Sustentabilidade
Arroz/Cepea: Oferta restrita mantém mercado de arroz com baixa liquidez no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul segue marcado por oferta restrita e baixa liquidez. Segundo levantamento do Cepea, além da baixa oferta do cereal, a alta do diesel preocupa o setor pelo impacto direto nos custos de frete e logística, justamente na fase de intensificação das atividades de colheita e de transporte da produção. Mesmo com valorizações nos últimos dias – motivadas pela urgência dos compradores, que chegaram a realizar mais de um reajuste nas ofertas de aquisição do cereal –, a disponibilidade de arroz permaneceu limitada.
Segundo pesquisadores do Cepea, parte dos produtores manteve postura retraída, aguardando sinais mais claros do mercado, enquanto outra parcela seguiu concentrada nos trabalhos de colheita, especialmente em regiões onde, segundo relatos, a produtividade das lavouras tem sido menor. Nesse cenário, agentes consultados pelo Cepea também demonstraram preocupação com o expressivo encarecimento do diesel e com relatos de desabastecimento regional, impulsionados pelas tensões geopolíticas globais. O cenário é particularmente acentuado no Rio Grande do Sul, onde ocorre simultaneamente a colheita de arroz e soja.
Fonte: Cepea
Autor:CEPEA
Site: CEPEA
Sustentabilidade
Qual a perda aceitável de colheita no milho? – MAIS SOJA

Em lavouras produtoras de grãos, minimizar as perdas na colheita é fundamental para garantir que a produtividade alcançada ao longo da safra não seja desperdiçada no campo. Assim como ocorre na cultura da soja, no milho as perdas durante a colheita são inevitáveis, mesmo com o uso de colhedoras modernas que permitem regulagens mais precisas e contribuem para reduzir esses prejuízos.
Entre os fatores mais associados às perdas na colheita do milho destacam-se o momento inadequado de colheita, a umidade dos grãos fora da faixa ideal, a velocidade excessiva de deslocamento da colhedora, além de falhas de manutenção e regulagem do equipamento. O término do ciclo da cultura, denominado maturação fisiológica, é caracterizado pelo surgimento do “ponto negro” na base dos grãos (Figura 1), indicando que não há mais conexão fisiológica entre o grão e a planta-mãe. Contudo, a presença desse sinal não significa, necessariamente, que a colheita deva ser iniciada.
Figura 1. Ponto negro em milho (camada preta), característica marcante da maturação fisiológica da cultura.
Para que a colheita ocorra com menor risco de danos mecânicos e perdas, é necessário aguardar que os grãos atinjam a faixa de umidade ideal, entre 18% e 25%. Nessas condições, o processo de trilha tende a ocorrer de forma mais eficiente, reduzindo danos aos grãos e perdas no sistema de colheita. Ainda assim, perdas podem ocorrer caso a operação seja realizada de forma inadequada.
Entre os principais ajustes operacionais para minimizar perdas destaca-se a velocidade de deslocamento da colhedora, que deve variar conforme a classe da máquina e a tecnologia embarcada. Entretanto, estudos demonstram que, mesmo em colhedoras modernas, o aumento da velocidade de operação tende a elevar os índices de perdas. Por isso, recomenda-se sempre trabalhar dentro das faixas estabelecidas pelo fabricante.
Mesmo com a colhedora devidamente regulada, grãos com umidade adequada e operação dentro da velocidade recomendada, algum nível de perda ainda pode ocorrer. Por essa razão, admite-se a existência de um limite de perda considerado aceitável. De acordo com Mantovani (2021), para a cultura do milho, perdas de até 1,5 sc ha⁻¹ são consideradas toleráveis. Valores superiores a esse indicam a necessidade de diagnóstico e ajustes no processo de colheita, buscando sempre reduzir as perdas ao menor nível possível.

Referências:
MANTOVANI, E. C. MILHO: PERDAS DE COLHEITA. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/milho/producao/colheita-e-pos-colheita/perdas-na-colheita >, acesso em: 11/03/2026.

Sustentabilidade
‘Tem produtor que vai perder até 40% da soja em algumas regiões do RS’, alerta sojicultor de Tapera

