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3 de agosto de 2026

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Setor produtivo apresenta à bancada federal impactos do possível fim da escala 6×1

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Representantes do setor produtivo de Mato Grosso se reuniram, nesta segunda-feira (16), com deputados federais e senadores do estado para discutir os impactos econômicos da possível mudança na jornada de trabalho com o fim da escala 6×1, proposta em debate no Congresso Nacional por meio da PEC nº 221/2019 e da PEC nº 8/2025.

O encontro foi promovido pela Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso – formada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) – durante um café da manhã realizado na sede da Fecomércio-MT, em Cuiabá.

Durante a reunião, técnicos das entidades apresentaram estudos que apontam possíveis impactos da redução da jornada de trabalho, seja pela necessidade de contratação de novos funcionários, seja pelo aumento do pagamento de horas extras para manter o atual nível de atividade econômica.

Os relatórios, além de apontarem impactos sobre os empregos formais, destacaram o aumento no custo dos produtos, com destaque para o setor do comércio, no qual o repasse ao consumidor poderia chegar a 24%. O agronegócio estima aumento do Custo Operacional Efetivo das principais culturas analisadas, o que também pode refletir no preço final.

Também foi abordado o risco de aumento da informalidade. Segundo a gerente do Observatório de Mato Grosso, Vanessa Gasch, os dados analisados ainda não consideram o impacto do mercado informal, que possui forte presença no estado.

“Cerca de 31% dos trabalhadores que hoje atuam em Mato Grosso estão na informalidade. Nossos estudos, que já apresentam números preocupantes para o setor produtivo, representam apenas uma parte da realidade, visto que ainda temos um percentual elevado de trabalhadores informais.”

Setor produtivo pede cautela no debate

Os presidentes das federações da Agricultura e Pecuária (Famato), Vilmondes Tomain, do Comércio (Fecomércio-MT), Wenceslau Júnior, e da Indústria (Fiemt), Silvio Rangel, reforçaram a preocupação do setor produtivo com os possíveis impactos da medida sobre a atividade econômica.

Segundo os representantes das entidades, diferentes setores possuem dinâmicas próprias de funcionamento, o que exige flexibilidade na organização das jornadas de trabalho e na definição das relações trabalhistas.

No caso do agronegócio, por exemplo, atividades como plantio, colheita e transporte dependem de fatores climáticos e operacionais que exigem continuidade nas operações.

“Na agricultura e na logística do campo, não é possível simplesmente interromper atividades como plantio, colheita ou transporte de mercadorias. São processos que dependem de condições climáticas e operacionais específicas”, destacou o presidente da Famato, Vilmondes Tomain.

Já o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, ressaltou que a diversidade de atividades econômicas exige mecanismos que permitam maior flexibilidade na definição das jornadas de trabalho.

“Cada empresa tem suas particularidades e até dentro de uma mesma organização existem dinâmicas diferentes de funcionamento. Essa complexidade mostra que as relações de trabalho precisam de flexibilidade para se adaptar à realidade de cada atividade econômica.”

Para o presidente da Fiemt, Silvio Rangel, o setor produtivo não se opõe ao debate sobre melhorias nas relações de trabalho, mas defende que qualquer mudança seja conduzida com planejamento e análise técnica.

“O setor produtivo não é contrário ao diálogo sobre melhorias nas relações de trabalho, mas é fundamental que qualquer mudança leve em conta a produtividade, a competitividade das empresas e os efeitos na geração de empregos.”

Parlamentares defendem aprofundamento da discussão

Entre os parlamentares presentes, também houve consenso sobre a necessidade de ampliar o debate sobre o tema antes de qualquer avanço na tramitação das propostas.

Para a senadora Margareth Buzetti, mudanças estruturais na jornada de trabalho precisam ser analisadas com cautela, considerando os impactos sobre a economia e sobre as contas públicas.

“Esse é um tema que precisa ser discutido com mais responsabilidade e planejamento, avaliando os reflexos sobre custos, investimentos e os serviços públicos.”

A deputada federal Coronel Fernanda também ressaltou a importância do diálogo entre o setor produtivo e o Congresso Nacional para avaliar os possíveis impactos da medida.

“Precisamos ouvir todos os setores envolvidos para que qualquer decisão seja tomada com equilíbrio e responsabilidade.”

Já a deputada federal Gisela Simona destacou que o debate ainda está em fase inicial de análise no Congresso Nacional e que a discussão precisa considerar aspectos técnicos antes de qualquer definição legislativa.

“O debate sobre a jornada de trabalho precisa ser tratado com responsabilidade e análise técnica. É fundamental ampliar o diálogo para construir um texto mais adequado à realidade do país.”

O debate sobre a possível mudança na jornada de trabalho segue em análise no Congresso Nacional e deve continuar mobilizando representantes do setor produtivo e parlamentares nos próximos meses.



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Bombeiros prendem homem em flagrante por provocar incêndio em vegetação em Santo Antônio de Leverger

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Suspeito foi flagrado ateando fogo em área urbana durante atendimento da ocorrência e encaminhado à Central de Flagrantes de Cuiabá

 

Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) deu voz de prisão em flagrante a um homem suspeito de provocar um incêndio criminoso em uma área de vegetação no bairro Jardim Santo Antônio, em Santo Antônio de Leverger (a 35 km de Cuiabá), na tarde de sábado (1º.8).

