Agro Mato Grosso
Chile aumenta compra de carne bovina em 52% e se torna 3º maior mercado de MT

Volume exportado saltou de 2,7 mil toneladas para 4,2 mil toneladas. O estado possui um rebanho de quase 34 milhões de gado, um dos maiores do Brasil.
O Chile aumentou as compras de carne bovina de Mato Grosso em 52,4% em janeiro deste ano, quando comparado com o mesmo período do ano passado, de acordo com comunicado divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac).
Diante disso, os chilenos se tornaram o terceiro principal destino de proteína no primeiro mês deste ano. O estado possui um rebanho de quase 34 milhões de gado, um dos maiores do Brasil.
Segundo o Imac, o volume exportado saltou de 2,7 mil toneladas para 4,2 mil toneladas. O desempenho confirma a crescente relevância do mercado chileno para o setor.
Em 2025, o Chile já havia se consolidado como o terceiro maior comprador de carne bovina de Mato Grosso, com a aquisição de 47,7 mil toneladas, crescimento de 44,8% em relação a 2024, quando importou 32,5 mil toneladas e ocupava a sétima posição no ranking dos destinos da proteína estadual.
O resultado vem no momento em que a produção agropecuária busca diversificar o número de mercados compradores. Em dois anos, o estado ganhou 15 novos mercados internacionais para reforçar a pauta exportadora.
Pelo segundo ano consecutivo, a pecuária bateu novo recorde ao registrar mais de sete milhões de abate de bovinos em 2025, o que representa uma alta de 1,44% quando comparado com 2024.
A expectativa dos produtores para os próximos anos, contudo, passa pelo acordo entre Mercosul e União Europeia, que deve criar a maior zona de livre comércio do mundo.
Esse tratado deve beneficiar Mato Grosso com a redução tarifária, acesso ampliado aos mercados, novas tecnologias europeias e estímulo à agroindustrialização do estado.
Critérios chilenos
O consumidor chileno prioriza cortes desossados, carne refrigerada e padronização no acabamento, fatores que favorecem estados com escala produtiva e estrutura industrial consolidada, como Mato Grosso, de acordo com o Imac.
Entre os diferenciais na comercialização para o Chile está o refilamento específico exigido por esse mercado. Os importadores demandam um acabamento diferente no corte, o que requer adaptação das indústrias frigoríficas aos padrões locais de consumo.
Diversificação
Apesar dessa ampliação, a economia mato-grossense ainda está concentrada em quase 40% da porteira para dentro, com agricultura e pecuária, enquanto a produção industrial está em torno de 50% voltada a alimentos e 10% em biocombustível.
Mesmo com essa concentração na economia, o estado procura ampliar a diversificação nas exportações. Essa estratégia ganhou força depois do tarifaço contra os produtos brasileiros imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump, que voltou a dobrar a aposta, mas agora de forma global.
Durante a primeira leva de tarifas, o estado ampliou a venda de carne bovina para Argentina, Uruguai e, também, a China.
Agro Mato Grosso
Agosto será mais quente e seco em MT, mas clima favorece colheita no campo, diz Conab

Enquanto as altas temperaturas e a baixa umidade tendem a aumentar o desconforto dos moradores, as condições climáticas favorecem a colheita de milho e algodão de segunda safra, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O calor acima da média e o tempo seco previstos para agosto em Mato Grosso devem trazer impactos diferentes para a população e para o campo. Enquanto as altas temperaturas e a baixa umidade tendem a aumentar o desconforto dos moradores, as condições climáticas favorecem a colheita de milho e algodão de segunda safra, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Já as lavouras de feijão irrigado exigirão maior atenção dos produtores.
A previsão do Inmet indica que, na região Centro-Oeste, as temperaturas devem ficar até 2°C acima da média histórica durante o mês. Em Mato Grosso, o aumento deve ser mais intenso nas regiões norte e oeste do estado. Em Cuiabá, a máxima pode chegar a 36°C nesta segunda-feira (3).
Além do calor, o estado deve enfrentar um período de pouca chuva. A previsão para os próximos sete dias indica predomínio de tempo seco em grande parte do Centro-Oeste, cenário típico de agosto.
