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16 de setembro de 2026

Sustentabilidade

RS: Volume de exportações de março se mantém estável, mas valores sobem – MAIS SOJA

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A Farsul divulgou, nesta segunda-feira (13/04), os resultados das exportações gaúchas de março de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve um aumento de 9,1% no valor exportado – um total de US$ 1,10 bilhão em comparação com US$ 1,01 bilhão no mesmo período de 2025. O volume das exportações, entretanto, se mostrou estável, com uma leve alta de 0,2% na comparação com o mesmo período anterior. Em março de 2025, o estado havia exportado 1,95 milhões de toneladas. Este resultado é um reflexo de uma melhora da composição das exportações, com maior peso para produtos com mais valor por tonelada, e alta de segmentos como milho e trigo.

O valor total exportado pelo Estado no período foi de US$ 1,67 bilhão, com o agronegócio sendo responsável por 66,2% deste montante. Em termos de volume, o agronegócio representou 89,3% do total estadual no período.

Soja, celulose e madeira limitaram crescimento mais forte no período

A alta do valor exportado teve influência principalmente das vendas de fumo não manufaturado, carne suína, de frango e boi vivo, além de milho e trigo. A queda no volume, que teve perdas relevantes na soja em grão e derivados, além da celulose, acabou sendo compensada pelo volume do milho, arroz, trigo e celulose.

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No setor de proteína, houve aumento de 41,6% no valor e 7,7% no volume das vendas de carne bovina na comparação com o ano anterior. O motivo é o retorno das exportações para a China, que não havia embarcado o produto no mesmo mês de 2025.

A carne de frango in natura teve alta de 21,9% no valor e 12% no volume, o que aponta uma recuperação do setor nas regiões da Ásia e da Europa, o que permite a absorção dos impactos geopolíticos no Oriente Médio.

As Filipinas reforçaram sua importância no mercado da carne suína, principal destino do produto, que teve alta de 74,7% em valor e 70% em volume, além de participação relevante em outros mercados como Malásia e Chile.

O volume de arroz cresceu muito mais do que o valor do produto no mercado (mais de 70% de aumento no volume contra menos de 20% no valor). É um sinal de que o mercado externo absorve bem o produto, mas não está disposto a pagar os preços de 2025.

O trigo teve altas de mais de 40% tanto no valor quanto no volume exportado. É um resultado positivo apesar de se encontrar em um mercado bastante competitivo no momento, com bastante oferta internacional e alta competitividade da Argentina no setor.

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Na soja, o panorama é diferente daquele de 2025. Houve quedas de mais de 50% tanto no volume quanto no valor, com queda principalmente na soja em grão, e com o farelo perdendo mercado.

O fumo e seus derivados tiveram uma alta de 36,9% no valor e de 30,2% no volume, com os principais destinos sendo a Europa e a Ásia.

Os produtos florestais tiveram quedas fortes, de 28,1% no valor e 55,4% no volume, com perdas importantes na celulose devido a queda das exportações para Estados Unidos, china e Itália, além de ausência de embarques de madeira em estilhas e recuos na madeira serrada e painéis.

Sobre a guerra comercial com os Estados Unidos, as exportações do RS recuaram 53,7% em valor e 86,7% no volume.

Acumulado do ano é de quedas em preço e volume

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No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações do agronegócio gaúcho somaram US$ 3,06 bilhões, queda de 6,5% frente aos US$ 3,27 bilhões de igual período de 2025. Em volume, o recuo foi de 9,3%, de 5,54 milhões para 5,02 milhões de toneladas.

A China segue sendo a principal parceria comercial do Estado, mas seu peso caiu em comparação com o ano de 2025. A participação do gigante asiático nos valores exportados caiu quase pela metade, de 20,2% para 11,8%.

O acumulado de 2026 difere de 2025 por uma pauta menos concentrada nos grandes destinos tradicionais de grãos e mais apoiada em proteínas animais e mercados alternativos.

Os principais parceiros comerciais do estado em março foram a Ásia (exceto Oriente Médio) que se manteve como o principal destino das exportações do agronegócio gaúcho, totalizando US$ 324,1 milhões e 393,3 mil toneladas. Em segundo lugar apareceu a África, com exportações de US$ 264,1 milhões e 989,8 mil toneladas, fortemente influenciada pelos embarques de milho. A Europa ocupou a terceira posição, com US$ 210,1 milhões, dos quais US$ 147,5 milhões destinados à União Europeia.

Quanto aos países, uma mudança no principal destino, o Egito assumindo a liderança, com US$ 160,4 milhões, representando 14,5% do valor exportado pelo agronegócio gaúcho em março. Na sequência destacaram-se China (5,9%), Filipinas (5,6%), Bélgica (4,8%) e Estados Unidos (4,1%), quadro que reforça a diversificação geográfica da pauta, com peso simultâneo de África, Ásia, Europa e América do Norte.

