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MPF investiga frigoríficos em MT por suspeita de compra de gado de áreas com desmatamento

Conteúdo/ODOC – O Ministério Público Federal (MPF) instaurou novos procedimentos administrativos para apurar se frigoríficos instalados em Mato Grosso adquiriram gado proveniente de propriedades rurais com desmatamento ilegal ou que sofreram embargos ambientais após julho de 2008. As medidas foram formalizadas por meio de portarias publicadas nesta quarta-feira (11).
As investigações são conduzidas pelos procuradores da República Erich Raphael Masson e Frederico Siqueira Ferreira. O objetivo é analisar a regularidade da cadeia de fornecimento das empresas e avaliar a eventual necessidade de ajustes para cumprimento da legislação ambiental.
Entraram na mira das apurações as empresas J Renato Blau-ME, Frigorífico 2R, Frigoestrela S/A, Frigorífico Rondonópolis Ltda, Nutrifrigo Alimentos Ltda e Frisacre Frigorífico Santo Afonso.
As diligências fazem parte das ações vinculadas ao programa Carne Legal, iniciativa que busca garantir que a produção de carne bovina não esteja associada a áreas de desmatamento ilegal, unidades de conservação ou propriedades com restrições ambientais.
De acordo com o MPF, os procedimentos visam verificar se houve compra de animais provenientes de fazendas com irregularidades ambientais registradas após julho de 2008. Caso sejam constatadas falhas, os frigoríficos poderão ser chamados a firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), instrumento jurídico que estabelece compromissos para adequação das práticas empresariais à legislação.
“Apurar se os frigoríficos realizaram compra de gado proveniente de fazendas com desmatamento ilegal ou embargadas após julho de 2008, para fins de possível Termo de Ajustamento de Conduta no âmbito do programa Carne Legal”, registra trecho das portarias.
Entre as providências iniciais determinadas nos documentos está a comunicação da investigação à 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, responsável por acompanhar procedimentos relacionados à área ambiental dentro do Ministério Público Federal.
Agro Mato Grosso
Lucas do Rio Verde lidera geração de empregos na região e é o 2º no Brasil I MT

Levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, com dados do Novo Caged, aponta saldo de 1.767 vagas
Lucas do Rio Verde registrou saldo positivo de 1.767 empregos em 2025 e ocupa a segunda colocação no ranking nacional entre cidades com população de 91.693 a 101.880 habitantes, atrás apenas de Cajamar (SP).
O dado faz parte de um levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade, com base no Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que também coloca o município na liderança da geração de empregos no Centro-Oeste e em primeiro lugar no estado de Mato Grosso, entre cidades com populações equivalentes.
Entre os municípios do Centro-Oeste, Lucas do Rio Verde aparece na liderança, seguido por Primavera do Leste (MT), Cáceres (MT), Cidade Ocidental (GO) e Ponta Porã (MS).
Os dados do Caged revelam um crescimento contínuo na geração de empregos em Lucas do Rio Verde ao longo dos últimos anos, refletindo a força da economia local e o ambiente favorável para investimentos e expansão de empresas.
Em 2024, o município já havia alcançado destaque nacional ao ser o maior gerador de empregos do país entre cidades com população entre 81.505 e 91.692 habitantes. Foram 10.673 admissões, com saldo positivo de 1.223 vagas no acumulado do ano.
Em 2023, Lucas do Rio Verde também figurou entre os principais geradores de empregos do Brasil, ocupando a quarta posição nacional entre municípios com populações equivalentes, além de liderar o ranking estadual.
O histórico reforça a consistência do crescimento econômico local. Em 2021, foram registradas 21.372 admissões, com saldo positivo de 2.230 empregos. Em 2022, o município contabilizou 23.556 admissões e saldo de 1.852 vagas. Já em 2023, foram 25.190 contratações, com saldo positivo de 1.437 postos de trabalho.
