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19 de junho de 2026

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Novo sistema portátil avalia teores de proteína e óleo de grãos moídos de milho e sorgo

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Foto: Sandra Brito/ Embrapa

Cientistas da Embrapa Milho e Sorgo (MG) e da empresa Spectral Solutions desenvolveram um método portátil de avaliação da composição química de grãos moídos de milho e de sorgo.

A tecnologia utiliza a espectroscopia NIR, baseada na luz infravermelha, que além de não destruir as amostras, reduz os custos do processo, com segurança, higiene e eficiência.

O modelo de análise portátil, utiliza o MicroNIR, um equipamento com tamanho semelhante ao de uma caneta, e pode ser instalado para leitura diretamente em celulares, tablets ou outros dispositivos via bluetooth

O sistema utiliza sensores miniaturizados que mantêm a precisão em um formato compacto, possibilitando análises rápidas e em tempo real, sem necessidade de reagentes químicos. Com isso, facilita a tomada de decisão no campo, armazém ou indústria.

Nova solução para o setor

Foto: Flavio Tardin/Embrapa

O Sistema Portátil NIR de análise resulta da união entre o conhecimento químico, agronômico e a base de dados de cultivares de milho e de sorgo da Embrapa com a tecnologia de hardware e de software da empresa parceira.

“O objetivo foi criar modelos de calibração robustos que considerassem a diversidade do clima, do solo e de diferentes cultivares de milho e sorgo plantadas no Brasil, garantindo que o equipamento funcione com precisão em qualquer região do país”, relata a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo Maria Lúcia Simeone.

A motivação para o desenvolvimento dessa técnica foi pela necessidade de superar as limitações dos métodos laboratoriais tradicionais, mais lentos, caros e muitas vezes destrutivos.

“O setor agrícola precisava de uma solução capaz de garantir a qualidade nutricional do grão, baseada nos teores de proteína, de óleo e de amido, de forma instantânea para melhorar o armazenamento e o processamento”, diz a pesquisadora.

Precisão analítica e validação 

De acordo com o diretor-executivo da Spectral Solution, Luiz Felipe Aquino, o Sistema Portátil NIR já está disponível para as análises e garante maior precisão analítica, sendo capaz de mensurar elementos como proteína, óleo, fibra bruta, matéria mineral, amido e umidade.

De acordo com Maria Lúcia, a ferramenta promove uma impressão digital, em que a luz infravermelha incide sobre o grão moído e as ligações moleculares absorvem energia de formas específicas, gerando um espectro único para cada amostra.

“Em seguida ocorre o que chamamos de calibração multivariada, que traduzem esses sinais de luz em valores percentuais de proteínas, umidade e outros dados de qualidade dos grãos. Como esse espectro é complexo, são usados modelos matemáticos e estatísticos, compostos por algoritmos de calibração multivariada ou aprendizado profundo, que chamamos de deep learning”, complementa Maria Lúcia Simeone.

Segundo Aquino, a metodologia utilizada se igualou a métodos oficiais e permitiu validar o ativo como uma alternativa real à química úmida. Ele também diz que ao comparar os modelos obtidos com Sistema Portátil NIR e os métodos de referência da Associação de Químicos Analíticos Oficiais (AOAC, na sigla em inglês), não houve diferença estatística significativa entre os resultados.

Método sustentável

A tecnologia emprega os conceitos da “Química Verde” e da agricultura sustentável por vários motivos que impactam positivamente a sustentabilidade da cadeia produtiva e o meio ambiente.

“Ao contrário das análises químicas convencionais, o NIR trabalha com resíduo zero, ou seja, não utiliza reagentes químicos nem solventes tóxicos”, descreve o diretor-executivo.

Ele destaca ainda que o modelo promove a eficiência energética, com a redução do transporte de amostras para laboratórios distantes e agiliza os processos industriais, economizando energia.

“Além disso, reduz o desperdício porque permite identificar lotes fora do padrão precocemente, evitando que produtos de baixa qualidade estraguem ou contaminem processos maiores”, observa.

