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PIB do agro pode ajudar a destravar crédito rural, avalia especialista

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio pode ajudar a melhorar a percepção de risco do setor e estimular a oferta de crédito rural.
A avaliação é do diretor de Novas Estruturas Financeiras da TerraMagna, David Télio, que destaca a produção recorde e a resiliência da atividade no campo, mesmo diante de casos pontuais de inadimplência e juros elevados.
“O agro não está em crise. Há produtores com dificuldades, mas a grande maioria continua produzindo e pagando suas contas”, afirma.
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A agropecuária cresceu 11,7% em 2025, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa que a soma das riquezas do setor atingiu R$ 775,3 bilhões, o que corresponde a aproximadamente 6,1% de tudo o que foi produzido no país.
Diante desse resultado, o especialista ressalta que instituições financeiras podem reavaliar o cenário para o crédito rural.
“O recorde de produção, a resiliência do agro e o resultado do PIB colocam o setor novamente na mesa do crédito e podem levar bancos públicos e privados a repensar o risco e voltar a acreditar no agro”, observa.
Narrativa exagerada sobre crise no agro
Para Télio, os dados do IBGE reforçam que há uma “narrativa exagerada sobre a crise no agro“.
Segundo ele, o número de produtores que entrou em recuperação judicial representa uma quantidade muito pequena se comparada àqueles que honram as dívidas.
“Quando olhamos 10% ou 12% de atraso, precisamos olhar também para os 80% ou 85% que estão pagando em dia”, diz. Télio avalia que a alta produtividade das lavouras foi essencial para garantir que a maioria dos produtores cumpra seus compromissos bancários.
Resultados que não chegam ao campo
O aumento da produção no campo e o resultado do PIB do agro em 2025, contudo, não são suficientes para garantir rentabilidade aos produtores rurais. A redução nas contratações de custeio e investimento dentro do Plano Safra reflete esse cenário.
“O governo anuncia valores cada vez mais altos, mas na prática essa liberação é muito pequena”, avalia Télio.
Em oito meses do Plano Safra 2025/26, foram contratados R$ 354,4 bilhões — valor que representa um crescimento de 7% em relação ao mesmo período da safra passada, impulsionado pela expansão das Cédulas de Produto Rural (CPR) e pelo avanço da industrialização.
As operações voltadas para custeio e investimento, por outro lado, registraram queda no período.
Enquanto o custeio contratado recuou 13%, para R$ 106,4 bilhões, o investimento apresentou queda de 20% nas contratações, que somaram R$ 39,5 bilhões entre julho de 2025 e fevereiro de 2026. As duas linhas tradicionais são cruciais para a competitividade do agro brasileiro.
Essa redução, segundo Télio, é reflexo da taxa de juros elevada no Brasil.
“O nível de juros é extremamente alto. O produtor é incapaz de colocar esse custo dentro da régua do negócio dele e tocar isso no dia a dia”, pontua.
Télio também avalia que a burocracia ainda afasta parte dos produtores do crédito controlado, especialmente os pequenos. Na prática, de acordo com ele, muitos preferem recorrer a soluções mais rápidas no mercado privado, mesmo com custos mais elevados.
Expectativa para o próximo Plano Safra
Na avaliação de Télio, o desempenho recente do agronegócio também deve entrar no radar das discussões para o próximo Plano Safra. A perspectiva, entretanto, não é tão otimista.
“Infelizmente, estamos vendo uma nova leva de aumento de impostos sobre insumos e outros custos da produção. A tendência é apertar ainda mais a rentabilidade do produtor”, conclui.
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Agro Mato Grosso
Valtra lança Série M5 com mais tecnologia, conforto e foco no setor sucroenergético

O trator apresenta uma estética robusta e moderna, evidenciada pelo novo capô com design da 5ª geração. No entanto, a grande revolução para o operador está na nova cabine, que conta com novos revestimentos e assentos, além da comodidade de uma caixa refrigeradora “cooler box” integrada ao interior do trator.
Como o setor de cana-de-açúcar está presente no DNA da Valtra, a Série M5 mantém o pioneirismo com o tradicional kit específico canavieiro, que inclui eixo dianteiro com bitola de 3 metros, sistema de freio pneumático e barra de tração pino-bola, para otimizar as operações de transbordo no setor.
Na parte técnica, a Série M5 é equipada com os renomados motores AGCO Power de 4 cilindros, que garantem força com economia. A máquina também possui nova Transmissão Power Shift HiTech 3 Sincronizada, com sistema de 3 velocidades que permite que as marchas sejam mudadas com o trator em movimento. O novo curso da alavanca de marcha torna as trocas de frente para trás muito mais suaves e lineares, otimizando o tempo e reduzindo o esforço do operador.

