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Dólar forte e estiagem nos EUA sustentam alta do trigo no Brasil, diz Cepea

Os valores do trigo brasileiro no mercado tiveram alta na última semana. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do dólar em relação ao real fez com que os preços do trigo importado subissem. Por consequência, produtores nacionais enxergaram a oportunidade de se mostrar mais firmes em relação aos preços.
A demanda recente também apresentou melhora. Compradores intensificaram a busca pelo produto para recompor os estoques dos moinhos, o que tem contribuído para a valorização do cereal.
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Mercado externo
Em relação as exportações do trigo, a situação também é positivo para os produtores. Os Estados Unidos enfrentam seca nesse período do ano e isso tem influenciado a produção do país. Dados do Monitor de Seca indicam que, até 10 de março, 55% das lavouras apresentavam algum tipo de estiagem, número acima dos 27% registrados em 2025, no mesmo intervalo de tempo. Diante deste cenário, a esperança é que as exportações se mantenham firmes.
Apesar disso, agentes seguem de olho nos acontecimentos do Oriente Médio, principalmente em relação aos custos dos fertilizantes, mercado que vem sendo impactado pelos conflitos.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Preço do milho volta a subir no Brasil com dólar em alta e vendedores retraídos

Os preços do milho voltaram a subir no mercado brasileiro, impulsionados pela valorização do dólar frente ao real e pelo avanço das cotações nos portos. Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (3) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a menor disposição de parte dos vendedores em negociar também contribuiu para a recuperação dos valores.
Apesar da valorização, o ritmo de comercialização continua lento. De acordo com pesquisadores do Cepea, compradores têm adquirido apenas volumes pontuais, conforme as necessidades imediatas de abastecimento, enquanto aguardam oportunidades de compra a preços mais atrativos.
Reforma tributária aumenta cautela dos vendedores
Do lado da oferta, as incertezas relacionadas à reforma tributária têm influenciado as decisões de comercialização.
Segundo o Cepea, parte dos vendedores acompanha os possíveis efeitos das mudanças tributárias e adota uma postura mais cautelosa nas negociações.
Essa retração, combinada ao dólar mais elevado e à valorização do milho nos portos, contribui para sustentar as cotações domésticas, mesmo diante da baixa liquidez.
Compradores aguardam melhores oportunidades
Enquanto os vendedores demonstram menor interesse em negociar, os compradores seguem concentrados em operações pontuais, suficientes para atender às necessidades de abastecimento no curto prazo.
A expectativa de encontrar condições mais favoráveis mantém a demanda retraída e limita o volume de negócios.
Dessa forma, o mercado brasileiro de milho apresenta um cenário de recuperação dos preços, mas sem uma retomada consistente do ritmo de comercialização, conforme aponta o levantamento do Cepea.
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Indústria processa mais de 10 milhões de toneladas de soja em MT e bate recorde

Mato Grosso ampliou o volume de soja transformado pela indústria em 2026 e ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 10 milhões de toneladas processadas nos nove primeiros meses do ano. Entre janeiro e setembro, o esmagamento chegou a 10,42 milhões de toneladas, resultado 4,74% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025 e o maior da série histórica acompanhada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O avanço mostra como a expansão da produção agrícola vem sendo acompanhada pelo processamento industrial dentro do estado. A maior oferta de matéria-prima, resultado das safras recentes, permite às empresas manter um volume elevado de operações e aproveitar melhor a estrutura instalada.
Esse movimento também está relacionado à eficiência das unidades industriais. Com maior utilização da capacidade de processamento, as indústrias conseguem ampliar o volume de soja recebido e transformado, mesmo diante de oscilações pontuais na atividade.
A coordenadora de inteligência econômica do Imea, Laysa Avalos, relaciona o desempenho justamente à combinação desses fatores. “A maior disponibilidade de soja permite que as indústrias mantenham volumes elevados de atividade, enquanto o uso mais eficiente da capacidade instalada favorece o avanço do processamento”.
A expectativa é que essa expansão se reflita também no resultado anual. A projeção do instituto é de que o esmagamento alcance 13,66 milhões de toneladas em 2026, crescimento estimado em 5% sobre o ano passado. Se confirmado, o volume representará um novo recorde para a atividade no estado.
Paradas industriais afetam resultado mensal
O crescimento no acumulado contrasta com o resultado de setembro, quando o processamento somou 1,01 milhão de toneladas. O volume ficou 12,80% abaixo do registrado em agosto, em razão das paradas anuais programadas pelas indústrias para manutenção das unidades. A redução mensal, portanto, não representa uma mudança na trajetória observada ao longo do ano.
Mais do que ampliar o volume de soja industrializado, o processamento permite que Mato Grosso obtenha outros produtos a partir do grão. O esmagamento resulta principalmente em óleo e farelo, destinados a mercados distintos e com aplicações importantes dentro e fora do agronegócio.
O óleo é utilizado na alimentação humana e na produção de biodiesel. Já o farelo tem como principal destino a fabricação de rações para aves, suínos, bovinos e outros animais, estabelecendo uma ligação direta entre a indústria de soja e a cadeia de produção de proteína animal.
De acordo com a especialista do Imea, a expansão dessa atividade representa uma oportunidade de ampliar o valor gerado pela produção agrícola no próprio estado. “O avanço do esmagamento demonstra o potencial de Mato Grosso para transformar parte da produção agrícola em produtos industrializados no próprio território. Esse processo amplia as possibilidades de agregação de valor à soja e contribui para fortalecer a cadeia produtiva estadual”.
A movimentação também alcança outros segmentos, como logística e prestação de serviços, além de contribuir para a geração de empregos e renda. Assim, o aumento do esmagamento amplia os efeitos econômicos da cadeia da soja para além da produção de grãos.
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Plantio da soja beira os 90% em Mato Grosso

A semeadura da soja em Mato Grosso alcançou 89,05% da área prevista para a safra 2026/27 na última semana e caminha para a reta final. O Médio-Norte do estado atingiu 99,71%, podendo os trabalhos já serem considerados concluídos, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O ritmo na atual temporada é considerado favorável para as culturas de segunda safra, mais precisamente o milho e o algodão. Na variação semanal o avanço foi de 13,24 pontos percentuais, enquanto no comparativo com o ciclo 2025/26 a atual safra está 12,92 pontos percentuais à frente.
A média das últimas cinco safras para o período é de 78,47%.
Apesar do avanço dos trabalhos em outubro considerarem uma melhora das condições para a realização da semeadura, após um início de temporada com irregularidades das chuvas, a analista de soja do Imea Milena Bezerra pontua que as condições climáticas devem continuar no radar dos produtores mato-grossenses.
“Vale ressaltar que a safra ocorre sob a influência do El Niño, reforçando a importância do acompanhamento das condições climáticas durante o desenvolvimento das lavouras”, frisa a especialista.
O Médio-Norte é o mais adiantado no cultivo da soja. Logo atrás surgem o Oeste com 93,90% e o Norte com 93,87%. Conforme o Imea, Centro-Sul, Noroeste, Sudeste e Nordeste já semearam 88,60%, 81,65%, 81,38% e 80,09% de suas respectivas áreas.
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