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2 de maio de 2026

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Estudo revela que Pará detém 93,8% do valor da produção nacional de açaí

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Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Base alimentar da população paraense e símbolo da Amazônia, o açaí consolidou-se como um dos principais indutores de desenvolvimento sustentável na região.

Um estudo estruturado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), intitulado “O Contexto econômico e ambiental do açaí”, revela que a produção do fruto saltou de 145,8 mil toneladas para 1,9 milhão de toneladas em 38 anos (1987-2024) – um crescimento de 14 vezes.

Nesse cenário, o Pará mantém a liderança absoluta com 89,5% do total nacional, seguido por Amazonas (7,2%) e Amapá (1,3%). Dentro do estado, dez municípios concentram cerca de 60% da produção brasileira, com destaque para Igarapé-Miri (13,2%), Cametá (7,9%) e Anajás (6,2%).

Em termos financeiros, o valor da produção paraense saltou de R$ 509,7 milhões, em 1994, para R$ 8,8 bilhões em 2024, respondendo por 93,8% do valor total gerado no setor no Brasil.

Impacto no mercado de trabalho e exportações

A expansão da cadeia produtiva reflete diretamente no emprego. O número de estabelecimentos produtores no Pará cresceu de 5,2 mil, em 1986, para mais de 81 mil em 2017, integrando desde a agricultura familiar ao agronegócio.

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Estima-se que a atividade sustente 4.763 postos de trabalho diretos e indiretos, impulsionando subsetores como transporte, comercialização e beneficiamento.

No comércio exterior, o protagonismo paraense é confirmado pela valorização do produto. O valor exportado de derivados do açaí passou de US$ 334,2 mil, em 2002, para US$ 127,8 milhões em 2024. O preço médio da tonelada para exportação também acompanhou a alta, subindo de US$ 1,1 mil para US$ 3,6 mil no mesmo período.

Sustentabilidade e créditos de carbono

Além do impacto econômico, o cultivo da espécie atua como uma ferramenta ambiental. Entre 2015 e 2024, a área reflorestada com açaí no Pará cresceu de 135 mil para 252 mil hectares. Esse avanço permitiu que o estado quase dobrasse sua capacidade de captura de dióxido de carbono (CO2), atingindo cerca de 907 mil toneladas capturadas em 2024.

“O estudo demonstra a liderança nacional e internacional do açaí paraense e desvenda seu papel importante no equilíbrio climático como sumidouro de CO2. Com a expansão das lavouras de açaí plantado, o fruto gera riquezas, constitui uma grande cadeia produtiva que preserva a natureza e agora também gera créditos de carbono, além de ser um dos principais símbolos da cultura paraense”, avalia o diretor da Fapespa responsável pelo estudo, Márcio Ponte.

Liderança tecnológica

Para a Fapespa, o futuro da hegemonia paraense depende do investimento em ciência. O presidente da fundação, Marcel Botelho, reforça que o crescimento exige responsabilidade tecnológica para manter a competitividade global.

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“Esses números mostram a grande potencialidade da cadeia produtiva do açaí para o Pará. Essa liderança traz a responsabilidade de manter e ampliar o nível tecnológico no cultivo, garantindo uma produção sustentável, economicamente viável e ecologicamente correta”, destaca Botelho.

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Como o mercado de soja fechou o mês de abril? Ritmo lento dita negócios; saiba mais

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou o mês de abril com preços estáveis e baixo volume de negociações, refletindo um período de cautela por parte dos produtores. Ao longo do mês, as vendas foram pontuais, com foco no encerramento da colheita e na expectativa por condições mais favoráveis de comercialização.

Entre os principais fatores que influenciam a formação de preços, o cenário foi misto. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros apresentaram leve valorização, enquanto no Brasil o câmbio atuou de forma negativa, com a queda do dólar frente ao real pressionando os preços internos.

Preços no Brasil

No mercado físico, houve pequenas variações nas cotações. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00. Já em Cascavel (PR), o avanço foi de R$ 120,00 para R$ 121,00, enquanto em Rondonópolis (MT) os preços passaram de R$ 108,00 para R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), a cotação saiu de R$ 130,00 para R$ 131,00.

