Connect with us
10 de agosto de 2026

Featured

Sojicultores mantêm cautela nas negociações e mercado de soja encerra com pouco movimento

Published

on


Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com pouca movimentação comercial e negociações limitadas. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente foi marcado pela ausência de tradings no mercado e pela baixa formação efetiva de preços. Muitas das indicações observadas ao longo dos últimos dias, segundo ele, foram apenas nominais.

Silveira explica que o cenário externo também trouxe volatilidade. A soja terminou o dia em queda na Bolsa de Chicago, enquanto o dólar avançou com força e os prêmios voltaram a recuar. Para o analista, essa combinação acabou reduzindo o ritmo dos negócios no mercado doméstico.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

O produtor segue adotando uma postura cautelosa. De acordo com Silveira, muitos agricultores estão concentrados nos trabalhos de campo e acompanham com atenção os movimentos dos formadores de preços antes de realizar novas vendas.

Mesmo com a cautela nas negociações, algumas regiões registraram ajustes nas cotações ao longo da semana.

Preços da soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 120,00 para R$ 121,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 110,00 para R$ 108,00
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 112,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 112,00 para R$ 111,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 131,00 para R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 131,00 para R$ 132,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta sexta-feira (13) na Bolsa de Mercadorias de Chicago, reduzindo os ganhos acumulados ao longo da semana. Após atingir o maior patamar em dois anos, o mercado passou por um movimento de realização de lucros, com investidores ajustando posições antes do fim de semana.

Apesar da pressão de uma oferta global ampla da oleaginosa, o saldo semanal foi positivo. O mercado acompanhou a forte alta do petróleo no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio segue sem solução imediata e alimenta expectativas de preços elevados para o barril, movimento que acaba influenciando outras commodities, como a soja.

Projeção para o Brasil

No Brasil, a produção da oleaginosa na temporada 2025/26 deve alcançar 177,847 milhões de toneladas, segundo o sexto levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento. O volume representa aumento de 3,7% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. Na estimativa anterior, a projeção estava em 177,99 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Na Bolsa de Chicago, os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 2,00 centavos de dólar, ou 0,16%, a US$ 12,25 1/4 por bushel. A posição julho terminou cotada a US$ 12,37 1/2 por bushel, com recuo de 2,50 centavos ou 0,20%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para maio encerrou com alta de US$ 2,50, ou 0,78%, a US$ 322,70 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em maio terminou cotado a 67,44 centavos de dólar por libra-peso, com leve ganho de 0,02 centavos, equivalente a 0,02%.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou o dia em alta de 1,35%, negociado a R$ 5,3168 para venda e R$ 5,3148 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2158 e a máxima de R$ 5,3243. No acumulado da semana, a valorização foi de 1,47%.

O post Sojicultores mantêm cautela nas negociações e mercado de soja encerra com pouco movimento apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Featured

Soja: produtor se retrai e comercialização perde fôlego no Brasil

Published

on


Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural BA

O mercado brasileiro de soja teve uma primeira semana de agosto caracterizada por poucos negócios e por preços apresentando apenas pequenas alterações. Os contratos futuros na Bolsa de Chicago tiveram leve desvalorização, enquanto o câmbio subiu na mesmo proporção. Os prêmios seguiram firmes.

A saca de 60 quilos recuou de R$ 140 para R$ 139 em Passo Fundo (RS). No período, a saca seguiu em R$ 134 em Cascavel (PR) e em R$ 127 em Rondonópolis (MT). No Porto de Paranaguá, o preço estabilizou na casa de R$ 145.

  • Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural! 

Diante do quadro de cotações inalteradas, os produtores se retraíram, até porque aproveitaram o recente repique de Chicago, em julho, para negociar. Os vendedores, portanto, esperam por condições melhores para retornar ao mercado.

Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, acumularam queda de 0,42% na semana, sendo cotados na manhã da sexta (7) a US$ 11,82 1/2 por bushel. A previsão de chuvas para as regiões produtoras dos Estados Unidos e o recuo do petróleo no mercado internacional pesaram sobre os preços internacionais. A queda só não foi maior devido à demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos.

O dólar comercial apresentou uma valorização de 0,54% na semana, sendo cotado a R$ 5,0961 na sexta. Tanto dólar como Chicago apresentaram muita volatilidade na semana, dificultando a adoção de uma tendência para os preços domésticos no período.

