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SP regulamenta sistema de inspeção sanitária para produtos de origem vegetal

O Governo do Estado de São Paulo regulamentou a Lei nº 18.154, de 5 de junho de 2025, que institui o sistema estadual de inspeção, fiscalização e auditoria sanitária de produtos de origem vegetal. A medida foi formalizada por decreto publicado no Diário Oficial na última quarta-feira (11).
O decreto estabelece as bases operacionais do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (SISP-POV).
O sistema foi criado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Diretoria de Defesa Agropecuária. O serviço será responsável pela fiscalização, inspeção e auditoria sanitária de produtos vegetais e derivados, além de itens provenientes da algicultura e da fungicultura.
Regras para registro e fiscalização
Com a regulamentação, o SISP-POV passa a organizar o controle sanitário sobre estabelecimentos que manipulam, beneficiam, industrializam, armazenam, transportam ou comercializam produtos de origem vegetal.
O sistema estabelece procedimentos para registro de empresas, fiscalização sanitária, auditoria de processos produtivos e identificação oficial dos produtos por meio da inspeção estadual.
Entre os alimentos abrangidos estão polpas e sucos de frutas, vegetais higienizados, conservas vegetais, cogumelos comestíveis, algas alimentícias, farinhas vegetais, temperos e produtos desidratados.
“Estamos estruturando um sistema moderno de inspeção de produtos de origem vegetal que fortalece a agroindústria, garante segurança ao consumidor e amplia as oportunidades de comercialização dos produtos paulistas”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.
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Estrutura e implementação
A coordenação do SISP-POV ficará sob responsabilidade da Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal (CIPOAV), vinculada à Defesa Agropecuária.
O sistema terá suporte do Sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE), plataforma por meio da qual os estabelecimentos poderão realizar o registro e acompanhar procedimentos sanitários.
A implementação será realizada de forma gradual, com a elaboração de normas específicas para diferentes cadeias produtivas. Entre os primeiros segmentos a serem regulamentados estão os estabelecimentos que trabalham com vegetais frescos higienizados.
“Trata-se de mais um passo em busca da segurança e da inocuidade dos produtos de origem vegetal, fungos e algas produzidos em São Paulo e que chegam à mesa dos cidadãos”, destacou o engenheiro agrônomo Eduardo Prada, chefe da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Defesa Agropecuária.
Integração com sistema nacional
A regulamentação também permite a integração do estado ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (SISBI-POV), componente do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA), coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.
Com a adesão, produtos inspecionados poderão ser comercializados fora do território estadual, desde que atendam às exigências do sistema nacional.
Atuação da Defesa Agropecuária
O novo serviço passa a integrar as ações da Defesa Agropecuária paulista, que atua na sanidade da produção agrícola e na fiscalização de alimentos destinados ao consumo.
Entre as atividades do órgão estão o monitoramento fitossanitário das lavouras, o controle de pragas e doenças e ações de fiscalização relacionadas à qualidade dos alimentos produzidos no estado.
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Umuarama recebe R$ 20,1 milhões para estradas rurais e maquinário

Umuarama, no Paraná, recebeu nesta quinta-feira (18) a confirmação de investimentos estaduais em infraestrutura rural dentro de um pacote mais amplo de mais de R$ 110 milhões anunciado para o município. Na área ligada ao campo, os recursos somam R$ 20,1 milhões e incluem obras de pavimentação de estradas rurais e aquisição de maquinário para manutenção viária. As intervenções foram apresentadas no âmbito do programa Estrada Boa, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
Segundo o material divulgado, mais de R$ 16 milhões serão destinados à pavimentação de estradas rurais em Umuarama. Uma das obras é a da Estrada 215, com 7,94 quilômetros e investimento de R$ 7,25 milhões. De acordo com a fonte, a intervenção está em fase final e alcançou cerca de 90% de execução.
Também estão em andamento obras em trechos das estradas Cedro, Irara e da ligação entre a Estrada Boiadeira e a região de Santa Elisa. Esses trechos somam 5,9 quilômetros e R$ 6,6 milhões em investimentos.
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Outro projeto informado é a pavimentação de 1,72 quilômetro da Estrada João Baranhiuk, com aporte de R$ 2,27 milhões. A fonte afirma que essa intervenção deve começar nos próximos meses. Ao todo, os investimentos estaduais garantem mais de 15,5 quilômetros de estradas rurais pavimentadas na área rural do município.
Além das obras viárias, Umuarama recebeu R$ 4,1 milhões para aquisição de maquinário voltado à manutenção da malha rural. O pacote inclui dois caminhões caçamba, dois rolos compactadores e duas escavadeiras hidráulicas.
O conteúdo fornecido também cita outros investimentos em saúde, infraestrutura urbana, desenvolvimento econômico e equipamentos públicos. No entanto, no recorte de interesse agropecuário, o material concentra informação objetiva sobre pavimentação rural e estrutura de apoio à conservação de vias utilizadas no município.
O material divulgado informa valores, extensão das obras e estágio de execução de parte dos trechos rurais, mas não detalha cronograma completo de entrega nem impactos operacionais específicos para produtores da região.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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Inverno no Rio Grande do Sul terá chuva acima da média, prevê Seapi

