Connect with us

Business

Colheita de soja avança no Brasil, mas segue atrasada em relação ao ano passado

Published

on


Foto: Divulgação/Aiba

A colheita de soja alcançou 59,2% da área cultivada no Brasil, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O índice representa um avanço relevante em relação à semana anterior, quando os trabalhos estavam em 50,6%, o que corresponde a um crescimento de 17% no ritmo da colheita.

Apesar da evolução, os trabalhos seguem atrasados na comparação anual. No mesmo período de 2025, a colheita já atingia 69,8% da área, o que indica um recuo de 15,2% neste ciclo. O dado reforça que, mesmo com a aceleração recente, o andamento ainda não conseguiu alcançar o desempenho do ano passado.

Em relação à média dos últimos cinco anos, estimada em 58,4%, o desempenho atual está levemente acima, com alta de 1,4%. Isso mostra que, apesar do atraso frente a 2025, o ritmo da colheita permanece próximo do padrão histórico.

Colheita de soja por região do Brasil

No recorte regional, os trabalhos seguem mais avançados no Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso, que já colheu 96,4% da área. Goiás aparece na sequência com 70%, seguido por Mato Grosso do Sul, com 68%, e Paraná, com 60%. Em outras regiões, o ritmo é mais moderado, como em Tocantins (58%), Minas Gerais (52%) e São Paulo (50%).

Já nas áreas do Matopiba e do Sul, o avanço ainda é mais lento. A Bahia registra 45% da área colhida, enquanto Piauí e Maranhão apresentam 26% e 23%, respectivamente. Em Santa Catarina, o índice é de 21%, e no Rio Grande do Sul, onde o ciclo é mais tardio, a colheita ainda está no início, com apenas 2% da área.

O post Colheita de soja avança no Brasil, mas segue atrasada em relação ao ano passado apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Estudo revela que Pará detém 93,8% do valor da produção nacional de açaí

Published

on


Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Base alimentar da população paraense e símbolo da Amazônia, o açaí consolidou-se como um dos principais indutores de desenvolvimento sustentável na região.

Um estudo estruturado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), intitulado “O Contexto econômico e ambiental do açaí”, revela que a produção do fruto saltou de 145,8 mil toneladas para 1,9 milhão de toneladas em 38 anos (1987-2024) – um crescimento de 14 vezes.

Nesse cenário, o Pará mantém a liderança absoluta com 89,5% do total nacional, seguido por Amazonas (7,2%) e Amapá (1,3%). Dentro do estado, dez municípios concentram cerca de 60% da produção brasileira, com destaque para Igarapé-Miri (13,2%), Cametá (7,9%) e Anajás (6,2%).

Em termos financeiros, o valor da produção paraense saltou de R$ 509,7 milhões, em 1994, para R$ 8,8 bilhões em 2024, respondendo por 93,8% do valor total gerado no setor no Brasil.

Impacto no mercado de trabalho e exportações

A expansão da cadeia produtiva reflete diretamente no emprego. O número de estabelecimentos produtores no Pará cresceu de 5,2 mil, em 1986, para mais de 81 mil em 2017, integrando desde a agricultura familiar ao agronegócio.

Estima-se que a atividade sustente 4.763 postos de trabalho diretos e indiretos, impulsionando subsetores como transporte, comercialização e beneficiamento.

No comércio exterior, o protagonismo paraense é confirmado pela valorização do produto. O valor exportado de derivados do açaí passou de US$ 334,2 mil, em 2002, para US$ 127,8 milhões em 2024. O preço médio da tonelada para exportação também acompanhou a alta, subindo de US$ 1,1 mil para US$ 3,6 mil no mesmo período.

Sustentabilidade e créditos de carbono

Além do impacto econômico, o cultivo da espécie atua como uma ferramenta ambiental. Entre 2015 e 2024, a área reflorestada com açaí no Pará cresceu de 135 mil para 252 mil hectares. Esse avanço permitiu que o estado quase dobrasse sua capacidade de captura de dióxido de carbono (CO2), atingindo cerca de 907 mil toneladas capturadas em 2024.

“O estudo demonstra a liderança nacional e internacional do açaí paraense e desvenda seu papel importante no equilíbrio climático como sumidouro de CO2. Com a expansão das lavouras de açaí plantado, o fruto gera riquezas, constitui uma grande cadeia produtiva que preserva a natureza e agora também gera créditos de carbono, além de ser um dos principais símbolos da cultura paraense”, avalia o diretor da Fapespa responsável pelo estudo, Márcio Ponte.

Liderança tecnológica

Para a Fapespa, o futuro da hegemonia paraense depende do investimento em ciência. O presidente da fundação, Marcel Botelho, reforça que o crescimento exige responsabilidade tecnológica para manter a competitividade global.

“Esses números mostram a grande potencialidade da cadeia produtiva do açaí para o Pará. Essa liderança traz a responsabilidade de manter e ampliar o nível tecnológico no cultivo, garantindo uma produção sustentável, economicamente viável e ecologicamente correta”, destaca Botelho.

