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Sustentabilidade

Análise climática e prognósticos para abril, maio e Junho/26 – MAIS SOJA

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ANÁLISE CLIMÁTICA DE MARÇO

Em março de 2026, as chuvas foram acima de 150 mm na Região CentroOeste, exceto em áreas da Região Sul, leste da Região Nordeste e norte de Roraima, onde os volumes de chuva foram inferiores a 90 mm e os níveis de umidade do solo foram mais reduzidos.

Em grande parte da Região Norte, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm e os maiores volumes concentraram-se no norte do Amapá e nordeste do Pará, onde os acumulados variaram entre 600 mm e 800 mm. Este cenário contribuiu para a manutenção dos níveis de umidade do solo. Somente no norte de Roraima, os totais de chuva foram inferiores a 100 mm, insuficientes para elevar o armazenamento hídrico do solo nesta área.

Na Região Nordeste, as chuvas foram acima de 150 mm em áreas do Maranhão, Piauí, oeste do Ceará, Paraíba, Alagoas e Bahia. Destaque para o noroeste do Maranhão, onde os acumulados variaram entre 100 mm e 600 mm. Nestas áreas, o armazenamento hídrico se manteve elevado, garantindo boas condições para o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safra. No restante da região, os volumes de chuva foram inferiores a 120 mm, principalmente no leste, onde houve redução dos níveis de umidade do solo.

Bons volumes de chuva foram observados na maior parte da Região CentroOeste, com valores superiores a 150 mm, principalmente, em grande parte de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, onde os níveis de umidade do solo encontram-se elevados, acarretando em boas condições para o desenvolvimento dos cultivos de segunda safra. Já em áreas do sul e oeste de Mato Grosso do Sul, bem como no sul de Mato Grosso, os acumulados de chuva foram menores, havendo redução do armazenamento hídrico do solo.

Na Região Sudeste, as chuvas foram superiores a 120 mm em grande parte da região, mantendo os níveis de umidade do solo elevados. Estas condições vêm favorecendo o manejo e o desenvolvimento dos cultivos de segunda safra.

Na Região Sul, os volumes de chuva foram inferiores a 150 mm em grande parte da região. Em áreas do oeste do Paraná, leste de Santa Catarina, além do nordeste e oeste do Rio Grande do Sul, os volumes foram mais baixos, variando entre 70 mm e 90 mm. Estas condições reduziram a umidade do solo, causando restrição hídrica no desenvolvimento de algumas lavouras de milho segunda safra no Paraná e de soja no Rio Grande do Sul.

Em março, as temperaturas máximas foram acima de 30 °C nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os maiores valores foram observados no oeste do Paraná, Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso, norte do Piauí e Ceará, além do oeste do Rio Grande do Norte, Pernambuco e da região do Sealba. Em áreas da costa da Região Sudeste e da Região Sul, os valores permaneceram entre 26 °C e 28 °C. Quanto às temperaturas mínimas, os valores superaram os 22 °C na maior parte das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Já nas Regiões Sul e Sudeste, as temperaturas foram inferiores a 22 °C.

CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA

Na figura a seguir, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar

(TSM) entre os dias 16 e 31 de março de 2026. Nesse período, registraramse valores entre 0,5 °C e -0,5 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida entre 180° e 100°W, indicando valores próximos à média. Águas mais quentes foram observadas na costa oeste da América do Sul, na faixa entre 80°W e 110°W, com valores variando entre 0,5 °C e 2 °C. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaram-se valores inferiores a -0,5 °C a partir do final de fevereiro, indicando um rápido aquecimento das águas. Nestes primeiros dias de abril, estes valores encontram-se positivos e próximos de zero, o que pode indicar o início de uma neutralidade no Oceano Pacífico Equatorial.

A análise do modelo de previsão do El Niño – Oscilação Sul – ENOS, realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima – IRI, aponta para a transição das condições de La Niña para a Neutralidade durante o trimestre abril, maio e junho de 2026, com probabilidade de 53%.

 

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO ABRIL, MAIO E JUNHO DE 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do Inmet, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas acima da média no centro-norte da Região Nordeste, na maior parte da Região Nordeste, em Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas próximas e acima da média em grande parte da Região Norte, mantendo elevandos os níveis de umidade do solo. Chuvas mais irregulares são previstas para o sul da região amazônica, principalmente, em maio e junho, podendo reduzir os níveis de umidade no solo.

Na Região Nordeste, a previsão indica chuvas acima da média no centro- norte da região, porém, na parte sul, pode ter chuvas mais irregulares no final do trimestre, o que deverá reduzir os níveis de umidade do solo, principalmente, em maio, na região do Matopiba.

Em grande parte das regiões Centro-Oeste e Sudeste, são previstas chuvas próximas e abaixo da média. Em Mato Grosso e norte de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, podem ocorrer volumes acima da média. Entretanto, à medida que se aproxima do inverno, existe uma tendência natural de redução das chuvas, portanto, em maio e junho, os níveis de umidade de solo poderão ser mais baixos.

