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Setor produtivo apresenta à bancada federal impactos do possível fim da escala 6×1

Representantes do setor produtivo de Mato Grosso se reuniram, nesta segunda-feira (16), com deputados federais e senadores do estado para discutir os impactos econômicos da possível mudança na jornada de trabalho com o fim da escala 6×1, proposta em debate no Congresso Nacional por meio da PEC nº 221/2019 e da PEC nº 8/2025.
O encontro foi promovido pela Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso – formada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) – durante um café da manhã realizado na sede da Fecomércio-MT, em Cuiabá.
Durante a reunião, técnicos das entidades apresentaram estudos que apontam possíveis impactos da redução da jornada de trabalho, seja pela necessidade de contratação de novos funcionários, seja pelo aumento do pagamento de horas extras para manter o atual nível de atividade econômica.
Os relatórios, além de apontarem impactos sobre os empregos formais, destacaram o aumento no custo dos produtos, com destaque para o setor do comércio, no qual o repasse ao consumidor poderia chegar a 24%. O agronegócio estima aumento do Custo Operacional Efetivo das principais culturas analisadas, o que também pode refletir no preço final.
Também foi abordado o risco de aumento da informalidade. Segundo a gerente do Observatório de Mato Grosso, Vanessa Gasch, os dados analisados ainda não consideram o impacto do mercado informal, que possui forte presença no estado.
“Cerca de 31% dos trabalhadores que hoje atuam em Mato Grosso estão na informalidade. Nossos estudos, que já apresentam números preocupantes para o setor produtivo, representam apenas uma parte da realidade, visto que ainda temos um percentual elevado de trabalhadores informais.”
Setor produtivo pede cautela no debate
Os presidentes das federações da Agricultura e Pecuária (Famato), Vilmondes Tomain, do Comércio (Fecomércio-MT), Wenceslau Júnior, e da Indústria (Fiemt), Silvio Rangel, reforçaram a preocupação do setor produtivo com os possíveis impactos da medida sobre a atividade econômica.
Segundo os representantes das entidades, diferentes setores possuem dinâmicas próprias de funcionamento, o que exige flexibilidade na organização das jornadas de trabalho e na definição das relações trabalhistas.
No caso do agronegócio, por exemplo, atividades como plantio, colheita e transporte dependem de fatores climáticos e operacionais que exigem continuidade nas operações.
“Na agricultura e na logística do campo, não é possível simplesmente interromper atividades como plantio, colheita ou transporte de mercadorias. São processos que dependem de condições climáticas e operacionais específicas”, destacou o presidente da Famato, Vilmondes Tomain.
Já o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, ressaltou que a diversidade de atividades econômicas exige mecanismos que permitam maior flexibilidade na definição das jornadas de trabalho.
“Cada empresa tem suas particularidades e até dentro de uma mesma organização existem dinâmicas diferentes de funcionamento. Essa complexidade mostra que as relações de trabalho precisam de flexibilidade para se adaptar à realidade de cada atividade econômica.”
Para o presidente da Fiemt, Silvio Rangel, o setor produtivo não se opõe ao debate sobre melhorias nas relações de trabalho, mas defende que qualquer mudança seja conduzida com planejamento e análise técnica.
“O setor produtivo não é contrário ao diálogo sobre melhorias nas relações de trabalho, mas é fundamental que qualquer mudança leve em conta a produtividade, a competitividade das empresas e os efeitos na geração de empregos.”
Parlamentares defendem aprofundamento da discussão
Entre os parlamentares presentes, também houve consenso sobre a necessidade de ampliar o debate sobre o tema antes de qualquer avanço na tramitação das propostas.
Para a senadora Margareth Buzetti, mudanças estruturais na jornada de trabalho precisam ser analisadas com cautela, considerando os impactos sobre a economia e sobre as contas públicas.
“Esse é um tema que precisa ser discutido com mais responsabilidade e planejamento, avaliando os reflexos sobre custos, investimentos e os serviços públicos.”
A deputada federal Coronel Fernanda também ressaltou a importância do diálogo entre o setor produtivo e o Congresso Nacional para avaliar os possíveis impactos da medida.
“Precisamos ouvir todos os setores envolvidos para que qualquer decisão seja tomada com equilíbrio e responsabilidade.”
Já a deputada federal Gisela Simona destacou que o debate ainda está em fase inicial de análise no Congresso Nacional e que a discussão precisa considerar aspectos técnicos antes de qualquer definição legislativa.
“O debate sobre a jornada de trabalho precisa ser tratado com responsabilidade e análise técnica. É fundamental ampliar o diálogo para construir um texto mais adequado à realidade do país.”
O debate sobre a possível mudança na jornada de trabalho segue em análise no Congresso Nacional e deve continuar mobilizando representantes do setor produtivo e parlamentares nos próximos meses.
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Polícia Civil prende seis investigados por fraude imobiliária em Mato Grosso