A estiagem segue pressionando as lavouras de soja no Rio Grande do Sul e já provoca perdas em algumas regiões produtoras, justamente em um momento decisivo do ciclo da cultura. No início da colheita, produtores relatam grande variabilidade de produtividade entre áreas, reflexo da distribuição irregular das chuvas ao longo da safra.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
O Soja Brasil conversou com o produtor rural Maicon Abel Kummer, de Tapera (RS), que relata que as lavouras semeadas entre a segunda quinzena de novembro e dezembro estão atualmente na fase de enchimento de grãos (R5.1 a R5.4), período decisivo para a definição da produtividade, e já começam a sentir com mais intensidade os efeitos da falta de umidade no solo.
“A situação é muito variável. Teve lugar que recebeu 50 milímetros de chuva, outro pegou 20, outro só 5 e tem área que não recebeu nada. Então dentro do mesmo município, tem lavoura quase sem perda e outras com quebra muito grande”, afirma.
De acordo com ele, produtores da região de Tapera e Espumoso já começam a contabilizar perdas relevantes, embora o impacto dependa muito das chuvas localizadas registradas ao longo do ciclo.
“Tem produtor que vai perder de 0% a 10% porque pegou chuva melhor, mas também tem áreas com mais de 50% de quebra. Se fizer uma média das lavouras do município, acredito que a perda fique acima de 40%”, relata.
A irregularidade das precipitações acabou criando um cenário de forte contraste entre áreas dentro de um mesmo município. Em algumas micro-regiões, as chuvas garantiram desenvolvimento razoável das lavouras, enquanto em outras praticamente não houve reposição de umidade.
“Tem locais que receberam 50 milímetros de chuva, outros 20, outros apenas 5 e alguns não receberam nada. Por isso a variabilidade é muito grande. Dentro do mesmo município tem produtor quase sem perda e outros com quebra muito forte”, reforça.
Diante da condição de seca, muitos agricultores suspenderam parte dos manejos nas lavouras. Segundo Kummer, aplicações estão sendo feitas apenas quando há risco efetivo de prejuízo por pragas.
“A maioria dos produtores está parada com manejo. Só estão entrando na lavoura quando pragas como ácaros, tripes ou percevejos atingem nível de dano econômico, para evitar perdas ainda maiores”, explica.
Situação no RS
Levantamento da Emater/RS-Ascar confirma o cenário de estresse hídrico em diferentes regiões do estado. De acordo com a entidade, 42% das áreas de soja estão em fase de florescimento e 39% em enchimento de grãos, etapas consideradas críticas para a definição da produtividade.
O déficit hídrico, aliado a temperaturas que chegam a 40 °C, tem provocado sintomas como murchamento das plantas, senescência foliar precoce e abortamento de flores e vagens, comprometendo o potencial produtivo das lavouras.
A entidade também aponta dificuldades no estabelecimento das áreas semeadas mais tardiamente ou em sucessão. A falta de umidade tem provocado emergência irregular nas lavouras de sequeiro, aumentando a desuniformidade dos estandes e elevando o risco de replantio.
Colheita no Brasil
No Brasil, o andamento da colheita de soja apresenta atraso. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os trabalhos alcançam atualmente 50,6% da área, enquanto no mesmo período do ano passado estavam em 60,9%, o que representa um atraso de 16,9%.
O post ‘Tem produtor que vai perder até 40% da soja em algumas regiões do RS’, alerta sojicultor de Tapera apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Algodão/Cepea: Algodão inicia março em alta com vendedores firmes no mercado – MAIS SOJA

Os preços do algodão em pluma estão em alta neste início de março, sustentados pela postura firme de vendedores. Diante disso, compradores com necessidades imediatas estão mais flexíveis quanto aos preços das aquisições, sobretudo quando encontram lotes com as características desejadas. Segundo pesquisadores do Cepea, no cenário externo, participantes seguem atentos às tensões geopolíticas e aos possíveis impactos no preço do petróleo, no frete marítimo e nos custos dos insumos.
Quanto aos preços, no acumulado da parcial de março (até o dia 9), o Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) avançou quase 1%, encerrando a R$ 3,5547/lp na segunda-feira, 9. A cotação doméstica está, em média, 3,7% acima da paridade de exportação. Pesquisadores do Cepea indicam que produtores continuam acompanhando o desenvolvimento das lavouras da próxima temporada e cumprindo os contratos a termo.
Fonte: Cepea
Autor:CEPEA
Site: CEPEA
Agro Mato Grosso21 horas agoVÍDEO: cobra gigante atravessa estrada e é comparada com quebra-molas em MT
Sustentabilidade20 horas agoProdutor que sofreu com granizo no plantio da soja agora encontra diesel R$ 2 mais caro
Sustentabilidade22 horas agoMT: Mato Grosso lidera exportações de algodão e envia 169 mil toneladas em fevereiro – MAIS SOJA
Business21 horas agoEntidades do agro alertam para falta de diesel no Sul, mas ANP nega problemas
Featured24 horas agoFim da escala 6×1 pode gerar custo adicional de R$ 1,4 bilhão mensal no comércio e serviços em MT
Business22 horas agoParceria entre Cecafé e Emater leva práticas sustentáveis ao campo
Business8 horas agoCNA pede redução temporária de impostos sobre diesel para aliviar custos do agro
Featured22 horas agoProdutor fora do jogo? Soja tem dia travado no Brasil; confira os preços















