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3 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

‘Não são chuvas de 10 mm, mas precipitações de 180 mm’, diz sojicultor que enfrenta dificuldades MT

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Reprodução Canal Rural

O excesso de chuvas no norte de Mato Grosso tem preocupado produtores em plena colheita da soja. Em Matupá, o acumulado de precipitação já ultrapassa 1.900 milímetros apenas nos meses de janeiro e fevereiro, segundo relatos de agricultores da região. Com mais um mês historicamente chuvoso pela frente, o cenário já se traduz em perdas nas lavouras, atraso na colheita e dificuldades logísticas.

Segundo Fernando Bortolin, presidente do Sindicato Rural de Matupá (MT), parte da soja que ainda permanece no campo já apresenta problemas de qualidade, com registro de grãos avariados e queda no potencial produtivo.

“Já estamos acumulando perdas na região. Temos acompanhado produtores com muitas cargas apresentando grãos avariados. A estimativa é de perdas entre 5% e 10% em média, mas há propriedades específicas onde os prejuízos já chegam a 30% ou 40%”, afirma.

De acordo com ele, a safra atual foi marcada por extremos climáticos desde o início do ciclo. A falta de chuvas no período de plantio atrasou os trabalhos no campo e, agora, o excesso de precipitações compromete a colheita.

“Essa safra foi uma safra com características diferentes. Tivemos seca no começo, não choveu na região nos meses de setembro e outubro, e agora acumulou muita chuva justamente na colheita. O plantio foi muito devagar por conta da seca e agora a colheita também está sendo prejudicada”, explica.

Em apenas um dia, o município chegou a registrar cerca de 240 milímetros de chuva, volume considerado histórico para a região. O excesso de água também elevou o nível dos rios, aumentando a preocupação com a infraestrutura e o escoamento da produção.

“O rio que divide Matupá e Peixoto de Azevedo está praticamente transbordando por cima da BR-163, que é o único corredor que leva aos portos do Arco Norte, principalmente Miritituba”, relata.

Nas últimas semanas, a intensidade das chuvas tem sido ainda maior. Em muitos casos, os volumes registrados em poucas horas chegam a ultrapassar 100 milímetros, o que impede o trabalho das máquinas nas lavouras.

“Não é chuva de 10 ou 15 milímetros. São chuvas de 100, 150, 180 milímetros. A máquina não entra na lavoura, começam a passar os dias e a soja vai variando. Tem área pronta que já está variada e a gente tenta antecipar outras para não perder mais”, diz o produtor Richelli Cotrim.

O cenário também eleva os custos da colheita. Máquinas frequentemente atolam nas áreas encharcadas e, para removê-las, muitas vezes é necessário o uso de escavadeiras.

“Hoje as máquinas são muito grandes. Quando atolam, só uma escavadeira para desatolar. É um cenário que tira o sono do agricultor, porque as contas chegam e está difícil fechar com esse preço da soja, frete subindo e impostos”, afirma o produtor Nelson Lorena Júnior.

A expectativa inicial era colher entre 75 e 80 sacas por hectare, mas as perdas já reduziram esse potencial. “Perdemos aí de 8 a 10 sacas por hectare no montante. Já frustrou a expectativa de produtividade”, lamenta.

Condições das estradas e logística

Além dos problemas no campo, os produtores enfrentam dificuldades para escoar a produção devido às condições das estradas. Um dos pontos mais críticos é a MT-322, que apresenta buracos profundos na seca e se transforma em atoleiro durante o período chuvoso.

“Os armazéns estão cheios e as transportadoras não querem vir buscar o produto porque a estrada está intransitável. Isso encarece o frete e trava o escoamento”, relata.

Em alguns trechos, o deslocamento chega a levar mais do que o dobro do tempo normal. “Uma viagem que poderia levar quatro ou cinco horas acaba sendo feita a 10 ou 15 quilômetros por hora. Não tem como passar disso”, afirma.

Os produtores também reclamam da falta de manutenção adequada da rodovia, mesmo após obras recentes. “Esse asfalto que foi feito tem dois anos, dois anos e meio, e já está cheio de problema. O que foi feito também não foi bem feito”, critica.

Diante das dificuldades, agricultores dizem que acabam tendo que dividir o tempo entre a lavoura e a tentativa de manter as estradas trafegáveis. “A gente já tem que cuidar da lavoura, de ponte que rodou, máquina atolando, e ainda precisa arrumar estrada para conseguir passar com a produção”, aponta.

Para os produtores da região, a situação exige atenção urgente do poder público, principalmente em um dos principais corredores logísticos que ligam o norte de Mato Grosso aos portos do Arco Norte. “Geramos emprego, geramos riqueza, mas estamos esquecidos. Precisamos comover alguém para olhar por essa região”, conclui.