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O relatório completo pode ser acessado aqui

Fonte: Farsul



 

FONTE

Autor:Farsul

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Site: Farsul

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Sustentabilidade

Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

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A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.

Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.

Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).

Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.

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Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).

Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Fonte: Savioli et al. (2021)

Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.

Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.



Referências:

DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.

ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.

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SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Exportações e expectativas de compras públicas sustentam preços – MAIS SOJA

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A concorrência entre os mercados interno e externo, somada à expectativa de compras governamentais, mantém os preços do arroz em casca firmes no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Cepea, negócios voltados ao fechamento de navios aconteceram a valores próximos de R$ 90/sc de 50 kg, no Porto do Rio Grande (RS), nos últimos dias, levando produtores a ampliar a oferta, especialmente nas regiões próximas ao terminal. Ao mesmo tempo, parte das indústrias domésticas reduziu a atuação diante da dificuldade em acompanhar os valores da exportação.

Segundo o Centro de Pesquisas, a disputa ocorre em um contexto de maior demanda das indústrias por matéria-prima. Em agosto, o beneficiamento de arroz no estado avançou, e os preços ao consumidor também registraram alta.

Fonte: Cepea

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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Depois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua em MT e Cuiabá – MAIS SOJA

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Mato Grosso encerrou agosto de 2026 com uma leve queda na inadimplência dos consumidores no estado, 2,23% na comparação entre julho e agosto. Os números apurados pelo SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) mostram que o mês trouxe o primeiro sinal de redução no ano entre quase 1,5 milhão de consumidores mato-grossenses em idade adulta que estão com restrição de crédito.

O mesmo recuo apareceu na quantidade de dívidas em atraso, que caiu 2,38% no mês, mesmo acumulando alta de 8,90% em 12 meses.

Entre os mato-grossenses inadimplentes, o perfil é majoritariamente masculino (53,42% ante 46,56% de mulheres) e concentrado na faixa entre 30 e 49 anos.

O valor médio das dívidas no estado é de R$ 6.119,63, somando-se todos os débitos por consumidor, com tempo médio de atraso de 29,5 meses. Em torno de 35,70% das dívidas estão em aberto entre um e três anos e outras 40,13% ultrapassam os três anos.

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Os bancos concentram a maior fatia dos débitos, com 54,81%, seguidos por comércio, com 21,94%, outros segmentos (10,91%), água e luz (8,17%) e comunicação (4,17%).

Cuiabá

Na capital, aproximadamente 258 mil consumidores adultos apresentaram restrição de crédito em agosto. Na comparação mês a mês, o SPC Brasil apontou queda de 2,52% no total de inadimplentes cuiabanos. Em relação à quantidade de dívidas em atraso, a redução foi de 2,95% no mês.

O perfil dos inadimplentes cuiabanos também é predominantemente masculino (52,10% ante 47,90% de mulheres), com idade média de 45,4 anos — ligeiramente acima da média estadual — e concentração também entre 30 e 49 anos.

Em Cuiabá, o valor médio das dívidas é de R$ 6.631,99, acima da média estadual, com tempo médio de atraso de 30,2 meses. Mais da metade das dívidas da capital, 58,28%, está em aberto há mais de um ano, distribuídas entre as faixas de um a três anos (34,93%), três a quatro anos (17,48%) e quatro a cinco anos (24,35%).

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Os bancos também lideram entre os credores na capital, com 61,09% das dívidas registradas, seguidos por comércio, 14,85%, água e luz (8,76%), outros segmentos (12,33%) e comunicação (2,97%).

“Os números mostram que a inadimplência ainda é uma realidade que pesa no bolso do consumidor cuiabano e mato-grossense, mas o recuo mensal é um indício importante de que as famílias estão conseguindo se reorganizar. Do lado do comércio, isso significa reforçar o diálogo com o cliente, oferecer condições de negociação viáveis e ajudar quem quer voltar a comprar e a pagar em dia. A CDL Cuiabá segue acompanhando esses indicadores para orientar o lojista sobre a melhor forma de negociar com o consumidor”, observou o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam.

CDL Cuiabá – Com 53 anos de história e cerca de 10 mil empresas associadas, a CDL Cuiabá tem como missão transformar a Capital em um dos melhores lugares para empreender e morar. Com origem no comércio varejista, hoje a entidade representa empresários e empresárias de diferentes setores, oferecendo facilidades como economia operacional, certificação digital, inteligência para concessão de crédito, telefonia móvel, redução de custos com energia e proteção de crédito em parceria com o SPC Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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