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7 de outubro de 2026

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Novo sistema portátil avalia teores de proteína e óleo de grãos moídos de milho e sorgo

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Foto: Sandra Brito/ Embrapa

Cientistas da Embrapa Milho e Sorgo (MG) e da empresa Spectral Solutions desenvolveram um método portátil de avaliação da composição química de grãos moídos de milho e de sorgo.

A tecnologia utiliza a espectroscopia NIR, baseada na luz infravermelha, que além de não destruir as amostras, reduz os custos do processo, com segurança, higiene e eficiência.

O modelo de análise portátil, utiliza o MicroNIR, um equipamento com tamanho semelhante ao de uma caneta, e pode ser instalado para leitura diretamente em celulares, tablets ou outros dispositivos via bluetooth. 

O sistema utiliza sensores miniaturizados que mantêm a precisão em um formato compacto, possibilitando análises rápidas e em tempo real, sem necessidade de reagentes químicos. Com isso, facilita a tomada de decisão no campo, armazém ou indústria.

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Nova solução para o setor

Foto: Flavio Tardin/Embrapa

O Sistema Portátil NIR de análise resulta da união entre o conhecimento químico, agronômico e a base de dados de cultivares de milho e de sorgo da Embrapa com a tecnologia de hardware e de software da empresa parceira.

“O objetivo foi criar modelos de calibração robustos que considerassem a diversidade do clima, do solo e de diferentes cultivares de milho e sorgo plantadas no Brasil, garantindo que o equipamento funcione com precisão em qualquer região do país”, relata a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo Maria Lúcia Simeone.

A motivação para o desenvolvimento dessa técnica foi pela necessidade de superar as limitações dos métodos laboratoriais tradicionais, mais lentos, caros e muitas vezes destrutivos.

“O setor agrícola precisava de uma solução capaz de garantir a qualidade nutricional do grão, baseada nos teores de proteína, de óleo e de amido, de forma instantânea para melhorar o armazenamento e o processamento”, diz a pesquisadora.

Precisão analítica e validação 

De acordo com o diretor-executivo da Spectral Solution, Luiz Felipe Aquino, o Sistema Portátil NIR já está disponível para as análises e garante maior precisão analítica, sendo capaz de mensurar elementos como proteína, óleo, fibra bruta, matéria mineral, amido e umidade.

De acordo com Maria Lúcia, a ferramenta promove uma impressão digital, em que a luz infravermelha incide sobre o grão moído e as ligações moleculares absorvem energia de formas específicas, gerando um espectro único para cada amostra.

“Em seguida ocorre o que chamamos de calibração multivariada, que traduzem esses sinais de luz em valores percentuais de proteínas, umidade e outros dados de qualidade dos grãos. Como esse espectro é complexo, são usados modelos matemáticos e estatísticos, compostos por algoritmos de calibração multivariada ou aprendizado profundo, que chamamos de deep learning”, complementa Maria Lúcia Simeone.

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Segundo Aquino, a metodologia utilizada se igualou a métodos oficiais e permitiu validar o ativo como uma alternativa real à química úmida. Ele também diz que ao comparar os modelos obtidos com Sistema Portátil NIR e os métodos de referência da Associação de Químicos Analíticos Oficiais (AOAC, na sigla em inglês), não houve diferença estatística significativa entre os resultados.

Método sustentável

A tecnologia emprega os conceitos da “Química Verde” e da agricultura sustentável por vários motivos que impactam positivamente a sustentabilidade da cadeia produtiva e o meio ambiente.

“Ao contrário das análises químicas convencionais, o NIR trabalha com resíduo zero, ou seja, não utiliza reagentes químicos nem solventes tóxicos”, descreve o diretor-executivo.

Ele destaca ainda que o modelo promove a eficiência energética, com a redução do transporte de amostras para laboratórios distantes e agiliza os processos industriais, economizando energia.

“Além disso, reduz o desperdício porque permite identificar lotes fora do padrão precocemente, evitando que produtos de baixa qualidade estraguem ou contaminem processos maiores”, observa.