Na Região Sul, são previstas chuvas abaixo da média no Paraná e Santa Catarina. Já no Rio Grande do Sul, as chuvas podem ficar próximas e acima da média nos próximos meses. Quanto aos níveis de umidade do solo, esses devem permanecer satisfatórios em grande parte da região, a partir de maio.

As temperaturas médias do ar devem permanecer próximas e acima da média histórica em grande parte do país. São previstas temperaturas acima de 25 °C nas Regiões Norte, Nordeste e norte da Região Centro-Oeste. As temperaturas mais amenas e abaixo de 22 °C podem ocorrer nas Regiões Sul e Sudeste, centro-sul de Mato Grosso do Sul, partes leste e sul de Goiás e Distrito Federal. Em áreas mais elevadas das Regiões Sul e Sudeste, as temperaturas podem variar entre 15 °C e 17 °C.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos, clicando aqui.

Fonte: Conab


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FONTE

Autor:Acompanhamento da safra brasileira de grãos | v.13 – Safra 2025/26, n° 7 – Sétimo levantamento, abril 2026.

Site: Conab

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Sustentabilidade

Pesquisador da Embrapa Soja alerta para avanço do caruru-roxo, uma das plantas daninhas mais agressivas

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Caruru Roxo – Crédito: Rafael Mendes

O avanço das plantas daninhas tem intensificado a preocupação no campo brasileiro, diante do aumento da pressão sobre as lavouras nas últimas safras. O tema ganhou destaque no dia 13 de abril, durante a ExpoLondrina, no painel sobre desafios no manejo de espécies de difícil controle, promovido pela Embrapa Soja em parceria com as cooperativas Cocamar, Coamo e Integrada.

Entre os principais focos de atenção está o caruru-roxo, considerado atualmente uma das espécies mais agressivas nas áreas agrícolas. Com crescimento acelerado, alta competitividade e grande capacidade de dispersão, a planta tem ampliado sua presença e já impacta diretamente o potencial produtivo das lavouras.

De acordo com o pesquisador Rafael Romero Mendes, da Embrapa Soja, a infestação da espécie cresceu de forma consistente nas últimas quatro safras. Ele destaca que o enfrentamento exige manejo integrado, com ações como limpeza de máquinas, manutenção de palhada, uso de cultivares com novas biotecnologias e adoção de herbicidas pré-emergentes, sobretudo em áreas com resistência ao glifosato.

O pesquisador ressalta que o uso desses produtos demanda atenção às condições de solo, clima e à cultivar utilizada, para evitar fitotoxicidade. Esse problema pode comprometer o estande das lavouras e provocar emergência irregular das plantas.

Já Lucas Pastre Dill, da cooperativa Integrada, aponta que a redução de práticas tradicionais contribuiu para o cenário atual. Segundo ele, a adoção de cultivares tolerantes ao glifosato levou parte dos produtores a abandonar estratégias como rotação de culturas, alternância de mecanismos de ação e controle cultural e mecânico.

Esse contexto, somado às condições tropicais, favorece a proliferação de plantas daninhas com alto potencial reprodutivo. Nesse sentido, a formação de palhada volta a ganhar protagonismo como ferramenta importante para reduzir a germinação dessas espécies.

As cooperativas têm reforçado o trabalho de orientação técnica junto aos produtores. Conforme explica Bruno Lopes Paes, da Coamo, treinamentos e capacitações vêm sendo intensificados, com foco no uso correto de herbicidas, manejo integrado e atenção às plantas daninhas quarentenárias, consideradas uma ameaça crescente.

Para o pesquisador Dionísio Gazziero, o país já dispõe de conhecimento e tecnologia suficientes para enfrentar grande parte das infestações. No entanto, a adesão às práticas recomendadas ainda é limitada. Ele também destaca que fatores climáticos podem influenciar a dinâmica das plantas daninhas, prolongando períodos de emergência.

A recomendação é tratar o controle como parte de um sistema contínuo de produção. A rotação de culturas, especialmente no inverno, aliada ao manejo do banco de sementes no solo, é essencial para reduzir a pressão das infestantes. Sem essas medidas, a tendência é de aumento das infestações, maior custo de produção e perdas crescentes de produtividade.

O post Pesquisador da Embrapa Soja alerta para avanço do caruru-roxo, uma das plantas daninhas mais agressivas apareceu primeiro em Canal Rural.

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Safra de grãos pode chegar a 356,3 milhões de toneladas em 2025/26 influenciada por boas produtividades – MAIS SOJA

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A produção de grãos na safra 2025/26 pode chegar a 356,3 milhões de toneladas, Os dados estão no 7º Levantamento de Grãos para o atual ciclo, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume estimado representa um incremento de 4,1 milhões de toneladas em relação à temporada de 2024/25 e uma alta de 2,9 milhões de toneladas em comparação ao 6º Levantamento publicado no mês anterior.

Caso o resultado se confirme, este será um novo recorde no volume a ser colhido pelos produtores brasileiros. A área semeada no atual ciclo deve registrar um crescimento de 2%, projetada em 83,3 milhões de hectares, enquanto que a produtividade deve sair de 4.310 quilos por hectares na safra passada para 4.276 quilos por hectares no ano safra 2025/26. Mesmo com a redução prevista de 0,8%, este é o segundo melhor desempenho médio nacional já registrado pela série histórica da Companhia.

