Sustentabilidade
MS: Colheita da soja se aproxima do fim e plantio do milho alcança 99,5% da área estimada – MAIS SOJA

A colheita da soja safra 2025/2026 entra na fase final em Mato Grosso do Sul, ao mesmo tempo em que o plantio do milho segunda safra já se aproxima da conclusão em todo o Estado.
Levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, aponta que, até 10 de abril, cerca de 94,9% da área de soja havia sido colhida, enquanto o plantio do milho atingiu 99,5% da área estimada.
A colheita avança de forma distinta entre as regiões do Estado. A região sul lidera as operações no campo, com média de 99,3% da área colhida, seguida pela região centro (91,7%) e norte (82,7%) .
Em relação às condições das lavouras, 56,8% das áreas são classificadas como boas, 27,6% como regulares e 15,6% como ruins. O melhor desempenho está concentrado nas regiões norte e nordeste, onde mais de 64% das lavouras apresentam boas condições. Já as regiões sul e sudeste enfrentam maiores desafios, com maior percentual de áreas classificadas como regulares, reflexos de adversidades climáticas registradas ao longo do ciclo.
Na região sul, 41,2% das lavouras são consideradas boas, enquanto 44,2% estão em condição regular. Na região sudeste, 45,5% das áreas estão em boas condições e 41,7% regulares.
De acordo com o Boletim, o desempenho das lavouras foi influenciado por condições climáticas adversas registradas entre janeiro e fevereiro, principalmente na região sul. Mais de 640 mil hectares foram impactados por veranicos, com períodos superiores a 20 dias de estiagem em municípios como Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai.
Apesar disso, as chuvas registradas em março favoreceram a recuperação parcial das lavouras em regiões do centro, norte e oeste, onde os volumes variaram entre 150 mm e 380 mm.
Plantio do milho entra na reta final
O plantio do milho segunda safra acompanha o avanço da colheita da soja e já está praticamente concluído no Estado. A região sul atingiu 100% da área plantada, enquanto o centro registra 99,4% e o norte 96,3%.
De acordo com o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, o ritmo mais lento no início da safra foi consequência do atraso na colheita da soja. “Mesmo com os desafios climáticos registrados no início do ano, principalmente na região sul, a safra apresenta recuperação importante em várias regiões. A produtividade revisada mostra o potencial do Estado, mas ainda dependemos da consolidação dos dados de campo”.
O boletim completo pode ser acessado aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja/MS
Sustentabilidade
Diabrotica e a podridão radicular – MAIS SOJA

Dentre o complexo de doenças que acometem a soja, a fusariose, também conhecida como podridão da raiz ou podridão radicular, é motivo de preocupação em muitas áreas de cultivo, demandando estratégias de manejo que possam minimizar a ocorrência da doença e seus danos á cultura.
Os fungos do gênero Fusarium, responsáveis pela fusariose, são amplamente distribuídos no solo, restos de plantas, substratos orgânicos e tecidos de plantas e animais, sendo comuns em diferentes zonas climáticas do planeta (Ventura & Costa, 2009). Além disso, a doença tende a ser mais severa em solos mal drenados e compactados, o que faz da rotação de culturas e do manejo do solo, algumas das principais medidas de manejo da fusariose, especialmente se tratando de fungos de solo como o Fusarium oxysporum.
No entanto, embora o solo seja a principal fonte de inóculo dos fungos do gênero Fusarium para a infecção das plantas, recentemente um estudo desenvolvido por Salgado-Neto e colaboradores (2025), intitulado “First report of a member of the Fusarium oxysporum species complex associated with Diabrotica speciosa larvae and adults collected from soybean fields in Brazil” constatou que os fungos do complexo Fusarium oxysporum também podem ser dispersos por vetores biológicos que contribuem para a dispersão da podridão radicular em soja.
Ao analisar a presença de fungos fitopatogênicos em larvas e adultos de Diabrotica speciosa (vaquinha), os autores identificaram a presença do fungo Fusarium oxysporum nos insetos, demonstrando que o inseto pode atuar como vetor de transmissão da podridão radicular e dispersão dos patógenos.
Figura 1. Dispersão de um isolado de FOSC (complexo de espécies Fusarium oxysporum) por Diabrotica speciosa em plantações de soja.