🌽 Clima favorece colheita
Segundo o Conab, a combinação de calor e tempo seco deve beneficiar a colheita do milho e do algodão de segunda safra em Mato Grosso, já que reduz a umidade dos grãos e da fibra, facilita a secagem natural e melhora as condições para o tráfego de máquinas nas lavouras. A colheita do milho segunda safra avança nos principais estados produtores do Centro-Oeste. Já o algodão está, predominantemente, nas fases de abertura dos capulhos e colheita.
O Instituto explicou que a ausência de chuvas também reduz o risco de interrupções nas atividades agrícolas, melhora a organização da logística no campo e diminui a compactação superficial do solo causada pelo tráfego de máquinas.
Apesar disso, o instituto afirma que o período exige maior atenção dos produtores de feijão irrigado. Segundo o Inmet, o aumento das temperaturas eleva a demanda hídrica da cultura. Por isso, será necessário reforçar o manejo da irrigação, com definição adequada da quantidade de água e da frequência das aplicações, para evitar perdas de produtividade.
Sorriso terá janela favorável para colheita
Como exemplo das condições previstas para Mato Grosso, o Conab utilizou dados do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO) para o município de Sorriso, um dos principais produtores de milho segunda safra do país.
O levantamento aponta 84,1% de probabilidade de ocorrerem pelo menos sete dias favoráveis para a colheita no fim de julho. No primeiro decêndio de agosto, essa chance permanece elevada, em 77,6%.
Para períodos de pelo menos cinco dias aptos à colheita, a probabilidade chega a 88,2% no fim de julho e 82,8% no início de agosto. Segundo o Inmet, esses índices aumentam a previsibilidade das operações no campo e ajudam os produtores a planejar a logística da colheita.
Agro Mato Grosso
Lucas do Rio Verde é a campeã entre as médias no Centro-Oeste I MT

A cidade se tornou um dos casos mais bem-sucedidos de desenvolvimento econômico do país
O projeto de transformar produção agrícola em riqueza industrial deu certo em Lucas do Rio Verde. Em pouco mais de quatro décadas, a cidade mato-grossense se tornou um dos casos mais bem-sucedidos de desenvolvimento econômico do país. Não por acaso, conquistou o primeiro lugar entre as cidades de médio porte da Região Centro-Oeste no ranking de VEJA NEGÓCIOS.
A classificação leva em conta indicadores como emprego, renda, educação, saúde e gestão pública e confirma que planejamento de longo prazo, continuidade administrativa e vocação produtiva podem se traduzir em qualidade de vida e prosperidade. Desde a emancipação, em 1988, a população do município saltou de pouco mais de 5 000 habitantes para mais de 80 000.
O PIB per capita já supera os 100 000 reais anuais, cerca do dobro da média brasileira. Em ruas largas, arborizadas e planejadas, o desenvolvimento não ocorreu por acaso.
Desde os anos 2000, lideranças do agronegócio e sucessivas administrações municipais passaram a seguir um plano voltado à atração de investimentos e à industrialização da produção agrícola do entorno da cidade. O resultado foi um modelo de crescimento raro no Brasil.
Nas últimas duas décadas, Lucas do Rio Verde atraiu alguns dos maiores grupos do agronegócio nacional. A FS, uma das principais produtoras de etanol de milho do país, comprou neste ano toda a safra próximo de 1 milhão de toneladas do grão.
A beneficiadora de soja Amaggi e a processadora de proteína animal BRF mantêm no município, há mais de uma década, algumas de suas principais unidades industriais.
A localização estratégica às margens da BR-163, corredor logístico que liga o Centro-Oeste aos portos das regiões Norte e Sul, e a perspectiva de se tornar um importante entroncamento ferroviário de cargas nos próximos anos reforçam o potencial de expansão da economia local.
“O desenvolvimento de Lucas superou todas as melhores expectativas”, afirma o catarinense Osvaldo Martinello, que chegou à cidade há 37 anos e fundou a rede varejista que leva o sobrenome da família. A primeira loja, de apenas 150 metros quadrados, deu origem a um grupo com 113 pontos de venda distribuídos por 75 municípios mato-grossenses. “Chegamos com uma malinha nas costas e hoje somos uma empresa com 3 500 colaboradores. Essa trajetória só foi possível graças ao dinamismo econômico de Lucas do Rio Verde”, diz Martinello.