Comercialização avançou bem em julho

A comercialização da safra 2025/26 de soja do Brasil envolve 81,9% da produção projetada, conforme relatório de Safras & Mercado, com dados recolhidos até 7 de agosto. No relatório anterior, com dados de 3 de julho, o número era de 71,5%.

Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 78,4% e a média de cinco anos para o período é de 81,8%. Levando-se em conta uma safra estimada em 178,341 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 146,145 milhões de toneladas.

Projetando uma safra de 180,089 milhões de toneladas, Safras indica uma comercialização antecipada de 20,2%, o equivalente a 36,307 milhões de toneladas. Em igual período do ano passado, a comercialização antecipada era de 16,8% e a média para o período é de 20,3%. O relatório anterior, de 3 de julho, indicava o comprometimento de 13,9%.

O post Soja: produtor se retrai e comercialização perde fôlego no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

MT é o único estado brasileiro onde homens são maioria entre solteiros

Published

on

Mato Grosso ocupa uma posição única no mapa demográfico brasileiro. Segundo dados do Censo 2022, é o único estado do país onde há mais homens solteiros do que mulheres solteiras: são 102,5 solteiros para cada 100 solteiras.

A explicação passa pela forte expansão do agronegócio. O estado atrai trabalhadores de diferentes partes do Brasil para atuar nas lavouras de soja, milho e algodão, gerando uma migração predominantemente masculina em busca de oportunidades profissionais.

Migração e trabalho no campo

Nas fazendas mato-grossenses, histórias parecidas ajudam a explicar os números. Muitos trabalhadores deixam suas cidades de origem ainda jovens para buscar crescimento profissional.

É o caso de Alan Augusto da Silva Weinch, de 20 anos, operador de máquinas agrícolas. Natural de Novo Machado (RS), ele deixou a casa dos pais para trabalhar no estado.

“Foi preciso coragem, né? Bastante coragem. Se não tem coragem, não vem não”, contou.

 

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Casamento ficou para depois

A trajetória dos trabalhadores do campo acompanha uma tendência observada em todo o país: os brasileiros estão se casando mais tarde.

Segundo dados do IBGE citados na reportagem, as mulheres se casam, em média, aos 29 anos, enquanto os homens chegam ao casamento aos 31.

Nesse cenário, a prioridade costuma ser a construção da carreira, da estabilidade financeira e dos projetos pessoais antes da formação de uma união.

Willian Balen, técnico em agropecuária vindo de Santa Catarina, também priorizou a carreira. Aos 27 anos, ele afirma que a meta de formar uma família ficou para mais tarde.

“Meu foco principal é o agro, o trabalho”, disse. “Minha meta é ter um casamento a partir dos 30 anos.”

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Entre a liberdade e a solidão

Para muitos dos trabalhadores que vivem longe da família, a solteirice é marcada por sentimentos contraditórios.

Ao ser questionado sobre as vantagens de não estar em um relacionamento, Willian citou a autonomia: “Sai a hora que quer, volta a hora que quer e não depende de ninguém”.

Mas ele também reconhece o lado mais difícil da rotina. “A desvantagem é um pouco a solidão, né? Que ela bate.”

Já Erisom Marinho de Barros, operador de máquina agrícola que deixou Alagoas para trabalhar em Mato Grosso, afirma que a busca por melhores condições de vida teve um custo emocional.

“Abri mão de muita coisa”, disse. “De estar perto da minha família, da minha filha, para estar em busca da realização dos sonhos.”

Mesmo assim, ele não desistiu da vida amorosa. No ritmo das safras, acredita que os relacionamentos podem surgir nos períodos de entressafra, quando há mais tempo para sair e conhecer pessoas.

Retrato raro no país

O caso de Mato Grosso chama atenção porque vai na contramão da realidade nacional. A população brasileira tem mais mulheres do que homens, resultado de uma mortalidade masculina mais elevada ao longo da vida, segundo especialistas ouvidos pelo programa.

O novo retrato dos solteiros no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo

O novo retrato dos solteiros no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Por que Cuiabá ficou mais quente? Estudo aponta perda de árvores, antigas obras do VLT

Published

on

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT