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17 de junho de 2026

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Wanderley Cerqueira pode ser cassado por fala considerada violência de gênero contra prefeita

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Decisão da Justiça reconhece indícios de crime e envia caso à Vara Especializada; parlamentar pode responder por injúria e sofrer sanções políticas

O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira, passou a responder a um processo na Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, após decisão do juiz Hugo José Freitas da Silva.

O magistrado reconheceu indícios de que uma declaração feita pelo parlamentar contra a prefeita Flávia Petersen Moretti pode configurar crime com base na legislação de proteção à mulher.

A decisão acolheu manifestação do Ministério Público e determinou a remessa do processo — inicialmente protocolado no âmbito da Lei nº 9.099/95 — para a Vara competente em casos de violência de gênero.

O entendimento é de que a conduta atribuída ao parlamentar, ao utilizar a expressão “leitear a prefeita”, pode se enquadrar como violência contra a mulher em razão do sexo feminino, nos termos da Lei Maria da Penha.

Wanderley responde, em tese, pelo crime de injúria, previsto no artigo 140 do Código Penal, com agravante do artigo 141, §3º.

Em caso de condenação, as penalidades incluem detenção de um a seis meses ou multa, com possibilidade de aumento da pena em razão do contexto discriminatório.

No campo político, as consequências podem ser ainda mais severas. O caso pode fundamentar a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar, o que pode resultar em cassação do mandato, perda da presidência da Câmara e até suspensão dos direitos políticos.

Ao encaminhar o caso à Vara de Violência contra a Mulher, a Justiça reforça o entendimento de que agressões verbais com conotação de gênero também são consideradas formas de violência.

O processo seguirá agora na Vara Especializada, onde serão analisadas as provas e a eventual responsabilização do parlamentar.

Entenda o caso

A declaração que motivou a ação foi feita em contexto público e gerou repercussão política e jurídica. O Ministério Público apontou possível conteúdo ofensivo com conotação de gênero contra a prefeita. Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que a situação deve ser tratada no âmbito da legislação de proteção à mulher.

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Mutirão do Repesca atende pescadores em Rondonópolis até amanhã (18); veja documentos

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), iniciou nesta quarta-feira (17.6) uma ação de atendimento presencial para cadastramento de pescadores profissionais artesanais no Registro Estadual de Pescadores Profissionais (Repesca), em Rondonópolis. Os atendimentos seguem até esta quinta-feira (18), na unidade do Ganha Tempo do município.

A iniciativa tem como objetivo auxiliar pescadores na realização de novos cadastros, atualização de informações e regularização de pendências no sistema. O atendimento presencial busca garantir que os profissionais da pesca tenham acesso às orientações necessárias e possam concluir o processo de forma correta e segura.

O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, destacou a importância da ação para ampliar o alcance do programa e garantir que os pescadores tenham acesso aos benefícios previstos.

“Estamos levando atendimento presencial aos municípios para facilitar o cadastramento dos pescadores e garantir que todos tenham acesso às orientações necessárias. O Repesca é uma importante política pública do Governo de Mato Grosso para assegurar proteção social e apoio aos profissionais que dependem da pesca artesanal como fonte de sustento”, afirmou o secretário.

Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

O auxílio do Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência.

Mato Grosso conta atualmente com cerca de 6,2 mil pescadores cadastrados que recebem o Seguro Defeso, benefício destinado aos profissionais que têm na pesca sua principal fonte de renda. Ao todo, o Estado possui 12.071 pessoas registradas no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), número que também inclui praticantes da pesca esportiva.

Para garantir que os pescadores tenham acesso ao cadastramento e às orientações necessárias, o Governo de Mato Grosso, por meio da Setasc, tem realizado ações presenciais em diferentes regiões do Estado. O atendimento já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger. Após a etapa em Rondonópolis, a equipe seguirá para Cáceres, onde os atendimentos ocorrerão nos dias 22 e 23 de junho.

Entre os atendidos nesta quarta-feira (17) esteve a pescadora profissional Maria Rodrigues Sobrinho, moradora de Poxoréu. Para realizar o cadastro, ela percorreu cerca de duas horas de viagem até Rondonópolis.

Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Segundo Maria, o esforço valeu a pena diante da qualidade do atendimento recebido pela equipe da Setasc.

“Eu vim de Poxoréu e demorei umas duas horas para chegar aqui, porque a estrada tem muito trecho de chão. Mas fui muito bem atendida, tanto pelas meninas quanto pelo rapaz que fez meu cadastro. Foi um atendimento excelente. Esse benefício é muito importante para nós, porque vivemos da pesca. Mesmo eu sendo aposentada, a renda é pouca e tudo está muito caro. Agradeço ao Governo do Estado por olhar para os pescadores. Eu agradeço por mim e pelos outros companheiros da nossa categoria também”, relatou.

