Connect with us

Business

Leu esta? Operação apreende toneladas de defensivos agrícolas irregulares em Minas Gerais

Published

on


Foto: Divulgação/Mapa

Uma operação de fiscalização apreendeu cerca de 28 toneladas de defensivos agrícolas com indícios de irregularidades no município de Patos de Minas, em Minas Gerais. A ação ocorreu na segunda (9) e terça-feira (10) durante a Operação Dólos, conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Os produtos estavam armazenados em um galpão clandestino e parte deles foi encontrada em galões sem rotulagem, o que levanta suspeitas de falsificação e comércio irregular. A operação teve como objetivo combater a circulação de defensivos ilegais e reforçar a segurança no uso de insumos agrícolas.

Além dos defensivos, os fiscais também localizaram outros insumos com indícios de irregularidades. Foram apreendidas aproximadamente 10,5 toneladas de sementes e 20,5 toneladas de fertilizantes no mesmo local.

A ação foi realizada de forma integrada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Instituto Mineiro de Agropecuária e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Segundo os órgãos envolvidos, a fiscalização é fundamental para combater o comércio ilegal e proteger a cadeia produtiva.

De acordo com os responsáveis pela operação, o uso de defensivos falsificados pode causar prejuízos às lavouras, contaminar solo e recursos hídricos e comprometer a credibilidade da produção agrícola. O estabelecimento foi interditado e autuado, e o prejuízo estimado aos envolvidos com os produtos apreendidos ultrapassa R$ 3,2 milhões.

O post Leu esta? Operação apreende toneladas de defensivos agrícolas irregulares em Minas Gerais apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Novo sistema portátil avalia teores de proteína e óleo de grãos moídos de milho e sorgo

Published

on


Foto: Sandra Brito/ Embrapa

Cientistas da Embrapa Milho e Sorgo (MG) e da empresa Spectral Solutions desenvolveram um método portátil de avaliação da composição química de grãos moídos de milho e de sorgo.

A tecnologia utiliza a espectroscopia NIR, baseada na luz infravermelha, que além de não destruir as amostras, reduz os custos do processo, com segurança, higiene e eficiência.

O modelo de análise portátil, utiliza o MicroNIR, um equipamento com tamanho semelhante ao de uma caneta, e pode ser instalado para leitura diretamente em celulares, tablets ou outros dispositivos via bluetooth

O sistema utiliza sensores miniaturizados que mantêm a precisão em um formato compacto, possibilitando análises rápidas e em tempo real, sem necessidade de reagentes químicos. Com isso, facilita a tomada de decisão no campo, armazém ou indústria.

Nova solução para o setor

Foto: Flavio Tardin/Embrapa

O Sistema Portátil NIR de análise resulta da união entre o conhecimento químico, agronômico e a base de dados de cultivares de milho e de sorgo da Embrapa com a tecnologia de hardware e de software da empresa parceira.

“O objetivo foi criar modelos de calibração robustos que considerassem a diversidade do clima, do solo e de diferentes cultivares de milho e sorgo plantadas no Brasil, garantindo que o equipamento funcione com precisão em qualquer região do país”, relata a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo Maria Lúcia Simeone.

A motivação para o desenvolvimento dessa técnica foi pela necessidade de superar as limitações dos métodos laboratoriais tradicionais, mais lentos, caros e muitas vezes destrutivos.

“O setor agrícola precisava de uma solução capaz de garantir a qualidade nutricional do grão, baseada nos teores de proteína, de óleo e de amido, de forma instantânea para melhorar o armazenamento e o processamento”, diz a pesquisadora.

Precisão analítica e validação 

De acordo com o diretor-executivo da Spectral Solution, Luiz Felipe Aquino, o Sistema Portátil NIR já está disponível para as análises e garante maior precisão analítica, sendo capaz de mensurar elementos como proteína, óleo, fibra bruta, matéria mineral, amido e umidade.