Contratos futuros de soja

Os contratos futuros com vencimento em julho, os mais negociados em Chicago, acumularam alta de 0,75% no mês, sendo cotados a US$ 11,95 por bushel no dia 30. O suporte veio, principalmente, da valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio e de sinais de retomada na demanda norte-americana.

Soja em Chicago

No cenário internacional, o mercado acompanha expectativas envolvendo os Estados Unidos e a China, com possíveis acordos comerciais que possam impulsionar as exportações da oleaginosa. Ainda assim, o ambiente segue pressionado pela ampla oferta global, com destaque para a safra recorde brasileira, boa produção na Argentina e perspectivas positivas para o plantio americano.

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Câmbio

Internamente, o câmbio segue como fator limitante. O dólar operou abaixo de R$ 5,00 no fim de abril, sendo cotado a R$ 4,997 no dia 30, acumulando queda de 3,5% no mês. A entrada de capital estrangeiro, atraído pelos juros elevados no Brasil, contribuiu para a valorização do real e impactou negativamente a competitividade das exportações.

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Acordo Mercosul-UE, inflação e Plano Safra: veja os destaques do Radar Rural

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Os jornalistas Beatriz Gunther e João Nogueira comandam o videocast semanal do Canal Rural

O novo episódio do Radar Rural detalha os primeiros impactos do acordo entre Mercosul e União Europeia, os itens que mais pressionam a inflação no Brasil e as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para o próximo Plano Safra.

O videocast também mostra os bastidores da cobertura das principais feiras do agro. Confira o episísódio completo:

Pensado primeiro para o ambiente digital, o Radar Rural é publicado no Youtube do Canal Rural às sextas-feiras, a partir das 15h. Nesta semana, será exibido na programação do Canal Rural no domingo (3), às 07h30, com reprise na segunda-feira (4), a partir de 11h30.

Mercosul-UE: quem ganha no curto prazo

Após 26 anos de negociação, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em vigor e já traz mudanças para alguns setores do agro brasileiro. No curto prazo, café solúvel e frutas aparecem entre os mais beneficiados.

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No caso do café solúvel, a redução de tarifas será gradual. A alíquota atual de 9% começa a cair agora e será zerada em até quatro anos. Já para as frutas, o cenário é mais heterogêneo: produtos como a uva terão tarifa zerada imediatamente, enquanto outros seguirão cronogramas específicos.

A avaliação inicial de entidades do setor é positiva, mas há alertas. A exigência europeia de comprovação de origem livre de desmatamento deve pesar, principalmente para o café. A regra passa a valer a partir do fim de 2026 para médios e grandes produtores, e em 2027 para pequenos, o que exige adaptação e organização documental.

Inflação: alimentos e combustíveis lideram alta

Outro destaque do Radar Rural é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,89% entre meados de março e abril, puxado principalmente por alimentação, bebidas e combustíveis.

Entre os alimentos, itens como cenoura, cebola, leite longa vida e tomate registraram altas expressivas. Apesar disso, o maior impacto individual no índice veio da gasolina, com alta de 6%.

O diesel também chama atenção, com avanço de cerca de 16% no período, influenciado pelo cenário internacional e pelos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado de petróleo.

Outro destaque é o açaí, que teve forte variação de preços, especialmente no Norte do país. O produto enfrenta pressão da seca na Amazônia, aumento da demanda global e desafios logísticos, o que amplia a diferença de preços entre regiões.

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Plano Safra 2026/27: CNA pede R$ 623 bilhões

A CNA entregou ao governo federal suas propostas para o Plano Safra 2026/27, com pedido de R$ 623 bilhões em recursos para financiar a produção agropecuária.

Além do crédito, a entidade reforça a necessidade de ampliar o seguro rural, com solicitação de R$ 4 bilhões para subvenção. O objetivo é proteger o produtor diante de eventos climáticos cada vez mais frequentes.

Outro ponto defendido é a adoção de um planejamento plurianual, inspirado no modelo adotado pelos Estados Unidos, para dar mais previsibilidade ao setor.

Cobertura no campo: Agrishow e Expozebu

O episódio também traz relatos sobre a cobertura das principais feiras do agro. A Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), se destaca pela dimensão e volume de informações, com intensa agenda de coletivas e lançamentos tecnológicos.

Já a Expozebu, em Uberaba (MG), é referência na pecuária, com foco em genética, julgamentos de animais e leilões. Em poucos dias, o volume de negócios pode ultrapassar centenas de milhões de reais.

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IA identifica vespas que podem substituir inseticidas no combate às pragas

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Foto: Arquivo pessoal/Jornal da USP

Uma pesquisa feita na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP aliou técnicas de visão computacional e deep learning, um campo da inteligência artificial que tem se desenvolvido aceleradamente, para automatizar a identificação de vespas que podem ser usadas como controle biológico na agricultura.

Usando um banco de dados de mais de 3 mil imagens em alta resolução, a técnica identificou vespas parasitoides por família com alta precisão.

O estudo, apresentado como dissertação de mestrado de João Manoel Herrera Pinheiro, tem potencial para revolucionar o trabalho de especialistas em taxonomia, ciência que classifica, identifica, nomeia e organiza os seres vivos em categorias, na descrição e catalogação de insetos, ajudando também na contenção de pragas.

Essencial para o monitoramento eficaz da biodiversidade, para as pesquisas ecológicas e estratégias de controle biológico, a identificação taxonômica precisa é um trabalho de especialistas que realizam comparações detalhadas para construir o catálogo de seres vivos do qual a biologia depende.

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Foco do estudo

No entanto, o trabalho exige profissionais extremamente qualificados, e, por seu método de comparação manual, consome bastante tempo dos cientistas.

Biólogos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realizaram o trabalho em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) dos Hymenoptera Parasitoides da Região Sudeste (Hympar/Sudeste), que reúne uma coleção de mais de 600 mil espécies de vespas.

“O foco do meu trabalho foi na identificação de vespas parasitoides, da família Ichneumonidae. Essa superfamília é o grupo mais diverso da ordem Hymenoptera, que contém as abelhas, formigas e vespas não-parasitoides, dentro do qual diversas espécies ainda não foram descritas”, diz João Pinheiro.

Ele explica que, por ser o maior grupo, esses invertebrados são abundantes e às vezes muito parecidos, o que aumenta a complexidade no trabalho do entomologista, que é quem identifica e estuda os insetos.

Inventário dos insetos

Apesar de os insetos representarem cerca de metade da biomassa global, cerca de 80% de espécies ainda não são conhecidas, gerando impactos diretos na conservação e em práticas de controle biológico.

De acordo com o pesquisador, o inventário de insetos ainda está incompleto, e essa lacuna na taxonomia, somada ao declínio global das espécies provocado pela ação humana, impacta diretamente o bem-estar humano.

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Os insetos têm funções ecossistêmicas cruciais, que incluem polinização, manutenção da saúde de ecossistemas agrícolas, controle natural de pestes e decomposição de matéria orgânica.

“Com esse trabalho eu consegui aprender bastante sobre a importância das vespas. Foi gratificante ver como a engenharia e a inteligência artificial podem ajudar em outras áreas ”, conta.

Tecnologia a favor da ciência

Mosaico de 12 imagens em close de vespas da família Ichneumonidae, que faz parte do banco de imagens utilizado na pesquisa. Na primeira linha, fotos laterais. Na segunda linha, fotos frontais. Na última linha, fotos dos padrões nas asas dos insetos
Foto: “Dataset of Parasitoid Wasps and Associated Hymenoptera” (DAPWH)

Nesse sentido, a aplicação do deep learning propõe a utilização de modelos computacionais compostos de múltiplas camadas de processamento para “aprender” a partir de representações que usam dados abstratos, como imagens.

A tecnologia ganhou destaque nos últimos anos e já se aplica em diversas áreas, mas avançou de forma mais lenta no monitoramento de invertebrados e nas pesquisas em biodiversidade. Somente na última década o aprendizado computacional profundo começou a transformar os campos da entomologia e ecologia.

