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25 de julho de 2026

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Cepea: Soja, milho e boi gordo encerram semana com novas altas

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Soja, milho e boi gordo fecharam a sexta-feira (24) em alta, acumulando valorização também ao longo da semana e do mês

Os principais indicadores acompanhados pelo Cepea encerraram a sexta-feira (24) em alta. Soja, milho e boi gordo registraram valorização diária e também acumulam ganhos na semana.

Soja

No mercado da soja, o indicador Cepea/Esalq Paranaguá fechou a R$ 148,37 por saca de 60 quilos, alta de 0,61% em relação à quinta-feira (23). Ao longo da semana, o indicador avançou de R$ 142,65 na segunda-feira (20) para o valor atual, uma valorização de 4,01%. No acumulado do mês, a alta chega a 11,07%.

No Paraná, o indicador Cepea/Esalq encerrou o dia em R$ 140,26 por saca, com ganho diário de 0,70%. Na comparação com a segunda-feira, quando o preço era de R$ 135,73, a valorização foi de 3,34%. Em julho, o indicador acumula alta de 10,07%.

Milho

O indicador do milho Esalq/BM&FBovespa fechou a sexta-feira cotado a R$ 65,74 por saca de 60 quilos, avanço de 0,29% frente ao dia anterior. Na semana, a cotação passou de R$ 65,22 para R$ 65,74, alta de 0,80%. No acumulado do mês, o ganho é de 3,40%.

Boi gordo

Já o indicador do boi gordo Cepea/Esalq encerrou o pregão em R$ 344,20 por arroba, valorização diária de 0,13%. Na comparação com a segunda-feira (20), quando o indicador estava em R$ 337,10, o avanço foi de 2,11%. Em julho, a alta acumulada é de 2,32%.

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Por que o brasileiro coloca tanto açúcar no café? Especialista explica hábito

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Foto: Pexels

Para quem acredita que tomar café é apenas uma forma de espantar o sono, uma pesquisa realizada pela Nestlé Cup 2025 Local Insights Report Brasil: Panorama Geral e Comportamento do Consumidor revela algo diferente: o principal motivo que leva os brasileiros a consumir a bebida é o prazer. 

O estudo destaca que 41% dos brasileiros afirmam beber café porque gostam da experiência, é um momento prazeroso, enquanto 33% o fazem por necessidade, como para despertar.

Segundo a Coffee Ambassador da Nespresso, Tatiana Nakamura, essa relação afetiva e relacionada à experiência do consumidor explica por que não existe uma maneira correta de consumir café. A especialista contou que é comum ouvir consumidores perguntando se é errado adoçar o café ou acrescentar leite. 

Para ela, essas escolhas são pessoais e não devem ser encaradas como um erro, o que realmente merece atenção é a qualidade do café servido na xícara. “Café é um momento de prazer, tem que ser do jeito que você gosta. Com açúcar, adoçante, leite, gelado ou quente, tudo bem, o importante é que seja um momento seu”, disse Nakamura. 

Ela relembrou o caso de uma cliente que visitou uma cafeteria e adicionou três sachês de adoçante no café. “Ela tomou aquele café como se fosse o melhor da vida. Para ela, estava perfeito. Era um café do jeito que ela gostava”, comentou.

Por que se coloca tanto açúcar no café?

Segundo Nakamura, o hábito de adoçar o café faz parte da cultura brasileira, muitas pessoas cresceram consumindo café coado com açúcar e mantiveram esse costume ao longo da vida.

No entanto, ela explica que esse comportamento também está relacionado à qualidade do produto consumido. Cafés de menor qualidade, como o tradicional e extraforte, costumam apresentar mais defeitos sensoriais, como amargor e sabores desagradáveis, o que leva o consumidor a recorrer ao açúcar para mascarar essas características.

Nakamura conta que o café é formado por diferentes camadas, o que chega à xícara é apenas a semente do fruto, enquanto casca, pergaminho e película são removidos ao longo do processamento.

Ela também destaca que existem duas principais espécies cultivadas comercialmente, o café arábica, conhecido pela maior complexidade sensorial e ampla variedade de cultivares, e canéfora (que inclui robusta e conilon), geralmente associada a bebidas de corpo mais intenso.

