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Fetag-RS aciona Justiça contra cobrança de royalties na soja

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) ingressou, nesta sexta-feira (6), com uma ação coletiva na Justiça em defesa dos agricultores familiares diante de práticas consideradas abusivas na cobrança de royalties sobre tecnologias utilizadas na produção de soja.
Esta é a quarta ação judicial movida pela entidade com o objetivo de proteger os produtores e buscar maior equilíbrio nas relações dentro da cadeia produtiva.
O processo foi ajuizado contra empresas do grupo Cultive Biotec, responsáveis pela comercialização e pela cobrança de royalties vinculados às tecnologias aplicadas na cultura da soja.
Segundo a federação, a iniciativa não questiona a importância da inovação tecnológica no campo, mas a forma como algumas tecnologias vêm sendo utilizadas para impor cobranças consideradas desproporcionais. Em determinados casos, tecnologias cujas patentes já expiraram continuariam sendo usadas como base para cobrança, mesmo estando em domínio público.
Outro ponto apontado pela entidade é a falta de clareza nas informações repassadas aos produtores. De acordo com a FETAG-RS, muitos agricultores são orientados a realizar o pagamento por hectare, quando, na prática, a cobrança considera a produção estimada, com referência de 66 sacas por hectare.
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A federação também critica a chamada “multa na moega”, que prevê cobrança de 7,5% sobre a produção. Segundo a entidade, o mecanismo pode penalizar produtores que enfrentam perdas de safra, aumentando a pressão econômica sobre os agricultores familiares.
“Não podemos aceitar que agricultores familiares sejam penalizados por cobranças abusivas enquanto grandes empresas lucram de forma desproporcional. A FETAG-RS está firme na defesa da justiça e da dignidade de quem produz alimentos. Nossa luta é para garantir que a inovação tecnológica sirva ao campo, e não se torne instrumento de exploração”, afirma o presidente da FETAG-RS, Eugênio Zanetti.
Diante do cenário, a federação afirma que recorre à Justiça para garantir maior transparência nos contratos e assegurar que a remuneração pelas tecnologias ocorra dentro dos limites previstos em lei. A entidade também destacou que seguirá atuando junto aos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais na defesa da renda das famílias do campo e de um modelo de produção que concilie inovação tecnológica e equilíbrio econômico.
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Viu esta? Câmara aprova projeto que restringe uso de nomes de leite e carne em produtos vegetais

A Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira (3), um projeto de lei que restringe o uso de denominações tradicionalmente associadas a produtos de origem animal em alimentos de origem vegetal. A proposta agora segue para análise do Senado Federal.
O texto determina que termos ligados a produtos como carne e leite não poderão ser utilizados para identificar versões vegetais. No entanto, o projeto prevê exceção para nomes de uso comum já consolidados nos hábitos alimentares, desde que não induzam o consumidor a erro sobre a natureza ou origem do produto.
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O Projeto de Lei 10556/2018 é de autoria da ex-deputada e atual senadora Tereza Cristina (PP-MS) e foi aprovado com substitutivo apresentado pelo relator, deputado Rafael Simões (União-MG).
Pelas regras aprovadas, estabelecimentos e fabricantes que comercializam produtos lácteos, similares aos lácteos, carnes ou produtos semelhantes deverão apresentar informações claras, ostensivas e em português nos rótulos.
Também fica proibido o uso de palavras, símbolos, imagens ou qualquer representação gráfica que possa confundir o consumidor quanto à composição, qualidade, quantidade ou origem do alimento.
A proposta busca aumentar a transparência nas informações ao consumidor e evitar confusão entre produtos de origem animal e vegetal.
A discussão sobre a rotulagem desses alimentos também ocorre em outros países. Na Alemanha, por exemplo, as regras são mais rígidas e restringem o uso de determinados termos para produtos de matérias-primas diferentes. Já em países como França, Itália e Espanha, expressões como “queijo vegano” ou “queijo vegetal” são permitidas.
Com a aprovação na Câmara, o projeto segue agora para votação no Senado.
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Caruru-gigante: SP regulamenta plano para prevenção, controle e erradicação da praga no estado