O inverno no Hemisfério Sul começa às 5h25 deste domingo (21/6) e termina em 22 de setembro, às 21h05. No Rio Grande do Sul, a estação tende a registrar chuva acima da média, principalmente nas regiões Leste, Centro e Norte do estado, segundo previsão apresentada pelo meteorologista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Flávio Varone.
De acordo com Varone, que também coordena o Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), o inverno deve ter frentes frias mais frequentes nos meses de julho, agosto e setembro. Apesar disso, a previsão indica que as temperaturas ficarão acima da média no estado.
Segundo o meteorologista, as massas de ar frio devem ser mais curtas e menos duradouras no Rio Grande do Sul. Com isso, a tendência é de poucos dias com temperaturas mais baixas ao longo da estação.
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A combinação de mais umidade com temperaturas mais elevadas foi apontada pela Seapi como um fator de atenção para a safra de inverno. Conforme Varone, essa condição pode prejudicar parte das lavouras. O desenvolvimento de culturas como trigo e cevada pode ocorrer, mas o ambiente mais úmido e quente também pode favorecer o surgimento de doenças fúngicas ao longo do ciclo.
A previsão apresentada pela fonte também cita a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño entre agosto e setembro no estado. Segundo Varone, esse evento vem sendo chamado de Super El Niño e deve ocorrer ao longo do segundo semestre no Rio Grande do Sul. Caso essa intensidade se confirme, ele afirma que poderá haver prejuízos para a agricultura.
O material divulgado não informa estimativas de volume de chuva em milímetros nem detalha áreas agrícolas específicas que possam ser mais afetadas dentro das regiões citadas.
A projeção da Seapi indica um inverno com maior umidade e temperaturas acima da média no Rio Grande do Sul. Segundo a fonte, esse quadro exige atenção para o comportamento das culturas de inverno, especialmente diante do risco de doenças fúngicas e da possível atuação do El Niño no segundo semestre.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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El Niño forte amplia risco para soja do Cerrado e safrinha 2026/27, diz Rural Clima

O El Niño que começa a se instalar deve ter intensidade forte, com aquecimento do Pacífico acima de 2 graus, e pode trazer chuvas irregulares ao Cerrado desde o início da temporada 2026/27. A avaliação foi apresentada nesta quinta-feira (18) pelo sócio fundador e agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos, em entrevista ao podcast Prosa Agro, do Itaú BBA. Segundo ele, o maior foco de risco está no milho de segunda safra, mas a soja também pode enfrentar problemas já na janela de plantio.
Segundo Santos, o padrão mais próximo para o episódio atual é 1997/98, e não 2023/24, com base no aquecimento do Pacífico observado entre janeiro e maio deste ano. Ele afirmou que anos de El Niño, historicamente, têm sido associados a safras com problemas no Brasil e disse que o risco de quebras não está descartado em Mato Grosso nem no Cerrado como um todo.
Para a soja, o alerta começa antes da produtividade. A Rural Clima projeta chuva antecipada em agosto, setembro e outubro no Cerrado, mas sem regularização definitiva. De acordo com o agrometeorologista, o cenário esperado é de pancadas intercaladas com veranicos e calor intenso, com normalização das chuvas apenas a partir de meados de novembro. Ele citou que temperaturas médias acima de 30ºC a 32ºC aumentam o estresse das plantas.
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No milho de segunda safra, a preocupação é maior. Santos afirmou que, se o plantio da soja se espalhar por uma janela mais longa, a colheita também tende a atrasar, empurrando a semeadura da safrinha. Ao mesmo tempo, a consultoria trabalha com a hipótese de interrupção das chuvas já na primeira quinzena de abril de 2027. Nesse quadro, o milho pode atravessar a fase reprodutiva com baixa umidade.
O agrometeorologista também chamou atenção para o Norte do País. Segundo ele, a seca sobre a bacia amazônica pode reduzir o nível dos rios e comprometer a operação do Arco Norte. Em 2024, barcaças chegaram a ficar paradas e, em alguns momentos, operavam com apenas 10% da carga, de acordo com Santos.
Durante o podcast, o analista da Consultoria Agro do Itaú BBA, Francisco Queiroz, afirmou que o risco climático ainda não está refletido nos preços. Santos disse que uma eventual reação das cotações dependerá do comportamento das chuvas no fim do ano, quando o plantio avançar e os veranicos deixarem o campo teórico.
As avaliações apresentadas pela Rural Clima indicam risco climático relevante para a safra 2026/27, sobretudo para a safrinha, mas o material não traz estimativas de quebra, área afetada ou impacto numérico sobre produção e preços.
Fonte: Estadão Conteúdo
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