De acordo com Maria Lúcia, a ferramenta promove uma impressão digital, em que a luz infravermelha incide sobre o grão moído e as ligações moleculares absorvem energia de formas específicas, gerando um espectro único para cada amostra.

“Em seguida ocorre o que chamamos de calibração multivariada, que traduzem esses sinais de luz em valores percentuais de proteínas, umidade e outros dados de qualidade dos grãos. Como esse espectro é complexo, são usados modelos matemáticos e estatísticos, compostos por algoritmos de calibração multivariada ou aprendizado profundo, que chamamos de deep learning”, complementa Maria Lúcia Simeone.

Segundo Aquino, a metodologia utilizada se igualou a métodos oficiais e permitiu validar o ativo como uma alternativa real à química úmida. Ele também diz que ao comparar os modelos obtidos com Sistema Portátil NIR e os métodos de referência da Associação de Químicos Analíticos Oficiais (AOAC, na sigla em inglês), não houve diferença estatística significativa entre os resultados.

Método sustentável

A tecnologia emprega os conceitos da “Química Verde” e da agricultura sustentável por vários motivos que impactam positivamente a sustentabilidade da cadeia produtiva e o meio ambiente.

“Ao contrário das análises químicas convencionais, o NIR trabalha com resíduo zero, ou seja, não utiliza reagentes químicos nem solventes tóxicos”, descreve o diretor-executivo.

Ele destaca ainda que o modelo promove a eficiência energética, com a redução do transporte de amostras para laboratórios distantes e agiliza os processos industriais, economizando energia.

“Além disso, reduz o desperdício porque permite identificar lotes fora do padrão precocemente, evitando que produtos de baixa qualidade estraguem ou contaminem processos maiores”, observa.

Benefícios no campo

milho
Foto: Sandra Brito/Embrapa

As perspectivas em relação ao uso do equipamento são evidentes. A pesquisadora Maria Lúcia afirma que o sistema promove uma otimização da lavoura e contribui para a decisão do melhor momento de colheita, baseada na maturação real, em termos de valores de umidade e amido, ou na possibilidade de segregar os grãos de maior valor proteico para nichos de mercado.

“Além disso, o preparo da amostra é mínimo. É preciso apenas fazer a moagem dos grãos, tornando a operação simples para funcionários da fazenda após um treinamento curto’, ela conta.

A pesquisadora ainda destaca que em termos econômicos, o retorno sobre investimento virá da economia com taxas de laboratórios externos, da redução do uso de reagentes, do acompanhamento da qualidade dos grãos e, principalmente, do ganho na negociação de lotes com qualidade comprovada na hora.

A expectativa é que a adoção do sistema promova agilidade na classificação dos lotes, pois os caminhões ficarão parados por menos tempo esperando os resultados de análises físico-químicas; melhore o ajuste na formulação de dietas animais, quando o sorgo e o milho forem destinados para silagem e ração, e aumentem a confiança entre comprador e vendedor.

*Sob supervisão de Victor Faverin

O post Novo sistema portátil avalia teores de proteína e óleo de grãos moídos de milho e sorgo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Clima no radar do sojicultor: informação meteorológica ganha peso nas decisões no campo

Published

on


Freepik

O clima segue como um dos principais fatores de atenção para o produtor rural brasileiro. No novo episódio do podcast Soja Brasil, o meteorologista Arthur Müller explicou como as condições climáticas atuais e as tendências para os próximos meses podem impactar diretamente o planejamento da próxima safra de soja.

Segundo Müller, o fenômeno climático conhecido como El Niño-Oscilação Sul passa por um momento de transição. Após um período marcado pela presença de La Niña, que já apresenta sinais de enfraquecimento, a tendência é de neutralidade climática no outono. No entanto, o rápido aquecimento das águas do Pacífico Equatorial indica a possibilidade de retorno do El Niño ainda entre o fim do outono e o inverno, o que pode influenciar diretamente a safra 2026/27.

O meteorologista destaca que os impactos do clima variam bastante entre as regiões produtoras do país. Enquanto áreas do Sudeste e do Centro-Oeste registram excesso de chuvas, dificultando a colheita em alguns locais, regiões do Sul enfrentam períodos de restrição hídrica. Essa variabilidade ocorre porque o Brasil possui dimensão continental, o que faz com que diferentes sistemas climáticos atuem simultaneamente sobre as lavouras.

De acordo com Müller, acompanhar previsões meteorológicas de curto, médio e longo prazo pode ajudar o produtor a reduzir riscos na tomada de decisões. Embora não seja possível prever com precisão o dia exato em que as chuvas começam meses à frente, análises climáticas permitem identificar tendências, como atrasos no início da estação chuvosa ou períodos de calor intenso que podem comprometer o plantio.

Diante desse cenário, o especialista reforça que a informação climática deixou de ser apenas uma curiosidade para se tornar uma ferramenta estratégica dentro do agronegócio. Para ele, o clima é um dos principais motores da produção agrícola: sem condições favoráveis no campo, o produtor não consegue garantir colheita nem aproveitar oportunidades de mercado.

O post Clima no radar do sojicultor: informação meteorológica ganha peso nas decisões no campo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Embrapa se une a Equador para evitar que doenças graves da banana cheguem ao Brasil

Published

on


Uma carta de intenções para a construção de acordo de cooperação técnica foi assinada por representantes da Embrapa, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca do Equador e da Associação de Exportadores de Banana do Equador (Aebe) no dia 5 de março, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

O foco da iniciativa é o melhoramento genético preventivo de bananeiras do subgrupo Cavendish (popularmente conhecida por Nanica) resistentes à raça 4 Tropical (Foc R4T), a forma mais grave da murcha de Fusarium, causada pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense (Foc).

“Esperamos que esse problema se converta em uma grande oportunidade para o governo do Equador e para a Embrapa. São mais de 250 mil famílias trabalhando na produção”, disse o ministro de Agricultura, Pecuária e Pesca do Equador, Juan Carlos Vega Melo, durante a assinatura da carta de intenções.

Doença ocorre em 17 países

A Foc R4T é considerada a mais destrutiva doença da cultura em todo o mundo e já ocorre em 17 países da Ásia, África e Oceania.

Ainda não identificada no Brasil, está presente na Colômbia desde 2019, no Peru desde 2020 e na Venezuela desde 2023 — países que fazem fronteira com o Brasil — e foi identificada no Equador em 2025, fatores o que deixa a bananicultura nacional em permanente estado de atenção.

A praga faz parte do sistema de vigilância oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Programa Nacional de Prevenção e Vigilância de Pragas Quarentenárias Ausentes.

O fungo é disseminado por solo contaminado a partir de sapatos e ferramentas, mudas de bananeira (visualmente sadias, mas infectadas) e plantas ornamentais hospedeiras.

Panorama da banana no Brasil e no Equador

O Equador é atualmente o maior exportador de bananas do mundo. Em 2023, embarcou quase 4 milhões de toneladas da fruta, conforme dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Atualmente, o país destina 98% de sua produção para o comércio internacional, com destino a 75 países.

Enquanto isso, o Brasil produziu, em 2024, 7 milhões de toneladas, todas direcionadas para o consumo interno, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A validação de genótipos resistentes sob condições reais de pressão da doença é fundamental para o país e, em especial, para os bananicultores brasileiros que optam por variedades do grupo Cavendish.

“O desenvolvimento de variedades resistentes à Foc R4T e seu plantio em países onde a praga ocorre é uma questão de segurança nacional para o Brasil. Essa estratégia reduz o aumento populacional da praga, bem como o risco de disseminação e de introdução no nosso país”, contextualiza o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) e líder do Programa de Melhoramento Genético de Banana e Plátano da Embrapa, Edson Perito Amorim.

Segundo ele, existem apenas duas organizações no mundo que pesquisam o melhoramento de Cavendish, sendo a Embrapa uma delas.

O grupo Cavendish, mais plantado no Equador e exportado para 75 países, à exceção do Brasil, é o mesmo mais plantado no Vale do Ribeira — maior região produtora de banana do Brasil — mas não é maioria no país.

“Apesar de o IBGE não classificar a produção brasileira de banana por variedade, estima-se que 55% sejam de banana tipo Prata, 10% do tipo Maçã e o restante, de outras variedades, incluindo Cavendish e plátanos, também conhecidos como bananas da terra”, salienta Amorim.

Parcerias internacionais

reunião brasil equador embrapa banana
Foto: Maria Clara Guaraldo

A Embrapa destaca que a parceria com instituições estrangeiras tem sido essencial para o avanço das pesquisas brasileiras em busca de variedades resistentes à doença.

De acordo com a entidade, foi graças ao trabalho com a Corporação Colombiana de Pesquisa Agropecuária (AgroSavia) que o Brasil conseguiu comprovar que duas variedades de banana desenvolvidas pela Embrapa — a BRS Princesa (tipo Maçã) e a BRS Platina (tipo Prata) — são naturalmente resistentes à Foc R4T.

Com isso, atualmente, o Brasil é o único país das Américas preparado para enfrentá-la. Pesquisas com a Corporação Bananeira Nacional (Corbana), da Costa Rica, também estão em curso, com foco no grupo Cavendish, o mais consumido em todo o mundo.

“Esta é a primeira de várias oportunidades de parceria com o Equador. A cooperação internacional é fundamental para acelerar o desenvolvimento e a validação de tecnologias capazes de proteger a bananicultura mundial”, destacou a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

Segundo ela, a colaboração permitirá avançar em soluções que beneficiem produtores de diferentes países. “A Embrapa tem um histórico sólido de pesquisa em melhoramento genético e de desenvolvimento de cultivares adaptadas a diferentes condições tropicais. Ao unir esforços com o Equador e com o setor produtivo representado pela Aebe, ampliamos nossa capacidade de gerar e validar variedades mais resistentes, contribuindo para a sustentabilidade da produção e para a segurança alimentar”, afirmou.

Massruhá ressaltou ainda que a parceria tem caráter estratégico para o Brasil e para a agricultura global. “Doenças como a raça 4 Tropical do Fusarium representam uma ameaça concreta à produção mundial de bananas. Trabalhar de forma colaborativa com países que já convivem com a praga é essencial para antecipar soluções, reduzir riscos e garantir que os produtores tenham acesso a materiais genéticos mais resilientes”, disse.

Praga quarentenária

O chefe-geral da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Francisco Laranjeira, confirma a relevância do trabalho com países com a presença da Foc, já que a R4T é uma das 20 pragas prioritárias quarentenárias para o Brasil.

“Nunca é demais reforçar a importância desse futuro acordo de cooperação com a Aebe. São dois parceiros que se complementam: a Embrapa com o aporte científico e tecnológico, e a Aebe com a avaliação de características de mercado e de comercialização dos frutos”, diz Laranjeira.

De acordo com ele, a Embrapa pretende resolver um problema real dos plantios do Equador, que deve proporcionar que frutos de cultivares resistentes da Embrapa sejam utilizadas em mais de 75 mercados no mundo todo e diminuam a chance de que os problemas do R4T e do moko cheguem ao Brasil”, ressalta.

Moko da bananeira

Outra doença que faz parte do escopo conjunto de pesquisas é o moko da bananeira, causado pela bactéria Ralstonia solanacearum. Altamente destrutivo, o moko gera sintomas em todos os órgãos da planta que podem levar à perda total da produção.

Por enquanto, não existem medidas de controle eficientes ou cultivares de bananeiras resistentes ao moko, já presente no Equador. “O projeto discutido com o Equador, que já perdeu 3 mil hectares devido à doença, pretende também desenvolver tecnologias que podem auxiliar os produtores brasileiros num eventual aumento da disseminação dessa doença, que hoje está restrita ao Norte do Brasil, ou uma migração para outras regiões produtoras”, complementa Amorim.

O post Embrapa se une a Equador para evitar que doenças graves da banana cheguem ao Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement

Agro MT