Vale destacar que essa é a primeira caracterização que associa a presença de fungos fitopatogênicos do gênero Fusarium a indivíduos de Diabrotica speciosa. Essa descoberta revela uma via de disseminação do FOSC (complexo de espécies Fusarium oxysporum), até então desconhecida em sistemas de soja, com novos “insights” sobre a epidemiologia da podridão radicular da soja e implicações para o desenvolvimento de estratégias de manejo mais eficazes (Salgado-Neto et al., 2025).
Nesse contexto, fica evidente a necessidade de atuar de forma integrada no manejo da podridão radicular da soja, atentando não só para medidas diretas de controle, como também para o controle de insetos que possam atuar como vetores da doença, como identificado no estudo desenvolvido por Salgado-Neto e colaboradores (2025). Sendo assim, o controle da vaquinha torna-se essencial, não apenas para reduzir os danos diretos a produtividade da soja, como também para reduzir a transmissão de doenças com a podridão radicular na cultura.
Confira o estudo completo desenvolvido por Salgado-Neto e colaboradores (2025) clicando aqui!
Veja mais: Diabrótica pode atacar vagens da soja?
Referências:
SALGADO-NETO, G. et al. FIRST REPORT OF A MEMBER OF THE Fusarium oxysporum SPECIES COMPLEX ASSOCIATED WITH Diabrotica speciosa LARVAE AND ADULTS COLLECTED FROM SOYBEAN FIELDS IN BRAZIL. Agr Forest Entomol, 2026. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/403772429_First_report_of_a_member_of_the_Fusarium_oxysporum_species_complex_associated_with_Diabrotica_speciosa_larvae_and_adults_collected_from_soybean_fields_in_Brazil >, acesso em: 15/04/2026.
VENTURA, J. A.; COSTA, H. FUSARIUM: PATÓGENO DE FRUTEIRAS E GRÃOS. III Tropical Fusarium Workshop, UFRPE, 2009. Disponível em: < https://biblioteca.incaper.es.gov.br/digital/handle/item/2834 >, acesso em: 15/04/2026.
Foto de capa: Pereira, Paulo Roberto Valle da Silva.

Sustentabilidade
Agropecuária brasileira enfrenta cenário de instabilidade com crédito reduzido e alto endividamento – MAIS SOJA

Custos elevados, commodities desvalorizadas e financiamentos caros têm formado uma “tempestade perfeita” para o aumento do endividamento rural no Brasil. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), composta por 341 parlamentares, apresentou uma lista de sugestões ao novo ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), André de Paula.
O chefe da Pasta foi recebido na reunião da bancada realizada na última terça-feira (14). Durante o encontro, a bancada apresentou o Projeto de Lei 5.122/2023, do Deputado Domingos Neto, integrante da FPA, como solução para parte do endividamento que atinge produtores rurais em diversos estados brasileiros. Entre os pontos colocados na matéria, está a utilização do Fundo Social para criar uma linha de crédito específica de repactuação de dívidas rurais.
O texto está na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal e será relatado pelo Senador Renan Calheiros. Na última semana, a vice-presidente da FPA na Casa Alta, Senadora Tereza Cristina articulou uma reunião com o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, o Presidente do Senado, Senador Davi Alcolumbre, e o relator para expor a atual situação do setor e avançar com o projeto.
A solicitação dos parlamentares agora é para que a pasta da Agricultura também reforce essa articulação dentro do próprio Executivo.
A proposta pode disponibilizar aproximadamente R$ 30 bilhões para a linha de financiamento, no entanto, o valor já é visto como insuficiente para o atual nível de endividamento.
“Nós estamos dando todo o apoio necessário para que o projeto tenha celeridade, inclusive pedimos ao ministro o apoio institucional do governo para que a gente consiga achar minimamente um alento. Vamos lembrar que os R$ 30 bilhões que estão previstos no PL 5.122 já são completamente insuficientes para o tamanho do problema enfrentado”, destacou o Presidente da FPA, Deputado Pedro Lupion.
