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30 de maio de 2026

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Pecuária de Mato Grosso prevê prejuízo bilionário com fim da escala 6×1 aprovado na Câmara

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Foto: PEdro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O custo adicional com horas extras decorrente do fim da escala de trabalho 6×1 pode superar R$ 1 bilhão por ano para o setor agropecuário de Mato Grosso, segundo projeções do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Em nota, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) afirma que o texto aprovado pelos deputados federais ignora a complexidade biológica e operacional da produção e traz risco real de inviabilizar pequenos produtores e microempreendedores rurais.

A proposta que decreta o fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso, mantendo o patamar salarial atual, foi validada na Câmara dos Deputados na noite da última quarta-feira, 27 de maio. O texto aprovado estabelece um cronograma de transição para a implementação total das novas regras em até 14 meses.

O projeto de mudança constitucional depende agora de análise e votação no Senado Federal para que as alterações passem a integrar de forma definitiva a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). No cenário mato-grossense, os impactos estruturais da nova regra são severos e devem atingir diretamente 98% dos vínculos empregatícios formais vigentes no campo.

Discussão no Senado

Diante do cenário de forte elevação nos custos de produção, as lideranças dos pecuaristas concentram suas articulações na próxima etapa de tramitação da matéria. A associação defende que o Senado Federal promova um debate técnico amplo e aprofundado sobre os reflexos de uma jornada máxima de 40 horas semanais na economia do país.

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O presidente da Acrimat, Luís Fernando Amado Conte, defende publicamente que o Congresso Nacional analise soluções alternativas que ofereçam dinamismo e segurança jurídica às atividades rurais. A categoria tem manifestado apoio a propostas substitutivas focadas em modelos de contratação mais flexíveis.

“Defendemos um diálogo mais aprofundado sobre os impactos da carga horária máxima proposta de 40 horas para economia do país no Senado Federal, e manifestamos nosso apoio à propostas que estão sendo discutidas sobre um modelo baseado no horário flexível e na prevalência dos acordos individuais sobre as imposições coletivas, a matéria moderniza a legislação brasileira nos moldes de economias globais dinâmicas”, afirma a Acrimat em nota.


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Microrganismos da Caatinga podem ajudar agricultura a enfrentar seca e solos pobres

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Foto: Apoena Biotech

As condições extremas da Caatinga, marcadas por longos períodos de seca, temperaturas acima de 40°C e solos pobres em nutrientes, podem ajudar no desenvolvimento de uma nova geração de bioinsumos agrícolas voltados à resistência climática e à sustentabilidade no campo.

Um estudo da Apoena Biotech realizado no semiárido brasileiro investiga microrganismos adaptados a esse ambiente hostil, capazes de sobreviver sob baixa disponibilidade hídrica e intensa radiação solar. Segundo os pesquisadores, essas características fazem da microbiota da Caatinga uma fonte promissora para aplicações biotecnológicas na agricultura.

A pesquisa aponta que muitos desses microrganismos desenvolveram mecanismos raros de sobrevivência, como capacidade de entrar em dormência durante meses, retomando a atividade após as primeiras chuvas, além de eficiência metabólica em condições extremas e produção de compostos de proteção celular.

O objetivo é utilizar essas propriedades no desenvolvimento de bioinsumos capazes de auxiliar culturas agrícolas em regiões afetadas pela seca e pela baixa fertilidade do solo.

Durante a primeira etapa da pesquisa, realizada entre janeiro e março, foram coletadas 98 amostras em diferentes áreas da Caatinga, incluindo solos próximos às raízes de plantas, crostas biológicas superficiais, tecidos vegetais, rochas e solos sob arbustos. A expectativa é de que novas coletas sejam realizadas durante o período seco, ampliando o número de cepas isoladas.

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Segundo os pesquisadores, o interesse biotecnológico está concentrado em microrganismos capazes de induzir resistência à seca nas plantas, fixar nitrogênio, solubilizar fósforo e produzir substâncias relacionadas ao crescimento vegetal.

O estudo também utiliza técnicas de análise genética e molecular para identificar genes ligados a características agronômicas de interesse. Após essa triagem, os microrganismos passam por testes laboratoriais para avaliar o potencial de aplicação em sistemas agrícolas.

De acordo com os responsáveis pela pesquisa, o avanço desse tipo de tecnologia pode contribuir para modelos de produção menos dependentes de insumos químicos e mais adaptados aos desafios climáticos do semiárido.

Além do potencial agrícola, os pesquisadores destacam que a Caatinga ainda é um dos biomas menos explorados do ponto de vista biotecnológico, apesar de ocupar cerca de 11% do território nacional e influenciar diretamente a vida de mais de 27 milhões de pessoas.

A expectativa é que os próximos estudos avancem para testes em condições reais de cultivo e ampliem o uso dessas cepas em soluções voltadas à agricultura sustentável e à adaptação às mudanças climáticas.

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Risco de falta de sal mineral ameaça suplementação do maior rebanho bovino do país

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Foto: Sistema Famato/Reprodução

Mato Grosso enfrenta o risco de desabastecimento de fosfato bicálcico, insumo indispensável para a fabricação de suplementos minerais voltados à alimentação bovina. O alerta foi emitido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) após um levantamento realizado junto a empresas de nutrição animal, fabricantes e produtores rurais. A escassez da linha de sal mineral deve atingir as propriedades nos próximos dias, ameaçando a produtividade de carne e leite no estado que detém o maior rebanho do país.