Benefícios no campo

milho
Foto: Sandra Brito/Embrapa

As perspectivas em relação ao uso do equipamento são evidentes. A pesquisadora Maria Lúcia afirma que o sistema promove uma otimização da lavoura e contribui para a decisão do melhor momento de colheita, baseada na maturação real, em termos de valores de umidade e amido, ou na possibilidade de segregar os grãos de maior valor proteico para nichos de mercado.

“Além disso, o preparo da amostra é mínimo. É preciso apenas fazer a moagem dos grãos, tornando a operação simples para funcionários da fazenda após um treinamento curto’, ela conta.

A pesquisadora ainda destaca que em termos econômicos, o retorno sobre investimento virá da economia com taxas de laboratórios externos, da redução do uso de reagentes, do acompanhamento da qualidade dos grãos e, principalmente, do ganho na negociação de lotes com qualidade comprovada na hora.

A expectativa é que a adoção do sistema promova agilidade na classificação dos lotes, pois os caminhões ficarão parados por menos tempo esperando os resultados de análises físico-químicas; melhore o ajuste na formulação de dietas animais, quando o sorgo e o milho forem destinados para silagem e ração, e aumentem a confiança entre comprador e vendedor.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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Umuarama recebe R$ 20,1 milhões para estradas rurais e maquinário

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Umuarama, no Paraná, recebeu nesta quinta-feira (18) a confirmação de investimentos estaduais em infraestrutura rural dentro de um pacote mais amplo de mais de R$ 110 milhões anunciado para o município. Na área ligada ao campo, os recursos somam R$ 20,1 milhões e incluem obras de pavimentação de estradas rurais e aquisição de maquinário para manutenção viária. As intervenções foram apresentadas no âmbito do programa Estrada Boa, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.

Segundo o material divulgado, mais de R$ 16 milhões serão destinados à pavimentação de estradas rurais em Umuarama. Uma das obras é a da Estrada 215, com 7,94 quilômetros e investimento de R$ 7,25 milhões. De acordo com a fonte, a intervenção está em fase final e alcançou cerca de 90% de execução.

Também estão em andamento obras em trechos das estradas Cedro, Irara e da ligação entre a Estrada Boiadeira e a região de Santa Elisa. Esses trechos somam 5,9 quilômetros e R$ 6,6 milhões em investimentos.

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Outro projeto informado é a pavimentação de 1,72 quilômetro da Estrada João Baranhiuk, com aporte de R$ 2,27 milhões. A fonte afirma que essa intervenção deve começar nos próximos meses. Ao todo, os investimentos estaduais garantem mais de 15,5 quilômetros de estradas rurais pavimentadas na área rural do município.

Além das obras viárias, Umuarama recebeu R$ 4,1 milhões para aquisição de maquinário voltado à manutenção da malha rural. O pacote inclui dois caminhões caçamba, dois rolos compactadores e duas escavadeiras hidráulicas.

O conteúdo fornecido também cita outros investimentos em saúde, infraestrutura urbana, desenvolvimento econômico e equipamentos públicos. No entanto, no recorte de interesse agropecuário, o material concentra informação objetiva sobre pavimentação rural e estrutura de apoio à conservação de vias utilizadas no município.

O material divulgado informa valores, extensão das obras e estágio de execução de parte dos trechos rurais, mas não detalha cronograma completo de entrega nem impactos operacionais específicos para produtores da região.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Inverno no Rio Grande do Sul terá chuva acima da média, prevê Seapi

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O inverno no Hemisfério Sul começa às 5h25 deste domingo (21/6) e termina em 22 de setembro, às 21h05. No Rio Grande do Sul, a estação tende a registrar chuva acima da média, principalmente nas regiões Leste, Centro e Norte do estado, segundo previsão apresentada pelo meteorologista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Flávio Varone.

De acordo com Varone, que também coordena o Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), o inverno deve ter frentes frias mais frequentes nos meses de julho, agosto e setembro. Apesar disso, a previsão indica que as temperaturas ficarão acima da média no estado.

