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3 de agosto de 2026

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Zona de Convergência Intertropical traz chuvas para o Brasil e volumes podem superar 80 mm

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Foto: Pixabay

A previsão do tempo indica uma semana marcada por chuvas volumosas em importantes áreas produtoras de soja do Brasil, especialmente no Centro-Norte do país. A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve manter instabilidades e provocar acumulados entre 50 e 70 milímetros em diversas regiões.

As precipitações retornam para o sul de Mato Grosso, Goiás e também Mato Grosso do Sul, ajudando a manter bons níveis de umidade no solo. No entanto, o excesso de chuva pode atrasar algumas operações no campo, principalmente nas áreas onde os produtores ainda realizam atividades ligadas à colheita e à preparação para o plantio da segunda safra.

Apesar dos possíveis atrasos, a chuva é considerada bem-vinda em regiões como Mato Grosso do Sul, onde contribui para a manutenção das condições hídricas das lavouras.

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Por outro lado, estados como Paraná, São Paulo e Bahia devem enfrentar uma semana com pouca ou nenhuma chuva. A condição de tempo mais firme favorece o avanço dos trabalhos em campo, permitindo que os produtores aproveitem a janela de clima mais seco.

22 a 26 de março

Entre os dias 22 e 26 de março, a tendência é de redução das chuvas em Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso, com acumulados que não devem ultrapassar 30 a 40 milímetros no período de cinco dias.

Já no Rio Grande do Sul, a chuva volta a ganhar força, enquanto boa parte do Matopiba, região que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, deve registrar volumes entre 70 e 80 milímetros em cinco dias.

Na última semana de março, os modelos indicam tempo mais firme no Sudeste e em grande parte do Matopiba. Ainda assim, a chuva deve persistir no oeste e no norte de Mato Grosso, onde os acumulados podem superar os 100 milímetros em apenas cinco dias.

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Congresso volta do recesso, adia votações e trava debate sobre o fim da escala 6×1

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Parlamentares farão apenas duas semanas de “esforço concentrado” em agosto. PEC da Segurança e regulação da Inteligência Artificial seguem na fila

O Congresso Nacional retoma hoje (3) os trabalhos após duas semanas de recesso parlamentar, sem previsão de sessão plenária deliberativa tanto na Câmara dos Deputados, quanto no Senado.

Os presidentes das Casas concordaram em limitar os trabalhos legislativos a duas semanas de “esforço concentrado” devido ao período eleitoral. A primeira semana será entre os dias 10 e 14 de agosto, e a segunda entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro.

A expectativa é que votações nos plenários da Câmara e do Senado ocorram apenas nessas duas semanas até as eleições gerais de outubro. Historicamente, o semestre de eleições é mais esvaziado no Congresso.

Entre os projetos que não foram votados no primeiro semestre, e que podem entrar nos debates a partir de agosto, está a proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, que segue na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Apesar da pressão do governo, que deseja votar o tema antes da eleição, não há indicativo de Alcolumbre, quando o tema será encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A oposição defende a votação de uma PEC alternativa, mantendo a possibilidade de escala 6×1.

Outro projeto que o governo gostaria de ver votado é a PEC da Segurança Pública, votada na Câmara, e que aguarda deliberação no Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem cobrado Alcolumbre, publicamente, para colocar o tema em votação.

No Senado, há ainda a expectativa de se votar o projeto de lei de regulação da exploração dos minerais críticos, já aprovado pela Câmara.

O Congresso precisaria ainda votar os projetos de lei orçamentários, tanto o de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), quanto o de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, que deve ser encaminhado pelo governo até o dia 31 de agosto.

O Congresso tem ainda 87 vetos que trancam a pauta do Legislativo, entre eles, ao projeto de regulamentação da reforma tributária, ao Estatuto do Pantanal, às LDO e LOA de 2026, ao marco do setor elétrico e o veto integral à Lei da Dosimetria, que reduz o tempo de prisão para condenados pelo 8 de janeiro.

Outros temas debatidos no semestre anterior, mas que não chegaram ao plenário das Casas, são o PL da Misoginia, que criminaliza a discriminação contra mulheres, e o PL da Inteligência Artificial (IA), que regula a tecnologia no Brasil e foi apresentado como uma das prioridades do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Primeira semana após recesso

Nesta primeira semana da volta do recesso, estão previstas apenas sessões solenes, como a homenagem à fundação da Assembleia de Deus – Ministério de Madureira, marcada para esta terça-feira (4) na Câmara.

No Senado, a previsão é de uma sessão, na sexta-feira (7), no plenário, para marcar o Agosto Lilás, voltado à campanha pelo fim da violência contra mulheres.

Algumas comissões convocaram sessões para esta primeira semana. A Comissão Mista do Orçamento (CMO) discute o financiamento da educação infantil do Brasil, em audiência pública na quarta-feira (5). Outra agenda é o debate da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, que debate nesta segunda-feira (3) a campanha Agosto Dourado, dedicada à promoção do aleitamento materno.

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Várzea Grande cria 1º planejamento de longo prazo para guiar a cidade pelos próximos 10 anos

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Prefeita Flávia Moretti reuniu secretários para alinhar metas que serão integradas diretamente ao orçamento do município (PPA, LDO e LOA)

Plano será integrado ao PPA, à LDO e à LOA, definindo prioridades, metas e investimentos da administração municipal até a próxima década

 

Pela primeira vez, Várzea Grande está estruturando um planejamento estratégico de longo prazo que vai orientar as ações da Prefeitura pelos próximos dez anos. A primeira etapa do trabalho foi concluída nesta sexta-feira (31), após dois dias de imersão que reuniram a prefeita Flávia Moretti, secretários municipais, assessores e servidores efetivos para definir prioridades, estabelecer metas e alinhar as ações que passarão a nortear o planejamento e o orçamento do município.