Para realizar o cadastro, os interessados devem apresentar documentos pessoais, comprovante de endereço atualizado, Registro Geral da Pesca (RGP), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), documentos que comprovem o exercício da pesca artesanal, além da autodeclaração de exercício da atividade pesqueira profissional artesanal.

Também é necessário apresentar documentos dos membros do núcleo familiar e a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), caso possuam.

O prazo para cadastramento no Repesca segue aberto até o dia 25 de junho. A expectativa do Governo do Estado é garantir que todos os pescadores aptos tenham acesso ao cadastro e aos benefícios previstos pela legislação estadual.

Com Assessoria 

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Agro Mato Grosso

GCB estrutura CRA de R$ 30,5 milhões para financiar reorganização de dívidas do Grupo Rizzi

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Operação apoia produtor rural da Bahia e do Maranhão e reforça o uso do mercado de capitais no financiamento do agronegócio

A GCB, empresa financeira especializada em estruturação, securitização e distribuição de ativos de crédito privado, lançou uma operação de R$ 30,5 milhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) para o Grupo Rizzi, produtor rural com atuação na Bahia e no Maranhão.

Os recursos serão usados para quitar dívidas bancárias e substituí-las por uma estrutura mais adequada ao ritmo do agronegócio, em que o caixa depende do plantio, da colheita e da venda da produção. O Grupo Rizzi atua no cultivo e comercialização de grãos como soja, feijão, algodão e sorgo para indústrias alimentícias e o mercado de commodities.

O CRA Rizzi prevê investimento mínimo de R$ 1.000, prazo de 48 meses e remuneração prevista de CDI + 4,5% a.a., com pagamento mensal de juros. O ativo tem distribuição exclusivamente pela plataforma da GCB, reforçando a conexão entre o mercado de capitais e empresas que atuam diretamente na economia real.

O lançamento ocorre em um momento em que o mercado de capitais ganha espaço como fonte de financiamento para o agronegócio. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, o valor total em aberto em instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,4 trilhão em fevereiro de 2026, sinal da maior participação do mercado privado no crédito ao campo.

“Essa operação combina duas necessidades importantes: de um lado, o produtor busca uma estrutura de financiamento mais compatível com o ciclo da safra; de outro, investidores procuram alternativas de crédito privado ligadas a setores produtivos da economia. O papel da GCB é conectar essas pontas com uma estrutura organizada e adequada ao perfil da operação”, afirma Victor Moura, diretor de DCM da GCB Investimentos.

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Afastado por suspeita de venda de sentenças, desembargador se aposenta com salário integral

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Dirceu dos Santos seguirá recebendo vencimentos após concessão de aposentadoria pelo TJMT

O desembargador Dirceu dos Santos, afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) desde março deste ano por suspeitas de envolvimento em um esquema de negociação de decisões judiciais, teve a aposentadoria voluntária concedida pela Corte. A medida foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico desta quarta-feira (17).

A decisão foi assinada pela vice-presidente do TJMT, desembargadora Nilza Maria Possas de Carvalho, e garante ao magistrado aposentadoria por tempo de contribuição com paridade integral. Com isso, ele seguirá recebendo os vencimentos do cargo, que, conforme dados do Portal da Transparência, oscilaram entre R$ 32 mil e R$ 57 mil nos primeiros meses de 2026.

O magistrado é alvo de investigações conduzidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Polícia Federal, que apuram supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, advocacia administrativa e possível comercialização de decisões judiciais. As apurações tiveram origem após a análise de mensagens encontradas no celular do advogado Roberto Zampieri, morto em dezembro de 2023, em Cuiabá.

Segundo os investigadores, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Dirceu dos Santos apontou uma evolução patrimonial considerada incompatível com os rendimentos declarados. Relatórios indicam crescimento patrimonial de R$ 14,6 milhões nos últimos cinco anos, além de movimentações financeiras e operações imobiliárias consideradas suspeitas.

As investigações também analisam a relação do desembargador com o empresário Luciano Cândido Amaral, apontado pela Polícia Federal como operador financeiro do suposto esquema. Entre os elementos reunidos estão pagamentos de boletos que beneficiaram o magistrado e familiares, somando aproximadamente R$ 258 mil.

Os fatos são apurados no âmbito da Operação Gemini, desdobramento da Operação Sisamnes, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão que permitiu o avanço das investigações foi assinada pelo ministro João Otávio de Noronha, que apontou indícios de ocultação patrimonial, movimentações financeiras atípicas e possíveis práticas de lavagem de dinheiro.

Além de Dirceu dos Santos, as investigações resultaram no afastamento de outros integrantes do Judiciário mato-grossense, entre eles os desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, além do juiz Ivan Lúcio Amarante.

Mesmo aposentado, o desembargador continuará respondendo aos procedimentos administrativos e às investigações criminais em andamento. Até o momento, não há condenação definitiva contra o magistrado.

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