Marcelo Becker, coordenador do Centro de Robótica da USP, docente da EESC e orientador do estudo, reforça que esse trabalho pode poupar muito tempo de especialistas.

“Existe todo um ciclo em que a pessoa pesquisadora coloca armadilhas na mata ou na área de cultivo, coleta os insetos através de redes, coloca todos em receptáculos, manda para a universidade e reserva no frigorífico. Tirando dali, começa a separação entre o que é mosca, formiga, vespa. É preciso um especialista com anos de formação”, explica Becker.

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Ele também ressalta que, com esse sistema, seja possível, através da imagem, identificar automaticamente o animal dentro da família, gênero ou espécie, o que deixa o especialista alocado em uma tarefa menos mecânica.

Uma nova ‘visão’

A proposta foi usar aprendizado profundo para que o computador reconhecesse estruturas visuais, com foco em características biologicamente relevantes, como padrões na nervação das asas e no formato da cabeça e do corpo dos insetos.

O material biológico utilizado no estudo foi cedido pela coleção taxonômica DCBU da UFSCar e o conjunto de dados Dataset of Parasitoid Wasps and Associated Hymenoptera (DAPWH), com 3.556 imagens em alta resolução que foram utilizadas para treinar o algoritmo e estão disponíveis publicamente.

“O modelo, de fato, aprendeu a identificar morfologias do inseto. Então, por exemplo, para uma família específica, a rede neural teve mais ativação na asa, ou seja, podemos dizer que o modelo ‘enxergou’ a asa para fazer aquela predição”, diz o autor do estudo.

“Poderíamos especular que o modelo possa vir a ‘enxergar’, no futuro, detalhes que o ser humano não não consegue diferenciar, afinal, nossa visão é limitada dentro do espectro de luz e o computador pode acessar uma faixa mais ampla e encontrar padrões que nós ainda não identificamos”, completa.

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Biomimética: tecnologia inspirada na natureza

Fotografias em close com identificação feita pelo computador dos padrões no corpo e na cabeça de uma vespa a partir da visão frontal e lateral do inseto
Foto: “Dataset of Parasitoid Wasps and Associated Hymenoptera” (DAPWH)

As vespas estudadas, majoritariamente nativas brasileiras, são conhecidas por parasitar outros insetos considerados pragas nas plantações. João Manoel Pinheiro, autor da dissertação, explica que essa família de vespas, por ser um grupo pouco explorado em temas de pesquisas, apresenta pouco uso em controle biológico.

“Pense que, ao invés de usar um defensivo agrícola numa plantação de mandioca ou de couve, por exemplo, a vespa, por causa do seu próprio ciclo de parasitismo, consegue matar as pragas dessas plantações, que geralmente são larvas de borboletas, utilizando as larvas para fechar o ciclo reprodutivo delas. É um controle biológico natural”, afirma João Manoel Pinheiro.

Marcelo Becker enfatiza que o acervo disponibilizado pela professora Angélica Maria Penteado-Dias, da UFSCar, foi essencial no potencial de aplicação da pesquisa para a agricultura. Constituído por fotografias de alta qualidade desse tipo de vespa parasitária, o conjunto de dados foi um diferencial.

“O acervo com que trabalhamos é muito específico: um tipo de vespa importante para fazer o controle biológico de pragas em diferentes culturas agrícolas.”

Ele conta que a professora explicou que há vespas que ajudam a controlar pragas na mandioca, cana-de-açúcar, café e muito mais.

“A importância e aplicabilidade dessa pesquisa para a agricultura está na alternativa mais sustentável ao uso de inseticidas e pesticidas, que constitui um impacto muito favorável”, conclui Becker.

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O orientador da pesquisa reforça também que é muito importante fazer o reconhecimento de insetos no Brasil, uma vez que muitas espécies ainda não conhecidas podem ter aplicações nos mais diversos campos da economia e oferecer alternativas verdes para o desenvolvimento da sociedade.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

*Com informações do Jornal da USP/Sthephany Oliveira

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