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4 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Análise climática e prognósticos para abril, maio e Junho/26 – MAIS SOJA

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ANÁLISE CLIMÁTICA DE MARÇO

Em março de 2026, as chuvas foram acima de 150 mm na Região CentroOeste, exceto em áreas da Região Sul, leste da Região Nordeste e norte de Roraima, onde os volumes de chuva foram inferiores a 90 mm e os níveis de umidade do solo foram mais reduzidos.

Em grande parte da Região Norte, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm e os maiores volumes concentraram-se no norte do Amapá e nordeste do Pará, onde os acumulados variaram entre 600 mm e 800 mm. Este cenário contribuiu para a manutenção dos níveis de umidade do solo. Somente no norte de Roraima, os totais de chuva foram inferiores a 100 mm, insuficientes para elevar o armazenamento hídrico do solo nesta área.

Na Região Nordeste, as chuvas foram acima de 150 mm em áreas do Maranhão, Piauí, oeste do Ceará, Paraíba, Alagoas e Bahia. Destaque para o noroeste do Maranhão, onde os acumulados variaram entre 100 mm e 600 mm. Nestas áreas, o armazenamento hídrico se manteve elevado, garantindo boas condições para o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safra. No restante da região, os volumes de chuva foram inferiores a 120 mm, principalmente no leste, onde houve redução dos níveis de umidade do solo.

Bons volumes de chuva foram observados na maior parte da Região CentroOeste, com valores superiores a 150 mm, principalmente, em grande parte de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, onde os níveis de umidade do solo encontram-se elevados, acarretando em boas condições para o desenvolvimento dos cultivos de segunda safra. Já em áreas do sul e oeste de Mato Grosso do Sul, bem como no sul de Mato Grosso, os acumulados de chuva foram menores, havendo redução do armazenamento hídrico do solo.

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Na Região Sudeste, as chuvas foram superiores a 120 mm em grande parte da região, mantendo os níveis de umidade do solo elevados. Estas condições vêm favorecendo o manejo e o desenvolvimento dos cultivos de segunda safra.

Na Região Sul, os volumes de chuva foram inferiores a 150 mm em grande parte da região. Em áreas do oeste do Paraná, leste de Santa Catarina, além do nordeste e oeste do Rio Grande do Sul, os volumes foram mais baixos, variando entre 70 mm e 90 mm. Estas condições reduziram a umidade do solo, causando restrição hídrica no desenvolvimento de algumas lavouras de milho segunda safra no Paraná e de soja no Rio Grande do Sul.

Em março, as temperaturas máximas foram acima de 30 °C nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os maiores valores foram observados no oeste do Paraná, Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso, norte do Piauí e Ceará, além do oeste do Rio Grande do Norte, Pernambuco e da região do Sealba. Em áreas da costa da Região Sudeste e da Região Sul, os valores permaneceram entre 26 °C e 28 °C. Quanto às temperaturas mínimas, os valores superaram os 22 °C na maior parte das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Já nas Regiões Sul e Sudeste, as temperaturas foram inferiores a 22 °C.

CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA

Na figura a seguir, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar

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(TSM) entre os dias 16 e 31 de março de 2026. Nesse período, registraramse valores entre 0,5 °C e -0,5 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida entre 180° e 100°W, indicando valores próximos à média. Águas mais quentes foram observadas na costa oeste da América do Sul, na faixa entre 80°W e 110°W, com valores variando entre 0,5 °C e 2 °C. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaram-se valores inferiores a -0,5 °C a partir do final de fevereiro, indicando um rápido aquecimento das águas. Nestes primeiros dias de abril, estes valores encontram-se positivos e próximos de zero, o que pode indicar o início de uma neutralidade no Oceano Pacífico Equatorial.

A análise do modelo de previsão do El Niño – Oscilação Sul – ENOS, realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima – IRI, aponta para a transição das condições de La Niña para a Neutralidade durante o trimestre abril, maio e junho de 2026, com probabilidade de 53%.

 

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO ABRIL, MAIO E JUNHO DE 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do Inmet, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas acima da média no centro-norte da Região Nordeste, na maior parte da Região Nordeste, em Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

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Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas próximas e acima da média em grande parte da Região Norte, mantendo elevandos os níveis de umidade do solo. Chuvas mais irregulares são previstas para o sul da região amazônica, principalmente, em maio e junho, podendo reduzir os níveis de umidade no solo.

Na Região Nordeste, a previsão indica chuvas acima da média no centro- norte da região, porém, na parte sul, pode ter chuvas mais irregulares no final do trimestre, o que deverá reduzir os níveis de umidade do solo, principalmente, em maio, na região do Matopiba.

Em grande parte das regiões Centro-Oeste e Sudeste, são previstas chuvas próximas e abaixo da média. Em Mato Grosso e norte de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, podem ocorrer volumes acima da média. Entretanto, à medida que se aproxima do inverno, existe uma tendência natural de redução das chuvas, portanto, em maio e junho, os níveis de umidade de solo poderão ser mais baixos.