A FPA entregou ao Ministro um ofício com os pleitos do setor junto ao MAPA:
1. Atuação para revisar as resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) que conferem restrição ao crédito rural com base exclusiva no PRODES;
2. Assegurar que o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara) siga apenas com função consultiva e técnica, sem sobrepor regulações atribuídas ao MAPA ou outros órgãos competentes, em respeito ao Marco Legal de Pesticidas;
3. Definir um cronograma de das regulamentações envolvendo a Lei de Pesticidas, a Lei do Autocontrole e a Lei dos Bioinsumos;
4. Ampliação do Plano Safra de modo que torne o acesso ao crédito mais fácil para pequenos e médios produtores;
5. Construir soluções estruturantes sobre o endividamento rural, tendo como foco a renegociação das dívidas rurais;
6. Atuação junto ao Ministério da Fazenda para publicação da lista complementar de insumos agropecuários com redução de 60% nas alíquotas do IBS e CBS;
7. Participação ativa nas discussões sobre a atualização da Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras para defender posicionamento técnico sobre as espécies com relação econômica;
8. Suspensão ou revisão da portaria que traz exigências sobre a classificação e comercialização de morangos;
9. Articulação nas negociações sobre o Regulamento Europeu de Desmatamento (EUDR), da União Europeia;
10. Maior participação do setor produtivo nas negociações de acordos comerciais;
11.Esclarecimento sobre as portarias do MAPA que tratam sobre a rastreabilidade de pesticidas;
12. Revisão da norma que instituiu a Verificação Agrícola, Monitoramento e Conformidade de grãos de modo que a certificação continue sendo opcional e contratual, sem a imposição do Estado;
13. Definição de um cronograma claro sobre os anúncios envolvendo o Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (SISPA);
14. Aprimoramento das regulamentações de uso de drones na agropecuária, tendo como objetivo segurança jurídica, viabilidade e defesa da tecnologia;
15. Construir junto com os demais órgãos competentes do governo uma solução normativa para indenização de serviço voluntário em folga remunerada aos auditores fiscais federais agropecuários.
Ministro fala em reaproximação com a bancada
André de Paula ouviu dos parlamentares a demanda por uma maior participação da FPA nas decisões que tratam sobre políticas públicas para o setor. Uma sugestão dada pela ex-ministra da Agricultura, Senadora Tereza Cristina, foi a manutenção de encontros periódicos entre a bancada e a gestão do ministério.
“Todo governo, seja ele de que matiz for, enfrenta problemas, porque a agricultura tem necessidades e o cobertor é curto. Outras áreas também têm as suas demandas, e esse embate é necessário. Mas, quando o senhor tem uma frente como essa, ajudando a remar para a frente, facilita muito a vida”, disse a parlamentar. O Ministro afirmou que vai acolher a iniciativa. “Eu tenho disposição para isso e vou conversar com o Presidente [da FPA] Pedro Lupion para que a gente construa essa possibilidade”, destacou André de Paula.
Além da questão do crédito e do endividamento, o Vice-Presidente da FPA na Câmara, Deputado Arnaldo Jardim, fez ainda outro apelo ao ministro. Ele enfatizou a necessidade de uma “implantação radical” do Código Florestal. “Nós falamos das restrições de crédito via PRODES e é urgente. São problemas que vão surgindo porque não há essa matriz da análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR)”, comentou Arnaldo Jardim ao lembrar do problema com as resoluções do Conselho Monetário Nacional responsáveis pela restrição de acesso ao crédito rural para produtores que estão em situação ambiental regular.
Veja o que disseram outros integrantes da FPA:
“Você, André de Paula, falou uma coisa que me deixou muito feliz de ouvir: ‘respeito aos demais colegas, mas nós temos que defender o agro’. E é isso que estamos sentindo falta no Ministério da Agricultura: uma atuação mais proativa”, disse o coordenador de Defesa Agropecuária da FPA, Deputado Domingos Sávio.
“Hoje, o que precisamos do Ministério da Agricultura, é salvar o ente produtivo chamado produtor rural, de qualquer tamanho. Ser salvo como célula produtiva. Ele não é um caloteiro, não é um mau caráter. Ele só não conseguiu produzir porque as condições oferecidas para ele são completamente adversas”, indicou o coordenador Institucional da FPA, Deputado Alceu Moreira.
“Independentemente do governo, a gente precisa avançar. A gente precisa cuidar de quem está devendo, de quem está desesperado, pagando as contas dos filhos, e vive da agropecuária”, pontuou a vice-presidente da região Centro-Oeste, Deputada Marussa Boldrin.
“O senhor disse que gostaria de deixar uma marca na sua gestão, que espero, seja muito profícua. Que a sua marca seja então para melhorar o PSR, para dar Seguro Rural a milhões de produtores”, destacou o coordenador da Comissão de Meio Ambiente da FPA, Deputado Pezenti.
