Sustentabilidade
Desafio CESB supera 5.200 inscrições e alcança 4,8 milhões de hectares de soja na Safra 25/26 – MAIS SOJA

Apesar dos vários desafios enfrentados, como margens apertadas, altos custos dos insumos e chuvas irregulares, o sojicultor brasileiro aderiu fortemente ao 18º Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja – Safra 25/26, tradicional iniciativa da sojicultura brasileira organizada pelo Comitê Estratégico Soja Brasil, o CESB.
No total, a iniciativa teve 5.298 inscrições de produtores e consultores, 10,6% a mais do que o registrado no Desafio da Safra 24/25. Sojicultores de 1.061 municípios e de 18 Estados participaram do Desafio, que teve 86% das áreas inscritas na categoria Sequeiro.
A iniciativa abrangeu 4,8 milhões de hectares de soja, ou seja, 10% da área brasileira destinada para essa cultura.
Daniel Glat, presidente do CESB, destaca que esse desempenho mostra que o interesse pelo Desafio continua crescendo e que produtor vê valor real na participação. “O Desafio conta com um rígido protocolo de auditoria patenteado, que inclui georreferenciamento, laudo técnico, registro fotográfico e certificação, assegurando a credibilidade dos dados e o compromisso com uma produção eficiente, de baixo impacto ambiental e elevada responsabilidade social”, explica.
De acordo com o presidente do CESB, mais do que uma competição, o Desafio CESB é um programa de geração e transferência de conhecimento técnico agronômico, baseado em resultados reais e comprovados no campo. “O Desafio CESB consolida-se como um verdadeiro laboratório a céu aberto, que impulsiona a inovação, dissemina boas práticas agrícolas e contribui para transformar o futuro da soja no Brasil, unindo produtividade, sustentabilidade e rentabilidade”, complementa o presidente do CESB.
Sergio Abud, vice-presidente do CESB, observa que o Comitê continuará nesta edição do Desafio com sua missão de “provocar” e incentivar o aumento da produtividade do cultivo da Soja de forma sustentável. “Na décima oitava edição do Desafio, a “régua de produtividade” se manteve na casa de 100 sc/ha, a qual entendemos estar adequada para o momento, mas, há um estudo observando um possível aumento desta referência para as próximas edições frente aos resultados e evolução das médias produtivas. Continuaremos a provocar produtores e consultores a produzirem mais num mesmo espaço de forma sustentável”, enfatiza.
É investimento técnico, e não custo – João Vitor Ganem, Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB, observa que os sojicultores e os consultores veem a sua participação no Desafio como um investimento técnico e não um custo. “O Desafio é uma excelente oportunidade de divulgação do conhecimento e das tecnologias utilizadas no campo. Além disso, ao convidar o produtor a se autodesafiar, o CESB tem ajudado na construção de históricos de produtividade, com áreas sendo campeãs 2, 3, 4, até mais de 6 vezes. Isso mostra que o nível técnico das fazendas inscritas é altíssimo e está em constante crescimento, resultando em recordes de produtividade e rentabilidade em todas as safras. O campeão do CESB hoje é tido como referência para os demais e exemplo a ser seguido”.
O Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB acrescenta que o Desafio ajuda o produtor a tomar as decisões. “A partir das áreas auditadas no Desafio, o CESB alimenta seu banco de dados desde 2008, possuindo então uma rica fonte de informação que é repassada ao agricultor através de materiais técnicos e eventos em parceria com nossos patrocinadores, parceiros de todas as ações”.
Segundo Ganem, as informações são validadas por uma auditoria, realizada por empresas terceirizadas credenciadas. “Elas seguem um rigoroso protocolo patenteado pelo CESB. Após o preenchimento da inscrição e solicitação de auditoria, o auditor agenda a visita e vai até a área com uma ficha de campo, onde confirma todo o manejo realizado bem como as informações fornecidas na inscrição. Para a colheita, é realizada uma medição com GPS da área participante além de diversos registros fotográficos para atestar o cumprimento do regulamento. O auditor analisa a produtividade e também os componentes agronômicos, como estande de plantas, população, perdas na colheita, entre outros pontos. Após a realização da auditoria, os dados são encaminhados para o time técnico do CESB que avalia a classificação ou não da área auditada, sempre seguindo regras muito bem definidas no regulamento oficial”, complementa.
