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15 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Intransitável: rodovia precária trava escoamento de soja e ameaça safra em MT

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A precariedade da rodovia MT-240, em Paranatinga, no interior de Mato Grosso, tem imposto sérios prejuízos ao agronegócio local. Em um trecho de cerca de 40 quilômetros, caminhoneiros e produtores enfrentam atoleiros constantes, longas filas e dificuldades extremas de tráfego, comprometendo diretamente o escoamento da produção de soja.

Com trechos praticamente intransitáveis, o transporte da safra ficou travado. Caminhoneiros relatam jornadas paradas por dias, sem conseguir avançar. Há casos de motoristas que chegam ao local à tarde e permanecem até o dia seguinte sem sair do lugar, presos no barro e aguardando ajuda.

A situação se agrava com as chuvas, que tornam o solo ainda mais instável. Sem estrutura adequada, muitos caminhões não conseguem tração e acabam atolando repetidamente ao longo do trajeto. Em alguns casos, veículos precisam ser resgatados mais de uma vez em poucos quilômetros, o que gera desgaste mecânico, prejuízos com manutenção e atrasos nas entregas. “Muitas noites a gente dorme aqui. Cheguei 3 horas da tarde ontem e agora já é hora do almoço e continuo parado. Isso acontece frequentemente. Não tem tração e o barro é muito”, relata o caminhoneiro Valter José da Silva.

Mesmo quando conseguem sair de um ponto crítico, o problema se repete poucos metros adiante. “Só troquei de lugar. Saí de um ponto e já parei em outro de novo”, afirmou outro motorista.

Além dos caminhoneiros, os produtores rurais também enfrentam impactos diretos. Com a dificuldade de acesso, parte da safra permanece no campo, já em estágio avançado de colheita. A impossibilidade de retirar a produção aumenta o risco de perdas em produtividade e qualidade dos grãos.

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Produtores da região relatam que áreas inteiras ainda não foram colhidas por falta de caminhões disponíveis, já que muitos veículos estão presos na estrada. Em alguns casos, as perdas podem atingir centenas de hectares caso a situação persista.

Entre os afetados está o agricultor Heliton, que ainda precisa colher cerca de 800 hectares de um total de 1.800 cultivados nesta safra. Segundo ele, o cenário já compromete a produção. “Não conseguimos colher. Já estamos com risco de perder soja. Os caminhões ficam até três dias atolados ou na fila para serem puxados”, disse.

Mesmo com melhora no clima e previsão de sol, a colheita segue travada. “Não adianta o tempo abrir se não tem caminhão. Está tudo parado. Já estamos começando a calcular perdas”, afirmou. A estimativa é de prejuízo relevante: “Se continuar assim, podemos perder pelo menos 500 hectares”.

Em alguns pontos, a situação é tão crítica que propriedades rurais passaram a ser utilizadas como desvio improvisado. Caminhões atravessam lavouras para contornar os trechos mais danificados, causando ainda mais prejuízos. “Estão passando por cima da lavoura, virou estrada. A gente investe no solo e está vendo tudo ser destruído”, relatou um produtor, que já projeta perdas de cerca de 15%.

Além dos danos à produção, o impacto financeiro é direto. Com custos como arrendamento, estimado em cerca de 10 sacas por hectare, muitos produtores afirmam que não conseguirão sequer cobrir as despesas nesta safra.

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A precariedade da rodovia também afasta transportadores. “Quem vai colocar caminhão aqui para estragar tudo? Ninguém vem”, afirmou um produtor. A dificuldade de acesso, agravada pela largura limitada da estrada, compromete inclusive ações de manutenção e atendimento emergencial.

Produtores reforçam que o problema é antigo e já foi alvo de ações junto ao Ministério Público. “Não é novidade. A gente quer saber quando isso vai acabar e qual é a solução. Chega um ponto em que não há mais viabilidade: não conseguimos trafegar, nem retirar a produção da lavoura”, concluiu.

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Agro Mato Grosso

Valtra aposta em tecnologia para elevar a rentabilidade na safra de cana 2026/27

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Com safra estimada em 635 milhões de toneladas, marca destaca máquinas que unem tecnologia, economia de combustível e sustentabilidade

Com a safra de cana-de-açúcar 2026/27 projetada em 635 milhões de toneladas no Centro-Sul do Brasil, segundo a Datagro, o setor sucroenergético entra em um novo ciclo marcado por alta demanda operacional e pressão por eficiência. Diante desse cenário, a Valtra reforça seu posicionamento com soluções voltadas à produtividade, economia de combustível e sustentabilidade.

