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Dívidas rurais, barter e tarifaço: os temas do novo Radar Rural

O novo episódio do Radar Rural, videocast do Canal Rural apresentado por Beatriz Gunther e Victor Faverin, aborda três assuntos que têm impacto direto sobre o caixa do produtor: as dificuldades para renegociar dívidas rurais, as mudanças tributárias nas operações de barter e a entrada em vigor das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
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Renegociação de dívidas ainda enfrenta entraves
Um dos principais temas do programa é a Medida Provisória 1.376/2026, publicada para criar condições especiais de renegociação de dívidas rurais. Apesar da expectativa gerada pela medida, produtores ainda encontram obstáculos para acessar os benefícios.
O principal motivo foi a demora na publicação das regras necessárias para a operacionalização da MP pelas instituições financeiras. A regulamentação foi publicada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na última quinta-feira (23), uma semana após a medida ser assinada.
O episódio também traz o relato de um produtor do Rio Grande do Sul, região castigada por sucessivas estiagens e enchentes nas últimas safras. Segundo Lucas Scheffer, a proposta ainda está distante da realidade enfrentada no campo, já que muitos produtores acumulam passivos desde 2020 e têm dificuldades para voltar a acessar crédito rural.
Outro ponto destacado é que, sem conseguir renegociar as dívidas, muitos agricultores também ficam impedidos de contratar novos financiamentos do Plano Safra. O programa lembra ainda que os recursos equalizados só começaram a ser liberados semanas após o lançamento oficial do plano.
Reforma tributária muda operações de barter
O Radar Rural também explica como a reforma tributária altera as operações de barter, modalidade amplamente utilizada pelo produtor para adquirir insumos utilizando parte da produção futura como pagamento.
A partir de 3 de agosto, entram em vigor novas exigências fiscais relacionadas à operação. Entre elas, está a necessidade de adequação às novas regras da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), etapa considerada preparatória para a implementação completa da reforma tributária.
Nesse contexto, produtores e empresas devem buscar orientação de contadores e advogados tributaristas para evitar erros no cumprimento das novas obrigações fiscais.
Além do barter, o episódio cita um estudo que aponta aumento potencial de até 414% na carga tributária de empresas especializadas no agenciamento de transporte de cargas do agronegócio em razão das novas regras tributárias.
Tarifaço dos EUA já está em vigor
Na reta final do programa, destaque para a entrada em vigor das tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros. O episódio reforça que itens importantes do agronegócio, como café, carnes e suco de laranja, ficaram de fora da medida, enquanto produtos como etanol, madeira processada e máquinas foram atingidos.
Conforme estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as novas tarifas podem causar perdas anuais de R$ 4,6 bilhões para o agro brasileiro.
Assista ao episódio completo
O episódio completo do Radar Rural está disponível no canal do Canal Rural no YouTube:
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Máximas podem chegar a 36 °C em dois municípios da Bahia

A previsão da Climatempo indica temperaturas máximas de até 36 °C em dois municípios da Bahia, na janela entre sexta-feira (16) e sábado (17). Em Itapetinga, a máxima prevista fica 8,5 °C acima da normal climatológica; em Teixeira de Freitas, a diferença deve ser de 6,9 °C.
Em Itapetinga (BA), a máxima prevista para sexta-feira (16) é de 36 °C, ante a normal climatológica de temperatura máxima de 27,5 °C. A Climatempo prevê esse patamar de máxima por três dias seguidos.
Para Teixeira de Freitas (BA), a previsão também indica uma sequência de três dias com máxima de 35 °C. Esse é o valor esperado para sábado (17).
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Temperaturas máximas elevadas por dias seguidos estão associadas a risco de estresse térmico em animais, aumento da demanda por água e possíveis impactos no desenvolvimento de lavouras.
Em Teixeira de Freitas, a normal climatológica de temperatura máxima usada na comparação é de 28,1 °C.
Fonte: Climatempo Advisor API
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OIA reduz estimativa para produção de açúcar no Centro-Sul em 2026/27

A produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil pode ficar abaixo de 38 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo a Organização Internacional do Açúcar (OIA). A revisão foi apresentada no relatório de mercado de setembro, após a entidade reduzir sua projeção anterior, de 39 milhões de toneladas. O ajuste ocorre em meio ao avanço das chuvas, que tem prejudicado a colheita e a moagem de cana-de-açúcar.
Segundo a OIA, a produção na região terá dificuldades para alcançar 38 milhões de toneladas e poderá ficar bem abaixo desse volume se as chuvas previstas se confirmarem. Na primeira quinzena de setembro, as usinas do Centro-Sul processaram 30,2 milhões de toneladas de cana, queda superior a 30% em relação ao mesmo período do ano passado.
No mesmo intervalo, a produção de açúcar somou 2,2 milhões de toneladas, ante 3,6 milhões de toneladas um ano antes. Com isso, o volume acumulado desde 1º de abril chegou a 26,1 milhões de toneladas até meados de setembro, abaixo das 30,4 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra anterior. Em 2025/26, a região produziu 40,4 milhões de toneladas de açúcar.
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O ritmo de moagem também perdeu força ao longo da safra. Em meados de agosto, o processamento acumulado de cana ainda estava 2,1% acima do observado um ano antes. Agora, está 1,5% abaixo, em 443,7 milhões de toneladas.
Outro fator destacado pela entidade é a maior destinação de matéria-prima para o etanol. Até o momento, as usinas direcionaram 53,8% do Açúcar Total Recuperável (ATR) disponível para a fabricação do biocombustível, acima dos 47,7% verificados na mesma etapa da temporada passada. De acordo com a OIA, os preços do etanol subiram, elevando a paridade entre açúcar e etanol para cerca de 16 centavos de dólar por libra-peso, sem considerar o subsídio aos combustíveis introduzido recentemente.
Nas exportações, os embarques brasileiros de açúcar bruto também recuaram. Em agosto, o volume foi de 2,7 milhões de toneladas, contra 3,7 milhões de toneladas no mesmo mês de 2025. De janeiro a agosto, os embarques ficaram 2,2 milhões de toneladas abaixo dos registrados em igual intervalo do ano passado.
Apesar da perspectiva de menor oferta na temporada atual, a OIA observou que usinas brasileiras estariam realizando operações expressivas de hedge para 2027, aproveitando preços mais elevados. Segundo o relatório, esse movimento indica planos de ampliar a produção de açúcar no próximo ano.
Fonte: Estadão Conteúdo
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USDA destina US$ 86,6 milhões a projetos para culturas especiais nos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta quarta-feira (14) a destinação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos voltados ao aumento da competitividade de culturas especiais em 56 Estados e territórios do país. Os recursos serão concedidos por meio do Programa de Subvenções para Culturas Especiais (SCBGP), administrado pelo Serviço de Marketing Agrícola (AMS) do USDA.
Segundo o USDA, os projetos contemplados abrangem pesquisa, desenvolvimento de variedades de sementes, combate a pragas e doenças, segurança alimentar, educação nutricional e ações de marketing para ampliar o acesso dos produtores ao mercado.
O programa atende cadeias produtivas de frutas, hortaliças, nozes, frutas secas e plantas ornamentais, entre outras culturas enquadradas como especiais nos Estados Unidos. A proposta é direcionar recursos para iniciativas que fortaleçam a competitividade desses segmentos em diferentes frentes da produção e da comercialização.
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Entre os valores informados para os beneficiários, o Estado de Michigan receberá mais de US$ 2,64 milhões. A Flórida contará com mais de US$ 4,3 milhões, enquanto o Texas terá mais de US$ 2 milhões e a Geórgia, mais de US$ 1,7 milhão.
A distribuição dos recursos alcança um conjunto amplo de projetos e territórios, com foco em temas técnicos e comerciais ligados às culturas especiais. Entre os eixos apoiados pelo programa estão medidas voltadas à melhoria de material genético, ao enfrentamento de problemas fitossanitários e à expansão das condições de comercialização para os produtores.
Com o anúncio, o USDA confirma a liberação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos do SCBGP, abrangendo 56 Estados e territórios e diferentes cadeias de culturas especiais nos Estados Unidos.
Fonte: Estadão Conteúdo
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