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3 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Colheita travada: chuva causa perdas e expõe caos na MT-322

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O excesso de chuvas no norte de Mato Grosso já provoca prejuízos na soja. Em Matupá, o acumulado de janeiro e fevereiro passou de 1,9 mil milímetros e produtores relatam perdas que podem chegar a 40% em algumas áreas. Além das lavouras afetadas, a situação da MT-322 volta a gerar revolta. Buracos, atoleiros e trechos críticos dificultam o transporte da safra e aumentam os custos para quem depende da rodovia.

O município está entre os que decretaram recentemente situação de emergência por causa das chuvas. Conforme o presidente do Sindicato Rural de Matupá, Fernando Bortolin, o volume de precipitação tem sido muito acima do normal.

“Matupá tem sofrido com a quantidade de chuvas nos últimos dias. No mês de janeiro e fevereiro nós tivemos mais de 1,9 mil milímetros de chuvas acumuladas. Nós temos ainda todo o mês de março pela frente ainda que sempre tem um histórico de grandes chuvas”, relata Fernando ao Patrulheiro Agro.

Segundo ele, o cenário da safra neste ano é atípico. Após um início marcado pela seca, com pouca chuva nos meses de setembro e outubro, o excesso de precipitação agora compromete justamente o período de colheita. “A gente já vem acumulando perdas significativas na região, a gente tem acompanhado os produtores e muita carga com grão avariado. Estimamos entre 5% a 10% [de perdas] já garantido, e há algumas propriedades específicas aqui da região de Matupá que estão com 30%, 40% de perdas”, relata.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Lavouras afetadas e colheita lenta

Além das perdas, o excesso de chuva também tem atrasado os trabalhos no campo. Conforme Bortolin, o plantio já havia sido lento por causa da estiagem no início da safra e, agora, a colheita também avança devagar devido às chuvas constantes.

“Em um único dia nós chegamos a registrar aqui 240 milímetros de chuvas, algo que nós nunca vimos na história do município. O rio que divide os municípios de Matupá e Peixoto de Azevedo está praticamente transbordando por cima da BR-163, o que nos preocupa muito porque é o único corredor que leva aos portos aqui do Arco Norte e Miritituba”.

Na propriedade do agricultor Richelli Cotrim, a situação também preocupa. Ele semeou 8,5 mil hectares de soja nesta safra, mas a colheita enfrenta dificuldades diante das chuvas intensas das últimas semanas.

“No começo da colheita a chuva até deu uma amenizada, não choveu tanto, mas agora nas últimas três semanas está impossível. Não é chuva de 10, 15 milímetros. É de 100, 150, 180 milímetros em uma chuva, e aí acaba com tudo”, conta à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

De acordo com ele, os impactos vão além da lavoura. Pontes e bueiros dentro da propriedade também foram danificados. “A máquina não entra na lavoura, começa a passar os dias e aí começa a avariar. Estamos com 1,5 mil hectares prontos e uns 300 hectares estão avariados que eu vou ter que segurar um pouco e tentar antecipar os outros para não estragar mais”.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Estrada precária trava escoamento

A colheita já difícil fica ainda mais complicada quando chega a hora de transportar a produção. Agricultores e motoristas relatam problemas recorrentes na MT-322, uma das principais rotas de escoamento da região.

Em trechos críticos, os buracos espalham pedras durante o período seco e causam prejuízos aos veículos. Quando chove, a situação piora e a rodovia se transforma em um atoleiro, comprometendo praticamente toda a trafegabilidade.

Para o agricultor Nelson Lorena Néia Júnior, que cultivou 3,7 mil hectares de soja em uma propriedade às margens da rodovia, a situação afeta diretamente o resultado da safra. Ele que tinha expectativa inicial de colher entre 75 e 80 sacas de soja por hectare, relata ao Canal Rural Mato Grosso ter perdido de 8 a 10 sacas por hectare devido as chuvas.

“As contas chegam e está difícil fechar, com esse preço de soja, os valores dos impostos que a gente paga e o frete subindo”, pontua ao frisar que a situação se agrava com os transtornos enfrentados no escoamento pela MT-322. “Estrada muito ruim. Estamos tendo que colocar máquina nossa para fazer o serviço e os tapas buracos na estrada. O quanto a gente emprega, o quanto a gente gera de riqueza. Temos que comover alguém de alguma forma para nos ajudar aqui, porque estamos esquecidos”.

Motoristas que utilizam a rodovia também enfrentam dificuldades. “As valetas que tem ali, não tem condições, cabe um carro. Está brava a coisa”, relata o motorista Aucélio Vargas dos Santos. “Faz anos que a gente está na luta e nunca melhora. É quatro, cinco horas de viagem, há dez, 15 por hora”.

A precariedade também preocupa transportadores. “Complicada a estrada, abandonada. Se não cuidar destrói tudo: pneu, mola, bucha vai tudo”, afirma o motorista Renan Augusto Lecardelli.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Cobrança por pavimentação

Na região, a principal reivindicação é pela pavimentação de aproximadamente 124 quilômetros da MT-322, entre Peixoto de Azevedo e São José do Xingu, passando pelo território do Xingu e pelas terras indígenas Capoto Jarina.

Segundo produtores, a situação se agravou mesmo após intervenções recentes. “Esse asfalto que foi feito, que está com dois anos, dois anos e meio, já está com problema. Então o que está feito não foi bem feito”, afirma Nelson Lorena Néia Júnior.

Para os agricultores, a precariedade da rodovia amplia os prejuízos em um momento já difícil no campo. Conforme Richelli Cotrim, a falta de infraestrutura também desestimula transportadoras a buscar a produção nas fazendas.

“Os armazéns estão cheios e as empresas transportadoras não querem vir retirar o produto porque a estrada está intransitável. Encarece o frete e o pior é que a gente já tem que cuidar da lavoura, arrumar ponte dentro da fazenda, máquina atolando, e ainda tem que ir para a MT arrumar estrada se quiser passar”, relata.

Ele diz que, apesar de existir contrato e recursos para manutenção da rodovia, os problemas persistem. “Existe uma empreiteira com licitação ganha, com recurso, com verba, e nós estamos sofrendo. A gente precisa de asfalto”.

Em nota encaminhada para a reportagem do Canal Rural Mato Grosso a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) “informa que possui contrato para a manutenção de rodovias da região e que a situação apontada será verificada. A pavimentação do trecho não asfaltado da MT-322 depende de autorizações do Governo Federal, em razão da área de influência do Parque Indígena do Xingu”.

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Agro Mato Grosso

Disputa de herança é apontada como motivação de morte de jovem em MT

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A investigação sobre o assassinato de Bruno Alexandre Souza da Silva, de 24 anos, ocorrido em outubro de 2025, em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, avançou nesta segunda-feira (3) com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra familiares da vítima. Segundo o delegado Rogério da Silva Irlandes, a principal linha de investigação aponta que o crime pode ter sido motivado por conflitos familiares relacionados à disputa por herança e desentendimentos judiciais.

Durante o cumprimento dos mandados, dois homens foram presos em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições de calibre permitido. Um deles também responderá pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.

As investigações seguem em andamento para apurar a participação direta dos suspeitos no assassinato e confirmar a motivação para a execução de Bruno Alexandre.

A ação faz parte da Operação Philéos, coordenada pela Delegacia de Confresa, com apoio das equipes das Delegacias de Vila Rica e Porto Alegre do Norte. Os mandados foram cumpridos em endereços de membros da família da vítima, todos localizados no município.

Armas e munições foram apreendidas durante a operação, que também resultou na prisão de dois suspeitos em flagrante. — Foto: PJC

Armas e munições foram apreendidas durante a operação, que também resultou na prisão de dois suspeitos em flagrante. — Foto: PJC

Entenda o caso

Bruno Alexandre foi morto com cerca de seis tiros em frente à casa onde morava, no bairro Babinsk, em Confresa. No momento do ataque, ele estava no banco do passageiro com a filha de um ano e dois meses no colo; a criança foi atingida de raspão e sobreviveu.

Segundo a investigação, Bruno retornava para casa com a companheira após buscar materiais agrícolas no local onde trabalhava quando um homem encapuzado se aproximou e efetuou os disparos. O suspeito fugiu a pé após o crime.

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Syngenta destaca tecnologias para manejo de plantas daninhas

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Novos herbicidas serão apresentados durante o Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas

A Syngenta participa do XXXIV Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas (CBCPD), que acontece de 3 a 6 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR). Para sustentar sua posição de liderança no mercado de proteção de cultivos, a companhia preparou uma agenda robusta para o evento, apresentando ao setor duas grandes tecnologias em herbicidas: Crestivo e Virestina technology, novidades que devem chegar ao mercado brasileiro em breve para apoiar os agricultores em culturas como cana-de-açúcar, soja, algodão, milho e trigo.

O evento, que deve reunir cerca de 1.200 participantes entre pesquisadores, consultores e profissionais da cadeia do agro, será o palco para a Syngenta debater o avanço das espécies emergentes de plantas daninhas e novas moléculas.

A Syngenta destaca duas novas tecnologias de herbicidas: Crestivo, direcionada ao manejo em cana-de-açúcar com amplo espectro, flexibilidade e longo período residual no controle de plantas daninhas, e Virestina technology, novo grupo químico focado no combate a gramíneas que apresentam resistência a herbicidas convencionais nas culturas da soja e algodão. Ambas as soluções estão em fase de registro.

“A evolução das plantas daninhas e o avanço dos casos de resistência exigem conhecimento técnico, inovação e estratégias cada vez mais precisas. O Congresso cria um ambiente importante para discutir esses desafios diretamente com os elos estratégicos do setor, apresentando tecnologias que constroem um manejo muito mais eficiente”, destaca Murilo Borges, Gerente de Herbicidas da Syngenta.

Corrida da Inovação

Antes do início dos debates, a Syngenta realiza a Corrida da Inovação no dia 2 de agosto (domingo), às 17h, no Complexo Turístico de Itaipu. O evento une esporte e ciência por meio de três modalidades inspiradas em termos do campo: corridas de 5km e 10km e caminhada de 5km.

“As corridas exigem velocidade e alta performance – e no campo não é diferente. Crestivo e Virestina technology chegam juntos para ditar o ritmo do manejo de plantas daninhas”, destaca Rafael Berta, Gerente de Marketing de Produto para a área de Herbicidas da Syngenta.

Programação técnica: painéis debatem futuro do manejo

Os especialistas das áreas de Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento (R&D) e Desenvolvimento Técnico de Mercado (DTM) da Syngenta comandarão cinco apresentações estratégicas ao longo da agenda oficial do congresso. No dia 4 de agosto, Lucas Mialick e Rafael Berta debatem o futuro do mercado de herbicidas no Auditório Principal, enquanto Dieimission Paulo Almeida apresenta soluções para o controle de capim-andropogon no Auditório 3.

Na sequência, no dia 5 de agosto, o Auditório Principal recebe Wendy Colombo e Murilo Borges para detalhar Virestina technology contra gramíneas resistentes, além de Rodrigo Angarten, que aborda as tendências globais em formulações. Os debates técnicos da companhia serão encerrados também no dia 5, com Rodrigo Dourado analisando os mecanismos de tolerância da vassourinha-de-botão no Auditório 2.

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Possibilidade de “Super El Niño” acende alerta e exige planejamento para safra 2026/27

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Informação, monitoramento e antecipação são ferramentas para o produtor enfrentar desafios climáticos com segurança, eficiência e previsibilidade

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