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2 de maio de 2026

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Setor produtivo apresenta à bancada federal impactos do possível fim da escala 6×1

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Representantes do setor produtivo de Mato Grosso se reuniram, nesta segunda-feira (16), com deputados federais e senadores do estado para discutir os impactos econômicos da possível mudança na jornada de trabalho com o fim da escala 6×1, proposta em debate no Congresso Nacional por meio da PEC nº 221/2019 e da PEC nº 8/2025.

O encontro foi promovido pela Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso – formada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) – durante um café da manhã realizado na sede da Fecomércio-MT, em Cuiabá.

Durante a reunião, técnicos das entidades apresentaram estudos que apontam possíveis impactos da redução da jornada de trabalho, seja pela necessidade de contratação de novos funcionários, seja pelo aumento do pagamento de horas extras para manter o atual nível de atividade econômica.

Os relatórios, além de apontarem impactos sobre os empregos formais, destacaram o aumento no custo dos produtos, com destaque para o setor do comércio, no qual o repasse ao consumidor poderia chegar a 24%. O agronegócio estima aumento do Custo Operacional Efetivo das principais culturas analisadas, o que também pode refletir no preço final.

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Também foi abordado o risco de aumento da informalidade. Segundo a gerente do Observatório de Mato Grosso, Vanessa Gasch, os dados analisados ainda não consideram o impacto do mercado informal, que possui forte presença no estado.

“Cerca de 31% dos trabalhadores que hoje atuam em Mato Grosso estão na informalidade. Nossos estudos, que já apresentam números preocupantes para o setor produtivo, representam apenas uma parte da realidade, visto que ainda temos um percentual elevado de trabalhadores informais.”

Setor produtivo pede cautela no debate

Os presidentes das federações da Agricultura e Pecuária (Famato), Vilmondes Tomain, do Comércio (Fecomércio-MT), Wenceslau Júnior, e da Indústria (Fiemt), Silvio Rangel, reforçaram a preocupação do setor produtivo com os possíveis impactos da medida sobre a atividade econômica.

Segundo os representantes das entidades, diferentes setores possuem dinâmicas próprias de funcionamento, o que exige flexibilidade na organização das jornadas de trabalho e na definição das relações trabalhistas.

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No caso do agronegócio, por exemplo, atividades como plantio, colheita e transporte dependem de fatores climáticos e operacionais que exigem continuidade nas operações.

“Na agricultura e na logística do campo, não é possível simplesmente interromper atividades como plantio, colheita ou transporte de mercadorias. São processos que dependem de condições climáticas e operacionais específicas”, destacou o presidente da Famato, Vilmondes Tomain.

Já o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, ressaltou que a diversidade de atividades econômicas exige mecanismos que permitam maior flexibilidade na definição das jornadas de trabalho.

“Cada empresa tem suas particularidades e até dentro de uma mesma organização existem dinâmicas diferentes de funcionamento. Essa complexidade mostra que as relações de trabalho precisam de flexibilidade para se adaptar à realidade de cada atividade econômica.”

Para o presidente da Fiemt, Silvio Rangel, o setor produtivo não se opõe ao debate sobre melhorias nas relações de trabalho, mas defende que qualquer mudança seja conduzida com planejamento e análise técnica.

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“O setor produtivo não é contrário ao diálogo sobre melhorias nas relações de trabalho, mas é fundamental que qualquer mudança leve em conta a produtividade, a competitividade das empresas e os efeitos na geração de empregos.”

Parlamentares defendem aprofundamento da discussão

Entre os parlamentares presentes, também houve consenso sobre a necessidade de ampliar o debate sobre o tema antes de qualquer avanço na tramitação das propostas.

Para a senadora Margareth Buzetti, mudanças estruturais na jornada de trabalho precisam ser analisadas com cautela, considerando os impactos sobre a economia e sobre as contas públicas.

“Esse é um tema que precisa ser discutido com mais responsabilidade e planejamento, avaliando os reflexos sobre custos, investimentos e os serviços públicos.”

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A deputada federal Coronel Fernanda também ressaltou a importância do diálogo entre o setor produtivo e o Congresso Nacional para avaliar os possíveis impactos da medida.

“Precisamos ouvir todos os setores envolvidos para que qualquer decisão seja tomada com equilíbrio e responsabilidade.”

Já a deputada federal Gisela Simona destacou que o debate ainda está em fase inicial de análise no Congresso Nacional e que a discussão precisa considerar aspectos técnicos antes de qualquer definição legislativa.

“O debate sobre a jornada de trabalho precisa ser tratado com responsabilidade e análise técnica. É fundamental ampliar o diálogo para construir um texto mais adequado à realidade do país.”

O debate sobre a possível mudança na jornada de trabalho segue em análise no Congresso Nacional e deve continuar mobilizando representantes do setor produtivo e parlamentares nos próximos meses.

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SES-MT avança na construção de três novos hospitais regionais com 450 leitos

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Unidades em Confresa, Juína e Tangará da Serra superam a marca de 50% de obras concluídas para descentralizar o atendimento no Estado

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) tem avançado na construção dos três novos Hospitais Estaduais: no Araguaia (em Confresa), em Juína e em Tangará da Serra. O projeto arquitetônico de cada unidade possui uma área total de cerca de 18 mil m², entre edificação principal e edificações periféricas.

Os três novos Hospitais Estaduais contarão com 111 leitos de enfermaria e 40 leitos de UTI, entre adulto, pediátrico, neonatal e unidade semi-intensiva neonatal, para atendimento de média e alta complexidade.

“No final de março, já entregamos o novo Hospital Estadual do Alto Tapajós, em Alta Floresta, e estamos construindo mais três hospitais de forma simultânea. Tudo isso para cobrir os vazios assistenciais de saúde, com serviços disponíveis próximo à casa dos moradores em todo o Estado, diminuindo a necessidade de deslocamento para a capital”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.

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Conforme a secretária adjunta de Infraestrutura e Tecnologia da Informação da SES, Mayara Galvão, as obras dos três novos hospitais tem avançado de forma significativa.

“A Secretaria vai finalizar as novas unidades de saúde para a região do Araguaia, Juína e Tangará da Serra com todo o cuidado, assim como ocorreu com o Hospital Central de Alta Complexidade, em Cuiabá, e com o hospital em Alta Floresta. Esse trabalho sério e comprometido com a população é motivo de muito orgulho para a gestão”, afirmou.

O Hospital Estadual do Noroeste Mato-grossense, em Juína, está com 60% de andamento e tem custo previsto de R$ 136 milhões em obras.

Já foi concluída a estrutura, coberturas, sistema hidráulico e sistema sanitário da edificação principal, piso porcelanato, revestimento dos banheiros, paredes em alvenaria e drywall, estrutura das edificações periféricas, alvenaria do abrigo de gases, parte da rede de média tensão e impermeabilização.

Crédito: SES-MT

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O Hospital Estadual do Araguaia Xingu, em Confresa, atingiu 60% dos R$ 147 milhões previstos de investimento.

Já foram concluídos o estrutural dos prédios principal e externo, alvenaria do prédio principal, estruturas metálicas e cobertura do prédio principal, revestimentos dos banheiros, pele de vidro interna, e instalação dos reservatórios tipo taça.

Crédito: SES-MT

A construção do Hospital Estadual do Médio Norte, em Tangará da Serra, chegou a 56% de andamento, com a previsão de investimento de R$ 145 milhões em obras.

Já foram finalizados o estrutural do prédio principal, alvenaria do prédio principal, estruturas metálicas da cobertura, revestimentos dos banheiros, Pele de vidro interna, impermeabilização e instalação dos reservatórios tipo taça.

Crédito: SES-MT

As três unidades de saúde contarão com 10 consultórios médicos, dois consultórios para atendimento a gestantes, quatro salas pré-parto, parto e pós-parto (PPP), seis salas de centro cirúrgico, além de espaços para banco de sangue, banco de leite materno e realização de exames, como tomografia, colonoscopia e raios X.

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Saiba mais sobre o Hospital de Alta Floresta

Com investimento de R$ 205 milhões, sendo R$ 186,9 milhões em obras e R$ 18,1 milhões em equipamentos, o Hospital Estadual do Alto Tapajós, em Alta Floresta, foi inaugurado no dia 26 de março de 2026.

A unidade conta com 18 mil m² de área construída e com 111 leitos de enfermaria e 40 leitos de UTI, sendo 20 para adultos, 10 de UTI pediátrica e 10 de Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) pediátrica.