A Conab prevê uma nova produção recorde para a soja, sendo estimada em 179,2 milhões de toneladas. A redução das precipitações em março garantiu melhores condições de campo para que a colheita pudesse evoluir, chegando a 85,7% da área. Mesmo com importantes estados produtores de soja apresentando um desempenho médio inferior ao registrado no ciclo passado, a produtividade média nacional das lavouras da oleaginosa foi a melhor já registrada, projetadas neste ciclo em 3.696 quilos por hectares.

Para o milho, segundo cultura mais cultivada no país, a Conab espera uma produção total de 139,6 milhões de toneladas, representando recuo de 1,1% em relação ao ciclo anterior. Enquanto que o cultivo da primeira safra do grão registrou uma elevação na área, estimada em 4,1 milhões de hectares, refletindo em uma alta da produção, podendo chegar a 28 milhões de toneladas; na segunda safra do cereal a colheita está prevista em 109,1 milhões de toneladas, redução de 3,6% em relação ao volume obtido na temporada 2024/25. A semeadura do segundo ciclo do milho está em fase conclusiva, e as lavouras se encontram desde a germinação à floração.

De acordo com o levantamento da Conab, também é esperada uma menor produção de arroz. Na atual safra, a produção está estimada em 11,1 milhões de toneladas, 12,9% inferior ao volume produzido na safra passada, esse resultado é atribuído, sobretudo, à redução de 13,1% na área de plantio, aliada às condições climáticas menos favoráveis em algumas lavouras. A colheita nos principais estados produtores atinge 72% no Rio Grande do Sul, 93% em Santa Catarina e 52% em Tocantins.

Assim como o arroz, a produção total de feijão indica um volume de 2,9 milhões de toneladas, redução de 5,2%, quando comparada com a safra anterior. Mesmo com a queda, o volume estimado na safra 2025/26 assegura o abastecimento interno.

Para o algodão, a expectativa é de uma colheita de 3,8 milhões de toneladas de pluma, redução de 5,8% em relação ao ciclo anterior, reflexo de uma diminuição de 2,1% na área plantada, estimada em 2 milhões de hectares. Até o período da pesquisa, as condições climáticas foram favoráveis, e as lavouras apresentavam um bom desenvolvimento.

Mercado

Neste levantamento, a Companhia ajustou as estimativas para o estoque de passagem de milho, uma vez que a produção total do cereal foi reajustada para 139,6 milhões de toneladas. Com isso, a nova expectativa é de um volume de 12,8 milhões de toneladas ao final de janeiro de 2027. As exportações seguem previstas em 46,5 milhões de toneladas, enquanto que o consumo interno teve uma leve variação sendo estimado em 96,5 milhões de toneladas.

As informações completas sobre as principais culturas cultivadas no país com as condições de mercados dos produtos estão no 7º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, publicado no Portal da Conab.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Milho/BR: Colheita do milho avança no Brasil com clima impactando ritmo nos estados – MAIS SOJA

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Milho 1ª Safra 

Em MG, a umidade tem sido menor e favorece a colheita. A qualidade dos grãos também apresentou melhora nessas condições. No RS, a priorização da soja e o clima instável inviabilizou um avanço expressivo da colheita. Ainda assim, cerca de 92% da área está colhida. Na BA, a colheita segue em andamento. No PI, as chuvas se estabeleceram em praticamente todas as regiões, o que beneficiou as lavouras, especialmente, àquelas no Sudeste do estado, que estavam sob deficit hídrico.

No PR, as chuvas dificultaram as operações de colheita, que está em reta final. Em SC, o clima firme no Oeste favoreceu a colheita que está em fase final no estado. Em SP, cerca de 75% da área está colhida. O clima mais estável tem favorecido a maturação e a colheita. No MA, as lavouras estão em boas condições, com a maioria delas já nos estádios reprodutivos. Em GO, as chuvas menos volumosas e as altas temperaturas ajudaram na maturação e colheita dos grãos, que avança e alcança 6% da área.

Milho 2ª Safra

Em MT, as chuvas recentes têm sido benéficas à cultura, que demonstra ótimo desenvolvimento. No PR, as chuvas seguem e auxiliam no desenvolvimento da cultura. Preocupação fica em torno das altas temperaturas recentes. Em MS, o plantio avançou, mesmo com as chuvas intensas, e está praticamente concluído, restando pequenas áreas no Norte do estado. Em GO, episódios de granizo e ventos fortes afetaram algumas lavouras no Sudoeste.

Em SP, a semeadura está em reta final. Em MG, o plantio foi concluído. As chuvas, mesmo que esparsas, seguem favorecendo o desenvolvimento. No TO, as chuvas seguem regulares, viabilizando um bom desenvolvimento da cultura. No MA, a escassez de chuvas tem provocado estresse hídrico em algumas áreas. No PI, a cultura segue em desenvolvimento com boas condições gerais. No PA, a semeadura segue avançando à medida que a colheita de soja se aproxima da conclusão.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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