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Minas Gerais reage ao greening e cria cinturão inédito para proteger citricultura

Minas Gerais deu um passo estratégico para conter o avanço do greening, a doença mais devastadora da citricultura mundial. Produtores do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e noroeste do estado lançaram o projeto Cinturão Antigreening, uma iniciativa coordenada pelo Sistema Faemg Senar em parceria com sindicatos rurais.
A proposta é ambiciosa: proteger uma área superior a 150 mil km², incluindo o principal polo citrícola do estado. Só o Triângulo Mineiro concentra cerca de 50% da produção estadual de citros.
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Barreira sanitária para conter avanço da doença
O objetivo central é reduzir o risco de disseminação do greening, preservar os pomares e garantir segurança para investimentos no setor.
A estratégia envolve ações diretas no campo, como:
- eliminação de plantas hospedeiras do inseto transmissor
- monitoramento constante das lavouras
- resposta rápida a possíveis focos da doença
Segundo Osny Zago, presidente do Núcleo dos Sindicatos dos Produtores Rurais do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a iniciativa funciona como uma barreira sanitária.
“Esse cinturão vai proteger uma grande área produtiva e trazer mais segurança para os investimentos”, afirma.
Leis já começam a mudar o cenário
Alguns municípios já saíram na frente. Araxá, Sacramento e Ibiá aprovaram legislações que proíbem o plantio da murta, planta que favorece a proliferação do psilídeo — inseto responsável por transmitir a doença.
A expectativa é ampliar a medida para outras cidades e consolidar Minas como referência nacional em prevenção ao greening.
“É uma legislação simples, mas com grande impacto para o setor”, destaca Osmar Gonçalves, presidente do Sindicato Rural de Araxá.
Produção cresce e exige resposta rápida
Minas Gerais ocupa hoje a segunda posição nacional na produção de laranja, limão e tangerina, segundo o IBGE. Além disso, a área cultivada cresceu cerca de 6% nos últimos cinco anos.
Esse avanço aumenta a necessidade de proteção sanitária. O greening já causou perdas severas em regiões como São Paulo, Bahia e Sergipe — além da Flórida, nos Estados Unidos, referência global na produção de suco.
Produtores seguem investindo, mesmo com risco
Mesmo diante da ameaça, o setor segue em expansão. O produtor Franco Cruz Carvalho, por exemplo, implantou 250 hectares de laranja em Ibiá.
Ele aposta no potencial da região e vê o cinturão como decisivo para evitar prejuízos futuros.
“A iniciativa é fundamental para levar informação e evitar que enfrentemos os mesmos problemas de outras regiões”, afirma.
A expectativa é alcançar produtividade de até 1.200 caixas por hectare a partir do próximo ciclo.
Doença sem cura exige prevenção total
O greening. ta,b[ém chamao de huanglongbing (HLB), é causado por uma bactéria transmitida pelo psilídeo (Diaphorina citri), um inseto altamente móvel, capaz de se deslocar por longas distâncias.
O maior desafio é que não existe cura para plantas infectadas. Por isso, a prevenção se torna a principal estratégia.
Dados do Fundecitrus mostram que, em 2025, houve aumento de 7,4% na incidência da doença na região que inclui São Paulo e parte de Minas.
Apesar disso, o Triângulo Mineiro ainda apresenta níveis mais baixos — o que reforça a importância de agir antes da escalada.
Impacto global acende alerta
A dimensão do problema já foi comprovada em outros países. Na Flórida, o greening gera prejuízos estimados em US$ 1 bilhão por ano, além de reduzir a produtividade em até 30%.
Segundo Mariana Marotta, analista do Sistema Faemg Senar, o tema é estratégico para o Brasil.
“Três de cada quatro copos de suco de laranja consumidos no mundo são produzidos no país. O desafio sanitário é enorme”, destaca.