O anúncio dos campeões – Os campeões do Desafio serão anunciados no 18º Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja – Safra 25/26, que ocorrerá nos dias 07 e 08 de julho de 2026, no Royal Palm Tower Indaiatuba. Mais informações e inscrições podem ser realizadas no site do evento: https://forumcesb.com.br
Na ocasião, serão anunciados os vencedores em duas categorias: sequeiro e irrigado. Na categoria sequeiro, serão reconhecidos os campeões regionais das cinco grandes regiões produtoras do país — Centro-Oeste, Sul, Nordeste, Norte e Sudeste. Já na categoria irrigado, será definido diretamente o campeão nacional. O maior resultado entre ambas as categorias será consagrado como o grande campeão CESB.
Ao longo das últimas safras de soja, as médias dos produtores participantes do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), têm registrado uma sólida evolução. Dentro deste contexto, um fato merece destaque: todos os TOP 10 da última edição do Desafio estão com produtividades acima de 120 sc /ha, marca que era considerada improvável há poucos anos.
De acordo com Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, esse cenário reforça o compromisso do Comitê com sua missão de estabelecer novos patamares de produtividade, transformando-se assim em uma ferramenta de transferência de tecnologia, criando um ambiente provocativo e fértil de aprendizado e inovações.
“Com abrangência em todas as regiões produtoras, o Desafio CESB oferece um retrato técnico privilegiado e de alta performance da sojicultura brasileira”, acrescenta o Diretor Executivo do CESB.
O Fórum Nacional de Máxima Produtividade do CESB se tornou um termômetro da evolução tecnológica do agronegócio brasileiro e da capacidade dos produtores em superar limites de produtividade com responsabilidade socioambiental. Todas as informações obtidas pelo CESB são tratadas com sigilo e confidencialidade, sem divulgação de detalhes específicos das fazendas e em conformidade com as leis vigentes de proteção de dados.
Após conclusão do Desafio CESB, todos os participantes receberão um laudo/relatório das áreas auditadas, contendo georreferenciamento da área auditada, descritivo do campo de produção, informações técnicas de manejo, registro fotográfico e informações adicionais, além de um Certificado de Participação emitido pela organização do evento, contendo sua classificação nacional, regional e estadual no Desafio CESB de Máxima Produtividade da Soja.
O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 31 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, JACTO, SIMBIOSE, BIOMA, BIOGRASS, 3tentos, Acadian, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, HO Genética, ICL, Lallemand, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.
Serviço:
18º Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja – Safra 25/26
- Organização: Comitê Estratégico Soja Brasil.
- Quando: 07 e 08 de julho de 2026.
- Onde: Royal Palm Tower Indaiatuba.
- Mais informações e inscrições podem ser realizadas no site do evento , clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa CESB
Sustentabilidade
Calagem do solo e custos: o perigo das soluções “mágicas” – MAIS SOJA

O agricultor vive um momento bastante desafiador. O mercado apresenta um conjunto de situações que tornam difíceis as tomadas de decisão – como elevação dos custos e dos insumos.
Nesse cenário, surgem soluções “mágicas” ou que prometem milagres no cultivo. Em contraponto, profissionais pregam a adoção de técnicas consagradas de calagem do solo, com produtos já comprovados cientificamente.
Essa postagem tem o objetivo de proteger o patrimônio do agricultor, trazendo-o de volta para a ciência do solo de forma prática. Fique conosco até o final e saiba mais!
. 5 pontos para o agricultor ficar de olho
1. A armadilha: o “barato que sai caro”
Precisamos desmistificar as promessas de calcários em outros formatos que não sejam pó. Sim, há produtos diferenciados, em outros formatos. Porém, não se trata de calcários, dentro do que é preconizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Também surgem fórmulas “superconcentradas”, que prometem substituir calcário. As mensagens enchem os olhos, com a promessa de reduzir custos na aplicação e no frete.
Lembre-se: o calcário agrícola é vendido acompanhado de documentação que apresenta suas características, como a granulometria, por exemplo. A autorização do MAPA também é citada nessa documentação e pode ser checada no site do ministério.
2. A matemática do solo gera neutralização real
A correção da acidez é uma reação química que depende de quantidade, ou seja, massa. Para neutralizar o alumínio tóxico e elevar o pH de um hectare de área plantada ou pastagem, o solo precisa de volume real de Cálcio e Magnésio.
O Cálcio é essencial para os tecidos da planta. Já o Magnésio surge na clorofila e garante a energia da lavoura.