Na Região Sul, são previstas chuvas abaixo da média no Paraná e Santa Catarina. Já no Rio Grande do Sul, as chuvas podem ficar próximas e acima da média nos próximos meses. Quanto aos níveis de umidade do solo, esses devem permanecer satisfatórios em grande parte da região, a partir de maio.

As temperaturas médias do ar devem permanecer próximas e acima da média histórica em grande parte do país. São previstas temperaturas acima de 25 °C nas Regiões Norte, Nordeste e norte da Região Centro-Oeste. As temperaturas mais amenas e abaixo de 22 °C podem ocorrer nas Regiões Sul e Sudeste, centro-sul de Mato Grosso do Sul, partes leste e sul de Goiás e Distrito Federal. Em áreas mais elevadas das Regiões Sul e Sudeste, as temperaturas podem variar entre 15 °C e 17 °C.

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Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos, clicando aqui.

Fonte: Conab


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FONTE

Autor:Acompanhamento da safra brasileira de grãos | v.13 – Safra 2025/26, n° 7 – Sétimo levantamento, abril 2026.

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Site: Conab

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Sustentabilidade

Farsul alerta para o risco de caducidade da MP 1376 – MAIS SOJA

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A Farsul intensificou a mobilização política em Brasília e junto ao Congresso Nacional para alertar sobre a urgência na votação e na ampliação da abrangência da Medida Provisória nº 1.376/2026, cujo prazo final de deliberação encerra-se no próximo dia 11 de novembro. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais e ofícios encaminhados às principais lideranças legislativas, incluindo o relator da matéria, deputado federal Paulo Pimenta, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, além dos senadores Renan Calheiros e Tereza Cristina, a entidade reforçou que o tempo urge para evitar a perda de vigência da norma.

De acordo com dados do Banco Central destacados pela federação, a dimensão do endividamento no campo é alarmante. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o saldo problemático do crédito rural no Brasil, que engloba operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas e renegociadas, disparou 47,7%, saltando de R$ 139,08 bilhões para R$ 205,46 bilhões. No Rio Grande do Sul, o volume cresceu 26,4% no mesmo período, passando de R$ 34,94 bilhões para R$ 44,18 bilhões, o que representa impressionantes 39,2% de toda a carteira de crédito rural do Estado.

Em contrapartida, os registros oficiais do Sistema de Operações de Crédito Rural e do Proagro (SICOR) apontam que, até 30 de setembro de 2026, as operações de composição de dívidas vinculadas à MP alcançaram renegociações de R$ 5,55 bilhões a nível nacional e R$ 4,58 bilhões no território gaúcho. Para a Farsul, embora os recortes estatísticos possuam especificidades e não contemplem, por exemplo, as renegociações de Cédulas de Produto Rural (CPRs), os montantes evidenciam um abismo entre a escala do endividamento problemático real e o volume efetivamente absorvido pelo mecanismo atual.

Diante do relatório apresentado pelo deputado Paulo Pimenta e da perspectiva de apresentação de voto em separado pela FPA, a direção da Farsul defende a construção de um entendimento consensual. O objetivo é assegurar um texto alternativo ou ajustes no relatório que removam entraves burocráticos de acesso, ampliem o alcance do enquadramento e garantam prazo hábil para requerimento, análise e contratação por parte dos produtores.

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A federação alerta que, caso a MP caduque sem as devidas alterações estruturais, cerca de 80% dos produtores rurais poderão ficar alijados da possibilidade de alongamento de suas obrigações financeiras, gerando reflexos severos na liquidez do setor e na estabilidade das próximas safras de culturas altamente mecanizadas.

Fonte: Farsul



 

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Sustentabilidade

Entregas de fertilizantes caem 10,4% no período de janeiro e agosto – MAIS SOJA

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Em maio, junho e julho, redução nas entregas de fertilizantes foi de 15% a 20%, refletindo a persistência das graves adversidades geopolíticas globais e as dificuldades do produtor rural, como escassez de crédito, riscos de recuperações judiciais, altas taxas de juros, aumento de custos e riscos climáticos, em especial o El Niño.

A ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) informa que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro no acumulado dos primeiros oito meses de 2026 foram de 27,31 milhões de toneladas. Isso significou redução de 10,4% ante as 30,47 milhões registradas em igual período de 2025. Em agosto, foram 4,33 milhões de toneladas, ante 5,25 milhões em 2025, com uma redução de 17,6%.

A ANDA relembra que o ano começou favorável, refletindo no primeiro trimestre o impacto positivo da boa safrinha. Mas, logo a seguir, com o início da guerra no Irã, em fevereiro, verificou-se o arrefecimento de novos negócios, que acabou sendo percebido com a queda das entregas a partir de maio, num ciclo que perdurou nos dados de agosto.