Com o cinturão antigreening, Minas tenta antecipar o problema — e proteger não apenas a produção, mas toda a cadeia econômica da citricultura.
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Senar Goiás oferta mais de 360 cursos gratuitos; veja como se inscrever

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás (Senar Goiás) anunciou a ampliação da oferta de vagas para cursos voltados ao agronegócio. A instituição disponibiliza treinamentos presenciais em todo o estado (clique aqui), além de cursos gratuitos na modalidade a distância (clique aqui).
As capacitações podem ser acessadas pelo site do Senar Goiás e por meio dos sindicatos rurais. Também estão disponíveis informações sobre os programas de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), presentes em 11 áreas do agro.
Segundo a instituição, mais de 206 mil treinamentos já foram realizados desde a criação do Senar Goiás, com atendimento a cerca de 2,5 milhões de participantes.
Cursos abrangem produção, tecnologia e agroindústria
Na área de Promoção Social, o Senar Goiás oferece 45 cursos presenciais voltados a atividades como culinária rural, panificação, produção de queijos, doces e artesanato.
Já na Formação Profissional Rural, são disponibilizados 211 treinamentos e seis programas especiais. Entre os temas estão operação de máquinas, sanidade animal, alimentação, drones, agricultura, pecuária, avicultura, suinocultura, ovinocultura e piscicultura.
Na modalidade de Educação a Distância (EAD), a plataforma conta com 112 cursos disponíveis. O número de matrículas já alcançou cerca de 300 mil alunos.
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Cursos técnicos estão com inscrições abertas
Por meio da Rede e-Tec, o Senar Goiás também oferece cursos técnicos em Agropecuária, Agricultura e Zootecnia. As inscrições seguem abertas até 26 de maio para 200 vagas. Os cursos têm duração de dois anos e funcionam em formato híbrido (inscrições aqui).
Programas incluem saúde e assistência no campo
Além da qualificação profissional, o Senar Goiás mantém programas voltados à saúde e assistência no meio rural.
O programa Campo Saúde, criado em 2008, realiza atendimentos médicos itinerantes em municípios goianos. Já a Equoterapia, iniciada em 2012, utiliza cavalos em terapias voltadas ao desenvolvimento físico, emocional e cognitivo. Segundo a instituição, os dois programas já atenderam mais de 1 milhão de pessoas.
Outra iniciativa em funcionamento é o Saúde no Campo, que oferece suporte aos produtores atendidos pela ATeG, com equipe de enfermagem, teleconsultas em parceria com o Hospital Albert Einstein e encaminhamento de atendimentos pelo SUS.
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Agro Mato Grosso
Confinamento bovino em MT deve crescer 55% em 2026, aponta projeção do Imea

Avanço no confinamento deve ser sustentado pela produção de grande porte, que neste ano representa mais de 80%
A engorda de gado em confinamento em 2026 deve atingir 1,44 milhão de cabeças em Mato Grosso, segundo revelou o 1° levantamento do Instituto Mato-Grossensse em Economia Agropecuária (Imea), publicado na quinta-feira (14). A expectativa é que o estado tenha um volume 55,39% superior, na comparação com o ano de 2025.
O levantamento do Imea foi feito durante o mês de abril e, segundo o instituto, esse avanço no confinamento deve ser sustentado pela produção de grande porte.
De acordo com o estudo, os confinamentos com capacidade acima de 5.001 cabeças devem responder por 80,92% de toda a expectativa de confinamento em 2026, representando cerca de 1,17 milhão de bovinos.
A região Oeste lidera a intenção de confinamento com 407.912 cabeças, um aumento de 50% em relação ao ano passado. Em seguida aparece o Norte mato-grossense (333.487). Depois vêm Sudeste (192.500), Nordeste (153.414), Centro-Sul (143.573), Médio-Norte (134.573), e Noroeste (78.154).
