Connect with us
3 de agosto de 2026

Business

Fertilizantes devem seguir em alta com guerra no Oriente Médio e incertezas globais, diz Itaú BBA

Published

on


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O mercado global de fertilizantes vive um novo ciclo de forte volatilidade, impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio. Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, o cenário tem impactado diretamente a produção e a logística de insumos como amônia e ureia, além de elevar custos de frete, energia e seguros.

A interrupção parcial das exportações de países do Golfo Pérsico, responsáveis por parcela relevante do comércio global, já provoca reflexos nos preços internacionais. O movimento ocorre em um momento sensível, próximo ao pico de demanda do Hemisfério Norte e com o avanço do calendário de compras no Brasil.

Ureia sobe 40% e pressiona custos no campo

No mercado brasileiro, a ureia registrou alta de 40% em apenas duas semanas, atingindo US$ 660 por tonelada (CFR). A valorização reflete a combinação de oferta mais restrita, encarecimento do petróleo e do gás natural e aumento da aversão ao risco no mercado internacional.

De acordo com o Itaú BBA, o cenário deve manter os preços sustentados no curto prazo, enquanto persistirem as incertezas sobre a duração do conflito e a normalização das rotas logísticas globais.

Fosfatados também sobem com pressão no fornecimento

Os fertilizantes fosfatados também entram no radar de preocupação. A região do Oriente Médio é estratégica para o fornecimento global de enxofre, insumo essencial na produção desses produtos.
No Brasil, os preços dos fosfatados subiram 7% nas últimas duas semanas, alcançando US$ 795 por tonelada (CFR). Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, o cenário de oferta ajustada e custos elevados tende a manter os preços firmes.

Potássicos mostram maior estabilidade

Diferentemente dos nitrogenados e fosfatados, o mercado de potássicos apresenta maior estabilidade relativa. Ainda assim, o segmento não está imune às incertezas geopolíticas e ao aumento dos custos logísticos.

A oferta global segue mais equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado internacional, o que ajuda a conter oscilações mais bruscas nos preços.

O que esperar do mercado

Para o Itaú BBA, a tendência é de continuidade da volatilidade no curto prazo, com preços sustentados diante do cenário de incerteza global. A demanda deve avançar gradualmente, acompanhando o calendário agrícola do Hemisfério Norte e a reposição de estoques no Brasil.

No campo, o movimento acende um alerta para os custos de produção, especialmente em um momento estratégico de planejamento e aquisição de insumos para as próximas safras.

O post Fertilizantes devem seguir em alta com guerra no Oriente Médio e incertezas globais, diz Itaú BBA apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Colheita de café no Cerrado Mineiro chega a 66%, mas chuva atrasa ritmo

Published

on


Foto: Cléverso Beje/Faep

A colheita de café arábica na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro, chegou a 66% até 31 de julho. O índice representa um leve atraso em relação ao mesmo período do ano passado, quando os trabalhos já alcançavam 70%.

Segundo boletim da cooperativa, 46% do volume colhido já passou pelo beneficiamento, com rendimento médio de 500 litros por saca beneficiada de 60 quilos.

O avanço da colheita perdeu força na última semana por causa das chuvas registradas entre os dias 24 e 25 de julho. Em algumas áreas, os volumes ficaram acima do previsto e interromperam temporariamente parte das operações no campo.

De acordo com os técnicos da Expocacer, a umidade do solo dificultou principalmente a colheita mecanizada, o recolhimento do café de chão e o transporte da produção. Em diversas propriedades, foi necessário suspender o uso de máquinas até que as condições voltassem a ser favoráveis.

Além disso, as rajadas de vento durante as chuvas aumentaram a queda de frutos secos que ainda estavam nas plantas, elevando o volume de café depositado no solo.

Qualidade exige atenção

A cooperativa também aponta aumento no percentual de catação, que segue acima de 15% de forma geral. As cargas continuam apresentando maior presença de grãos verdes e de café de chão, fatores que podem comprometer a qualidade física dos lotes e da bebida.