Militares do 1º Batalhão de Bombeiros Militar (1º BBM), com sede no município, foram acionados por volta das 16h55 para atender uma ocorrência de incêndio em vegetação de grandes proporções. Durante o deslocamento até o local, a equipe flagrou o suspeito ateando fogo na área.

O homem foi abordado pelos bombeiros, que deram voz de prisão em flagrante pelo crime de causar incêndio. A prática de atear fogo em vegetação em áreas urbanas é proibida durante todo o ano e pode configurar crime ambiental, conforme previsto na legislação vigente.

Após a prisão, os militares acionaram uma equipe da Polícia Militar para realizar a condução do suspeito e acompanhar os procedimentos legais. Ele foi encaminhado à Central de Flagrantes de Cuiabá, onde foi registrado o auto de prisão em flagrante.

Enquanto uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar acompanhava a condução do suspeito, outra equipe permaneceu no local para realizar o combate ao incêndio e o monitoramento da área atingida. Apesar da ocorrência, não houve registro de pessoas feridas.

Período proibitivo

Além da proibição do uso do fogo em áreas urbanas, está em vigor, desde 1º de julho, o período proibitivo para o uso de fogo em atividades de limpeza e manejo de áreas rurais em todo o território de Mato Grosso. A medida segue até 30 de novembro de 2026.

O uso irregular do fogo durante esse período pode configurar crime ambiental, sujeitando os responsáveis às penalidades previstas na legislação. Além de ilegal, a prática representa riscos à segurança da população, à saúde pública e ao meio ambiente, podendo contribuir para o surgimento e a propagação de incêndios florestais de grandes proporções.

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Obras avançam com tapa-buracos, drenagem e pavimentação em diferentes regiões de Cuiabá

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Equipes atuam em bairros da capital com recuperação da malha viária, intervenções na drenagem e melhorias para ampliar a segurança e a mobilidade urbana

 

 

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras segue com um cronograma intenso de serviços em diferentes regiões da cidade, em um esforço contínuo para levar melhorias aos moradores e ampliar a mobilidade urbana. Neste sábado (1º de agosto), as equipes de tapa buraco estão em ação no Tropical Ville e na UFMT.

 

Na sexta-feira (31.07), as equipes de tapa buraco atuaram nos bairros Recanto dos Pássaros, Jardim Universitário, Jardim União e Tropical Ville, promovendo a recuperação da malha viária e garantindo mais segurança e conforto para motoristas e pedestres.

 

Na área de pavimentação, foi concluída, na quinta-feira (30.07), a execução da capa asfáltica na Rua Manoel da Silva Monteiro, em frente ao Colégio ECSA, no bairro Consil, proporcionando melhores condições de tráfego para a comunidade local. No local, foi executado um serviço de grande porte para solucionar um problema de drenagem, com a substituição do manilhamento em uma extensão de mais de 300 metros.

 

“A drenagem é um trabalho que quase ninguém vê, porque fica debaixo da pavimentação. Mas ela faz toda a diferença. Nessa rua, o assoreamento do solo, provocado por algumas manilhas quebradas, compromete o pavimento, que vai cedendo. Com o fluxo de estudantes no local, tivemos que fazer uma atuação emergencial para proporcionar a devida segurança viária”, explicou o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira.

 

Os serviços de drenagem também avançam em outros pontos da cidade, como Contorno Leste, Dr. Fábio II, Residencial Coxipó, Altos da Serra II e Jardim Universitário, onde está sendo executado um dreno profundo.

 

No bairro Três Poderes, as equipes realizam, simultaneamente, obras de drenagem e pavimentação.

 

Reginaldo ressaltou que a gestão mantém um planejamento contínuo para atender às demandas da população, investindo na manutenção e recuperação da malha viária e, na medida do possível, ampliando as ações de infraestrutura urbana.

 

Com Assessoria

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Mutirão produz 3 mil mudas para ampliar arborização e doações em Cuiabá

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Ação da Prefeitura reforça estoque de espécies nativas e frutíferas que serão utilizadas em plantios urbanos e distribuídas gratuitamente à população no próximo ano

 

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, realizou um mutirão de produção de mudas no viveiro municipal. A ação ocorreu na sexta feira (31).

A iniciativa resultou na produção de cerca de 3 mil mudas de espécies frutíferas e nativas, que irão abastecer o programa de doação à população e as ações de arborização da cidade no próximo ano.

Durante o mutirão, foram produzidas mudas de caju, ata, jacarandá e ipê amarelo. As sementes das espécies frutíferas são obtidas, em grande parte, por meio de doações da população, enquanto as nativas são coletadas por equipes da Prefeitura em diferentes pontos da cidade.

O diretor de Planejamento Ambiental da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Fábio Moura, destacou que a produção é contínua para garantir mudas disponíveis ao longo do ano.

“A produção não para. As mudas produzidas agora serão utilizadas no próximo ano, tanto nas doações quanto nos plantios realizados pelo município”, pontuou.

Segundo ele, o ipê amarelo está entre as espécies mais procuradas pela população, assim como mudas frutíferas, como limão e ata.

A moradora Marlene Moura Silva retirou mudas de limão e acerola para plantar no quintal da família.

“Queremos plantar árvores frutíferas para aproveitar o espaço e para que as crianças possam acompanhar o crescimento e conhecer melhor as frutas”, disse.

A iniciativa integra as ações da Prefeitura para ampliar a arborização urbana e incentivar o plantio de árvores em áreas públicas e particulares.

Com Assessoria

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