O Estado de Mato Grosso, líder nas entregas ao mercado, concentra a maior quantidade no período de janeiro a agosto, com 6,77 milhões de toneladas, ou 24,8% do total. Seguem-se: Paraná (3,07 milhões), Goiás (2,90 milhões), São Paulo (2,79 milhões), Rio Grande do Sul (2,24 milhões), Minas Gerais (2,07 milhões) e Bahia (1,96 milhão).

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A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou agosto de 2026 com 418 mil toneladas. O volume representa queda de 40,2% na comparação interanual. No acumulado dos oito meses, foram 3,75 milhões de toneladas. Houve queda de 22,7% em relação a igual período de 2025, quando se produziram 4,86 milhões de toneladas.

As importações de fertilizantes intermediários continuam chegando ao Brasil com redução, totalizando, em agosto, 3,03 milhões de toneladas, com queda de 34%. No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o total foi de 24,27 milhões de toneladas, significando retração de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram importadas 27,58 milhões de toneladas.

No porto de Paranaguá, principal porta de entrada dos adubos, ingressaram, de janeiro a agosto, 5,83 milhões de toneladas, indicando redução de 17,7% em relação a 2025, quando foram descarregadas 7,08 milhões de toneladas. O terminal representou 24% do total importado de todos os portos (Fonte: Siacesp/MDIC).

As informações são da ANDA.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Como a planta de soja sabe que deve emitir um novo nó? – MAIS SOJA

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O número de nós na haste principal é uma das variáveis mais usadas para acompanhar o desenvolvimento da soja a campo. O intervalo de tempo térmico (graus dia ou soma térmica) entre a emissão de um nó e o próximo é chamado de plastocrono. Até pouco tempo, esse valor era tratado como constante durante toda a cultura, sem considerar que, a partir do florescimento, a emissão de nós passa a ocorrer junto com o desenvolvimento reprodutivo.

Um estudo conduzido por Dalla Porta et al. (2024), da equipe FieldCrops, reuniu 17 experimentos ao longo de 7 safras e 4 locais do Rio Grande do Sul (RS), com 25 cultivares de soja, sendo 6 de hábito de crescimento determinado e 19 de hábito indeterminado. Em vez de calcular um único plastocrono para o ciclo todo, foi dividido o período de emissão de nós em fases: nas cultivares indeterminadas, fase inicial (V1 a R1), intermediária (R1 a R3) e final (R3 a R5); nas determinadas, que têm menor sobreposição entre os estádios vegetativo e reprodutivo, apenas fase inicial (V1 a R1) e final (R1 a R3). Essa divisão permite acompanhar melhor a sobreposição entre o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo durante a emissão de nós.

Os resultados mostraram que o ritmo de emissão de nós muda conforme o hábito de crescimento e a disponibilidade de água. Em cultivares determinadas irrigadas, a fase inicial do plastocrono (59,7 °C dia nó-1) foi mais rápida que a fase final (65,7 °C dia nó-1), enquanto no sequeiro essa diferença desaparece, com média de 70,1 °C dia nó-1 (Figura 1A e 1B). Já nas cultivares indeterminadas irrigadas, a fase intermediária foi a mais rápida (58,5 °C dia nó-1), mas no sequeiro o destaque foi a fase final, que praticamente dobrou o ritmo de emissão de nós, com plastocrono de 79,4 °C dia nó-1 frente a 60,6 °C dia nó-1 nas fases inicial e intermediária (Figura 1C e 1D), evidenciando o efeito do déficit hídrico justamente no período em que a planta já está formando vagens e grãos.

Figura 1. Plastocrono (°C dia nó-1) por fase de desenvolvimento em cultivares de soja de hábito determinado irrigadas (A) e de sequeiro (B), e de hábito indeterminado irrigadas (C) e de sequeiro (D), em sete safras e 17 experimentos no Rio Grande do Sul. Fonte: adaptado de Dalla Porta et al. (2024).

Os autores também observaram que esse padrão está ligado ao hábito de crescimento da cultivar, e não ao seu grupo de maturidade, o que reforça a importância de considerar essa característica na hora de interpretar a velocidade de desenvolvimento a campo. Dividir o plastocrono em fases, como proposto no estudo, dá uma base mais realista para os modelos de simulação da soja, aproximando a estimativa do número de nós — e, por consequência, do estádio de desenvolvimento da lavoura — do que de fato acontece quando a planta enfrenta déficit hídrico durante o enchimento de vagens e grãos.

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Referências:

DALLA PORTA, F.S. et al. Improving understanding of the plastochron of determinate and indeterminate soybean cultivars. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 28, n. 10, e278299, 2024. Disponível em: < https://doi.org/10.1590/1807-1929/agriambi.v28n10e278299 >, acesso: 01/11/2026.

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