A falta do produto no mercado brasileiro decorre de uma combinação de fatores estruturais e geopolíticos. A produção nacional é insuficiente para atender a demanda interna, o que gera uma dependência crônica de importações, segundo a entidade. O cenário global agravou a situação por meio de restrições de oferta, impactos logísticos de conflitos internacionais e a decisão de países exportadores de reter o mineral para abastecer seus próprios mercados.

Além do fantasma do desabastecimento, o setor amarga um encarecimento expressivo nos concentrados para engorda e suplementos minerais, com projeção de novos reajustes. Essa escalada de preços eleva os custos operacionais em um momento em que os pecuaristas enfrentam margens espremidas e desvalorização nos valores pagos pelos frigoríficos.

Gargalo produtivo

A insuficiência e a carestia dos insumos fosfatados acendem o sinal de alerta também na agricultura, evidenciando a vulnerabilidade sistêmica do complexo agropecuário mato-grossense. Como o estado lidera a produção nacional de grãos, fibras e carne, falhas no fornecimento mineral comprometem o planejamento orçamentário e reduzem a competitividade regional.

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Sem a suplementação mineral correta, os animais sofrem perdas no ganho de peso, queda na fertilidade e na imunidade, além da redução na produção de leite. O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, ressalta que o alerta ocorre tanto na pecuária quanto na agricultura.

“O sal mineral é indispensável para o desempenho produtivo, reprodutivo e sanitário do rebanho, assim como os insumos fosfatados são estratégicos para a produção agrícola. Quando esses produtos ficam caros ou, pior, começam a faltar, o impacto chega diretamente ao produtor rural, que já enfrenta aumento de custos e redução da margem da atividade, e pode chegar às prateleiras dos supermercados”.

Pressão no campo

O descompasso na nutrição se soma a outros entraves que desgastam a rentabilidade do produtor de corte e de leite. O vice-presidente da Famato e coordenador da Comissão de Pecuária de Corte da entidade, Amarildo Merotti, aponta o acúmulo de dificuldades enfrentadas na fazenda.

“Mato Grosso tem o maior rebanho bovino do Brasil. Qualquer instabilidade no fornecimento de sal mineral atinge milhares de produtores. O pecuarista está sendo pressionado pela alta dos insumos, pelo risco de falta de produto, pela preocupação com vacinas contra clostridioses e pela queda nos preços pagos pela indústria. Essa combinação preocupa muito”.

A escassez recente de vacinas contra clostridioses, monitorada de perto pela federação, agrava o quadro. Para os técnicos da entidade, a sobreposição de entraves sanitários e nutricionais eleva significativamente o risco econômico da atividade neste ano.

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Pleito de emergência

Como saídas imediatas para mitigar a crise, a Famato defende a redução temporária ou isenção de tarifas de importação sobre o fosfato bicálcico e o enxofre. A pauta inclui a desoneração tributária do sal branco e da ureia pecuária, a desburocratização alfandegária e a aproximação comercial com fornecedores estratégicos da América do Sul, como a Bolívia.

Em longo prazo, a entidade cobra celeridade na execução do Plano Nacional de Fertilizantes 2022-2050 para reverter a submissão do mercado brasileiro ao cenário externo. O plano prevê investimentos em pesquisa mineral, estímulo à produção nacional e melhorias na infraestrutura de transporte.

“O Brasil não pode depender quase exclusivamente do mercado externo para garantir insumos essenciais à produção de alimentos. O Plano Nacional de Fertilizantes precisa avançar com mais efetividade. Garantir fertilizantes e insumos minerais acessíveis é uma questão de soberania, segurança alimentar e competitividade para o produtor rural”, finaliza Vilmondes.


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Operação apreende 82 mil quilos de produtos irregulares ligados ao café torrado

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Uma operação integrada de fiscalização apreendeu mais de 82 mil quilos de produtos com indícios de irregularidades relacionados à produção de café torrado no país. A ação foi realizada entre domingo (25) e quarta-feira (28) em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo e no Distrito Federal. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram feitas 84 ações de fiscalização, com interdição de 19 estabelecimentos.

De acordo com o Mapa, a operação foi conduzida em conjunto com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e com órgãos estaduais e municipais de defesa do consumidor. A iniciativa integrou as ações de fiscalização de produtos de origem vegetal já executadas pelo ministério e as inspeções de rotina dos Procons.

Do volume total apreendido, 5.944 quilos correspondem a café torrado e moído, enquanto 76.070 quilos eram matérias-primas utilizadas na produção de café. O ministério informou ainda que 32,8% dos locais inspecionados foram interditados, equivalente a 19 estabelecimentos.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

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Nas frentes conduzidas pelos Procons, houve inspeções em supermercados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Espírito Santo, com foco na retirada de circulação de produtos com indícios de adulteração e na proteção dos direitos do consumidor.

Segundo o Mapa, a operação teve origem em trabalho de monitoramento de mercado, com apoio técnico e informações da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), além de denúncias registradas na plataforma Fala.BR. O material divulgado não detalha, até o momento, quais irregularidades foram confirmadas em cada estabelecimento nem a identificação das marcas ou lotes envolvidos.

Do ponto de vista setorial, a fiscalização incide sobre uma cadeia de alto valor para o agronegócio brasileiro. A retirada de produtos irregulares busca conter distorções concorrenciais na indústria e no varejo, além de reduzir risco comercial para empresas que operam dentro das normas.

O Mapa informou que os produtos apreendidos não representam o café brasileiro regular, reconhecido pela qualidade no mercado interno e externo. Sem detalhamento adicional sobre autuações, destino dos lotes ou eventuais processos administrativos, o alcance final da operação dependerá da conclusão das análises e dos desdobramentos regulatórios.

Fonte: gov.br

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