A força da agroindústria impulsionou também um amplo ecossistema de serviços.
“Ao longo do tempo, construímos um ciclo de crescimento acelerado, mas com equilíbrio social”, afirma o prefeito Miguel Vaz. O avanço da atividade econômica se refletiu no dinâmico mercado de trabalho local.
“Vivemos em pleno emprego desde o período pós-pandemia”, afirma o secretário municipal de Planejamento, Danilo Messias. Em 2025, considerando os municípios enquadrados na mesma faixa populacional dos critérios do Fundo de Participação dos Municípios, Lucas do Rio Verde liderou a geração de empregos no país. A boa gestão das contas públicas completa a equação. A arrecadação anual, próximo de 800 milhões de reais, supera despesas e investimentos, que giram em torno de 700 milhões.
Mais da metade do orçamento é destinada à saúde e à educação. O próximo desafio já está definido: ampliar a qualificação da mão de obra em inovação e tecnologia para atender às demandas de uma agroindústria cada vez mais sofisticada e preservar o ciclo de prosperidade que transformou Lucas do Rio Verde em uma referência nacional de desenvolvimento.
Agro Mato Grosso
TCE mantém suspenso pregão de R$ 1,4 milhão de Prefeitura para compra de mobiliário escolar

O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) manteve a suspensão do pregão eletrônico de quase R$ 1,4 milhão lançado pela Prefeitura de Sapezal para a aquisição de mobiliário escolar. A tutela provisória de urgência, concedida em julgamento singular do conselheiro Alisson Alencar, foi homologada durante sessão ordinária desta terça-feira (28).
A medida cautelar foi solicitada em representação de natureza externa, na qual o requerente apontou possíveis restrições à competitividade do certame. Conforme a denúncia, o edital exigia uma marca específica para os conjuntos escolares, autorizava a solicitação de amostras e laudos de todos os participantes em qualquer fase da licitação e impunha a comprovação de regularidade fiscal perante o município por todos os licitantes, inclusive aqueles sediados em outras cidades.
Na análise preliminar do processo, o conselheiro verificou que a prefeitura justificou a exigência da marca com o argumento de manter a padronização estética do mobiliário e do ambiente escolar, que já conta com móveis do fabricante indicado no edital. Para o relator, contudo, a justificativa é insuficiente e carece de fundamentação técnica.
“Em uma análise preliminar, as normas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) podem garantir a harmonia visual necessária, sem necessidade de especificação de marca”, sustentou.
Em relação à exigência de regularidade fiscal perante o município, Alisson Alencar entendeu que a cláusula afronta o disposto no artigo 68 da Lei nº 14.133/2021, ao impor requisito incompatível com a legislação para empresas sediadas em outros municípios.
O conselheiro também apontou irregularidade na previsão que autoriza a administração a exigir amostras e laudos de todos os proponentes, por considerar que a medida contraria a sistemática prevista no artigo 41 da Lei de Licitações e impõe ônus desnecessário aos participantes do certame.
Ao votar pela manutenção da tutela provisória, o relator ressaltou ainda que a continuidade da licitação poderia resultar na adjudicação de um procedimento conduzido com regras potencialmente ilegais, causando prejuízos ao interesse público e ao erário.
Featured23 horas agoConsumidores podem renegociar dívidas bancárias até o próximo 31 de agosto
Business21 horas agoA dívida do Brasil cresce. Onde está o problema?
Business20 horas agoEmpresa contrata 200 profissionais para laboratórios de algodão
Featured20 horas agoObras avançam com tapa-buracos, drenagem e pavimentação em diferentes regiões de Cuiabá
Featured22 horas agoMutirão produz 3 mil mudas para ampliar arborização e doações em Cuiabá
Featured22 horas agoPolícia Civil prende em Primavera do Leste condenado por roubo e sequestro de empresário na Bahia
Featured23 horas agoMato Grosso registra menor número de focos de calor da série histórica em julho
Featured1 hora agoBombeiros prendem homem em flagrante por provocar incêndio em vegetação em Santo Antônio de Leverger