Além disso, o sistema hidráulico foi aprimorado para suportar implementos pesados e operações severas, entregando uma alta vazão de 205 litros por minuto, garantindo agilidade e força constante no campo. “O que fizemos com a nova Série M5 foi honrar a herança de força incansável da linha BH HiTech, mas elevando a máquina ao seu ápice tecnológico. Entregamos hoje um trator que honra a história de força das gerações anteriores da linha BH, mas que olha para o futuro com maior inteligência operacional e conforto. É o encontro definitivo entre a tradição do trabalho bruto e a sofisticação da agricultura digital”, finaliza Winston Quintas.
Consolidada como a principal referência em força e confiabilidade no agronegócio brasileiro, desde os antecessores tratores Valtra-Valmet 1580, 1780 e 1880S, a Linha BH da Valtra celebra um legado de décadas como líder no segmento da cana-de-açúcar. Desde o lançamento da Geração 1, em 2000, com os modelos BH140, BH160 e BH180, a linha se estabeleceu como o padrão de robustez no campo. Essa herança de força foi sucessivamente aprimorada com a Geração 2, em 2007, e a Geração 3, em 2013, fazendo com que a Valtra, por 10 anos consecutivos, recebesse o prêmio Master Cana, como melhor trator do segmento sucro-energetico.
O salto tecnológico definitivo da linha aconteceu em 2017 com a chegada da Geração 4, que trouxe tratores de até 220 cv, e culminou em 2018 com a chegada da linha BH HiTech. Esta última trouxe a transmissão automatizada para o segmento pesado, reafirmando o compromisso da Valtra em unir a tradição do trabalho bruto à máxima eficiência operacional e inteligência tecnológica. Dessa forma, a série evoluiu da robustez mecânica para a alta tecnologia, integrando os eficientes motores AGCO Power e soluções avançadas de agricultura de precisão.
Agro Mato Grosso
Bezerro bate recorde de preço em MT I agro.mt

O mercado pecuário em Mato Grosso vive um momento de valorização histórica, mas também de atenção redobrada no campo. O preço do bezerro de 7 arrobas atingiu o maior valor da série histórica, enquanto produtores acompanham com cautela o impacto do custo de reposição sobre as margens da atividade.
Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o animal foi cotado em R$ 16,86 por quilo, avanço semanal de 2,84%.
O movimento ocorre em meio à menor oferta de animais, retenção de fêmeas nas propriedades e demanda internacional aquecida por carne bovina.
Menor oferta impulsiona preço do bezerro
A valorização do bezerro reflete um mercado mais apertado na oferta de reposição.
Com menos animais disponíveis e produtores segurando matrizes no campo, o indicador acumulou forte avanço nos últimos 12 meses.
Na média até a terceira semana de abril, o preço do bezerro chegou a R$ 16,10 por quilo, alta de 22,24% frente ao mesmo período do ano passado.
O ritmo supera a evolução do boi gordo no mesmo intervalo.
Boi gordo sobe menos e pressiona margens
Enquanto a reposição dispara, o boi gordo mostra comportamento mais moderado.
A arroba do boi gordo a prazo foi cotada em R$ 356,81, com leve recuo semanal de 0,51%.
No acumulado anual, a valorização é de 10,70%, abaixo da registrada pelo bezerro.
Esse descompasso acende alerta principalmente para pecuaristas de recria, engorda e confinamento, que sentem pressão maior sobre a rentabilidade.
Agro Mato Grosso
Imea apresenta força do agro de MT em encontro nacional e destaca protagonismo

Mato Grosso voltou ao centro do debate nacional sobre desenvolvimento econômico ao apresentar, nesta terça-feira (28), um panorama atualizado do agronegócio estadual durante a reunião da Federação Nacional das Juntas Comerciais (Fenaju), em Cuiabá.
O destaque do encontro foi a apresentação conduzida pelo superintendente da Famato e do Imea, Cleiton Gauer, que detalhou números da produção agropecuária e reforçou o peso estratégico do estado na economia brasileira.
Mato Grosso reforça liderança do agro no país
Durante a exposição, o Imea mostrou dados que evidenciam o protagonismo mato-grossense na produção agropecuária e o avanço contínuo do setor.
Segundo Cleiton Gauer, Mato Grosso consolidou posição de referência nacional e internacional no campo, com crescimento sustentado tanto na agricultura quanto na pecuária.
O foco da apresentação também esteve nos próximos ciclos de expansão, sobretudo no fortalecimento da agroindustrialização e no potencial de evolução nos próximos anos.
Logística segue como principal desafio do setor
Apesar do cenário positivo, o debate também destacou gargalos estruturais que ainda limitam o avanço do agro.
A logística foi apontada como principal desafio para ampliar competitividade, escoamento e eficiência fora da porteira.
Rodovias, corredores de exportação e infraestrutura seguem no centro das discussões para sustentar um novo ciclo de crescimento do setor.
Modelo mato-grossense desperta interesse nacional
O presidente da Jucemat, Manoel Silva, destacou que a apresentação levou aos representantes de outros estados um retrato do modelo de desenvolvimento construído em Mato Grosso.
A avaliação é que a experiência do estado no agronegócio, aliada à geração de dados e inteligência de mercado do Imea, vem se consolidando como referência para outras regiões.
O instituto é reconhecido nacionalmente por análises de mercado, projeções e levantamentos usados pelo setor produtivo.
Juntas comerciais debatem ambiente de negócios e combate a fraudes
Além do agro, a reunião da Fenaju reuniu lideranças para discutir temas ligados à modernização do ambiente empresarial.
Entre os assuntos debatidos estiveram:
- simplificação no registro de empresas;
- integração e troca de dados entre juntas comerciais;
- padronização de procedimentos;
- combate a fraudes e segurança jurídica;
- fortalecimento do ambiente de negócios no país.
A presidente da Fenaju, Nayara Brito, destacou o papel das juntas comerciais para impulsionar empreendedorismo, emprego e renda.
Evento reforça peso econômico de Mato Grosso
Organizado pela Jucemat, com apoio da Sedec-MT e da Fecomércio-MT, o encontro reuniu representantes de todo o país e reforçou a posição de Mato Grosso como protagonista em desenvolvimento econômico e produção agropecuária.
Ao unir dados, perspectivas e debates estruturais, a apresentação do Imea reforçou uma mensagem central: o agro segue como motor da economia estadual, mas o próximo salto passa por infraestrutura, inovação e ambiente de negócios.
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