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Sustentabilidade

Preços da soja no Brasil seguem alta de Chicago e não sentem nova baixa do dólar

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja registrou maior volume de negócios na sessão desta quarta-feira (15), com melhora nas cotações nos portos.

Segundo o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o avanço da Bolsa de Chicago deu suporte ao mercado, enquanto os prêmios permaneceram praticamente estáveis e o dólar operou de forma neutra.

“De maneira geral, foi uma semana calma nas ofertas, com pequenas variações nas cotações, mas hoje tivemos um movimento melhor”, afirma. Com isso, houve reporte de negócios ao longo do dia, acompanhando a leve recuperação dos preços.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): avançou de R$ 121,50 para R$ 122,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 122,50 para R$ 123,00
  • Cascavel (PR): passaram de R$ 117,00 para R$ 118,00
  • Rondonópolis (MT): avançaram de R$ 106,50 para R$ 107,00
  • Dourados (MS): subiram de R$ 109,50 para R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): foi de R$ 107,00 para R$ 108,00
  • Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 127,00 para R$ 128,00
  • Porto de Rio Grande (RS): passou de R$ 127,50 para R$ 128,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Com o dia mais cauteloso e de poucas oscilações no financeiro, as atenções se voltaram para o cenário fundamental, principalmente o início do plantio nos Estados Unidos.

De acordo com Safras, os ganhos foram determinados pela previsão de chuvas no Meio Oeste dos Estados Unidos, que poderia atrasar os trabalhos.

“Foi o pretexto suficiente para recuperar parte das perdas acumuladas durante as últimas sessões. Outro ponto de sustentação foi o ritmo lento das vendas por parte dos produtores americanos, que esperam por preços melhores”, desta Silveira.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 9,00 centavos de dólar, ou 0,77%, a US$ 11,67 por bushel.

A posição julho teve cotação de US$ 11,83 1/4 por bushel, com elevação de 10,50 centavos de dólar ou 0,89%.

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Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 4,70 ou 1,42% a US$ 334,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 67,60 centavos de dólar, com ganho de 1,16 centavo ou 1,74%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,01%, sendo negociado a R$ 4,9921 para venda e a R$ 4,9901 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9849 e a máxima de R$ 4,9999.

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Sustentabilidade

Mercado brasileiro de milho deve ter mais um dia de ritmo inalterado nas negociações – MAIS SOJA

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 O mercado brasileiro de milho deve ter uma quarta-feira de ritmo inalterado nas negociações. Há pressão de oferta em algumas regiões do Brasil, tendo em vista a evolução da colheita, o que pode até mesmo fazer com que as cotações recuem. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera em alta e o dólar sobe frente ao real.

O mercado brasileiro de milho apresentou preços pouco alterados nesta terça-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, persiste o cenário de pressão com a melhora na oferta em algumas regiões, como em Minas Gerais e São Paulo com a evolução da colheita.

As chuvas no Paraná, aliviando os temores de perdas com a safrinha, são outro aspecto de pressão. E Molinari observa que o dólar em baixa segue como fator negativo, pressionando os preços nos portos.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 64,00/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 63,50/70,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 63,00/64,50 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 64,00/66,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 68,50/70,50 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 66,00/67,50 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 60,00/62,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 57,00/61,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 47,00/51,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em maio de 2026 estão cotados a US$ 4,46 1/2 por bushel, alta de 3,50 centavos de dólar, ou 0,79%, em relação ao fechamento anterior.

* O mercado é apoiado pela recente desvalorização do dólar, fator que melhorou a competitividade do cereal dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, os traders voltaram sua atenção para as negociações entre Estados Unidos e Irã para resolver o conflito, que impulsionam o petróleo em Nova York.