O post Estudo revela que Pará detém 93,8% do valor da produção nacional de açaí apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Manejo no campo e colheita seletiva definem a qualidade do café especial, diz produtora

Published

on


O café, presente na rotina de milhões de brasileiros, começa muito antes de chegar à xícara. No campo, o processo exige técnica, planejamento e atenção em cada etapa, da escolha da variedade ao pós-colheita.

Em entrevista para A Protagonista, a produtora Ana Mazzi detalhou como o manejo influencia diretamente a qualidade do produto final.

O estado de São Paulo, um dos principais produtores de café arábica do país, registra safras que variam entre 4,7 milhões e 5,4 milhões de sacas por ciclo, dependendo das condições climáticas e da bienalidade. Nesse cenário, a busca por qualidade tem ganhado espaço, especialmente no segmento de cafés especiais.

Segundo Ana Mazzi, a qualidade do café começa ainda na lavoura, com destaque para a colheita seletiva. A prática consiste em colher apenas os grãos maduros, no ponto ideal de açúcar.

Antes da colheita, a produtora realiza análises com o uso de refratômetro, equipamento que mede o teor de açúcar do grão. “A partir dessa informação, decidimos como será o processamento, se vamos fermentar ou despoupar”, explica.

Grãos verdes, pretos ou ardidos são descartados para evitar prejuízos na qualidade. “Um único grão defeituoso pode comprometer toda a saca”, ressalta.

Secagem exige controle rigoroso

Após a colheita, o processo de secagem é outra etapa crítica. Na propriedade, o café é seco em terreiros de cimento e suspensos, sendo este último considerado mais eficiente pela melhor circulação de ar.

Durante a secagem, os grãos são revolvidos até seis vezes por dia. O controle da umidade é constante, com medições frequentes. “Se não houver esse controle, o café pode desenvolver mofo ou perder qualidade”, explica a produtora.

Sustentabilidade

A adoção de práticas mais sustentáveis também tem avançado na propriedade. Ana Mazzi destaca o uso de insumos biológicos no manejo.

A produção conta com certificação que prioriza o uso de biológicos, embora ainda utilize adubação mineral (NPK), devido às dificuldades logísticas de aplicar adubos orgânicos em áreas de altitude.

“Hoje o consumidor busca um café mais saudável, e isso tem impulsionado essas práticas”, afirma.

Além disso, a produtora investe em estratégias de agricultura regenerativa, como o plantio de culturas nas entrelinhas do café, ajudando no controle natural de pragas e na conservação do solo.

Sem o uso de defensivos químicos, o manejo exige acompanhamento diário da lavoura. “É preciso monitorar constantemente. Os biológicos funcionam, mas demandam mais atenção”, explica.

Apesar dos desafios, a produtora destaca os benefícios a médio e longo prazo, tanto em qualidade quanto em valor agregado do produto.

Qualidade também depende do pós-colheita

Após a torra, a conservação do café também influencia na experiência do consumidor. O uso de embalagens com válvula desgaseificadora e aplicação de nitrogênio evita a oxidação e preserva aroma e sabor por mais tempo.

A preservação de nascentes e recursos hídricos também faz parte da rotina na propriedade. Segundo Mazzi, esse cuidado é essencial para manter a qualidade do solo e garantir a sustentabilidade da produção.

Primeiro passo

Com mais de 30 anos de experiência, a produtora destaca que o primeiro passo para quem deseja investir na atividade é escolher variedades adaptadas ao clima da região e resistentes a pragas.

Ela também aponta o crescimento da demanda por cafés orgânicos como uma oportunidade, apesar dos custos mais elevados de produção. “O café exige mais no início, mas a recompensa vem com qualidade e mercado”, afirma.

O post Manejo no campo e colheita seletiva definem a qualidade do café especial, diz produtora apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Dólar forte e estiagem nos EUA sustentam alta do trigo no Brasil, diz Cepea

Published

on


Foto: Divulgação

Os valores do trigo brasileiro no mercado tiveram alta na última semana. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do dólar em relação ao real fez com que os preços do trigo importado subissem. Por consequência, produtores nacionais enxergaram a oportunidade de se mostrar mais firmes em relação aos preços.

A demanda recente também apresentou melhora. Compradores intensificaram a busca pelo produto para recompor os estoques dos moinhos, o que tem contribuído para a valorização do cereal.

Mercado externo

Em relação as exportações do trigo, a situação também é positivo para os produtores. Os Estados Unidos enfrentam seca nesse período do ano e isso tem influenciado a produção do país. Dados do Monitor de Seca indicam que, até 10 de março, 55% das lavouras apresentavam algum tipo de estiagem, número acima dos 27% registrados em 2025, no mesmo intervalo de tempo. Diante deste cenário, a esperança é que as exportações se mantenham firmes.

Apesar disso, agentes seguem de olho nos acontecimentos do Oriente Médio, principalmente em relação aos custos dos fertilizantes, mercado que vem sendo impactado pelos conflitos.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

O post Dólar forte e estiagem nos EUA sustentam alta do trigo no Brasil, diz Cepea apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement

Agro MT