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Armazenagem cresce no Brasil, mas segue abaixo da produção

A capacidade estática de armazenagem de grãos no Brasil chegou a 221,8 milhões de toneladas em 2026, segundo levantamento da HN Agro com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar da expansão ao longo dos últimos anos, o volume ainda é insuficiente para acompanhar o avanço da produção agrícola no país.
Para a safra 2025/26, a produção total de grãos é estimada em 353,4 milhões de toneladas, o que resulta em um déficit de armazenagem de 131,6 milhões de toneladas. Isso significa que a estrutura disponível no país cobre cerca de 62,8% da produção nacional.
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Quando se considera apenas soja e milho, principais culturas do país, a produção estimada chega a 316,1 milhões de toneladas. Nesse caso, a relação entre produção e capacidade de armazenagem é um pouco mais favorável, com cobertura de 70,2%, mas ainda assim há um déficit de 94,3 milhões de toneladas.
Armazenagem nas fazendas cresce lentamente
A armazenagem dentro das propriedades rurais continua representando uma parcela relativamente pequena da estrutura nacional.
Em 2026, a capacidade nas fazendas alcança 36,7 milhões de toneladas, o equivalente a 16,5% da capacidade total do país. Em 2010, essa participação era de 14,9%, indicando crescimento gradual ao longo dos anos.
Mesmo com essa evolução, a maior parte da armazenagem ainda permanece fora das propriedades, concentrada em cooperativas, tradings e estruturas comerciais.
Déficit é maior nos principais estados produtores
Os maiores desequilíbrios entre produção e armazenagem aparecem justamente nos principais polos agrícolas do país.
Em Mato Grosso, maior produtor de grãos, a capacidade de armazenagem é de 55,4 milhões de toneladas, enquanto a produção estimada chega a 109,9 milhões, resultando em déficit de 54,5 milhões de toneladas.
Outros estados também apresentam lacunas relevantes:
- Goiás: déficit de 17,7 milhões de toneladas
- Mato Grosso do Sul: déficit de 13,6 milhões de toneladas
- Paraná: déficit de 11,6 milhões de toneladas
- Bahia: déficit de 6,4 milhões de toneladas
Em contrapartida, alguns estados apresentam capacidade superior à produção, como São Paulo, onde a armazenagem supera o volume colhido.
Ritmo de expansão desacelera
O levantamento também indica que o crescimento da capacidade de armazenagem tem perdido ritmo nos últimos anos.
Entre 2010 e 2026, a capacidade estática avançou cerca de 81 milhões de toneladas, passando de 140,5 milhões para 221,8 milhões de toneladas. No entanto, o aumento recente tem sido mais lento e praticamente estagnou entre 2025 e 2026, com acréscimo mínimo no volume total.
Enquanto isso, a produção de grãos segue em expansão, ampliando o descompasso entre oferta agrícola e infraestrutura de armazenagem no país.
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Colheita de café no Cerrado Mineiro chega a 66%, mas chuva atrasa ritmo