* Ontem (14), os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 4,43, com avanço de 2,75 centavos, ou 0,62% em relação ao fechamento anterior. A posição julho fechou a sessão a US$ 4,52 1/2 por bushel, alta de 1,50 centavo ou 0,33% em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra alta de 0,10%, a R$ 4,9979. O Dollar Index registra avanço de 0,09%, a 98.22 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas na Europa operam com índices mistos. Paris, -0,54%. Frankfurt, +0,07%. Londres, +0,15%.

* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços fortes. Xangai, + 0,01%. Japão, +0,44%.

* O petróleo opera com alta. Maio do WTI em NY: US$ 91,61 o barril (+0,36%).

AGENDA

11h30 – EUA: Relatório semanal de petróleo (EIA) (10/abr)

13h00 – Esmagamento de soja dos EUA – Nopa (março)

15h00 – EUA: Livro Bege do Federal Reserve

16h00 – Custos de produção de soja, milho e algodão no MT – Imea

23h00 – China: PIB (1º tri)

—–Quinta-feira (16/04)

03h00 – Reino Unido: PIB mensal (estimativa) (fev)

06h00 – Zona do euro: CPI harmonizado (mar)

08h30 – Zona do euro: Ata da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu

09h00 – IBC-Br (fevereiro)

09h00 – Levantamento para a safra de cana-de-açúcar – Conab

09h30 – Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA

15h00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura

15h00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires

16h00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde

—–Sexta-feira (17/04)

16h00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA

Fonte: Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News 

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Sustentabilidade

Diabrotica e a podridão radicular – MAIS SOJA

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Dentre o complexo de doenças que acometem a soja, a fusariose, também conhecida como podridão da raiz ou podridão radicular, é motivo de preocupação em muitas áreas de cultivo, demandando estratégias de manejo que possam minimizar a ocorrência da doença e seus danos á cultura.

Os fungos do gênero Fusarium, responsáveis pela fusariose, são amplamente distribuídos no solo, restos de plantas, substratos orgânicos e tecidos de plantas e animais, sendo comuns em diferentes zonas climáticas do planeta (Ventura & Costa, 2009). Além disso, a doença tende a ser mais severa em solos mal drenados e compactados, o que faz da rotação de culturas e do manejo do solo, algumas das principais medidas de manejo da fusariose, especialmente se tratando de fungos de solo como o Fusarium oxysporum.

No entanto, embora o solo seja a principal fonte de inóculo dos fungos do gênero Fusarium para a infecção das plantas, recentemente um estudo desenvolvido por Salgado-Neto e colaboradores (2025), intitulado “First report of a member of the Fusarium oxysporum species complex associated with Diabrotica speciosa larvae and adults collected from soybean fields in Brazil” constatou que os fungos do complexo Fusarium oxysporum também podem ser dispersos por vetores biológicos que contribuem para a dispersão da podridão radicular em soja.

Ao analisar a presença de fungos fitopatogênicos em larvas e adultos de Diabrotica speciosa (vaquinha), os autores identificaram a presença do fungo Fusarium oxysporum nos insetos, demonstrando que o inseto pode atuar como vetor de transmissão da podridão radicular e dispersão dos patógenos.



Figura 1. Dispersão de um isolado de FOSC (complexo de espécies Fusarium oxysporum) por Diabrotica speciosa em plantações de soja.
Adaptado: Salgado-Neto et al. (2025)

Vale destacar que essa é a primeira caracterização que associa a presença de fungos fitopatogênicos do gênero Fusarium a indivíduos de Diabrotica speciosa. Essa descoberta revela uma via de disseminação do FOSC (complexo de espécies Fusarium oxysporum), até então desconhecida em sistemas de soja, com novos “insights” sobre a epidemiologia da podridão radicular da soja e implicações para o desenvolvimento de estratégias de manejo mais eficazes (Salgado-Neto et al., 2025).

Nesse contexto, fica evidente a necessidade de atuar de forma integrada no manejo da podridão radicular da soja, atentando não só para medidas diretas de controle, como também para o controle de insetos que possam atuar como vetores da doença, como identificado no estudo desenvolvido por Salgado-Neto e colaboradores (2025). Sendo assim, o controle da vaquinha torna-se essencial, não apenas para reduzir os danos diretos a produtividade da soja, como também para reduzir a transmissão de doenças com a podridão radicular na cultura.

Confira o estudo completo desenvolvido por Salgado-Neto e colaboradores (2025) clicando aqui!


Veja mais: Diabrótica pode atacar vagens da soja?


Referências:

SALGADO-NETO, G. et al. FIRST REPORT OF A MEMBER OF THE Fusarium oxysporum SPECIES COMPLEX ASSOCIATED WITH Diabrotica speciosa LARVAE AND ADULTS COLLECTED FROM SOYBEAN FIELDS IN BRAZIL. Agr Forest Entomol, 2026. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/403772429_First_report_of_a_member_of_the_Fusarium_oxysporum_species_complex_associated_with_Diabrotica_speciosa_larvae_and_adults_collected_from_soybean_fields_in_Brazil >, acesso em: 15/04/2026.

VENTURA, J. A.; COSTA, H. FUSARIUM: PATÓGENO DE FRUTEIRAS E GRÃOS. III Tropical Fusarium Workshop, UFRPE, 2009. Disponível em: < https://biblioteca.incaper.es.gov.br/digital/handle/item/2834 >, acesso em: 15/04/2026.

Foto de capa: Pereira, Paulo Roberto Valle da Silva.

 

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Sustentabilidade

MS: Colheita da soja se aproxima do fim e plantio do milho alcança 99,5% da área estimada – MAIS SOJA

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A colheita da soja safra 2025/2026 entra na fase final em Mato Grosso do Sul, ao mesmo tempo em que o plantio do milho segunda safra já se aproxima da conclusão em todo o Estado.

Levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, aponta que, até 10 de abril, cerca de 94,9% da área de soja havia sido colhida, enquanto o plantio do milho atingiu 99,5% da área estimada.

A colheita avança de forma distinta entre as regiões do Estado. A região sul lidera as operações no campo, com média de 99,3% da área colhida, seguida pela região centro (91,7%) e norte (82,7%) .

Em relação às condições das lavouras, 56,8% das áreas são classificadas como boas, 27,6% como regulares e 15,6% como ruins. O melhor desempenho está concentrado nas regiões norte e nordeste, onde mais de 64% das lavouras apresentam boas condições. Já as regiões sul e sudeste enfrentam maiores desafios, com maior percentual de áreas classificadas como regulares, reflexos de adversidades climáticas registradas ao longo do ciclo.

Na região sul,  41,2% das lavouras são consideradas boas, enquanto 44,2% estão em condição regular. Na região sudeste, 45,5% das áreas estão em boas condições e 41,7% regulares.

De acordo com o Boletim, o desempenho das lavouras foi influenciado por condições climáticas adversas registradas entre janeiro e fevereiro, principalmente na região sul. Mais de 640 mil hectares foram impactados por veranicos, com períodos superiores a 20 dias de estiagem em municípios como Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai.

Apesar disso, as chuvas registradas em março favoreceram a recuperação parcial das lavouras em regiões do centro, norte e oeste, onde os volumes variaram entre 150 mm e 380 mm.

Plantio do milho entra na reta final

O plantio do milho segunda safra acompanha o avanço da colheita da soja e já está praticamente concluído no Estado. A região sul atingiu 100% da área plantada, enquanto o centro registra 99,4% e o norte 96,3%.

De acordo com o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, o ritmo mais lento no início da safra foi consequência do atraso na colheita da soja.  “Mesmo com os desafios climáticos registrados no início do ano, principalmente na região sul, a safra apresenta recuperação importante em várias regiões. A produtividade revisada mostra o potencial do Estado, mas ainda dependemos da consolidação dos dados de campo”.

 O boletim completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja/MS

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