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Sustentabilidade

Exportações de grãos refletem cenário de oferta elevada e ajustes na demanda – MAIS SOJA

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As exportações brasileiras de soja e milho, em março de 2026, foram influenciadas pela combinação de oferta global elevada, demanda concentrada e variações cambiais. A soja registrou leve recuo no volume embarcado na comparação anual, mas manteve crescimento em valor, enquanto o milho apresentou aumento nas exportações frente ao mesmo período de 2025, com redução no ritmo em relação ao mês anterior.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o Brasil exportou 14,5 milhões de toneladas de soja em março, queda de 1% em relação ao mesmo mês de 2025. Em valor, as exportações somaram US$ 5,9 bilhões, alta de 3% no período. A China concentrou 69% das compras, seguida por Espanha e Turquia.

No milho, o volume exportado alcançou 981 mil toneladas, aumento de 13% na comparação anual. A receita foi de US$ 219,4 milhões, com crescimento de 93%. Em relação a fevereiro, houve retração de 37% nos embarques. O Egito concentrou a maior parte das aquisições, com participação próxima de 90%.

Em Mato Grosso do Sul, o volume exportado de soja atingiu 1,22 milhão de toneladas em março, crescimento de 10% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 497 milhões, avanço de 15%. A China respondeu por 81% das compras, seguida por Vietnã e Paquistão.

As exportações de milho do Estado totalizaram 16,3 mil toneladas, aumento de 52% na comparação anual. Em valor, foram US$ 3,4 milhões, com crescimento de 48%. Em relação ao mês anterior, houve retração de 86% no volume embarcado. O Egito concentrou a totalidade das aquisições no período.

Segundo o analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, “a demanda pela soja e pelo milho do Estado tem se mantido firme, porém, com a grande oferta dos grãos no mercado os preços tendem a ficar mais baixos. Com as oscilações no mercado, principalmente por causa da guerra do Irã, é importante estar atento aos momentos de melhores oportunidades no mercado internacional e também no mercado interno”.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



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Sustentabilidade

RS: Volume de exportações de março se mantém estável, mas valores sobem – MAIS SOJA

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A Farsul divulgou, nesta segunda-feira (13/04), os resultados das exportações gaúchas de março de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve um aumento de 9,1% no valor exportado – um total de US$ 1,10 bilhão em comparação com US$ 1,01 bilhão no mesmo período de 2025. O volume das exportações, entretanto, se mostrou estável, com uma leve alta de 0,2% na comparação com o mesmo período anterior. Em março de 2025, o estado havia exportado 1,95 milhões de toneladas. Este resultado é um reflexo de uma melhora da composição das exportações, com maior peso para produtos com mais valor por tonelada, e alta de segmentos como milho e trigo.

O valor total exportado pelo Estado no período foi de US$ 1,67 bilhão, com o agronegócio sendo responsável por 66,2% deste montante. Em termos de volume, o agronegócio representou 89,3% do total estadual no período.

Soja, celulose e madeira limitaram crescimento mais forte no período

A alta do valor exportado teve influência principalmente das vendas de fumo não manufaturado, carne suína, de frango e boi vivo, além de milho e trigo. A queda no volume, que teve perdas relevantes na soja em grão e derivados, além da celulose, acabou sendo compensada pelo volume do milho, arroz, trigo e celulose.

No setor de proteína, houve aumento de 41,6% no valor e 7,7% no volume das vendas de carne bovina na comparação com o ano anterior. O motivo é o retorno das exportações para a China, que não havia embarcado o produto no mesmo mês de 2025.

A carne de frango in natura teve alta de 21,9% no valor e 12% no volume, o que aponta uma recuperação do setor nas regiões da Ásia e da Europa, o que permite a absorção dos impactos geopolíticos no Oriente Médio.

As Filipinas reforçaram sua importância no mercado da carne suína, principal destino do produto, que teve alta de 74,7% em valor e 70% em volume, além de participação relevante em outros mercados como Malásia e Chile.

O volume de arroz cresceu muito mais do que o valor do produto no mercado (mais de 70% de aumento no volume contra menos de 20% no valor). É um sinal de que o mercado externo absorve bem o produto, mas não está disposto a pagar os preços de 2025.

O trigo teve altas de mais de 40% tanto no valor quanto no volume exportado. É um resultado positivo apesar de se encontrar em um mercado bastante competitivo no momento, com bastante oferta internacional e alta competitividade da Argentina no setor.

Na soja, o panorama é diferente daquele de 2025. Houve quedas de mais de 50% tanto no volume quanto no valor, com queda principalmente na soja em grão, e com o farelo perdendo mercado.

O fumo e seus derivados tiveram uma alta de 36,9% no valor e de 30,2% no volume, com os principais destinos sendo a Europa e a Ásia.

Os produtos florestais tiveram quedas fortes, de 28,1% no valor e 55,4% no volume, com perdas importantes na celulose devido a queda das exportações para Estados Unidos, china e Itália, além de ausência de embarques de madeira em estilhas e recuos na madeira serrada e painéis.

Sobre a guerra comercial com os Estados Unidos, as exportações do RS recuaram 53,7% em valor e 86,7% no volume.