Ambiente favorável ao desenvolvimento
A administração municipal tem investido em ações que facilitam a abertura e a operação de empresas, reduzem a burocracia e ampliam as oportunidades de qualificação profissional. Parcerias com instituições como Sebrae, Senai, Sest Senat, Sesc, Senac e Senar, além do programa Ser Família Capacita do Governo do Estado, têm oferecido cursos gratuitos em diversas áreas, preparando trabalhadores para as demandas do mercado.
Paralelamente, o município mantém investimentos importantes em infraestrutura, saúde, educação, habitação e segurança pública, criando um ambiente propício para o crescimento econômico e social.
Segundo o prefeito Miguel Vaz, os números refletem um trabalho conjunto entre o poder público e a iniciativa privada. “Lucas do Rio Verde tem uma economia dinâmica e uma população empreendedora. Nosso papel, como gestão pública, é criar condições para que as empresas invistam, cresçam e gerem oportunidades. Esses resultados mostram que estamos no caminho certo, fortalecendo a geração de emprego e renda e ampliando as oportunidades para os luverdenses”, destacou.
Desenvolvimento que gera oportunidades
Com população estimada em 95.792 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2025, Lucas do Rio Verde segue se consolidando como um dos municípios que mais cresecem e se desenvolvem no país. Além dos indicadores econômicos, a cidade tem avançado na construção de um ambiente sustentável, com investimentos em planejamento urbano, serviços públicos e qualidade de vida para a população. Além disso, tem investido fortemente em políticas públicas de habitação, o que atrai a confiança de investidores do setor privado para investirem no município.
O desempenho na geração de empregos reforça o papel do município como referência de desenvolvimento econômico e social, demonstrando como políticas públicas eficientes e parcerias estratégicas podem impulsionar a economia local e gerar mais oportunidades para a população.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: cobra gigante atravessa estrada e é comparada com quebra-molas em MT

Engenheiro conduzia uma máquina agrícola e parou o veículo para permitir a travessia tranquila da sucuri pela estrada.
Uma cobra conhecida como sucuri-verde chamou atenção ao ser vista atravessando uma estrada rural de Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá, nessa segunda-feira (10). O engenheiro agrônomo Carlos Eduardo Krampe dirigia uma máquina agrícola quando se deparou com a cena e comparou o animal com um quebra-molas, já que ela ocupava toda a pista.
Na gravação feita pelo engenheiro e compartilhada nas redes sociais, é possível ver o corpo da sucuri estendido por toda a estrada, enquanto a cabeça já estava dentro do córrego, ao lado da via, para onde ela seguiu (assista abaixo).
O biólogo Henrique Abrahão Charles explicou que o animal pertence à espécie eunectes murinus e, pelo tamanho, estava em fase reprodutiva. Segundo ele, a sucuri não teria percebido a aproximação da máquina agrícola e tentava se deslocar para se esconder ou caçar.
Henrique destacou ainda que a espécie costuma mudar de comportamento ao ser tocada e que é ectotérmica — depende de ambientes de terra e calor para metabolizar, por isso, é frequentemente vista nessas regiões.
“Ela está em seu habitat natural e as pessoas devem se atentar e respeitar a integridade do animal”, pontuou.
No vídeo postado nas redes sociais, internautas elogiaram a atitude do engenheiro pela atenção e preocupação com o animal, já que a sucuri corria risco ao atravessar uma via utilizada por veículos pesados.
🐍 Tipos de sucuris
De acordo com informações do Instituto Butantan, a sucuri-verde pode atingir até sete metros e pesar mais de 130kg e é considerada a maior serpente das Américas do Sul, Central e do Norte. Ela não é venenosa, porém constritora — usam a força muscular para imobilizar e matar suas presas por asfixia.
De acordo com o Butantan, a sucuri se alimenta somente de carne e caça por espreita, à beira da água. Maníferos, aves, répteis e peixes estão entre os principais alimentos da espécie.