O portfólio da marca foi um dos maiores destaques da Agrishow 2026, que aconteceu, em Ribeirão Preto (SP), reunindo as principais inovações do agronegócio.

Tecnologia aplicada do campo à usina

Com forte presença no setor sucroenergético, a Valtra oferece soluções completas que acompanham todas as etapas da produção, do preparo do solo ao transporte da cana até a usina. A proposta é clara: aumentar a produtividade sem abrir mão da simplicidade operacional e do conforto ao operador.

“Desenvolvemos máquinas pensadas para quem precisa produzir mais, com eficiência e economia, sem complicação”.
Elizeu dos Santos, gerente de marketing de produto da Valtra

Desempenho e agilidade no campo

Entre os destaques está a Série BH HiTech, reconhecida pelo alto desempenho e eficiência nas operações. O modelo conta com modos automáticos que ajustam o funcionamento conforme a demanda e um sistema hidráulico com reservatório exclusivo, oferecendo alta vazão e reduzindo o tempo de descarregamento – fator decisivo para operações de transbordo mais ágeis.

Outro diferencial é o conjunto estrutural, com eixo traseiro passante e opção de eixo dianteiro de até 3 metros, que se adapta ao espaçamento do canavial e evita danos às plantas.

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Força e robustez para operações pesadas

Para o preparo de solo em condições mais severas, a Série S6 se destaca como a mais potente da marca. Produzida na Finlândia, a linha entrega até 425 cv de potência e torque de 1.750 Nm, aliando força extrema a eficiência energética.

Equipada com transmissão CVT e motor AGCO Power de 8,4 litros, a Série S6 garante redução de até 15% no consumo de combustível, além de proporcionar maior controle e conforto operacional.

Plantação de cana-de-açúcar no Centro-Sul brasileiro representando a projeção da safra 2026/27 de 635 milhões de toneladas.

Outras opções robustas incluem as Séries Q5 e T CVT, que combinam potência elevada e tecnologia de tração avançada. A Série T, por exemplo, permite movimentação contínua e precisa apenas com o pedal do acelerador, mesmo em terrenos inclinados, além de gerar economia média de até 25% de combustível.

Eficiência também nos tratos culturais

A tradicional Linha BM, agora em sua quarta geração, segue como uma das mais consolidadas no setor, com histórico de mais de duas décadas no campo e ganhos de até 15% em economia operacional.

Já na fase de tratos culturais, os pulverizadores da Série R garantem aplicação precisa de insumos, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência agronômica.

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Sustentabilidade e energia limpa no campo

De olho no futuro, a Valtra também investe em soluções voltadas à descarbonização, com o desenvolvimento de motores compatíveis com combustíveis alternativos, como etanol e biometano.

A proposta é permitir que usinas utilizem seus próprios subprodutos como fonte de energia, criando um ciclo sustentável e reduzindo custos operacionais.

“Queremos que o produtor tenha autonomia energética, utilizando a própria cana e seus resíduos para abastecer máquinas de alta performance. É a união entre eficiência e economia circular”.
Elizeu dos Santos, gerente de marketing de produto da Valtra

Sobre a Valtra

Presente no Brasil desde 1960, a Valtra foi pioneira ao se instalar no país e hoje oferece uma linha completa de máquinas agrícolas, com tratores que variam de 57 a 425 cavalos, além de colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores.

A marca integra o grupo AGCO e conta com mais de 220 pontos de venda e assistência técnica na América Latina, sendo 156 apenas no Brasil.

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Agro Mato Grosso

Agro impulsiona MT à liderança da balança comercial brasileira

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O resultado do quadrimestre consolida, mais uma vez, a posição estratégica do Estado na economia brasileira

Mato Grosso registrou saldo comercial positivo de US$ 11,05 bilhões, entre janeiro e abril de 2026,

Com isso, mantém o maior resultado superavitário entre os estados brasileiros, conforme análise divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em seu Boletim Mensal de Conjuntura Econômica — edição de maio.

