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Dólar forte e estiagem nos EUA sustentam alta do trigo no Brasil, diz Cepea

Os valores do trigo brasileiro no mercado tiveram alta na última semana. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do dólar em relação ao real fez com que os preços do trigo importado subissem. Por consequência, produtores nacionais enxergaram a oportunidade de se mostrar mais firmes em relação aos preços.
A demanda recente também apresentou melhora. Compradores intensificaram a busca pelo produto para recompor os estoques dos moinhos, o que tem contribuído para a valorização do cereal.
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Mercado externo
Em relação as exportações do trigo, a situação também é positivo para os produtores. Os Estados Unidos enfrentam seca nesse período do ano e isso tem influenciado a produção do país. Dados do Monitor de Seca indicam que, até 10 de março, 55% das lavouras apresentavam algum tipo de estiagem, número acima dos 27% registrados em 2025, no mesmo intervalo de tempo. Diante deste cenário, a esperança é que as exportações se mantenham firmes.
Apesar disso, agentes seguem de olho nos acontecimentos do Oriente Médio, principalmente em relação aos custos dos fertilizantes, mercado que vem sendo impactado pelos conflitos.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Colheita de soja avança no Brasil, mas segue atrasada em relação ao ano passado

A colheita de soja alcançou 59,2% da área cultivada no Brasil, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O índice representa um avanço relevante em relação à semana anterior, quando os trabalhos estavam em 50,6%, o que corresponde a um crescimento de 17% no ritmo da colheita.
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Apesar da evolução, os trabalhos seguem atrasados na comparação anual. No mesmo período de 2025, a colheita já atingia 69,8% da área, o que indica um recuo de 15,2% neste ciclo. O dado reforça que, mesmo com a aceleração recente, o andamento ainda não conseguiu alcançar o desempenho do ano passado.
Em relação à média dos últimos cinco anos, estimada em 58,4%, o desempenho atual está levemente acima, com alta de 1,4%. Isso mostra que, apesar do atraso frente a 2025, o ritmo da colheita permanece próximo do padrão histórico.
Colheita de soja por região do Brasil
No recorte regional, os trabalhos seguem mais avançados no Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso, que já colheu 96,4% da área. Goiás aparece na sequência com 70%, seguido por Mato Grosso do Sul, com 68%, e Paraná, com 60%. Em outras regiões, o ritmo é mais moderado, como em Tocantins (58%), Minas Gerais (52%) e São Paulo (50%).
Já nas áreas do Matopiba e do Sul, o avanço ainda é mais lento. A Bahia registra 45% da área colhida, enquanto Piauí e Maranhão apresentam 26% e 23%, respectivamente. Em Santa Catarina, o índice é de 21%, e no Rio Grande do Sul, onde o ciclo é mais tardio, a colheita ainda está no início, com apenas 2% da área.
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Paraná conclui plantio de feijão da segunda safra com redução de área, aponta Deral

O plantio da segunda safra 2025/26 de feijão foi concluído no Paraná, conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria de Agricultura do estado. A área cultivada foi estimada em 264,6 mil hectares, o que representa uma queda expressiva de 24% em relação aos 348,5 mil hectares registrados na safra anterior.
Apesar da redução na área, as condições das lavouras são consideradas positivas. Atualmente, 86% das plantações estão em boas condições e 14% em situação média. As lavouras se concentram principalmente na fase de crescimento vegetativo, que corresponde a 74% da área, enquanto 19% já estão em floração, 4% em germinação e 3% em frutificação.
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A colheita da segunda safra já começou no estado, embora ainda de forma bastante inicial, atingindo menos de 1% da área total. O avanço reflete o calendário agrícola e as condições climáticas que permitiram o desenvolvimento das lavouras dentro do esperado até o momento.
Na comparação com a semana anterior, quando o plantio ainda não havia sido totalmente finalizado, houve leve piora nas condições das lavouras. No dia 9 de março, 94% das áreas eram classificadas como boas e apenas 6% como médias, indicando uma mudança no cenário ao longo dos últimos dias.
Mesmo com a menor área plantada, a produção estimada para a safra 2025/26 é de 496,1 mil toneladas, volume 8% inferior ao colhido no ciclo passado. Por outro lado, a produtividade média deve apresentar avanço significativo, projetada em 1.875 quilos por hectare, acima dos 1.573 quilos por hectare registrados na temporada anterior, o que ajuda a compensar parte da retração na área cultivada.
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Falta de medicamentos contra sarna e piolhos leva produtores a cobrarem ação do governo

A cadeia produtiva de ovinos do Rio Grande do Sul decidiu acionar o governo federal diante de um problema que tem preocupado produtores: a falta de medicamentos para o controle de sarna e piolhos nos rebanhos. O tema foi debatido em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Ovinos, realizada nesta segunda-feira (16) pela Secretaria da Agricultura do estado.
Como encaminhamento, as entidades do setor irão elaborar um documento a ser enviado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), solicitando medidas imediatas para garantir o acesso a produtos sanitários. A ausência desses insumos tem impactado diretamente a saúde dos animais e a produtividade das propriedades.
Segundo o pesquisador do Instituto de Pesquisa Veterinária Desidério Finamor (IPVDF), José Reck, o problema não é exclusivo do Brasil. Países do Mercosul, como Uruguai e Argentina, também enfrentam dificuldades semelhantes.
“Há uma preocupação crescente na região. Criadores argentinos, por exemplo, também lidam com infestação sem acesso a medicamentos”, afirmou. Reck destacou ainda que deve visitar a Argentina para troca de informações com técnicos locais.
O pesquisador também mencionou o avanço de um projeto multicêntrico que busca viabilizar o uso de uma molécula da classe das isoxazolinas no Brasil, com potencial de alta eficácia no controle desses parasitas.
Setor defende importação emergencial
Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, Edemundo Gressler, a situação exige medidas urgentes, incluindo a possibilidade de importação de produtos.
“Estamos diante de um problema e não temos nas prateleiras produtos específicos para isso”, alertou.
A demanda será levada à Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos, em Brasília. Segundo Gressler, o objetivo é pressionar o Mapa para viabilizar, em caráter emergencial, a entrada de medicamentos no país.
Além disso, o setor pretende lançar uma campanha e uma cartilha técnica para incentivar práticas de manejo, como os banhos, que auxiliam no controle dos parasitas.
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