, a US$ 11,94 1/2 por bushel. Nos melhores momentos chegou a superar a casa de US$ 12,00. O mercado oscila entre um cenário fundamental negativo – com boa evolução da safra americana e safras cheias colhidas no Brasil e na Argentina -, a volatilidade gerada pelo conflito no Oriente Médio e a expectativa de retomada da demanda chinesa.

A produção brasileira de soja em 2025/26 deverá totalizar 178,11 milhões de toneladas, com elevação de 3,7% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 171,84 milhões de toneladas. A estimativa é de Safras & Mercado. Em 27 de fevereiro, data da estimativa anterior, a projeção era de 177,72 milhões de toneladas.

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De acordo com o levantamento do Ministério da Economia da Argentina, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, a produção de soja 2025/26 foi novamente ajustada para 49,9 milhões de toneladas. A área também revisada, ficando em 16,4 milhões de hectares.

O relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,435 bilhões de bushels em 2026/27, o equivalente a 120,7 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53 bushels por acre. Esta foi a primeira estimativa do USDA para a atual temporada. O mercado apostava em número de 4,450 bilhões de bushels, ou 121,1 milhões de toneladas.

Os estoques finais estão projetados em 310 milhões de bushels ou 8,44 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 353 milhões de bushels ou 9,6 milhões de toneladas. O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,75 bilhões de bushels e exportações de 1,63 bilhão. Para a temporada 2025/26, o Departamento indicou estoques de passagem de 340 milhões de bushels, enquanto o mercado previa estoques de 347 milhões. .

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua / Safras News

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Sustentabilidade

Saiba como as cotações de soja encerraram a semana; estabilidade nos preços definem o dia

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Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem grandes movimentações, com preços praticamente estáveis na maior parte das regiões produtoras e dos portos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, algumas oportunidades surgiram ao longo do dia, mas sem volumes expressivos de negócios.

A sessão foi marcada por pouca variação nos principais formadores de preços. Enquanto os contratos futuros da soja recuaram na Bolsa de Chicago, o dólar registrou leve valorização frente ao real. Apesar disso, os movimentos não foram suficientes para provocar alterações relevantes nas referências do mercado físico brasileiro.

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De acordo com Silveira, não houve fatores capazes de impactar de forma significativa a formação dos preços. O analista também destacou que, apesar do ritmo mais lento observado nesta sexta-feira, os produtores apresentaram movimentações mais firmes ao longo da semana, com bons volumes de comercialização.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 126,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 127,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 110,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 113,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 132,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a sexta-feira em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando as perdas acumuladas tanto na semana quanto no mês de maio. O movimento foi atribuído principalmente à realização de lucros pelos investidores e ao reposicionamento das carteiras.

No acumulado de maio, a soja registrou queda de 0,73%, enquanto na semana a retração foi de 0,77%. A desvalorização do petróleo, diante das perspectivas de um acordo entre Irã e Estados Unidos para reduzir as tensões no Oriente Médio, e as condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas contribuíram para o movimento de correção dos preços.

O mercado também segue atento à demanda chinesa. Os agentes aguardam sinais de retomada das compras por parte da China, que poderiam ocorrer dentro dos entendimentos firmados entre Washington e Pequim durante visita do presidente Donald Trump ao país asiático.

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USDA

As vendas externas dos Estados Unidos também estiveram no radar. Exportadores privados reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a comercialização de 192 mil toneladas de soja para destinos não revelados. Desse total, 60 mil toneladas serão entregues na safra 2025/26 e 132 mil toneladas na temporada 2026/27.

Além disso, as exportações líquidas norte-americanas de soja somaram 299,9 mil toneladas para a safra 2025/26 na semana encerrada em 21 de maio. Para a temporada 2026/27, foram registradas mais 137,7 mil toneladas. O resultado ficou dentro das expectativas do mercado, que projetava embarques entre 150 mil e 400 mil toneladas considerando as duas safras.

Contratos futuros de soja

Entre os contratos futuros, a posição julho fechou a US$ 11,86 3/4 por bushel, com queda de 7,75 centavos de dólar ou 0,64%. Já o vencimento agosto encerrou a US$ 11,90 1/4 por bushel, recuando 5,75 centavos de dólar ou 0,48%.

Nos subprodutos, o farelo de soja para julho caiu US$ 4,30, ou 1,28%, para US$ 329,80 por tonelada. O óleo de soja, por sua vez, avançou 1,02 centavo de dólar, ou 1,32%, encerrando a sessão em 77,72 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar

O dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,26%, cotado a R$ 5,0450 para venda e R$ 5,0431 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0351 e a máxima de R$ 5,0711.

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No acumulado da semana, a moeda avançou 0,33%. Em maio, a valorização chegou a 1,87%.

Com informações da Safras & Mercado.

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Sustentabilidade

Descompasso entre produtor, indústria e varejo amplia fragilidade do mercado de arroz – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz encerra o mês de maio operando sob ambiente extremamente defensivo, com baixa fluidez comercial, negociações lentas e dificuldade crescente de construção de preço em praticamente toda a cadeia. A avaliação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

No mercado físico, os negócios seguem ocorrendo de forma bastante pontual, sem intensidade compradora relevante, enquanto as referências continuam majoritariamente abaixo de R$ 60 por saca de 50 quilos FOB Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, as indicações trabalham predominantemente entre R$ 52 e R$ 56/saca, reforçando o viés pressionado observado no Sul do país.

“O cenário atual mostra um mercado cada vez mais fragmentado entre os diferentes elos da cadeia”, relata Oliveira. “Enquanto produtores tentam limitar novas concessões diante das margens extremamente comprimidas, indústrias operam com forte cautela comercial e o varejo continua pressionando preços de reposição mesmo sem aumento consistente das compras”, exemplifica.

Na prática, o fluxo entre campo, beneficiamento e supermercados perdeu sincronia, criando um ambiente de travamento operacional e baixa previsibilidade comercial. “O produto beneficiado voltou a ser citado com frequência crescente como um dos principais gargalos do mercado neste momento”, frisa o consultor.

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A ponta varejista segue relatando vendas fracas, menor giro nas gôndolas e aumento da seletividade do consumidor. “Grandes redes continuam reduzindo ofertas de compra, alegando desaceleração relevante nas vendas de itens básicos em diversas regiões do país”, afirma o analista.

Apesar disso, o mercado começa a observar alguns contrapontos mais construtivos fora do ambiente doméstico. “Parte do setor já enxerga fundamentos internacionais relativamente mais positivos, principalmente diante das dificuldades competitivas dos Estados Unidos, da alta recente dos preços asiáticos e dos riscos climáticos globais”, enumera.

Em relação aos preços, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou o dia 28 cotada a R$ 59,49, queda de 0,13% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o recuo foi de 6,61%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingiu 18,87%.

Autor/Fonte: Rodrigo Ramos/ Agência Safras News

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