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30 de maio de 2026

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Operação apreende 82 toneladas de produtos irregulares de café e fecha 19 estabelecimentos

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Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

Uma operação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e dos órgãos de defesa do consumidor resultou na apreensão de mais de 82 toneladas de produtos relacionados à produção de café e na interdição de 19 estabelecimentos com indícios de irregularidades.

A força-tarefa foi realizada entre os dias 25 e 28 de maio e teve como objetivo combater a distribuição e a comercialização de produtos suspeitos de adulteração ou em desacordo com a legislação. As ações ocorreram em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo e no Distrito Federal.

Ao todo, foram realizadas 84 fiscalizações. Desse total, 19 estabelecimentos foram interditados, o equivalente a 32,8% dos locais inspecionados. Também foram apreendidos 82.014 quilos de produtos, incluindo 5.944 quilos de café torrado e moído e 76.070 quilos de matérias-primas utilizadas na fabricação do produto.

Além das inspeções em indústrias do setor cafeeiro conduzidas pelo Mapa, os Procons estaduais e municipais realizaram fiscalizações em supermercados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O foco foi identificar produtos com indícios de adulteração e garantir a proteção dos direitos dos consumidores.

Segundo o Ministério da Agricultura, os produtos apreendidos não representam a produção cafeeira brasileira, reconhecida internacionalmente pela qualidade. A pasta destaca que as irregularidades identificadas envolvem casos específicos que podem causar prejuízos aos consumidores e afetar a credibilidade do setor.

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A operação foi resultado de um trabalho de monitoramento de mercado e contou com apoio técnico da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), além de informações obtidas por meio de denúncias registradas na plataforma Fala.BR.

O governo informou que as ações de fiscalização devem continuar para coibir fraudes e garantir a qualidade dos produtos disponibilizados ao consumidor.

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Estudo desenvolve tecnologia com impressão 3D para controle de pragas agrícolas

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Foto: Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia

A combinação entre impressão 3D, nanotecnologia e óleos essenciais pode abrir um novo caminho para o controle sustentável de pragas na agricultura. Um estudo desenvolvido por pesquisadores brasileiros do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) criou dispositivos biodegradáveis capazes de liberar compostos naturais de forma controlada, aumentando a eficiência dos biopesticidas e reduzindo a necessidade de aplicações frequentes no campo.

A pesquisa surge em meio à busca global por alternativas mais sustentáveis aos pesticidas sintéticos, frequentemente associados à contaminação ambiental, impactos sobre a biodiversidade e riscos à saúde humana.

Os pesquisadores utilizaram hidrogéis impressos em 3D formulados com alginato de sódio, pectina e Pluronic F127. Nesses materiais, foram incorporados os compostos naturais Geraniol e Eugenol, encapsulados em nanopartículas de zeína. A técnica permitiu ampliar a estabilidade dos bioativos e controlar sua liberação ao longo do tempo.

Segundo o estudo, as nanopartículas apresentaram eficiência de encapsulamento superior a 99% e estabilidade por mais de 60 dias, além de características consideradas adequadas para aplicações agrícolas sustentáveis.

Os dispositivos também passaram por testes biológicos com a mosca-branca (Bemisia tabaci), uma das principais pragas agrícolas do mundo. Os resultados mostraram taxas de atração superiores a 50%, especialmente em estruturas produzidas com pectina.

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De acordo com os pesquisadores, isso indica que a tecnologia pode funcionar não apenas como sistema de liberação lenta de compostos naturais, mas também como atrativo para direcionar insetos a armadilhas específicas, fortalecendo estratégias de Manejo Integrado de Pragas (MIP).

Na prática, a proposta busca tornar o controle mais preciso e menos dependente de pulverizações constantes, reduzindo impactos ambientais e aumentando a eficiência do manejo agrícola.

O estudo destaca ainda que a integração entre compostos naturais, nanoencapsulamento e manufatura aditiva biodegradável representa uma alternativa promissora para a agricultura sustentável. A expectativa agora é avançar para testes em condições reais de cultivo e ampliar o uso da tecnologia com novos compostos bioativos.

Segundo os pesquisadores, o objetivo é desenvolver soluções que conciliem produtividade agrícola, conservação ambiental e segurança alimentar, pilares considerados essenciais para a agricultura do futuro.

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Microrganismos da Caatinga podem ajudar agricultura a enfrentar seca e solos pobres

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Foto: Apoena Biotech

As condições extremas da Caatinga, marcadas por longos períodos de seca, temperaturas acima de 40°C e solos pobres em nutrientes, podem ajudar no desenvolvimento de uma nova geração de bioinsumos agrícolas voltados à resistência climática e à sustentabilidade no campo.