3. O tripé da calagem tradicional
O calcário traz vários benefícios, mas há 3 principais: fornecimento de Cálcio e Magnésio, melhoria do ambiente para as raízes da planta e aumento da eficiência dos fertilizantes, como os conhecidos NPK.
4. Alerta: prejuízo duplo à vista!
O agricultor não perde apenas o dinheiro investido quando se socorre do produto “milagreiro”, mas perde também o potencial produtivo da safra inteira porque o solo continuará ácido.
E, em algum momento, esse desequilíbrio trará prejuízos.
5. “Mas o que devo ficar de olho nos produtos que corrigem a acidez do solo?”
A orientação é seguir um “passo a passo” que ajuda a identificar eventuais falhas. Exigir o PRNT e o registro no Mapa é uma ação necessária. Fazer a análise do solo é fundamental.
Em resumo
A aplicação de calcário permanece como a prática mais segura, barata e eficiente para o bolso do produtor.
Em momentos de custos altos, a melhor estratégia é errar menos.
Proteger o seu solo com o calcário e a orientação técnica correta é a única garantia de que todo esforço se transformará em sacas colhidas no final da temporada.
Esse vídeo do pesquisador Heitor Cantarella, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), aborda medidas simples que podem ser adotadas.
Fonte: Abracal
Sustentabilidade
Conheça os vencedores do Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26!

E chegou o momento de conhecer os vencedores do Personagem Soja Brasil 25/26. A premiação realizada em Campo Grande (MS) reconheceu produtores e pesquisadores que se destacam pelo trabalho, pela inovação e pela contribuição ao desenvolvimento do agro brasileiro.
Na categoria pesquisador por voto popular, o troféu foi entregue pelo presidente licenciado da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, ao vencedor Leandro Paiola, pesquisador da Supra Pesquisa e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A entrega foi realizada por Rafael Scapini, gerente comercial da Ihara.
“Todos merecem ser premiados. Nosso agro só é o que é porque temos pesquisadores e produtores que fazem a diferença. Agradeço à minha família pelo apoio e a todos que fazem parte dessa caminhada. Ninguém faz nada sozinho, construímos resultados a partir de interações e conexões”, afirmou Leandro Paiola.
Produtores homenageados
Na categoria produtor por voto popular, o presidente da Aprosoja MS, Jorge Michel, apresentou o vencedor João Damasceno. Ele destacou que todos os indicados já representam uma conquista pelo trabalho desenvolvido no campo.
“Todos já são ganhadores só de serem indicados. O reconhecimento valoriza produtores que fazem a diferença e ajudam a fortalecer o agro brasileiro”, afirmou Jorge Michel.
O presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, entregou o prêmio ao vencedor da categoria produtor pela comissão julgadora. A homenagem reconheceu a trajetória e a dedicação dos produtores que representam a força do campo.
A vencedora foi Maira Lelis, que agradeceu o reconhecimento e destacou a emoção de representar produtores e pesquisadores do setor. Ela explicou que a premiação simboliza a importância da ciência, da pesquisa e da tecnologia para o avanço do agro.
“É uma honra muito grande estar aqui. Estou emocionada, meu coração está saltitando. Poder representar tantos produtores e pesquisadores, levar o agro que transforma, que inova e mostrar que somos produtores responsáveis é uma alegria muito grande. Se não fosse a ciência e a pesquisa, hoje o agro do Brasil não estaria nesses patamares”, afirmou.
Maira também ressaltou que acompanha de perto a evolução dentro da fazenda e como as novas tecnologias contribuem para uma produção mais sustentável. “Estamos na quarta geração dentro da fazenda e vemos toda essa inovação chegando ao campo. Junto com as tecnologias conseguimos fazer um agro mais sustentável”, concluiu.
Premiação se faz pela coletividade
A premiação também contou com homenagens especiais na categoria pesquisador e produtor. Subiram ao palco Fernando Adegas, pesquisador da Embrapa Soja, e Carlos Eduardo Carnieletto, produtor com atuação em manejo integrado de pragas.
Fernando Adegas explicou que o reconhecimento representa um trabalho coletivo envolvendo diferentes profissionais e instituições. “É um grande prazer participar deste prêmio. Esse reconhecimento individual é um prêmio coletivo para todos que estão comigo, pesquisadores, universidades, instituições de pesquisa e a Embrapa”, afirmou.