A colheita de café arábica na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro, chegou a 66% até 31 de julho. O índice representa um leve atraso em relação ao mesmo período do ano passado, quando os trabalhos já alcançavam 70%.
Segundo boletim da cooperativa, 46% do volume colhido já passou pelo beneficiamento, com rendimento médio de 500 litros por saca beneficiada de 60 quilos.
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O avanço da colheita perdeu força na última semana por causa das chuvas registradas entre os dias 24 e 25 de julho. Em algumas áreas, os volumes ficaram acima do previsto e interromperam temporariamente parte das operações no campo.
De acordo com os técnicos da Expocacer, a umidade do solo dificultou principalmente a colheita mecanizada, o recolhimento do café de chão e o transporte da produção. Em diversas propriedades, foi necessário suspender o uso de máquinas até que as condições voltassem a ser favoráveis.
Além disso, as rajadas de vento durante as chuvas aumentaram a queda de frutos secos que ainda estavam nas plantas, elevando o volume de café depositado no solo.
Qualidade exige atenção
A cooperativa também aponta aumento no percentual de catação, que segue acima de 15% de forma geral. As cargas continuam apresentando maior presença de grãos verdes e de café de chão, fatores que podem comprometer a qualidade física dos lotes e da bebida.
Por isso, a recomendação é redobrar os cuidados nas etapas de beneficiamento e classificação do café.
Clima deve favorecer retomada
Após a passagem da instabilidade, o tempo voltou a ficar firme no Cerrado Mineiro. As temperaturas mais elevadas ajudaram na secagem dos frutos e na recuperação das condições de tráfego nas lavouras, permitindo a retomada gradual da colheita.
Para os próximos dias, a previsão é de continuidade do tempo seco, sem chuvas significativas até 5 de agosto. Esse cenário deve favorecer o avanço dos trabalhos em toda a região.
Os modelos meteorológicos, no entanto, indicam queda gradual das temperaturas ao longo da semana, com mínimas próximas de 8°C. A orientação da Expocacer é que os produtores acompanhem as atualizações da previsão do tempo para planejar as atividades no campo.
A cooperativa reúne mais de 800 cafeicultores e projeta uma produção de 2,8 milhões de sacas de café arábica em sua área de atuação em 2026.
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Colheita do algodão segue atrasada ante a média dos últimos cinco anos em Mato Grosso

A colheita do algodão em Mato Grosso alcançou 28,67% da área cultivada na temporada 2025/26, um progresso de 15,56 pontos percentuais na variação semanal. Apesar do registro, ao se comparar com a média de 31,18% das últimas cinco temporadas os trabalhos apresentam atraso.
O levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) sobre os trabalhos nas lavouras de algodão revela ainda que em relação ao ciclo 2024/25 a colheita está 10,40 pontos percentuais à frente.
Entre as regiões produtoras, o Nordeste mato-grossense já colheu 66,66% da área destinada para a fibra, enquanto o Médio-Norte 32,64% e o Sudeste 31,26%;
Já na região Oeste as máquinas passaram por 23,70% da área semeada e na Noroeste em 23,10%. No Centro-Sul do estado 18,79% do algodão foi colhido.
Até junho Mato Grosso, segundo o Instituto, contava com 73,01% da produção de pluma prevista negociada e 38,01% do caroço de algodão.
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Plantio de trigo no RS avança pouco com solo úmido após chuvas

O plantio de trigo no Rio Grande do Sul avançou pouco na semana passada por causa da umidade elevada do solo após as chuvas recentes. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater), 97% da área estimada já foi semeada. A projeção para a safra no Estado está mantida em 814.220 hectares.
A Emater informou que 98% das lavouras de trigo no Estado estão em desenvolvimento vegetativo, enquanto 2% já entraram em floração. O quadro mostra uma safra ainda concentrada nas fases iniciais de desenvolvimento, com parte menor das áreas em estágio mais avançado.
Na primeira metade da semana, as condições meteorológicas foram marcadas por alta umidade, baixa luminosidade, nebulosidade persistente e temperaturas elevadas, em padrão associado ao fenômeno El Niño, conforme a entidade. Esse cenário contribuiu para manter o solo úmido e restringir o avanço das operações de semeadura.
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Na segunda metade do período, as chuvas cessaram, mas o céu permaneceu encoberto, com ocorrência de neblina e manutenção da umidade elevada no solo, principalmente no noroeste gaúcho. Nesse contexto, o ritmo do plantio seguiu lento.
No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos do trigo no Rio Grande do Sul subiu 0,52% na semana, para R$ 69,80, considerando produto com pH padrão 78, segundo a Emater. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o valor do produto disponível ficou em R$ 78,00 por saca.
Com 97% da área semeada e a projeção mantida em 814.220 hectares, a safra de trigo no Rio Grande do Sul segue com predomínio de lavouras em desenvolvimento vegetativo, enquanto o excesso de umidade ainda reduz o avanço do plantio em parte do Estado.
Fonte: Estadão Conteúdo
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