Acumulado do ano é de quedas em preço e volume

No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações do agronegócio gaúcho somaram US$ 3,06 bilhões, queda de 6,5% frente aos US$ 3,27 bilhões de igual período de 2025. Em volume, o recuo foi de 9,3%, de 5,54 milhões para 5,02 milhões de toneladas.

A China segue sendo a principal parceria comercial do Estado, mas seu peso caiu em comparação com o ano de 2025. A participação do gigante asiático nos valores exportados caiu quase pela metade, de 20,2% para 11,8%.

O acumulado de 2026 difere de 2025 por uma pauta menos concentrada nos grandes destinos tradicionais de grãos e mais apoiada em proteínas animais e mercados alternativos.

Os principais parceiros comerciais do estado em março foram a Ásia (exceto Oriente Médio) que se manteve como o principal destino das exportações do agronegócio gaúcho, totalizando US$ 324,1 milhões e 393,3 mil toneladas. Em segundo lugar apareceu a África, com exportações de US$ 264,1 milhões e 989,8 mil toneladas, fortemente influenciada pelos embarques de milho. A Europa ocupou a terceira posição, com US$ 210,1 milhões, dos quais US$ 147,5 milhões destinados à União Europeia.

Quanto aos países, uma mudança no principal destino, o Egito assumindo a liderança, com US$ 160,4 milhões, representando 14,5% do valor exportado pelo agronegócio gaúcho em março. Na sequência destacaram-se China (5,9%), Filipinas (5,6%), Bélgica (4,8%) e Estados Unidos (4,1%), quadro que reforça a diversificação geográfica da pauta, com peso simultâneo de África, Ásia, Europa e América do Norte.

O relatório completo pode ser acessado aqui

Fonte: Farsul



 

FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

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Sustentabilidade

Respondendo a fatores fundamentais, Chicago cai mais de 1% no mercado da soja – MAIS SOJA

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Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado respondeu hoje ao cenário fundamental, de ampla oferta global da commodity. As preocupações com o encarecimento dos fertilizantes voltou a ajudar a pressionar a soja.

Com os custos mais caros, por conta da alta do petróleo, decorrência do conflito no Oriente Médio, o mercado avalia que a esperada transferência de área do milho pode ser ainda maior que o esperado. A ampliação do plantio de soja nos Estados completa um quadro de pressão sobre as cotações, marcado pela boas safras colhidas no Brasil e na Argentina.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 13,50 centavos de dólar, ou 1,14%, a US$ 11,62 1/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,77 1/2 por bushel, com retração de 13,75 centavos de dólar ou 1,15%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 0,10 ou 0,03% a US$ 331,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 66,50 centavos de dólar, com perda de 0,59 centavo ou 0,87%.

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua / Safras News

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Sustentabilidade

El Niño ‘superpoderoso’ chega ao Brasil, traz ondas de calor e pode atrasar chuvas; saiba onde e quando

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Foto: Pixabay

Atenção: o El Niño deve retornar no fim de abril e se consolidar ao longo de maio, permanecendo ativo durante a primavera, o verão e até o inverno, com impactos diretos na safra de soja 2026/27. A tendência é que o fenômeno comece com intensidade moderada, mas que ganhe força ao longo dos meses, podendo evoluir para um cenário de “super El Niño”.

El Niño trará ondas de calor

Na prática, isso significa ondas de calor mais intensas e frequentes, além de um inverno quente em diversas regiões do país. Esse padrão também pode atrasar o início das chuvas da primavera, especialmente a partir de setembro.

Produtores do Centro-Oeste devem redobrar a atenção. A expectativa é de atraso na regularização das chuvas, que só devem se firmar entre a segunda quinzena de outubro e o início de novembro, um cenário semelhante ao observado em 2023. Até lá, o padrão climático deve ser marcado por temperaturas acima da média durante o outono, inverno, primavera e verão.

No curto prazo, os próximos cinco dias devem trazer condições favoráveis de chuva para áreas do Matopiba e do Sudeste. Já no Centro-Oeste, as precipitações tendem a se concentrar mais na porção oeste da região, influenciadas por uma área de baixa pressão sobre o Paraguai.

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Próximos dias

Entre quinta (15) e sexta-feira (16), a formação de um ciclone extratropical no Sul do Brasil deve reforçar as chuvas nas regiões Sul, Sudeste e também em partes do Centro-Oeste. Em Mato Grosso, os acumulados podem variar entre 40 mm e 50 mm ao longo de cinco dias.

No período entre 19 e 23 de abril, a previsão indica volumes expressivos de chuva para áreas do Piauí, Maranhão e Tocantins, com acumulados que podem ultrapassar os 100 mm.

O tempo em Sorriso (MT)

Em Sorriso (MT), a expectativa é de chuva no próximo fim de semana, com volumes entre 30 mm e 40 mm. Na virada do mês, os acumulados podem chegar a até 70 mm, o que deve favorecer o desenvolvimento do milho segunda safra, especialmente nas lavouras semeadas mais tardiamente. No entanto, a partir da segunda semana de maio, a tendência é de retorno do tempo seco na região.

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