Carlos Eduardo Carnieletto falou sobre a emoção de receber a homenagem e destacou a importância da família e dos parceiros nessa trajetória. “É uma satisfação enorme. Nunca sonhei em estar em um lugar como esse. Agradeço ao meu pai, minha mãe, que começaram essa história no interior do Paraná, e a todos os parceiros que fizeram parte dessa caminhada”, concluiu.
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Sustentabilidade
Coinoculação: uma estratégia eficiente para o aumento de produtividade da soja – MAIS SOJA

O nitrogênio (N) é o nutriente mais requerido pela soja, desempenhando papel fundamental na formação de proteínas, no crescimento vegetativo e na definição do potencial produtivo da cultura. Sua deficiência pode limitar significativamente o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade. Embora a adubação nitrogenada seja uma alternativa para suprir a demanda de N, seu uso em soja apresenta baixa viabilidade econômica, já que por meio da fixação biológica de nitrogênio (FBN) bactérias fixadoras de N, do gênero Bradyrhizobium, são capazes de fornecer todo o nitrogênio necessário para boas produtividades, via simbiose.
Além da inoculação padrão com bactérias do gênero Bradyrhizobium, estudos demonstram que a coinoculação da soja, com o uso adicional de bactérias do gênero Azospirillum tem demonstrado grande viabilidade técnicas e econômica para a cultura da soja, principalmente pelos bons resultados decorrentes da FBN e do estímulo ao crescimento radicular promovido pelo Azospirillum. Conforme observado por Santos et al., (2024), a coinoculação da soja o uso combinado dessas bactérias contribui de forma efetiva para o melhor desenvolvimento vegetal, especialmente do sistema radicular da planta.
Ganhos na produtividade
Embora os benefícios da coinoculação na produtividade da soja sejam amplamente relatados, principalmente quando comparada a cultivos sem inoculação ou apenas inoculados, os ganhos proporcionados em relação à adubação mineral ainda constituem uma importante linha de investigação. Avaliando parâmetros biométricos e produtivos de plantas de soja submetidas à inoculação, coinoculação e adubação com fertilizantes químicos no Cerrado Sul-Mato-Grossense, Barboza & Costa (2026) observaram que a coinoculação promoveu incremento de aproximadamente 8,5% na produtividade da cultura, equivalente a um aumento de cerca de 3,5 sacas ha⁻¹ em comparação à adubação química (Tabela 1).
Tabela 1. Avaliação da Inoculação com bactéria fixadora de nitrogênio, Bradyrhizobiume da coinoculação com Bradyrhizobium+ Azospirillum na cultura da soja, na cultivar Brasmax 65i65 Intacta.
Fonte: Barboza & Costa (2026)
Os resultados obtidos por Barboza & Costa (2026) corroboram os dados reportados na literatura, incluindo os ensaios conduzidos pela Embrapa, que evidenciam incrementos médios de produtividade de 8% com a inoculação tradicional e de 16% com a coinoculação utilizando Bradyrhizobium + Azospirillum (Prando et al., 2019). Esses resultados reforçam o potencial da coinoculação como uma estratégia eficiente para otimizar a contribuição da fixação biológica de nitrogênio e favorecer o desempenho produtivo da soja, inclusive em ambientes de Cerrado.
Confira o estudo completo desenvolvido por Barboza & Costa (2026) clicando aqui!
Referências:
BARBOZA, A. F.; COSTA, F. A. EFEITO DA COINOCULAÇÃO DE Bradyrhizobiume Azospirillumna PRODUTIVIDADE DA CULTURA DA SOJA NO CERRADO SUL-MATO-GROSSENSE. Research, Society and Development, 2026. Disponível em: < https://rsdjournal.org/rsd/article/view/51133/40113 >, acesso em: 18/06/2026.
PRANDO, A. M. et al. COINOCULAÇÃO DA SOJA COM Bradyrhizobium e Azospirillum NA SAFRA 2018/2019 NO PARANÁ. Embrapa, Circular Técnica, n. 156, 2019. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1117312/1/Circtec156.pdf >, acesso em: 18/06/2026.
SANTOS, A. L. G. et al. IMPORTÂNICA DAS TÉCNICAS DE INOCULAÇÃOE COINOCULAÇÃO NA CULTURA DA SOJA. Scientific Electronic Archives, 2024. Disponível em: < https://scientificelectronicarchives.org/index.php/SEA/article/view/2019 >, acesso em: 18/06/2026.

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