Operação Terra Prometida cumpriu 12 ordens judiciais em Rondonópolis, Guiratinga e Alto Garças; fraude na venda de uma propriedade rural teria causado prejuízo superior a R$ 3 milhões
AÇÃO INTEGRADA
*Polícia Civil cumpre 12 ordens judiciais durante Operação Terra Prometida em Mato Grosso*
_Seis investigados foram presos e três veículos, celulares e outros materiais foram apreendidos em ação integrada com a Polícia Civil de Goiás_
A Polícia Civil cumpriu, nesta quinta-feira (17.9), 12 ordens judiciais contra investigados por fraude imobiliária, durante a Operação Terra Prometida, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás. Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão em Rondonópolis, Guiratinga e Alto Garças.
A ação foi realizada de forma integrada por unidades da Regional de Rondonópolis, com participação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), Delegacias de Guiratinga, de Alto Garças e de Alto Taquari.
Dos sete mandados de prisão expedidos pela Justiça, seis foram cumpridos. Um homem de 61 anos não foi localizado e permanece foragido.
Em Rondonópolis, foram presos três homens, de 54, 59 e 34 anos. Em Guiratinga, foram localizados uma mulher de 45 anos e um homem de 54 anos. Já em Alto Garças, os policiais prenderam um homem de 31 anos.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos três veículos, aparelhos celulares e outros materiais que poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos.
A operação é resultado de uma investigação da Polícia Civil de Mineiros (GO), que apura a venda fraudulenta de uma propriedade rural negociada por pessoas que não seriam as legítimas proprietárias do imóvel.
Conforme as investigações, sete pessoas teriam atuado de forma organizada e com divisão de tarefas para aplicar a fraude, causando prejuízo superior a R$ 3 milhões a uma vítima residente em Mineiros.
A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 3 milhões em bens e valores vinculados aos investigados. As medidas foram cumpridas simultaneamente nos dois estados.
Após as prisões, os investigados foram encaminhados às respectivas unidades policiais para os procedimentos legais. Os materiais apreendidos serão analisados e encaminhados à Polícia Civil de Goiás, responsável pela investigação.
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Polícia faz operação contra ‘salves’ de facção e flagra vítima recém-torturada durante buscas

Ação cumpriu 14 ordens judiciais em Guarantã do Norte e Marcelândia. Suspeitos também são investigados por envolvimento em homicídio
A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (18.9), a Operação Autoridade, voltada ao enfrentamento de integrantes de uma facção criminosa investigados por crimes violentos em Guarantã do Norte e Marcelândia.
Ao todo, estão sendo cumpridas 14 ordens judiciais, entre elas seis mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, além de outras medidas cautelares deferidas no curso das investigações.
A operação, realizada pela Delegacia de Guarantã do Norte, é resultado de dois inquéritos policiais distintos. Em Marcelândia, os alvos são investigados por envolvimento em um homicídio, sendo que dois suspeitos já foram presos e outros quatro são alvos de buscas.
Em Guarantã do Norte, as investigações apuram torturas e agressões conhecidas como “salves”, praticadas no contexto de facção criminosa entre 2025 e 2026. Pelo menos quatro vítimas já foram identificadas.
Em um dos locais alvos da operação, uma pessoa foi encontrada com diversas marcas de lesões corporais (possivelmente mais uma vítima), que passará por exame de corpo de delito e oitiva.
Participaram os policiais da Regional de Guarantã do Norte, Matupá, Peixoto, Marcelândia, Guarantã do Norte e outras unidades.
Operação Autoridade
O nome da operação, Autoridade, reforça que nenhuma organização criminosa pode impor punições, intimidações ou exercer poder paralelo sobre a população.
O delegado Mauro Apoitia, coordenador da operação, frisou que toda tentativa de impor medo à população será investigada com rigor, e seus responsáveis serão identificados e submetidos à Justiça.
Informações repassadas pela população têm sido fundamentais para o avanço das investigações. Denúncias podem ser realizadas pelo número 197. O sigilo é preservado e a informação pode ser decisiva para identificar criminosos e evitar novos delitos.
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STJ mantém condenação e ex-deputada Flordelis cumprirá 50 anos de prisão por morte de pastor

Corte negou recursos da defesa por unanimidade e rejeitou nulidades processuais. Decisão também afeta neta e filhos adotivos
A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, por unanimidade, a condenação da ex-deputada Flordelis a 50 anos de prisão pela morte do pastor Anderson do Carmo de Souza, em 2019, quando ele era seu marido.
A Corte concordou com decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que, em 2022, já havia mantido a condenação da ex-deputada a 50 anos de prisão.
Em 2022, Flordelis dos Santos de Souza foi condenada pelo Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio triplamente qualificado consumado, homicídio duplamente qualificado tentado, associação criminosa armada e uso de documento falso.
A ex-deputada foi considerada culpada por planejar o assassinato, ocorrido na casa da família em Niterói (RJ). A motivação, segundo a acusação do Ministério Público, foi o controle das finanças da família e a forma rígida como o pastor administrava os conflitos entre os integrantes.
Segunda instância
A defesa de Flordelis recorreu ao STJ, após a 2ª Câmara Criminal TJRJ negar, por unanimidade, recursos de apelação.
À segunda instância, os advogados alegaram diversas nulidades processuais, entre as quais a não apresentação de alegações finais na fase de pronúncia e a falta de fundamentação das qualificadoras do crime.
A relatora do caso, desembargadora convocada Nilsoni de Freitas, contudo, entendeu não ter ficado demonstrado o prejuízo concreto para a defesa da ex-deputada.
A Sexta Turma manteve também a decisão que anulou a absolvição de Rayane dos Santos, Marzy Teixeira e André Luiz de Oliveira – a neta biológica e os dois filhos adotivos da ex-deputada que são acusados de participar do crime.
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