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Cesta básica dispara em Cuiabá e preço atinge R$ 826, maior média em 2026

Após um período de estabilidade no preço da cesta básica nas últimas semanas, Cuiabá registrou um salto no custo do mantimento, de 4,43%, fazendo com que a lista de produtos na capital atingisse a maior média de 2026, de R$ 826,06.
O produto que mais impactou essa variação foi o tomate, que saltou 52,72%, passando de R$ 6,04/kg, em média, na primeira semana de março, para R$ 9,22/kg. O aumento no preço do fruto fez com que o produto ficasse com valor 27,18% mais alto em relação ao mesmo período do ano passado.
Conforme o Boletim Semanal da Cesta Básica, divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a alta pode estar relacionada ao fim da safra, que reduziu a quantidade ofertada, além do período de chuvas, que elevou os custos do produto de melhor qualidade.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou os principais produtos que influenciaram a variação positiva da cesta.
“O aumento semanal na lista de produtos reflete pressões pontuais de oferta em alguns itens alimentícios, especialmente hortifrutigranjeiros, que apresentam maior sensibilidade às condições climáticas e ao ciclo produtivo.”
É o caso da batata, que segue registrando alta de preço nas últimas semanas. Com um novo acréscimo de 2,40%, o produto atingiu a média de R$ 4,64/kg. O impacto das chuvas nas regiões produtoras pode estar influenciando seu valor, afetando o ritmo do calendário de colheitas, o que reduz a quantidade disponível no mercado.
O tubérculo também apresenta preço maior no comparativo anual, com alta de 13,56%, já que, no mesmo período do ano passado, o preço médio registrado foi de R$ 4,09/kg.
Outro produto que registrou variação positiva foi o leite, de 2,40%, custando, em média, R$ 6,15 o litro. A elevação no custo pode estar relacionada à diminuição na coleta do produto nas fazendas, o que gerou menor oferta. Observou-se, ainda, alta nos custos de produção para manutenção dos rebanhos.
Para o produto lácteo, quando comparado ao mesmo período do ano passado, o valor atual está 12,87% menor, já que era encontrado por um preço médio acima dos R$ 7.
Wenceslau Júnior reforçou que “movimentos pontuais de alta reforçam o caráter sazonal da cesta básica, especialmente dos alimentos perecíveis, cujo comportamento tende a ser mais volátil ao longo do ano.”
Conforme o boletim do IPF-MT, a alta no custo médio da cesta básica foi além da variação semanal e, no comparativo anual, o valor atual também voltou a ficar acima do observado no mesmo período de 2025, em 2,60%, quando a cesta básica custava R$ 805,11.
Ainda assim, o avanço anual do custo da cesta básica permanece relativamente moderado, indicando ausência de pressão inflacionária generalizada no conjunto de itens.
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Soja: demanda chinesa impulsiona Chicago; no Brasil, produtor fica afastado dos negócios

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana sem registrar grandes movimentações, com preços operando de forma mista no mercado físico. Conforme avalia o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, a Bolsa de Chicago transitou entre altas e baixas ao longo da sessão, encerrando o dia com leves ganhos, enquanto os prêmios permaneceram em patamares firmes.
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Silveira destaca Santos como o principal destaque do dia, com preços firmes no porto e demanda por ofertas. Nas demais regiões, porém, houve poucas novidades. “O produtor segue mais distante dos negócios, buscando os níveis de preços registrados há poucas semanas, e acaba ofertando poucos volumes”, resume.
- Passo Fundo (RS): avançou de R$ 139,00 para R$ 140,00,
- Santa Rosa (RS): avançou de R$ 140,00 para R$ 141,00.
- Cascavel (PR): avançou de R$ 131,00 para R$ 133,00.
- Rondonópolis (MT): avançou de R$ 128,00 para R$ 129,00.
- Dourados (MS): cotação manteve-se em R$ 127,00.
- Rio Verde (GO): cotação manteve-se em R$ 128,00.
- Paranaguá (PR): avançou de R$ 143,00 para R$ 144,00.
- Em Rio Grande (RS): avançou de R$ 145,00 para R$ 146,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira (3), na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), revertendo as perdas iniciais, provocadas pela queda do petróleo. A boa demanda chinesa pelo produto americano garantiu a reação a partir do meio pregão.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 488.000 toneladas de soja para a China, para entrega na temporada 2026/27. Também foi divulgada uma venda de 136.150 toneladas de soja para destinos desconhecidos, para entrega na temporada 2026/27.
Segundo traders consultados pela Reuters, as compras de soja dos Estados Unidos por parte da China na sexta-feira (31) podem ter envolvido cerca de 1 milhão de toneladas. Mais cedo, fontes tinham estimado a aquisição em torno de 800 mil toneladas.
As empresas estatais chinesas de comércio compraram entre 14 e 16 carregamentos de soja
norte-americana na sexta-feira, disseram quatro traders asiáticos à Reuters hoje, aproveitando a queda dos preços em uma onda de compras antes da esperada visita do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos no próximo mês.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 343.941 toneladas na semana encerrada no dia 30 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo USDA. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 365.720 toneladas.
Os agentes aguardam a divulgação do relatório semanal do USDA sobre as condições das lavouras. O boletim será divulgado às 17h. Na semana passada, por conta das temperaturas elevadas sobre o cinturão produtor, a taxa de lavouras entre boas e excelentes condições recuou 3 pontos percentuais para 63%.
Agosto é o mês crítico para a definição do potencial produtivo da safra americana e, por enquanto, as previsões são de clima favorável.
Contratos da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,73 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 11,92 1/4 por bushel, com elevação de 4,75 centavos de dólar ou 0,40%.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 0,50 ou 0,15% a US$ 315,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 68,79 centavos de dólar, com ganho de 1,53 centavo ou 2,27%
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Musical dos Paralamas leva nostalgia, emoção e muito rock ao público cuiabano

Espetáculo reúne elenco talentoso, direção premiada e repertório que marcou gerações
Fãs de diferentes gerações lotaram o Teatro da UFMT para acompanhar “Vital – O Musical dos Paralamas”, espetáculo que celebra a trajetória de uma das maiores bandas da história do rock brasileiro. O público refletia o alcance da obra de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone: havia quem acompanhasse a banda desde os anos 1980 e também jovens que descobriram suas músicas décadas depois.
Uma das cenas mais marcantes da noite foi a de um garoto de cerca de 10 anos, que platéia cantava praticamente todas as canções enquanto balançava os longos cabelos ao lado dos pais. A imagem simbolizava justamente o que o espetáculo propõe: mostrar como a música dos Paralamas atravessa gerações e continua conquistando novos fãs, mais de 40 anos após o início da banda.
Minha primeira experiência assistindo aos Paralamas do Sucesso foi em 2012, no lendário Circo Voador, no Rio de Janeiro. Era um adolescente que havia acabado de sair de casa, cercado de amigos, vivendo um daqueles momentos que permanecem na memória. Ao assistir ao musical em Cuiabá tantos anos depois, a sensação foi semelhante. O espetáculo não apenas relembra a história da banda, mas desperta lembranças pessoais em quem cresceu ouvindo suas músicas.
Por algumas horas, Cuiabá se transformou na capital brasileira do rock. O sucesso das apresentações reforça a importância de iniciativas culturais que levam grandes produções nacionais ao público mato-grossense e aproximam diferentes gerações por meio da música.
Quem não conseguiu assistir às sessões ainda pode acompanhar o trabalho do elenco e da produção pelas redes sociais do musical. Vale a pena conhecer um espetáculo que emociona, diverte e presta uma justa homenagem a uma das bandas mais influentes da música brasileira.
Agro Mato Grosso
Disputa de herança é apontada como motivação de morte de jovem em MT

Operação busca esclarecer participação de suspeitos no assassinato de Bruno Alexandre Souza da Silva, de 24 anos, ocorrido em outubro de 2025; investigação aponta conflitos patrimoniais como possível motivação.
A investigação sobre o assassinato de Bruno Alexandre Souza da Silva, de 24 anos, ocorrido em outubro de 2025, em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, avançou nesta segunda-feira (3) com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra familiares da vítima. Segundo o delegado Rogério da Silva Irlandes, a principal linha de investigação aponta que o crime pode ter sido motivado por conflitos familiares relacionados à disputa por herança e desentendimentos judiciais.
Durante o cumprimento dos mandados, dois homens foram presos em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições de calibre permitido. Um deles também responderá pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.
As investigações seguem em andamento para apurar a participação direta dos suspeitos no assassinato e confirmar a motivação para a execução de Bruno Alexandre.
A ação faz parte da Operação Philéos, coordenada pela Delegacia de Confresa, com apoio das equipes das Delegacias de Vila Rica e Porto Alegre do Norte. Os mandados foram cumpridos em endereços de membros da família da vítima, todos localizados no município.
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Armas e munições foram apreendidas durante a operação, que também resultou na prisão de dois suspeitos em flagrante. — Foto: PJC
Entenda o caso
Bruno Alexandre foi morto com cerca de seis tiros em frente à casa onde morava, no bairro Babinsk, em Confresa. No momento do ataque, ele estava no banco do passageiro com a filha de um ano e dois meses no colo; a criança foi atingida de raspão e sobreviveu.
Segundo a investigação, Bruno retornava para casa com a companheira após buscar materiais agrícolas no local onde trabalhava quando um homem encapuzado se aproximou e efetuou os disparos. O suspeito fugiu a pé após o crime.
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