Agro Mato Grosso
Safra de algodão bate recorde em MT

As plantações de algodão em Mato Grosso aproveitaram bem a trégua das chuvas entre os dias 5 e 11 de abril. Segundo boletim da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), o tempo seco na maior parte das regiões facilitou a entrada das máquinas, garantindo o bom desenvolvimento das lavouras.
Com o cronograma de aplicações em dia, o estado mantém uma expectativa positiva de colheita, com plantas sustentando bem a carga de frutos e apresentando melhor sanidade em comparação ao ciclo anterior.
Nas regiões Noroeste e Norte do estado, as lavouras se desenvolvem dentro do esperado. Os produtores seguem atentos ao bicudo e monitoram de perto a presença de lagartas, que aparecem de forma pontual.
Já nas regiões Centro e Sul, o cenário é otimista tanto para áreas de plantio antecipado quanto para a segunda safra. Nessas localidades, as plantas estão bem carregadas, e o principal desafio é manter o controle do bicudo e da mancha-alvo, que ainda exigem vigilância constante.
No Centro-Leste e no Vale do Araguaia, o trabalho também segue em ritmo acelerado. Além das aplicações de inseticidas, os produtores têm reforçado a limpeza das propriedades e a eliminação de plantas tigueras, evitando que pragas encontrem abrigo.
Conforme a Ampa, o algodão mato-grossense apresenta bom manejo técnico, e a combinação de práticas eficientes com a melhora das condições climáticas reforça a expectativa de uma safra com boa produtividade.
Agro Mato Grosso
Trator falante? Valtra leva máquina que conversa com o produtor à Agrishow

Sistema da Valtra usa inteligência artificial para interpretar dados da máquina e apoiar decisões operacionais no campo
A Valtra aposta em uma nova forma de interação entre homem e máquina para ampliar a eficiência no campo. Durante a Agrishow 2026, a fabricante apresenta o Talking Tractor, um conceito de trator equipado com inteligência artificial capaz de responder, em tempo real, a perguntas sobre o desempenho da operação.
A proposta é transformar dados técnicos em respostas diretas para o operador, simplificando o acesso a informações que já existem na máquina, mas nem sempre são utilizadas no dia a dia.
“É IA no trator, onde você conversa com ele e ele responde com base na telemetria e nos manuais”, explicou Fabio Dotto, diretor de marketing de produto da Valtra, em entrevista a imprensa.
A demonstração na feira será feita na plataforma do trator Q5, modelo recente da marca.
Da telemetria à resposta
Na prática, o sistema funciona como uma inteligência artificial conectada à telemetria do trator.
Ele organiza essas informações e as disponibiliza em um tablet, permitindo que o operador faça perguntas e receba respostas com base nos dados da própria máquina.
“O trator é mais do que uma voz, ele conta com inteligência para a análise de dados em respostas visuais e práticas. É a tecnologia aplicada no campo, trazendo o futuro para hoje”, ressalta Fabio Dotto, Diretor de Marketing de Produto Valtra. Ele explica que o grande diferencial do Talking Tractor é a capacidade de traduzir informações técnicas, otimizadas para tablets e celulares compatíveis.
O sistema reúne telemetria, manuais técnicos e dados operacionais em uma única interface acessada por dispositivo móvel. A interação ocorre por voz ou texto, diretamente da cabine.
Na rotina, o operador pode consultar área trabalhada, consumo de combustível e emissões em determinado período. O sistema busca os dados na própria máquina e entrega a resposta de forma imediata.
“O trator pega toda a informação e transforma em resposta para o operador”, afirmou Dotto.
“Hoje o operador quer saber quanto consumiu, qual rota fez, como está a eficiência da máquina e do negócio”, acrescentou.
Além dos dados operacionais, o assistente acessa os manuais do equipamento e orienta o operador em procedimentos de uso e manutenção, reduzindo a necessidade de consultas externas.
Diagnóstico e operação em tempo real
Um dos diferenciais é a capacidade de interpretar dados da própria máquina para explicar falhas e interrupções durante a operação.
Em caso de parada, o sistema pode indicar o motivo com base nos códigos de erro registrados, como obstruções em filtros ou outros alertas operacionais.
Essa leitura da telemetria aproxima a tecnologia da rotina no campo ao transformar dados técnicos em diagnósticos compreensíveis.
Decisão mais rápida dentro da cabine
Segundo a Valtra, o conceito nasce da necessidade de tomada de decisão rápida no campo, especialmente dentro da cabine.
“O conceito nasceu da necessidade de decisão rápida dentro da cabine”, disse o executivo.
Hoje, o desafio não está mais na disponibilidade de dados, mas na capacidade de interpretá-los.
“Depende muito da pergunta. A informação está lá, o que muda é o que você pergunta”, destacou.
Uso offline e base tecnológica
O sistema pode operar mesmo sem conexão constante com a internet, utilizando dados já disponíveis na máquina e no aplicativo — um ponto relevante para regiões com conectividade limitada.
A solução funciona integrada ao aplicativo Valtra Coach e foi desenvolvida em parceria com uma empresa europeia de inteligência artificial. Para treinar o assistente, a fabricante utilizou manuais de operação, guias de agricultura inteligente, dados de telemetria e registros de sessões reais de trabalho.
Próximos passos: clima e recomendações
Embora ainda em fase de desenvolvimento, o conceito aponta para a integração de dados externos, como condições climáticas.
Em um cenário futuro, o operador poderá questionar se deve plantar em determinada semana e receber uma recomendação baseada na previsão do tempo — incluindo alertas para risco de chuva em períodos críticos.
Neste momento, no entanto, a tecnologia ainda está em validação e funciona como prova de conceito, com foco na operação dentro da cabine.
Tecnologia disponível, desafio é uso
A tecnologia foi apresentada inicialmente na Agritechnica 2025, na Alemanha, onde se tornou uma das principais atrações do estande da marca. O conceito também foi finalista do prêmio DLG-Agrifuture Concept Winner 2025.
Para Dotto, o nível tecnológico das máquinas no Brasil já é equivalente ao de outros mercados.
“O agricultor quer acesso simples, resposta rápida”, resumiu.
Sustentabilidade também entra na agenda
Além da inteligência artificial, a Valtra reforça sua estratégia em alternativas energéticas. Durante a feira, a empresa apresenta um trator movido a biometano, tecnologia que permite o uso de resíduos agrícolas como fonte de energia e contribui para a redução de emissões.
Outro destaque é o motor a etanol, alinhado à matriz energética brasileira e ao histórico da marca no desenvolvimento desse tipo de solução. A empresa também exibe motores remanufaturados, com foco na redução de custos e no reaproveitamento de componentes.
Sem data de lançamento
O Talking Tractor ainda não tem previsão de lançamento comercial no Brasil e será apresentado como prova de conceito na Agrishow.
“Mais do que uma nova ferramenta, o Talking Tractor é um exemplo de como a inteligência artificial pode humanizar a alta tecnologia e tornar ela acessível e prática para quem realmente importa, que é o agricultor. Estamos trazendo para a Agrishow, junto ao trator Q5, não apenas uma máquina que fala, mas um conceito que redefine a produtividade através de uma colaboração entre homem e inteligência de dados”, conclui Fabio Dotto.
Agro Mato Grosso
PRODES passa a ser critério para acesso ao crédito rural em MT

A nova resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) classificou o Programa de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes) como critério de elegibilidade para o produtor acessar o crédito rural. Entretanto, o uso do sistema passou a ser um alerta para os agricultores, pois o Prodes é uma ferramenta de monitoramento de alteração do uso do solo e não tem a função de julgar se o desmatamento é legal ou ilegal.
Nesse contexto, podem ocorrer problemas quando o sistema capta essas alterações, já que elas não representam, por si só, um veredito de desmatamento ilegal. O ponto de atenção, portanto, está na forma como essas informações são utilizadas, o que pode induzir a interpretações equivocadas por parte do Conselho Monetário Nacional (CMN).
Preocupada com a nova resolução, que entrou em vigor no último dia 1º de abril, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) está promovendo ações para divulgar as informações e se disponibilizando para orientar os agricultores e os bancários. Buscando evitar o bloqueio de crédito rural por interpretações inadequadas do monitoramento, o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, participou de reuniões com bancários de todo o estado para esclarecer sobre o uso do Prodes.
“Quando nos colocamos à disposição para dialogar com os bancários sobre o uso do sistema Prodes, estamos contribuindo diretamente para reduzir inseguranças e interpretações equivocadas que podem prejudicar o acesso ao crédito. Ao levar informação técnica e a realidade do campo para dentro das instituições financeiras, garantimos que as análises sejam mais justas, equilibradas e alinhadas com a legislação vigente. Nosso objetivo é assegurar que o produtor que trabalha dentro da legalidade não seja penalizado por inconsistências ou interpretações inadequadas, mantendo o fluxo de crédito essencial para a atividade agrícola”, destacou.
Além dos bancários, Bier também afirmou que os produtores rurais precisam ficar atentos. Ele explicou que é preciso manter toda a documentação da propriedade atualizada e sempre acompanhar as atualizações disponíveis sobre as áreas.
Com a Autorização de Supressão Vegetal (ASV), o Termo de Compromisso ou Ajuste de Conduta (TC ou TAC), Plano de Regularização Ambiental (PRA) e o Cadastro Ambiental Rural (CAR) em mãos, o produtor consegue reverter o mais rápido possível a negativa no acesso ao crédito rural. Além disso, há ferramentas para contestar as possíveis inconsistências apontadas pelo sistema Prodes.
“Com esses documentos em mãos, é importante retornar à instituição financeira e solicitar uma reanálise do crédito, apresentando as evidências de que a propriedade está regular. Além disso, existe um canal oficial junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para contestação dos dados do Prodes. O produtor pode acessar esse canal e protocolar a contestação, apresentando informações técnicas que comprovem eventuais inconsistências no monitoramento. Esse é um passo importante, apesar de moroso, porque permite a correção da base de dados que muitas vezes está sendo utilizada pelos bancos”, finalizou.
Os dados do Prodes, do Inpe, estão sendo utilizados pelas instituições financeiras como critério em decisões que envolvem a liberação, manutenção e até a desclassificação de operações, após a Resolução CMN nº 5.268/2025. Como a leitura do monitoramento é feita por comparação de imagens de satélite, é fundamental que esses dados sejam interpretados de forma adequada, evitando que alterações no uso do solo sejam automaticamente associadas a irregularidades.
A superintendente do Banco do Brasil, Wanda Ribeiro, destacou a relevância da Aprosoja MT em esclarecer dúvidas dos bancários e atuar em defesa dos agricultores. Na última semana, os funcionários dos bancos participaram de treinamentos para compreender e orientar os produtores rurais diante de inconsistências relacionadas ao Prodes.
“O Banco do Brasil, assim como as demais instituições financeiras, estão aqui para a gente agir de acordo com o que a resolução rege. Trouxeram muitos conhecimentos para minha equipe por parte da Aprosoja MT, a gente fez até um treinamento virtual durante essa semana com o objetivo de trazer consultoria e orientação aos nossos produtores rurais, pois a preocupação trazida pela Aprosoja MT veio ao encontro da nossa preocupação também. Então o Luiz Pedro Bier trouxe para nós algumas questões que podem ser resolvidas de forma muito prática e tranquila”, disse.
Wanda Ribeiro também destacou que todos os integrantes receberam orientações sobre como lidar com as inconsistências apontadas pelo sistema de monitoramento. Ela agradeceu ao Luiz Pedro Bier pelas explicações e, principalmente, por apresentar a visão dos produtores rurais diante desta nova exigência.
Durante as reuniões, os participantes puderam entender melhor o funcionamento do Prodes e como proceder diante de possíveis inconsistências nos dados. Wanda reforça que, nesses casos, é fundamental manter a calma e reunir a documentação necessária.
“Eu acredito que nós não teremos problemas com relação à orientação e efetiva concessão do crédito. Porque, como a gente pode ver, a grande maioria, Luiz Pedro Bier, de forma muito otimista e até realista com a situação, trouxe que nós vamos nos deparar com cerca de 90% dos casos de inconsistência. Então, a inconsistência só precisa realmente de tranquilidade, calma e, na sequência, solução. Desta forma, convido os produtores a procurarem também o canal da Aprosoja MT, que foi quem nos procurou, se colocou à disposição para auxiliar”, finaliza.
O treinamento contribuiu para o preparo dos bancários diante das situações envolvendo o uso dos dados do Prodes. Para ampliar esse suporte, a Aprosoja MT permanece disponível para esclarecer dúvidas de produtores rurais e instituições financeiras por meio do Canal do Produtor – (65) 3027-8100.
Agro Mato Grosso
CTECNO Araguaia recebe visita técnica no dia 23 de abril em Nova Nazaré

No dia 23 de abril, acontecerá a visita técnica ao CTECNO Araguaia, localizado em Nova Nazaré na região leste do estado de Mato Grosso. O evento acontece em parceria entre a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) com o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT).
A visita técnica irá apresentar, de forma prática, os resultados das pesquisas desenvolvidas no centro tecnológico, por meio de estações temáticas que contemplam diferentes aspectos do sistema produtivo.
Entre os temas abordados estão o desempenho de 25 híbridos de milho na segunda safra, com foco em épocas de semeadura e níveis de investimento; a nutrição do gergelim, com destaque para a resposta da cultura a doses de enxofre, nitrogênio e boro; o manejo de herbicidas no sistema de produção; e os sistemas de produção, com ênfase no uso de culturas de segunda safra em rotação com a soja.
A visita técnica ao CTECNO Araguaia acontece no dia 23 de abril, com credenciamento a partir das 07h. O centro de pesquisa do Vale do Araguaia está localizado na Rodovia MT 326, entroncamento com a BR 158 – 1km sentido Nova Nazaré – MT.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas gratuitamente no site da Aprosoja Mato Grosso ou clicando aqui.
Sustentabilidade24 horas agoRS: Volume de exportações de março se mantém estável, mas valores sobem – MAIS SOJA
Featured17 horas agoDólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos
Business8 horas agoDia Mundial do Café: grão mantém destaque na economia brasileira há mais de 100 anos
Agro Mato Grosso8 horas agoTrator falante? Valtra leva máquina que conversa com o produtor à Agrishow
Sustentabilidade7 horas agoFendt redefine eficiência no campo com tecnologia e integração entre tratores e plantadeira – MAIS SOJA
Sustentabilidade23 horas agoExportações de grãos refletem cenário de oferta elevada e ajustes na demanda – MAIS SOJA
Sustentabilidade8 horas agoAnálise climática e prognósticos para abril, maio e Junho/26 – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso8 horas agoPRODES passa a ser critério para acesso ao crédito rural em MT
