No caso da Nespresso, a seleção é feita com cafés especiais, escolhidos por apresentarem maior qualidade sensorial e menos defeitos. O café especial, explicou a especialista, é produzido com frutos maduros, que concentram maior teor de açúcares naturais e proporcionam uma bebida naturalmente mais doce.

Defeitos interferem diretamente no sabor

Outro ponto abordado foi a diferença entre cafés especiais e produtos classificados como tradicionais ou extrafortes.

Segundo a especialista, grãos com defeitos (verdes, pretos, mofados ou ardidos) podem comprometer significativamente o sabor da bebida. Esses grãos defeituosos, afirmou, ainda são encontrados em cafés de menor qualidade comercializados no mercado, enquanto os cafés especiais passam por uma seleção rigorosa para eliminar esse tipo de imperfeição.

Café/Fazenda Cachoeira da Grama, São Sebastião da Grama (SP)
Café da Fazenda Cachoeira da Grama, São Sebastião da Grama (SP). Foto: Canal Rural

Desperdício

Nakamura lembrou que é comum preparar uma garrafa inteira de café e descartar o restante horas depois, sem considerar todo o trabalho necessário para produzir aquele alimento. “A gente joga café na pia com muita facilidade, mas esquece que ele é uma fruta e que passou por um longo processo até chegar à nossa xícara”, destacou.

Para ela, enxergar o café como alimento é um passo importante para reduzir o desperdício. “Se fosse metade de uma garrafa de leite, talvez a gente pensasse duas vezes antes de jogar fora. Com o café, isso ainda não acontece”, comparou.

Maior dificuldade do produtor

Mais do que uma bebida presente na rotina dos brasileiros, o café é resultado de uma cadeia produtiva complexa, que envolve meses de trabalho no campo antes de chegar à xícara.

Segundo Nakamura, grande parte desse processo ainda depende da colheita manual, especialmente nas regiões montanhosas do sul de Minas Gerais, onde a mecanização é limitada por conta do grau de inclinação. “O principal desafio do produtor hoje é a mão de obra”, afirmou.

De acordo com ela, mesmo em propriedades mecanizadas há dificuldade para encontrar operadores qualificados, enquanto nas áreas de colheita manual a escassez de trabalhadores é ainda maior.

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Renegociação de dívidas dá poder aos bancos e exige rapidez do produtor, diz ex-secretário do Mapa

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José Carlos Vaz avalia que renegociação de dívidas rurais favorece bancos e orienta produtores a formalizarem o pedido de adesão

A regulamentação da medida provisória (MP 1.376/2026) que cria mecanismos para renegociação de dívidas rurais representa um avanço para produtores que enfrentam dificuldades financeiras, mas concentra nas instituições financeiras o poder de decidir quem terá acesso às novas condições.

A avaliação é de José Carlos Vaz, ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e comentarista do Canal Rural.

Segundo ele, embora a medida seja vista como uma oportunidade para aliviar o endividamento no campo, ela foi desenhada principalmente para atender aos bancos.

“Essa medida provisória não foi feita para os produtores rurais. Ela foi feita para os bancos”, afirmou.

Na prática, a resolução aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) autoriza os bancos a oferecerem linhas específicas para liquidação ou amortização de dívidas, mas a adesão é facultativa para as instituições financeiras.

Para Vaz, a maior parte dos bancos tem interesse em renegociar operações já existentes, mas a regulamentação amplia o poder de negociação dessas instituições.

“Onde eles têm interesse, conseguem fazer quase tudo. Onde não tiverem interesse, têm força para negociar com o produtor.”

Crédito novo deve continuar restrito

Na avaliação do comentarista, a tendência é que produtores consigam renegociar financiamentos já contratados com a própria instituição financeira. Por outro lado, ele considera mais difícil obter crédito novo, liberar garantias ou convencer um banco a assumir dívidas contraídas com terceiros.

Apesar das limitações, Vaz defende que o momento exige pragmatismo.

“O produtor tem que correr e manifestar sua adesão. Mais para frente, busca-se outras soluções.”

Ele também recomenda cautela durante as negociações, especialmente em relação à exigência de novas garantias.