Um estudo da Apoena Biotech realizado no semiárido brasileiro investiga microrganismos adaptados a esse ambiente hostil, capazes de sobreviver sob baixa disponibilidade hídrica e intensa radiação solar. Segundo os pesquisadores, essas características fazem da microbiota da Caatinga uma fonte promissora para aplicações biotecnológicas na agricultura.

A pesquisa aponta que muitos desses microrganismos desenvolveram mecanismos raros de sobrevivência, como capacidade de entrar em dormência durante meses, retomando a atividade após as primeiras chuvas, além de eficiência metabólica em condições extremas e produção de compostos de proteção celular.

O objetivo é utilizar essas propriedades no desenvolvimento de bioinsumos capazes de auxiliar culturas agrícolas em regiões afetadas pela seca e pela baixa fertilidade do solo.

Durante a primeira etapa da pesquisa, realizada entre janeiro e março, foram coletadas 98 amostras em diferentes áreas da Caatinga, incluindo solos próximos às raízes de plantas, crostas biológicas superficiais, tecidos vegetais, rochas e solos sob arbustos. A expectativa é de que novas coletas sejam realizadas durante o período seco, ampliando o número de cepas isoladas.

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Segundo os pesquisadores, o interesse biotecnológico está concentrado em microrganismos capazes de induzir resistência à seca nas plantas, fixar nitrogênio, solubilizar fósforo e produzir substâncias relacionadas ao crescimento vegetal.

O estudo também utiliza técnicas de análise genética e molecular para identificar genes ligados a características agronômicas de interesse. Após essa triagem, os microrganismos passam por testes laboratoriais para avaliar o potencial de aplicação em sistemas agrícolas.

De acordo com os responsáveis pela pesquisa, o avanço desse tipo de tecnologia pode contribuir para modelos de produção menos dependentes de insumos químicos e mais adaptados aos desafios climáticos do semiárido.

Além do potencial agrícola, os pesquisadores destacam que a Caatinga ainda é um dos biomas menos explorados do ponto de vista biotecnológico, apesar de ocupar cerca de 11% do território nacional e influenciar diretamente a vida de mais de 27 milhões de pessoas.

A expectativa é que os próximos estudos avancem para testes em condições reais de cultivo e ampliem o uso dessas cepas em soluções voltadas à agricultura sustentável e à adaptação às mudanças climáticas.

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Pecuária de Mato Grosso prevê prejuízo bilionário com fim da escala 6×1 aprovado na Câmara

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Foto: PEdro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O custo adicional com horas extras decorrente do fim da escala de trabalho 6×1 pode superar R$ 1 bilhão por ano para o setor agropecuário de Mato Grosso, segundo projeções do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Em nota, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) afirma que o texto aprovado pelos deputados federais ignora a complexidade biológica e operacional da produção e traz risco real de inviabilizar pequenos produtores e microempreendedores rurais.

A proposta que decreta o fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso, mantendo o patamar salarial atual, foi validada na Câmara dos Deputados na noite da última quarta-feira, 27 de maio. O texto aprovado estabelece um cronograma de transição para a implementação total das novas regras em até 14 meses.

O projeto de mudança constitucional depende agora de análise e votação no Senado Federal para que as alterações passem a integrar de forma definitiva a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). No cenário mato-grossense, os impactos estruturais da nova regra são severos e devem atingir diretamente 98% dos vínculos empregatícios formais vigentes no campo.

Discussão no Senado

Diante do cenário de forte elevação nos custos de produção, as lideranças dos pecuaristas concentram suas articulações na próxima etapa de tramitação da matéria. A associação defende que o Senado Federal promova um debate técnico amplo e aprofundado sobre os reflexos de uma jornada máxima de 40 horas semanais na economia do país.

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O presidente da Acrimat, Luís Fernando Amado Conte, defende publicamente que o Congresso Nacional analise soluções alternativas que ofereçam dinamismo e segurança jurídica às atividades rurais. A categoria tem manifestado apoio a propostas substitutivas focadas em modelos de contratação mais flexíveis.

“Defendemos um diálogo mais aprofundado sobre os impactos da carga horária máxima proposta de 40 horas para economia do país no Senado Federal, e manifestamos nosso apoio à propostas que estão sendo discutidas sobre um modelo baseado no horário flexível e na prevalência dos acordos individuais sobre as imposições coletivas, a matéria moderniza a legislação brasileira nos moldes de economias globais dinâmicas”, afirma a Acrimat em nota.


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