O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelo agronegócio.

O resultado do balanço do quadrimestre consolida, mais uma vez, a posição estratégica de Mato Grosso na economia brasileira.

Isso porque, em 2025, o superávit comercial do Estado alcançou US$ 27,57 bilhões, o que representa 40,50% de todo o saldo comercial do período no país.

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O agronegócio respondeu por 43,16% do saldo comercial brasileiro, com destaque para as exportações de soja, milho e carne bovina.

De acordo com a análise do Imea, esse resultado reforça a importância e a centralidade de Mato Grosso para a sustentação das exportações nacionais e para a entrada de moeda estrangeira na economia nacional.

A coordenadora de Desenvolvimento Regional do Imea, Maria Muniz, explicou que esse cenário demonstra a força do setor no contexto nacional.

Segundo ela, o resultado mostra como Mato Grosso segue sendo um dos principais motores das exportações brasileiras, reforçando a relevância do estado para a sustentação das exportações nacionais e para a entrada de moeda estrangeira na economia brasileira.

“O desempenho do agronegócio mato-grossense foi determinante para esse cenário, impulsionado principalmente pelas exportações de soja, milho e carne bovina”, destacou.

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EMPREGOS – O boletim do Imea, publicado no dia 11 passao, também aponta a participação do agronegócio na geração de empregos em Mato Grosso.

Dados do boletim de Conjuntura Econômica mostram que o setor mantém ritmo de crescimento no número de trabalhadores formais.

Ao final de 2025, o agronegócio mato-grossense contabilizava 437.174 empregos formais.

Em março de 2026, o total avançou para 444.218 postos de trabalho, incremento de 1,61%, equivalente à geração de 7.044 novas vagas.

No mesmo período, o estoque total de empregos formais em Mato Grosso alcançou 1.183.553 vínculos, com o agronegócio representando 37,53% do total de empregos do estado.

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Agro Mato Grosso

Defensivos para milho verão avançam 21% no ciclo 2025/26

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Levantamento da Kynetec Brasil destaca aumento na área plantada e impulso na intensidade dos tratamentos

O mercado de defensivos para o milho verão teve recuperação de 21% na safra 2025/26, frente ao ciclo anterior. O valor passou de R$ 2,4 bilhões para R$ 2,9 bilhões. As informações são do relatório FarmTrak, divulgado nesta quarta-feira (13/5) pela Kynetec Brasil.

De acordo com o gerente de pesquisas da consultoria, Lucas Alves, o resultado decorreu, principalmente, do aumento da área plantada, de 3,9 milhões de hectares (+9%) e da variação, de 17 para 18, no número de tratamentos realizados, em média, nas propriedades, um crescimento de 6%.

O FarmTrak Milho Verão da Kynetec apontou ainda que os herbicidas seguem na posição de principal categoria de produtos, com 31% do mercado total ou R$ 900 milhões. Inseticidas movimentaram R$ 826 milhões, equivalentes a 28% e fungicidas, R$ 580 milhões, 20%. Tratamentos de sementes, nematicidas e outros insumos representaram 14%, 3% e 4%, respectivamente, R$ 594 milhões no total.

Conforme Lucas Alves, o estudo FarmTrak trouxe à luz o registro de alta na utilização de fungicidas em geral. “São dados relevantes. A adoção saiu de 67% em 2019-20 para 75% no último ciclo”, esclarece o executivo. “Mesmo em áreas destinadas à silagem, essa relação foi de 24% para 52% no período”, complementa.

“Das mudanças de comportamento, apuramos que os fungicidas ‘stroby mix’, que historicamente constituíam a principal ferramenta, permanecem importantes, mas foram superados pelos produtos ‘premium’”, revela.

Na safra 2019-20, enfatiza Alves, os ‘stroby mix’ correspondiam a 52% da área tratada por fungicidas. “Estes produtos permanecem importantes. Contudo, somam hoje 30% da área tratada, ao passo que os ‘premium’ já responderam por 38% na safra 2025-26”, avalia.

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Segundo a Kynetec Brasil, o levantamento FarmTrak Milho Verão resultou de quase 2 mil entrevistas feitas, pessoalmente, com produtores das principais áreas de milho do Brasil: Goiás, Mapiba – Maranhão, Piauí e Bahia -, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

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