O Governo de São Paulo publicou a Portaria Defesa Agropecuária nº 06, de 4 de março de 2026, que institui o plano operacional do Plano Estadual de Prevenção, Controle e Erradicação do Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-gigante. A norma foi divulgada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Diretoria de Defesa Agropecuária.
O documento detalha a execução do plano estadual instituído pela Resolução SAA nº 07, de 19 de fevereiro de 2026, e estabelece protocolos técnicos para monitoramento, contenção e eliminação da planta invasora em áreas agrícolas.
Procedimentos de monitoramento
O plano operacional define a atuação da Defesa Agropecuária em todo o território paulista. Entre os procedimentos estão a identificação de suspeitas, a confirmação laboratorial, a delimitação de áreas afetadas e a adoção de medidas de erradicação.
A coordenação das ações ficará sob responsabilidade do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal. A execução ocorrerá por meio dos Departamentos Regionais de Defesa Agropecuária.
“O plano é estratégico para proteger a produção de soja, milho e algodão no Estado, evitando perdas que podem chegar a até R$ 13 bilhões com a quebra de produtividade que essa erva daninha pode causar”, afirmou Luiz Henrique Barrochelo, diretor da Defesa Agropecuária, em comunicado.
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Medidas de contenção
Entre as ações previstas estão a delimitação de áreas de contenção próximas aos focos identificados e restrições ao trânsito de máquinas, equipamentos e materiais que possam transportar sementes da planta.
O plano também prevê limpeza de máquinas agrícolas, acompanhamento das áreas sob monitoramento e registro georreferenciado das ocorrências. As informações serão utilizadas no controle das áreas afetadas.
“Vamos capacitar as equipes da Defesa Agropecuária em todo o Estado para que a operacionalização do plano comece de forma rápida e padronizada, garantindo resposta ágil e eficiente no combate ao caruru-gigante”, disse Alexandre Paloschi, diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal.
Comunicação obrigatória
A norma estabelece que a identificação ou suspeita da presença da planta deve ser comunicada à Defesa Agropecuária. O aviso pode ser feito por produtores rurais, ocupantes das áreas ou profissionais das Ciências Agrárias.
Após a notificação, equipes técnicas realizam vistoria e adotam as medidas previstas na normativa.
Praga quarentenária
O caruru-gigante é uma planta invasora com capacidade de competição com culturas agrícolas. O plano estadual estabelece ações relacionadas às formas de disseminação, como contaminação de sementes, transporte de máquinas e implementos agrícolas e movimentação de solo ou cargas.
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Algodão: cenário de estoques altos reforça importância da qualidade da fibra

Com o plantio da safra de algodão 2025/26 entrando na fase final em diversas regiões produtoras do Brasil, o setor enfrenta um cenário internacional desafiador. Estoques globais elevados têm pressionado os preços da fibra, o que aumenta a importância da qualidade do produto para garantir rentabilidade ao produtor.
Em um mercado cada vez mais exigente, o valor do algodão não depende apenas da produtividade da lavoura. O padrão de qualidade da fibra passa a ter influência direta sobre bonificações, descontos comerciais, contratos de venda e o nível de aceitação pela indústria têxtil.
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Qualidade começa no manejo da lavoura
Especialistas apontam que a qualidade da fibra é resultado de um conjunto de decisões tomadas ao longo de todo o ciclo da cultura. O processo começa no preparo do solo e segue com nutrição equilibrada, controle de estresses e manejo adequado até a colheita.
Segundo o engenheiro agrônomo Giovani Zimmermann, que atua como desenvolvedor de mercado da Satis em Mato Grosso, a qualidade da fibra é consequência direta de um manejo técnico bem executado.
“Em um cenário de maior pressão econômica, priorizar qualidade é investir em competitividade. É isso que transforma o manejo em valor e ajuda a sustentar o sistema produtivo do algodão”, afirma.
Fases críticas exigem atenção do produtor
Entre os momentos mais sensíveis do desenvolvimento do algodoeiro estão o florescimento e o enchimento das maçãs, estruturas responsáveis pela formação da fibra.
Nessas etapas, qualquer tipo de estresse — seja nutricional, climático ou fisiológico — pode comprometer o desenvolvimento da planta e impactar diretamente o padrão da fibra. O reflexo aparece posteriormente, tanto na classificação do algodão quanto no preço obtido pelo produtor.
Por isso, o timing das intervenções agronômicas é considerado decisivo. Ajustes feitos no momento adequado ajudam a manter a planta em equilíbrio fisiológico, favorecendo o enchimento uniforme das maçãs e o potencial produtivo da lavoura.
Competitividade depende de qualidade
Diante do atual cenário de mercado, produtores de algodão têm buscado intensificar estratégias de manejo voltadas à qualidade da fibra. O objetivo é garantir maior competitividade no mercado e ampliar as oportunidades de comercialização.
Além da produtividade, atributos como uniformidade, resistência e comprimento da fibra ganham cada vez mais importância nas negociações com a indústria têxtil.
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