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Benefícios no campo

milho
Foto: Sandra Brito/Embrapa

As perspectivas em relação ao uso do equipamento são evidentes. A pesquisadora Maria Lúcia afirma que o sistema promove uma otimização da lavoura e contribui para a decisão do melhor momento de colheita, baseada na maturação real, em termos de valores de umidade e amido, ou na possibilidade de segregar os grãos de maior valor proteico para nichos de mercado.

“Além disso, o preparo da amostra é mínimo. É preciso apenas fazer a moagem dos grãos, tornando a operação simples para funcionários da fazenda após um treinamento curto’, ela conta.

A pesquisadora ainda destaca que em termos econômicos, o retorno sobre investimento virá da economia com taxas de laboratórios externos, da redução do uso de reagentes, do acompanhamento da qualidade dos grãos e, principalmente, do ganho na negociação de lotes com qualidade comprovada na hora.

A expectativa é que a adoção do sistema promova agilidade na classificação dos lotes, pois os caminhões ficarão parados por menos tempo esperando os resultados de análises físico-químicas; melhore o ajuste na formulação de dietas animais, quando o sorgo e o milho forem destinados para silagem e ração, e aumentem a confiança entre comprador e vendedor.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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Canola avança para a colheita no Rio Grande do Sul

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A canola está no final do ciclo no Rio Grande do Sul, com avanço da fase de enchimento de grãos para a maturação fisiológica e a colheita. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (1º/10), o Estado cultivou 353.397 hectares, com produtividade média estimada em 1.619 quilos por hectare. A evolução fenológica foi favorecida por maior disponibilidade recente de radiação solar e por temperaturas de amenas a elevadas.

Essas condições contribuíram para acelerar a maturação e reduzir o teor de umidade das plantas, favorecendo a colheita. O desempenho produtivo, porém, apresenta elevada variabilidade entre as regiões. Em parte das áreas, doenças e condições meteorológicas adversas comprometeram a formação das estruturas reprodutivas, com redução no número de síliquas por planta e de grãos por síliqua, afetando o potencial produtivo.

Nas áreas sem esses problemas, o desenvolvimento das plantas e a formação das estruturas reprodutivas seguem em padrão considerado satisfatório. Já a ocorrência de granizo e vendavais no Centro-Oeste e no Noroeste, em proximidade ao período de colheita, elevou o índice de perdas, especialmente pela maior suscetibilidade à debulha dos grãos.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Na região de Santa Rosa, 2% das lavouras estão em floração, 49% em enchimento de grãos, 40% maduras e 9% colhidas. A produtividade está estimada em cerca de 1.700 quilos por hectare. Na região, a dessecação foi intensificada para uniformizar a maturação, reduzir a variabilidade da umidade dos grãos e favorecer as operações de colheita. Ventos e granizo também provocaram danos em diversas lavouras.

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Em Frederico Westphalen, 30% das áreas cultivadas com canola estão em enchimento de grãos, 55% em maturação e 15% colhidas. A produtividade atual na região está estimada em 1.500 quilos por hectare.

Com a canola entrando na fase final do ciclo no Estado, o andamento da colheita e o resultado produtivo seguem condicionados pelas diferenças regionais de clima, sanidade e conservação das estruturas reprodutivas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Poder de compra do produtor de café é prejudicado pela alta dos fertilizantes

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Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a próxima safra de café já pode estar sendo afetada pela alta no preço dos insumos agrícolas. O próximo período de aplicação de fertilizantes na cafeicultura, entre o fim deste ano e o início de 2027, ocorre em um momento de menor poder de compra dos produtores no estado de São Paulo.

O Centro de Estudos calcula que, considerando o preço do café arábica (R$ 26,15 o quilo, segundo o próprio índice do Cepea) e os preços médios de adubo, o produtor precisa de 19,4% mais café neste mês para comprar a mesma quantidade que em agosto.