Critérios podem abrir espaço para negativas

Outro ponto que preocupa o especialista é a forma como a resolução regulamentou a comprovação das perdas que justificam a renegociação.

Segundo Vaz, a redação aprovada pelo CMN criou uma exigência ampla ao estabelecer que o produtor deverá demonstrar uma relação direta entre eventos climáticos ou problemas de comercialização e a perda de renda.

Na visão dele, essa interpretação pode variar entre as instituições financeiras e abrir espaço para recusas.

Formalização é prioridade

Diante desse cenário, Vaz orienta os produtores a formalizarem o pedido de renegociação o quanto antes, utilizando todos os canais disponíveis.

Ele recomenda enviar solicitações por escrito, com aviso de recebimento, utilizar os modelos disponibilizados por federações de agricultura e até registrar o pedido por aplicativos de mensagens, caso haja contato com o gerente da instituição.

“O máximo possível é formalizar o interesse”, explicou. Para ele, esse procedimento é importante para resguardar o produtor, independentemente do tempo que o banco leve para concluir a análise.

Prazo preocupa menos que a manifestação

Questionado sobre o prazo para adesão ao programa, previsto até 12 de novembro, Vaz afirma que a principal preocupação do produtor deve ser registrar formalmente o interesse na renegociação.

Segundo ele, caso o sistema financeiro não consiga concluir todas as operações dentro do período estabelecido, caberá ao governo e aos bancos discutir eventual prorrogação.

“O produtor não pode perder a oportunidade de, o mais rápido possível, formalizar o seu interesse em renegociar”, finalizou.

Além disso, vale ressaltar que a medida provisória precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias. Sem a validação do legislativo, a MP perde a validade.

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Dia da Agricultura Familiar: setor responde por 40% do PIB agropecuário do RS

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Foto: Ministério da Agricultura

Neste sábado (25) é celebrado o Dia Internacional da Agricultura Familiar, uma data criada para reconhecer a contribuição de milhões de pequenos produtores para a segurança alimentar, a geração de renda e o desenvolvimento rural.

No Rio Grande do Sul, um levantamento da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS) mostra a dimensão desse papel na economia estadual e aponta os principais desafios para o futuro do setor.

A celebração ocorre durante a Década da Agricultura Familiar, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o período de 2019 a 2028, com o objetivo de fortalecer políticas públicas voltadas ao segmento.

No Rio Grande do Sul, a agricultura familiar reúne cerca de 365 mil estabelecimentos rurais. Segundo o estudo da Fetag-RS, a maioria das propriedades possui menos de 10 hectares.

Os números mostram a relevância econômica do setor. A agricultura familiar responde por cerca de R$ 111 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho. Embora ocupe aproximadamente 25% das áreas agrícolas do estado, é responsável por 40% do PIB da agropecuária.

“A agricultura familiar ocupa 25% das áreas de terra, mas detém 40% do PIB da agropecuária. Isso demonstra a importância e o quanto ela é eficiente quando a gente fala em números, além de toda a função social e da agricultura familiar como modo de vida”, afirma o presidente da Fetag-RS, Eugênio Zanetti.

Cadeias produtivas

O levantamento também evidencia a presença da agricultura familiar em diferentes cadeias do agronegócio gaúcho.

O fumo é o produto com maior participação do segmento, com 95% da produção realizada por agricultores familiares. Na sequência aparecem a banana (92%) e o leite (83%).

Em geração de renda, a soja lidera, com cerca de R$ 9 bilhões por ano, seguida da produção de frangos, que movimenta quase R$ 8 bilhões anuais.

Permanência dos jovens preocupa

Apesar da força econômica, o estudo aponta a sucessão familiar como um dos maiores desafios da atividade.

Hoje, a maior parte dos produtores rurais gaúchos tem entre 45 e 65 anos. Já a participação de jovens entre 15 e 29 anos caiu de 15%, em 2012, para 10% atualmente, uma redução de 35%.

Uma das alternativas para estimular a permanência das novas gerações no campo tem sido o fortalecimento das agroindústrias familiares.

Atualmente, 2.094 empreendimentos estão cadastrados no Programa Estadual da Agroindústria Familiar (Peaf), agregando valor à produção, ampliando a renda das propriedades e criando oportunidades para que os jovens permaneçam na atividade rural.

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