Por isso, a recomendação é redobrar os cuidados nas etapas de beneficiamento e classificação do café.

Clima deve favorecer retomada

Após a passagem da instabilidade, o tempo voltou a ficar firme no Cerrado Mineiro. As temperaturas mais elevadas ajudaram na secagem dos frutos e na recuperação das condições de tráfego nas lavouras, permitindo a retomada gradual da colheita.

Para os próximos dias, a previsão é de continuidade do tempo seco, sem chuvas significativas até 5 de agosto. Esse cenário deve favorecer o avanço dos trabalhos em toda a região.

Os modelos meteorológicos, no entanto, indicam queda gradual das temperaturas ao longo da semana, com mínimas próximas de 8°C. A orientação da Expocacer é que os produtores acompanhem as atualizações da previsão do tempo para planejar as atividades no campo.

A cooperativa reúne mais de 800 cafeicultores e projeta uma produção de 2,8 milhões de sacas de café arábica em sua área de atuação em 2026.

O post Colheita de café no Cerrado Mineiro chega a 66%, mas chuva atrasa ritmo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Colheita do algodão segue atrasada ante a média dos últimos cinco anos em Mato Grosso

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do algodão em Mato Grosso alcançou 28,67% da área cultivada na temporada 2025/26, um progresso de 15,56 pontos percentuais na variação semanal. Apesar do registro, ao se comparar com a média de 31,18% das últimas cinco temporadas os trabalhos apresentam atraso.

O levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) sobre os trabalhos nas lavouras de algodão revela ainda que em relação ao ciclo 2024/25 a colheita está 10,40 pontos percentuais à frente.

Entre as regiões produtoras, o Nordeste mato-grossense já colheu 66,66% da área destinada para a fibra, enquanto o Médio-Norte 32,64% e o Sudeste 31,26%;

Já na região Oeste as máquinas passaram por 23,70% da área semeada e na Noroeste em 23,10%. No Centro-Sul do estado 18,79% do algodão foi colhido.

Até junho Mato Grosso, segundo o Instituto, contava com 73,01% da produção de pluma prevista negociada e 38,01% do caroço de algodão.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Colheita do algodão segue atrasada ante a média dos últimos cinco anos em Mato Grosso apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading

Business

Plantio de trigo no RS avança pouco com solo úmido após chuvas

Published

on


O plantio de trigo no Rio Grande do Sul avançou pouco na semana passada por causa da umidade elevada do solo após as chuvas recentes. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater), 97% da área estimada já foi semeada. A projeção para a safra no Estado está mantida em 814.220 hectares.

A Emater informou que 98% das lavouras de trigo no Estado estão em desenvolvimento vegetativo, enquanto 2% já entraram em floração. O quadro mostra uma safra ainda concentrada nas fases iniciais de desenvolvimento, com parte menor das áreas em estágio mais avançado.

Na primeira metade da semana, as condições meteorológicas foram marcadas por alta umidade, baixa luminosidade, nebulosidade persistente e temperaturas elevadas, em padrão associado ao fenômeno El Niño, conforme a entidade. Esse cenário contribuiu para manter o solo úmido e restringir o avanço das operações de semeadura.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Na segunda metade do período, as chuvas cessaram, mas o céu permaneceu encoberto, com ocorrência de neblina e manutenção da umidade elevada no solo, principalmente no noroeste gaúcho. Nesse contexto, o ritmo do plantio seguiu lento.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos do trigo no Rio Grande do Sul subiu 0,52% na semana, para R$ 69,80, considerando produto com pH padrão 78, segundo a Emater. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o valor do produto disponível ficou em R$ 78,00 por saca.

Com 97% da área semeada e a projeção mantida em 814.220 hectares, a safra de trigo no Rio Grande do Sul segue com predomínio de lavouras em desenvolvimento vegetativo, enquanto o excesso de umidade ainda reduz o avanço do plantio em parte do Estado.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Plantio de trigo no RS avança pouco com solo úmido após chuvas apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT