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30 de abril de 2026

Agro Mato Grosso

‘Não são chuvas de 10 mm, mas precipitações de 180 mm’, diz sojicultor que enfrenta dificuldades MT

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Reprodução Canal Rural

O excesso de chuvas no norte de Mato Grosso tem preocupado produtores em plena colheita da soja. Em Matupá, o acumulado de precipitação já ultrapassa 1.900 milímetros apenas nos meses de janeiro e fevereiro, segundo relatos de agricultores da região. Com mais um mês historicamente chuvoso pela frente, o cenário já se traduz em perdas nas lavouras, atraso na colheita e dificuldades logísticas.

Segundo Fernando Bortolin, presidente do Sindicato Rural de Matupá (MT), parte da soja que ainda permanece no campo já apresenta problemas de qualidade, com registro de grãos avariados e queda no potencial produtivo.

“Já estamos acumulando perdas na região. Temos acompanhado produtores com muitas cargas apresentando grãos avariados. A estimativa é de perdas entre 5% e 10% em média, mas há propriedades específicas onde os prejuízos já chegam a 30% ou 40%”, afirma.

De acordo com ele, a safra atual foi marcada por extremos climáticos desde o início do ciclo. A falta de chuvas no período de plantio atrasou os trabalhos no campo e, agora, o excesso de precipitações compromete a colheita.

“Essa safra foi uma safra com características diferentes. Tivemos seca no começo, não choveu na região nos meses de setembro e outubro, e agora acumulou muita chuva justamente na colheita. O plantio foi muito devagar por conta da seca e agora a colheita também está sendo prejudicada”, explica.

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Em apenas um dia, o município chegou a registrar cerca de 240 milímetros de chuva, volume considerado histórico para a região. O excesso de água também elevou o nível dos rios, aumentando a preocupação com a infraestrutura e o escoamento da produção.

“O rio que divide Matupá e Peixoto de Azevedo está praticamente transbordando por cima da BR-163, que é o único corredor que leva aos portos do Arco Norte, principalmente Miritituba”, relata.

Nas últimas semanas, a intensidade das chuvas tem sido ainda maior. Em muitos casos, os volumes registrados em poucas horas chegam a ultrapassar 100 milímetros, o que impede o trabalho das máquinas nas lavouras.

“Não é chuva de 10 ou 15 milímetros. São chuvas de 100, 150, 180 milímetros. A máquina não entra na lavoura, começam a passar os dias e a soja vai variando. Tem área pronta que já está variada e a gente tenta antecipar outras para não perder mais”, diz o produtor Richelli Cotrim.

O cenário também eleva os custos da colheita. Máquinas frequentemente atolam nas áreas encharcadas e, para removê-las, muitas vezes é necessário o uso de escavadeiras.

“Hoje as máquinas são muito grandes. Quando atolam, só uma escavadeira para desatolar. É um cenário que tira o sono do agricultor, porque as contas chegam e está difícil fechar com esse preço da soja, frete subindo e impostos”, afirma o produtor Nelson Lorena Júnior.

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A expectativa inicial era colher entre 75 e 80 sacas por hectare, mas as perdas já reduziram esse potencial. “Perdemos aí de 8 a 10 sacas por hectare no montante. Já frustrou a expectativa de produtividade”, lamenta.

Condições das estradas e logística

Além dos problemas no campo, os produtores enfrentam dificuldades para escoar a produção devido às condições das estradas. Um dos pontos mais críticos é a MT-322, que apresenta buracos profundos na seca e se transforma em atoleiro durante o período chuvoso.

“Os armazéns estão cheios e as transportadoras não querem vir buscar o produto porque a estrada está intransitável. Isso encarece o frete e trava o escoamento”, relata.

Em alguns trechos, o deslocamento chega a levar mais do que o dobro do tempo normal. “Uma viagem que poderia levar quatro ou cinco horas acaba sendo feita a 10 ou 15 quilômetros por hora. Não tem como passar disso”, afirma.

Os produtores também reclamam da falta de manutenção adequada da rodovia, mesmo após obras recentes. “Esse asfalto que foi feito tem dois anos, dois anos e meio, e já está cheio de problema. O que foi feito também não foi bem feito”, critica.

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Diante das dificuldades, agricultores dizem que acabam tendo que dividir o tempo entre a lavoura e a tentativa de manter as estradas trafegáveis. “A gente já tem que cuidar da lavoura, de ponte que rodou, máquina atolando, e ainda precisa arrumar estrada para conseguir passar com a produção”, aponta.

Para os produtores da região, a situação exige atenção urgente do poder público, principalmente em um dos principais corredores logísticos que ligam o norte de Mato Grosso aos portos do Arco Norte. “Geramos emprego, geramos riqueza, mas estamos esquecidos. Precisamos comover alguém para olhar por essa região”, conclui.

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Ponte de rodovia em MT é interditada após caminhão cair em córrego

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Uma ponte na MT-560, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, foi interditada após um caminhão capotar e cair em um córrego nesta quarta-feira (29). Segundo a prefeitura, o motorista não ficou ferido.

A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) ficou responsável pelo bloqueio na área.

Segundo a Defesa Civil do município, não há condições de manutenção do tráfego no sentido Sorriso–Tapurah.

A orientação aos motoristas é utilizar rotas alternativas, com desvio por Ipiranga do Norte ou por Lucas do Rio Verde. A prefeitura não divulgou prazo para a liberação do trecho.

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Vídeo: motorista perde freio de caminhão e cai no Lago do Manso em MT

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Um caminhão que transportava areia caiu no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, nessa segunda-feira (28), após o motorista perder o controle dos freios em uma descida que antecede a travessia de balsa. O condutor, que não foi identificado, não ficou ferido após o acidente.

Em vídeo gravado no local, é possível ver que o caminhão avançou alguns metros dentro do lago e ficou submerso (assista abaixo).

Segundo relatos de testemunhas, após perceber a falha no freio ainda na estrada, o motorista desviou para a água ao perceber o risco de um acidente mais grave na pista.

O veículo é de uma empresa particular de Cuiabá e fazia frete. O caminhão permaneceu no local e foi retirado após a descarga da carga de areia.

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VIDEO:

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Fazendeiro é ‘escoltado’ por onça-pintada em lavoura de MT; veja vídeo

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A volta de carro que o gerente de fazenda Valdecir Baggio costuma fazer todos os dias foi marcada por uma “escolta” de uma onça-pintada, nessa terça-feira (28), em Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá. Vídeos registrados pelo próprio fazendeiro mostram o animal correndo ao lado do veículo (veja abaixo).

Em entrevista à imprensa, Valdecir contou que havia saído de casa para buscar uma máquina quando avistou o animal atravessando a lavoura. A cena chamou atenção pela proximidade e tranquilidade do felino.

“Não senti medo em nenhum momento. Ela não fez ameaças. A única coisa que deu foi uma adrenalina inexplicável. É um momento único. Fantástico. No momento em que ela contornou o carro e levantou a cabeça, esse momento foi marcante. Foi uma cena inesquecível”, relatou.

Segundo ele, a região possui áreas de mata onde é comum a presença de onças, o que pode ser percebido pelas marcas de pegadas no solo.

VIDEO:

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Apesar de já fazer esse percurso diariamente, Valdecir disse que nunca havia vivido uma situação parecida.

“Foi por volta de 9h da manhã. Eu fui me aproximando dela, a adrenalina foi tomando conta. Cheguei a ficar próximo de uns dois metros e meio, andando lado a lado”, disse.

https://www.youtube.com/watch?v=MZ0FjhSAkvU

Após alguns instantes de corrida pela lavoura, a onça contornou o carro e seguiu em direção à mata, desaparecendo entre a vegetação.

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