 

O trabalho, no entanto, começou antes da imersão. A prefeita Flávia Moretti vem trabalhando ao lado da consultora e advogada especialista em Direito, Planejamento e Orçamento Público, Vívian Arruda, para alinhar o plano de governo aos instrumentos oficiais de planejamento da administração pública.

 

O objetivo é fazer com que o planejamento estratégico deixe de ser apenas um documento técnico e passe a orientar diretamente o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA), garantindo que as prioridades da gestão estejam refletidas na aplicação dos recursos públicos.

 

Para a prefeita Flávia Moretti, o município inicia uma nova etapa na forma de planejar e executar as políticas públicas. “O município nunca teve um planejamento estratégico estruturado. Percebemos que essa era uma necessidade para enfrentar problemas históricos e organizar o futuro da cidade. Mais do que discutir desafios, reunimos nossa equipe para construir soluções e definir um caminho para Várzea Grande pelos próximos dez anos”, afirmou.

 

Segundo a prefeita, o planejamento está sendo elaborado agora porque, após pouco mais de um ano de gestão, as equipes passaram a conhecer com profundidade a realidade do município, permitindo estabelecer metas mais consistentes e compatíveis com as necessidades da população.

 

Ela também destacou que fez questão de participar integralmente dos dois dias de imersão e incluir servidores efetivos no processo para garantir a continuidade das ações ao longo dos próximos anos. “Queremos que esse planejamento seja uma política pública, e não apenas de governo. Cada secretaria terá servidores efetivos acompanhando o cumprimento das metas, garantindo continuidade às políticas públicas independentemente das futuras gestões”, pontuou.

 

Responsável pela condução técnica do planejamento, a consultora Vívian Arruda explica que o processo parte de um diagnóstico construído pelas próprias secretarias.

“O planejamento permite compreender a realidade atual para definir objetivos estratégicos e organizar ações compatíveis com os instrumentos de planejamento público. O diagnóstico elaborado pelas equipes técnicas é o que orienta a definição de prioridades, responsáveis, metas e prazos”.

 

Segundo ela, embora a estrutura do planejamento estratégico já tenha sido construída durante a imersão, uma nova etapa será realizada para aprofundar o planejamento setorial e concluir a integração com os instrumentos orçamentários.

 

Nesta fase também foram definidos missão, visão, valores e compromissos institucionais da Prefeitura. A equipe iniciou ainda a aplicação da metodologia da “Árvore de Problemas”, que identifica as causas dos principais desafios do município e servirá de base para a construção da “Árvore de Objetivos”, transformando os problemas diagnosticados em ações estratégicas.

 

Para a secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, o planejamento fortalece a capacidade de gestão da Prefeitura. “É um momento essencial para refletirmos sobre os desafios da administração, organizar estratégias e projetar resultados que tragam melhorias para a população”.

 

A secretária de Assistência Social, Cristina Saito, afirmou que a pausa na rotina administrativa permitiu olhar para o município de forma mais estratégica. “Foi uma oportunidade de identificar problemas, avaliar o que precisa avançar e pensar novas possibilidades para aprimorar as políticas públicas”.

 

O secretário de Defesa Social, inspetor da Guarda Municipal Louriney Silva, destacou que a metodologia amplia a integração entre as secretarias. “Identificamos problemas em conjunto, discutimos soluções e fortalecemos a atuação integrada da Prefeitura para atender melhor a população”.

 

Já a secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabyane Nagazawa, ressaltou que um dos principais ganhos foi aproximar as diferentes áreas da administração. “As secretarias possuem ações que se complementam. Essa integração torna o planejamento mais eficiente, acelera a execução dos projetos e fortalece os resultados para o município”.

 

A conclusão do planejamento estratégico está prevista para agosto. A partir daí, o documento servirá como referência para a revisão do PPA, da LDO e da LOA e para o acompanhamento das metas definidas para a próxima década.

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EUA reportam venda de 624,15 mil toneladas de soja para China e destinos desconhecidos

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Exportadores dos Estados Unidos relataram a venda de 488 mil toneladas de soja para a China e de 136,15 mil toneladas para destinos desconhecidos. As operações foram informadas nesta segunda-feira (3) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês). Todo o volume negociado tem entrega prevista para o ano comercial 2026/27.

Somadas, as vendas alcançam 624,15 mil toneladas de soja. O maior volume foi destinado à China, com 488 mil toneladas. Para destinos desconhecidos, foram registradas 136,15 mil toneladas.

O USDA informou as operações em seu sistema de reporte diário. Pelas regras em vigor nos Estados Unidos, exportadores são obrigados a comunicar qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity realizada em um único dia. Também devem ser reportadas até o dia seguinte vendas de 200 mil toneladas ou mais para um mesmo destino.

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As negociações divulgadas nesta segunda-feira (3) se enquadram nesses critérios de comunicação obrigatória ao órgão americano.

O reporte do USDA reúne duas operações de soja para entrega no ano comercial 2026/27, sendo uma para a China e outra para destinos desconhecidos, com volume total de 624,15 mil toneladas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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