“As novas regras do Prodes precisam ser revistas com urgência. É uma medida contraditória, que fere o processo legal e dificulta o acesso ao crédito rural, impactando diretamente o agro brasileiro”, afirmou o 2º vice-presidente da FPA no Senado, Senador Jaime Bagattoli.
“Eu diria que, tirando o café hoje no Brasil, todos os outros segmentos estão com muita dificuldade de fazer a próxima safra. É o momento, ministro, do Projeto 5122/2023. Nós, mais do que nunca, precisamos desse legado para as gerações futuras”, comentou o Deputado Pedro Westphalen.
“Eu não tenho dúvida de que nós vamos precisar pensar numa repactuação das condições de endividamento dos produtores rurais. E a gente espera muito um Plano Safra com volume de recurso suficiente e com uma quantidade de equalização de juros que possa baixar o principal custo do produtor rural, que é esse custo do financiamento, para que ele possa sobreviver”, disse o Deputado Fabio Garcia.
“Se eu pudesse, ministro, dizer algo para o senhor sair daqui com uma única missão, eu diria para tentar convencer o ministro Dario, o presidente Lula, de dar um quinhão do orçamento público correspondente à importância que a agropecuária tem”, solicitou o coordenador da Comissão de Infraestrutura e Logística da FPA, Deputado Tião Medeiros.
“Também existe outro Projeto de Lei (PL 320/2025), de autoria do Senador Heinze e eu fui designado relator, e trata exclusivamente da securitização, uma espécie de um Refis do campo. Eu queria aqui me prontificar junto à FPA e aos colegas do Senado Federal para que nós possamos ser céleres na tramitação desse projeto, o que eu acho que é convergente com o PL 5122”, disse o Senador Irajá.
“A gente tem inúmeros desafios: é o leite, a banana, a cebola, o morango, o alho. Nós estamos com inúmeros problemas nessas áreas. Mas gostaria de pedir uma atenção especial, principalmente, no nosso leite; que a gente já vem há muito tempo trabalhando e está ficando cada vez mais difícil para o produtor”, afirmou a Vice-Presidente da FPA para a Região Sudeste, Deputada Ana Paula Leão.
Fonte: Agência FPA, disponível no portal da SNA
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Comércio exterior ganha força, mas mercado interno segue em ritmo lento – MAIS SOJA

Mesmo diante da recente recuperação dos preços no Rio Grande do Sul, o mercado brasileiro de arroz mantém baixa liquidez, refletindo o impasse entre os agentes do mercado. Segundo pesquisadores do Cepea, enquanto produtores mantêm uma postura cautelosa focados nos trabalhos nas lavouras e aguardando preços mais atrativos, compradores priorizaram a aquisição de produtos já disponíveis nos estoques internos, diante das incertezas quanto à disponibilidade e aos preços da matéria-prima.
Ao mesmo tempo, de acordo com o Centro de Pesquisas, as importações ganharam força em março, impulsionadas pela necessidade de suprimento e pela competitividade dos produtos importados.
Dados da Secex indicam que as importações brasileiras de arroz atingiram 176,1 mil toneladas em março, um avanço de 55,67% frente a fevereiro e de cerca de 70% em relação ao mesmo período de 2025, configurando o maior volume desde julho de 2024.
As exportações também avançaram em março, totalizando 240,7 mil toneladas, o maior volume dos últimos três meses, com alta de 12,1% frente a fevereiro e de 78,79% na comparação anual.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade24 horas agoMercado de soja recua no Brasil com pressão de Chicago e dólar abaixo de R$ 5
Agro Mato Grosso3 horas agoVaquinha pode disseminar Fusarium na soja I agro.mt
Sustentabilidade7 horas agoALGODÃO/CEPEA: Exportações são recordes; mercado interno apresenta liquidez pontual – MAIS SOJA
Featured21 horas agoPresidente de ONG é absolvida por desacato contra o Ministério Público do Estado de Mato Grosso
Sustentabilidade23 horas agoSoja/BR: Colheita da soja atinge 85,7% no Brasil com clima impactando ritmo no Sul – MAIS SOJA
Featured22 horas agoMesmo com recuo, número de famílias que não conseguem pagar dívidas cresce em Cuiabá
Sustentabilidade8 horas agoAvanço de plantas daninhas em sistemas com soja preocupa e reforça necessidade de manejo integrado – MAIS SOJA
Business7 horas agoSafra atual do café fica marcada por queda nas exportações
