Com estrutura moderna e tecnologia de ponta, o hospital funcionará como referência para a região. Dentre as especialidades previstas para a unidade, estão: oncologia, cardiologia intervencionista, ortopedia, cirurgia geral, pediatria clínica e cirúrgica, urgência e emergência, neurologia e neurocirurgia.

Com Assessoria 

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Veja quem é o dentista morto a facadas após briga em bebedeira em Sorriso

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O dentista Dyonisio Carlito Antonielo, de 43 anos, foi assassinado na manhã desta sexta-feira (1º) em Sorriso, no norte de Mato Grosso. Ele foi atingido por uma facada nas costas durante uma discussão que começou após uma longa noite de consumo de álcool entre amigos.

Segundo informações da Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 6h50. Dyonisio chegou a ser socorrido e levado por terceiros até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, mas não resistiu ao ferimento e morreu ainda na unidade.

A PM foi acionada após denúncia de tentativa de homicídio. No local, os policiais confirmaram que a equipe médica já realizava os procedimentos de emergência na vítima, que apresentava forte hemorragia. Apesar dos esforços, Dyonisio faleceu.

Uma testemunha relatou aos agentes que o grupo bebia desde as 21h de quinta-feira (30) em uma conveniência. Por volta das 4h, ela seguiu para casa com uma mulher e continuou bebendo. Em determinado momento, chegaram o autor do crime e, depois, Dyonisio. Os quatro seguiam consumindo bebidas alcoólicas quando a vítima começou a ofender os presentes e agredir fisicamente um dos homens com socos e chutes.

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Cansado das agressões, o outro homem, também de 43 anos, pegou uma faca de aproximadamente 30 centímetros e desferiu o golpe pelas costas de Dyonisio. Em seguida, ele fugiu do local, mas foi preso pouco depois na kitnet onde mora. O suspeito apresentava hematomas no olho esquerdo e em uma das pernas, resultado das agressões sofridas anteriormente.

A Polícia Civil investiga o caso para esclarecer todos os detalhes do homicídio.

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PM e PF interceptam pouso de aeronave com meia tonelada de droga em MT

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Carga de pasta base e cloridrato era transferida para caminhonete na fronteira com a Bolívia; avião de R$ 3,5 milhões foi apreendido

Uma operação integrada do Gefron, Polícia Federal e unidades das Polícias Militares de Mato Grosso e do Amazonas, apreendeu, nesta quinta-feira(30.4), no distrito de Lucialva, cerca de 500 quilos de drogas e gerou um prejuízo estimado em R$ 14,6 milhões às facções criminosas.

Lucialva é uma região de fronteira com a Bolívia e está localizada no município de Jauru, a 430 km de Cuiabá. Lá, as forças policiais acompanharam o pouso de uma aeronave em uma estrada vicinal e logo após flagraram um carregamento, que suspeitaram ser droga, sendo transferido no avião para uma caminhonete. A aeronave, modelo Cesna, transportava 200 kg de pasta base de cocaína, e 297 kg de cloridrato de cocaína, que é a droga em seu estado de maior pureza. Durante a abordagem, dos três homens avistados no local, dois foram presos em flagrante, que fugiu para uma área de mata, continua sendo procurado por policiais do Gefron e da PM.

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Além das drogas, foram apreendidos a aeronave, avaliada em R$ 3,5 milhões, e o veículo que transportaria o produtor por terra, uma caminhonete Toyota, modelo Hilux CD4x4, fabricada em 2013, de valor estimado em R$ 124 mil.

Os dois suspeitos presos e todo material apreendido foram trazidos para a Superintendência da Polícia Federal, em Cuiabá, para prosseguimento das investigações e outras providências cabíveis.

Essa operação faz parte dos programas  Tolerância Zero às Facções Criminosas e Protetor das Fronteiras, dos governos de Mato Grosso e Federal, e teve como foco o combate aos crimes transfronteiriços entre Brasil e Bolívia. Nas atividades de apuração, constatação criminal e atuação em campo a ação integrou equipes do Grupo Especial de Fronteira(Gefron-MT), Grupo Investigações(GISE) da Polícia Federal, além de equipes do 12° Comando Regional da PMMT(Força Tática e Cia Raio) e Comando de Operações especiais(COE) e FICCO, da PM do Amazonas.

Com Assessoria 

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