🧐Há três tipos de sucuris no Brasil:
- A eunectes-murinus, conhecida como sucuri-verde, é encontrada em 20 estados. Ela é a mais comum na região Norte do país;
- Eunectes deschauenseei, conhecida como sucuri-malhada – é encontrada no Amapá e Pará;
- Eunectes notaeus, conhecida como sucuri-amarela – é encontrada no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
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Produtor fora do jogo? Soja tem dia travado no Brasil; confira os preços

O mercado brasileiro de soja registrou uma terça-feira (10) de preços predominantemente mais baixos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por um mercado apenas nominal, com várias tradings fora de atividade e sem apresentar ofertas consistentes de preços.
“Foi um dia marcado por negócios da mão para a boca, poucos players no mercado. O produtor ficou de fora, querendo spreads melhores. Mas com a situação de aversão ao risco, o mercado seguiu travado”, comentou Silveira.
De acordo com ele, a Bolsa de Chicago teve volatilidade limitada, com as atenções voltadas para o relatório de oferta e demanda de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O dólar e os prêmios registraram apenas pequenas alterações e não tiveram impacto relevante no mercado físico brasileiro.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 124,50
- Santa Rosa (RS): desceu de R$ 128,00 para R$ 125,50
- Cascavel (PR): desceu de R$ 121,50 para R$ 120,00
- Rondonópolis (MT): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00
- Dourados (MS): permaneceu em R$ 110,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 110,00 para R$ 111,00
- Paranaguá (PR): desceu de R$ 132,50 para R$ 131,00
- Rio Grande (RS): desceu de R$ 133,00 para R$ 130,50
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago fecharam a terça-feira com alta para o grão e o farelo, enquanto o óleo recuou. A sessão foi marcada por forte volatilidade, com o mercado oscilando entre altas e baixas dentro de margens reduzidas.
Os investidores repercutiram o relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que reduziu em 1 milhão de toneladas a estimativa de produção mundial de soja para a safra 2025/26.
Ao final da sessão, prevaleceu a expectativa de novas compras de soja norte americana por parte da China, diante da possibilidade de encontro entre representantes dos dois países no próximo final de semana, segundo informações da Dow Jones. A queda significativa do dólar frente a outras moedas também deu suporte às cotações.
USDA
O USDA projetou a safra mundial de soja em 2025/26 em 427,18 milhões de toneladas. Em fevereiro, a estimativa era de 428,18 milhões.
Para o Brasil, a projeção foi mantida em 180 milhões de toneladas para 2025/26, enquanto o mercado esperava 179,3 milhões. Para 2024/25, a estimativa permanece em 171,5 milhões de toneladas. Já a produção da Argentina em 2025/26 foi projetada em 48 milhões de toneladas, abaixo dos 48,5 milhões estimados em fevereiro. O mercado apostava em 48,1 milhões.
Nos Estados Unidos, a safra de soja em 2025/26 foi indicada em 4,262 bilhões de bushels, o equivalente a 116 milhões de toneladas, com produtividade de 53 bushels por acre, repetindo as projeções do relatório anterior.
Os estoques finais foram projetados em 350 milhões de bushels, ou 9,53 milhões de toneladas, também sem alterações. O mercado esperava 343 milhões de bushels, ou 9,33 milhões de toneladas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em maio de 2026 fecharam a US$ 12,01 3/4 por bushel, alta de 5,50 centavos de dólar, avanço de 0,45%. A posição julho de 2026 encerrou a US$ 12,15 por bushel, ganho de 6,00 centavos ou 0,49%.
Nos subprodutos, o farelo para maio de 2026 fechou a US$ 314,50 por tonelada, alta de US$ 1,00 ou 0,31%. Já o óleo para maio terminou cotado a 65,62 centavos de dólar por libra peso, recuo de 0,48 centavo ou 0,72%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,15%, cotado a R$ 5,1572 para venda e R$ 5,1552 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1328 e a máxima de R$ 5,1848.
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