Além do avanço projetado, mesmo em um cenário de preços elevados para o boi gordo, os confinadores têm ampliado o uso de mecanismos de proteção de preço em 2026. Esse comportamento reflete uma postura mais cautelosa do setor diante do aumento das incertezas no cenário econômico e geopolítico internacional.
Neste 1° levantamento do Imea em 2026, outro ponto de destaque é a melhora da relação de troca entre boi gordo e milho. O custo médio da diária confinada apresentou leve queda, passando de R$ 13,15 para R$ 13,05 por cabeça/dia, influenciado principalmente pela desvalorização do milho no estado.
A pesquisa do Imea aponta que os custos seguem pressionados pelo aumento do frete e do diesel, fatores que ainda impactam diretamente a operação dos confinamentos.
A expansão da atividade em Mato Grosso está concentrada nos confinamentos de grande porte, que devem registrar crescimento de 21,83% em relação ao ano anterior. Já os confinamentos menores, especialmente os com capacidade de até 1 mil cabeças, devem apresentar retração de 4,58%, refletindo maior dificuldade em absorver os custos mais elevados da reposição bovina.
Segundo o levantamento, existe uma preocupação crescente com a oferta de bezerros no mercado, consequência do elevado abate de fêmeas registrado nos últimos ciclos pecuários. O cenário reduz a disponibilidade de animais para reposição e mantém os preços elevados.
Projeção para o segundo semestre
O estudo do Imea mostra que o confinamento deve seguir com um papel estratégico no abastecimento da indústria frigorífica durante a entressafra pecuária, ao longo do segundo semestre de 2026.
Entre julho e dezembro, devem ser enviados para abate 82,6% dos animais confinados, mantendo a forte concentração da oferta no segundo semestre, período em que ocorre uma redução da capacidade de suporte da pastagem e o confinamento ganha importância no sistema engorda.
Texto:Jônatas Boni
Business
Prêmio pagará R$ 230 mil por melhor iniciativa agropecuária

A Fundación Mapfre, organização sem fins lucrativos da companhia global de seguros, está com inscrições abertas até o dia 25 de maio para a quarta edição de seu Prêmio à Melhor Iniciativa Agropecuária.
Os vencedores pelo projeto ganhador nos âmbitos social, ambiental e de relevância econômica local recebem 40 mil euros (R$ 233,5 mil, na cotação atual).
De caráter bienal e com âmbito mundial, a premiação busca reconhecer e estimular empresários, produtores e profissionais do setor agropecuário a inovar em suas organizações com consequente melhora na rentabilidade.
O regulamento estipula que podem concorrer os produtores agropecuários ou agroindustriais, independentemente de sua organização e/ou forma jurídica, de projetos individuais ou familiares, de cooperativas e associações, que se destacam pela criação e implementação de iniciativas inovadoras, seja na produção, transformação e/ou comercialização de seus produtos durante os dois últimos anos.
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De acordo com a Fundación Mapfre, a iniciativa também é voltada a quem tenha aprimorado os padrões de controle de qualidade e segurança em sua cadeia produtiva; bem como aos atores que otimizaram o uso de recursos, garantindo sua sustentabilidade a longo prazo; e que contribuam para o desenvolvimento de um modelo econômico mais competitivo, sustentável e territorialmente equilibrado.
Os critérios de seleção para escolha do melhor candidato são:
- Contribuição do projeto para a atividade econômica do território onde é desenvolvido;
- Contribuição do projeto para a digitalização do setor agropecuário;
- Sustentabilidade do projeto nos aspectos econômico, ambiental e sociocultural;
- Contribuição para a empregabilidade, incluindo pessoas de grupos em risco de exclusão social ou qualquer tipo de discriminação;
- Existência de um plano de gestão de riscos;
- Apoio de instituições locais, regionais ou nacionais que respaldem a candidatura.
O prêmio será entregue em uma cerimônia pública, prevista para o último trimestre de 2026. As inscrições podem ser feitas aqui.
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