Segundo o meteorologista, as massas de ar frio devem ser mais curtas e menos duradouras no Rio Grande do Sul. Com isso, a tendência é de poucos dias com temperaturas mais baixas ao longo da estação.

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A combinação de mais umidade com temperaturas mais elevadas foi apontada pela Seapi como um fator de atenção para a safra de inverno. Conforme Varone, essa condição pode prejudicar parte das lavouras. O desenvolvimento de culturas como trigo e cevada pode ocorrer, mas o ambiente mais úmido e quente também pode favorecer o surgimento de doenças fúngicas ao longo do ciclo.

A previsão apresentada pela fonte também cita a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño entre agosto e setembro no estado. Segundo Varone, esse evento vem sendo chamado de Super El Niño e deve ocorrer ao longo do segundo semestre no Rio Grande do Sul. Caso essa intensidade se confirme, ele afirma que poderá haver prejuízos para a agricultura.

O material divulgado não informa estimativas de volume de chuva em milímetros nem detalha áreas agrícolas específicas que possam ser mais afetadas dentro das regiões citadas.

A projeção da Seapi indica um inverno com maior umidade e temperaturas acima da média no Rio Grande do Sul. Segundo a fonte, esse quadro exige atenção para o comportamento das culturas de inverno, especialmente diante do risco de doenças fúngicas e da possível atuação do El Niño no segundo semestre.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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El Niño forte amplia risco para soja do Cerrado e safrinha 2026/27, diz Rural Clima

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O El Niño que começa a se instalar deve ter intensidade forte, com aquecimento do Pacífico acima de 2 graus, e pode trazer chuvas irregulares ao Cerrado desde o início da temporada 2026/27. A avaliação foi apresentada nesta quinta-feira (18) pelo sócio fundador e agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos, em entrevista ao podcast Prosa Agro, do Itaú BBA. Segundo ele, o maior foco de risco está no milho de segunda safra, mas a soja também pode enfrentar problemas já na janela de plantio.

Segundo Santos, o padrão mais próximo para o episódio atual é 1997/98, e não 2023/24, com base no aquecimento do Pacífico observado entre janeiro e maio deste ano. Ele afirmou que anos de El Niño, historicamente, têm sido associados a safras com problemas no Brasil e disse que o risco de quebras não está descartado em Mato Grosso nem no Cerrado como um todo.

Para a soja, o alerta começa antes da produtividade. A Rural Clima projeta chuva antecipada em agosto, setembro e outubro no Cerrado, mas sem regularização definitiva. De acordo com o agrometeorologista, o cenário esperado é de pancadas intercaladas com veranicos e calor intenso, com normalização das chuvas apenas a partir de meados de novembro. Ele citou que temperaturas médias acima de 30ºC a 32ºC aumentam o estresse das plantas.

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No milho de segunda safra, a preocupação é maior. Santos afirmou que, se o plantio da soja se espalhar por uma janela mais longa, a colheita também tende a atrasar, empurrando a semeadura da safrinha. Ao mesmo tempo, a consultoria trabalha com a hipótese de interrupção das chuvas já na primeira quinzena de abril de 2027. Nesse quadro, o milho pode atravessar a fase reprodutiva com baixa umidade.

O agrometeorologista também chamou atenção para o Norte do País. Segundo ele, a seca sobre a bacia amazônica pode reduzir o nível dos rios e comprometer a operação do Arco Norte. Em 2024, barcaças chegaram a ficar paradas e, em alguns momentos, operavam com apenas 10% da carga, de acordo com Santos.

Durante o podcast, o analista da Consultoria Agro do Itaú BBA, Francisco Queiroz, afirmou que o risco climático ainda não está refletido nos preços. Santos disse que uma eventual reação das cotações dependerá do comportamento das chuvas no fim do ano, quando o plantio avançar e os veranicos deixarem o campo teórico.

As avaliações apresentadas pela Rural Clima indicam risco climático relevante para a safra 2026/27, sobretudo para a safrinha, mas o material não traz estimativas de quebra, área afetada ou impacto numérico sobre produção e preços.

Fonte: Estadão Conteúdo

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