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Agro Mato Grosso

Disputa de herança é apontada como motivação de morte de jovem em MT

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A investigação sobre o assassinato de Bruno Alexandre Souza da Silva, de 24 anos, ocorrido em outubro de 2025, em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, avançou nesta segunda-feira (3) com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra familiares da vítima. Segundo o delegado Rogério da Silva Irlandes, a principal linha de investigação aponta que o crime pode ter sido motivado por conflitos familiares relacionados à disputa por herança e desentendimentos judiciais.

Durante o cumprimento dos mandados, dois homens foram presos em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições de calibre permitido. Um deles também responderá pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.

As investigações seguem em andamento para apurar a participação direta dos suspeitos no assassinato e confirmar a motivação para a execução de Bruno Alexandre.

A ação faz parte da Operação Philéos, coordenada pela Delegacia de Confresa, com apoio das equipes das Delegacias de Vila Rica e Porto Alegre do Norte. Os mandados foram cumpridos em endereços de membros da família da vítima, todos localizados no município.

Armas e munições foram apreendidas durante a operação, que também resultou na prisão de dois suspeitos em flagrante. — Foto: PJC

Armas e munições foram apreendidas durante a operação, que também resultou na prisão de dois suspeitos em flagrante. — Foto: PJC

Entenda o caso

Bruno Alexandre foi morto com cerca de seis tiros em frente à casa onde morava, no bairro Babinsk, em Confresa. No momento do ataque, ele estava no banco do passageiro com a filha de um ano e dois meses no colo; a criança foi atingida de raspão e sobreviveu.

Segundo a investigação, Bruno retornava para casa com a companheira após buscar materiais agrícolas no local onde trabalhava quando um homem encapuzado se aproximou e efetuou os disparos. O suspeito fugiu a pé após o crime.

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Syngenta destaca tecnologias para manejo de plantas daninhas

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Novos herbicidas serão apresentados durante o Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas

A Syngenta participa do XXXIV Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas (CBCPD), que acontece de 3 a 6 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR). Para sustentar sua posição de liderança no mercado de proteção de cultivos, a companhia preparou uma agenda robusta para o evento, apresentando ao setor duas grandes tecnologias em herbicidas: Crestivo e Virestina technology, novidades que devem chegar ao mercado brasileiro em breve para apoiar os agricultores em culturas como cana-de-açúcar, soja, algodão, milho e trigo.

O evento, que deve reunir cerca de 1.200 participantes entre pesquisadores, consultores e profissionais da cadeia do agro, será o palco para a Syngenta debater o avanço das espécies emergentes de plantas daninhas e novas moléculas.

A Syngenta destaca duas novas tecnologias de herbicidas: Crestivo, direcionada ao manejo em cana-de-açúcar com amplo espectro, flexibilidade e longo período residual no controle de plantas daninhas, e Virestina technology, novo grupo químico focado no combate a gramíneas que apresentam resistência a herbicidas convencionais nas culturas da soja e algodão. Ambas as soluções estão em fase de registro.

“A evolução das plantas daninhas e o avanço dos casos de resistência exigem conhecimento técnico, inovação e estratégias cada vez mais precisas. O Congresso cria um ambiente importante para discutir esses desafios diretamente com os elos estratégicos do setor, apresentando tecnologias que constroem um manejo muito mais eficiente”, destaca Murilo Borges, Gerente de Herbicidas da Syngenta.

Corrida da Inovação

Antes do início dos debates, a Syngenta realiza a Corrida da Inovação no dia 2 de agosto (domingo), às 17h, no Complexo Turístico de Itaipu. O evento une esporte e ciência por meio de três modalidades inspiradas em termos do campo: corridas de 5km e 10km e caminhada de 5km.

“As corridas exigem velocidade e alta performance – e no campo não é diferente. Crestivo e Virestina technology chegam juntos para ditar o ritmo do manejo de plantas daninhas”, destaca Rafael Berta, Gerente de Marketing de Produto para a área de Herbicidas da Syngenta.

Programação técnica: painéis debatem futuro do manejo

Os especialistas das áreas de Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento (R&D) e Desenvolvimento Técnico de Mercado (DTM) da Syngenta comandarão cinco apresentações estratégicas ao longo da agenda oficial do congresso. No dia 4 de agosto, Lucas Mialick e Rafael Berta debatem o futuro do mercado de herbicidas no Auditório Principal, enquanto Dieimission Paulo Almeida apresenta soluções para o controle de capim-andropogon no Auditório 3.

Na sequência, no dia 5 de agosto, o Auditório Principal recebe Wendy Colombo e Murilo Borges para detalhar Virestina technology contra gramíneas resistentes, além de Rodrigo Angarten, que aborda as tendências globais em formulações. Os debates técnicos da companhia serão encerrados também no dia 5, com Rodrigo Dourado analisando os mecanismos de tolerância da vassourinha-de-botão no Auditório 2.

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Possibilidade de “Super El Niño” acende alerta e exige planejamento para safra 2026/27

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Informação, monitoramento e antecipação são ferramentas para o produtor enfrentar desafios climáticos com segurança, eficiência e previsibilidade

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