O preço dos fertilizantes importados subiu 12,8% em agosto, apontam dados do Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O planejamento das compras de cafeicultores para a safra de 2027/28 tende a ser fortemente afetado por este aumento, uma vez que 85% do mercado nacional utiliza os insumos estrangeiros, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

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Exportação de suco de laranja cresce 9,6%, mas receita despenca 34%

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As exportações brasileiras de suco de laranja pelo Porto de Santos cresceram em volume no primeiro trimestre da safra 2026/27, mas o faturamento caiu de forma expressiva. Entre julho e setembro, foram embarcadas 203,2 mil toneladas de FCOJ equivalente a 66° Brix, alta de 9,6% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Apesar do aumento no volume, a receita recuou 34,4%, para US$ 489,7 milhões.

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela CitrusBR.

“Sem dúvida, é uma boa notícia perceber alguma recuperação no volume exportado em relação à safra passada, porém, esse mesmo volume ainda está 14% abaixo da média das últimas cinco safras, que é de 237 mil toneladas”, afirma o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.

Estados Unidos e Canadá concentram quase metade dos embarques

Estados Unidos e Canadá foram os principais destinos do suco de laranja brasileiro no período. Juntos, importaram 96 mil toneladas de FCOJ equivalente, com receita de US$ 226,6 milhões. O volume representou 47,2% das exportações realizadas pelo Porto de Santos.

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Na comparação com o primeiro trimestre da safra 2025/26, os embarques para os dois países cresceram 6,4%, enquanto a receita caiu 32,7%. Na comparação com o mesmo período de 2022/23, o volume enviado para esses mercados aumentou 53,6%.

A Europa aparece logo atrás, com 91,8 mil toneladas, equivalentes a 45,2% do volume exportado. A receita foi de US$ 222,7 milhões.

Em relação à safra anterior, o volume destinado ao continente cresceu 4,8%, enquanto a receita caiu 39,7%. Já na comparação com cinco safras atrás, o volume recuou 48,7%.

China mais que dobra volume importado

A China recebeu 7,3 mil toneladas de FCOJ equivalente, com receita de US$ 18 milhões. O volume mais que dobrou em relação ao primeiro trimestre da safra 2025/26, com alta de 111,5%. Na mesma comparação, porém, a receita caiu 4,7%.

O mercado chinês respondeu por 3,6% do volume exportado no período. Apesar da recuperação recente, os embarques ainda estão 52,6% abaixo do registrado no mesmo intervalo da safra 2022/23.

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O Japão também ampliou as compras, para 2,7 mil toneladas, alta de 66,9% em um ano. A receita, de US$ 7,3 milhões, caiu 22,5%.

A Coreia do Sul importou 135 toneladas, com receita de US$ 308 mil. Na safra anterior, não houve embarques para o país.

A Índia, por sua vez, não registrou compras no período, assim como no primeiro trimestre da safra 2025/26.

Os demais mercados responderam por 5,3 mil toneladas, alta de 104,9% sobre a temporada anterior. A receita também cresceu, 28,2%, para US$ 14,8 milhões.

Subprodutos

As exportações de subprodutos da laranja apresentaram comportamentos diferentes no primeiro trimestre da safra 2026/27.

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O farelo de polpa cítrica somou 39.347 toneladas e US$ 20,3 milhões. O volume caiu 29,4% em relação ao mesmo período da safra anterior e ficou 21,5% abaixo da média das cinco últimas safras.

Já o óleo essencial de laranja teve forte alta. Os embarques chegaram a 5.088 toneladas, crescimento de 138,6% em um ano. O volume também ficou 24,7% acima da média das cinco safras anteriores. A receita foi de US$ 58,6 milhões.

As exportações de terpenos somaram 2.578 toneladas e US$ 25,7 milhões, alta de 41,9% sobre a safra anterior, mas 25% abaixo da média das cinco últimas temporadas.

As células cítricas tiveram queda de 74,6% no volume, para 28 toneladas, com receita de US$ 46 mil. O resultado ficou 87,5% abaixo da média das cinco safras anteriores.

Os números consideram os embarques realizados pelo Porto de Santos, que concentram as exportações das empresas associadas à CitrusBR. No primeiro trimestre da safra 2026/27, o terminal respondeu por 92% do volume de suco de laranja exportado pelo Brasil.

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