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‘Mitigar perdas e garantir produtividade ao sojicultor é o principal objetivo’, diz pesquisador da UFPR

Entre os indicados ao Prêmio Personagem Soja Brasil safra 2025/26 está o pesquisador Leandro Paiola Albrecht, que atua em estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de práticas que ajudam produtores a aumentar a produtividade e a rentabilidade na cultura da soja.
Segundo ele, quando se fala em novas tecnologias no campo, muitas vezes o foco acaba sendo apenas o uso de herbicidas. No entanto, o trabalho de pesquisa envolve um conjunto mais amplo de práticas dentro do sistema produtivo.
“Quando a gente pensa em desenvolvimento de novas tecnologias, hoje basicamente se pensa em herbicidas, mas não é só isso. Trabalhamos com desenvolvimento de práticas culturais que o agricultor pode acessar com facilidade e baixo custo, como rotação de culturas, cobertura de solo e outras práticas dentro do sistema produtivo que impactam diretamente na produção”, afirma.
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O pesquisador também participa de estudos que investigam a resistência de plantas daninhas em áreas de produção de soja, tanto no Brasil quanto em parceria com instituições do Paraguai. “Participamos de trabalhos de resistência não apenas no Brasil, mapeando resistências na cultura da soja, mas também no Paraguai, avaliando plantas como buva, caruru, picão, leiteiro e capim-amargoso”, explica.
De acordo com Paiola, o capim-amargoso chamou atenção inicialmente em pesquisas realizadas no país vizinho, quando foram identificados casos de resistência não apenas ao glifosato, mas também a graminicidas. Posteriormente, estudos conduzidos no Brasil confirmaram a presença de resistência múltipla da planta daninha.
Outro ponto de atenção nas pesquisas é o avanço do caruru (Amaranthus), planta que tem se expandido em diferentes regiões produtoras. “Uma planta de caruru por metro quadrado pode levar a perdas muito significativas na cultura da soja. Esse impacto pode ficar em torno de 8% no rendimento, mas pode avançar para mais de 20%, dependendo da infestação”, destaca.
Segundo o pesquisador, o foco das pesquisas é desenvolver estratégias que ajudem os produtores a reduzir perdas e manter a produção de forma sustentável. ”Tudo o que temos de pesquisa hoje focado no manejo de plantas daninhas é direcionado para mitigar perdas e garantir produção para o produtor, que é o foco do nosso trabalho”, afirma.
Paiola também destaca a participação de estudantes nas pesquisas, aproximando o conhecimento científico das demandas do campo. “Quando colocamos os nossos alunos no campo via grupo de pesquisa, como é o Suprapesquisa, eles entram em contato direto com o sistema produtivo, gerando conhecimento nas lavouras e contribuindo com soluções para o agro brasileiro”, explica.
Segundo ele, muitas pesquisas surgem a partir de desafios relatados pelos próprios produtores. “As primeiras pesquisas que fizemos, inclusive com buva, surgiram a partir de demandas de produtores da região, que buscavam soluções para os desafios que enfrentavam no campo”, afirma.
Para o pesquisador, o objetivo final é integrar diferentes tecnologias e práticas de manejo para gerar resultados concretos ao produtor “Trabalhamos tentando encaixar manejos, herbicidas, produtos e tecnologias para que façam a diferença no campo, garantindo economicidade, alta rentabilidade e preservação do meio ambiente”, conclui.
A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 será aberta no dia 10 de março no site do projeto. Acompanhe!
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Silval quer pagar parceladinho… – O Livre

Silval Barbosa voltou a negociar… com o próprio acordo. A defesa do ex-governador pediu ao STF para parcelar os cerca de R$ 23 milhões que ainda faltam da delação firmada lá em 2017.
O movimento veio depois que o ministro Dias Toffoli cortou caminho: nada de imóveis, nada de conversa longa — a ordem foi pagar tudo em até 30 dias. Aí o discurso mudou rápido para “falta de liquidez”.
A proposta agora é simples: dividir o valor em cinco parcelas anuais, retomando o formato original do acordo. Na prática, uma tentativa de trocar o prazo relâmpago por um calendário mais… realista.
Toffoli mandou ouvir a PGR antes de decidir. Enquanto isso, a dívida segue ali — reconhecida, calculada e, por ora, sem data exata pra sair do papel.
Agro Mato Grosso
MT puxa exportações; oleaginosa registra alta no 1º trimestre

A China é o principal destino, com 2,99 milhões de toneladas adquiridas, seguida por Espanha e Turquia
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Operação Aposta Perdida mira esquema milionário de jogos ilegais e lavagem de dinheiro

Polícia Civil cumpre 34 ordens judiciais contra grupo familiar suspeito de movimentar R$ 10 milhões com apostas online ilegais e ocultação de patrimônio
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23.4), a Operação Aposta Perdida, para cumprir 34 ordens judiciais contra um grupo criminoso composto por membros de uma mesma família, investigado por envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online.
As ordens judiciais incluem sete mandados de busca e apreensão domiciliar e empresarial, duas suspensões de atividades econômicas, dois bloqueios de contas em redes sociais, cinco sequestros de imóveis, quatro sequestros de veículos, quatro cautelares de apreensão de passaporte e 10 bloqueios de contas físicas e jurídicas no valor de R$ 10 milhões. Todas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.
A investigação, conduzida por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), com apoio da Diretoria de Inteligência, identificou um esquema estruturado de obtenção de valores ilícitos por meio da divulgação e intermediação de plataformas ilegais de apostas, conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho”, que são consideradas ilegais por não estarem regulamentadas no país.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, além do município de Itapema, no Estado de Santa Catarina. Entre os principais alvos estão integrantes de um mesmo núcleo familiar, além de pessoas jurídicas ligadas ao grupo, que seriam utilizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos.
A operação tem como objetivo desarticular o esquema criminoso, interromper a circulação de valores ilícitos e aprofundar a coleta de provas, contribuindo para a responsabilização dos envolvidos.
Jogos digitais e lavagem de dinheiro
Os elementos apurados apontaram que os investigados utilizavam redes sociais para promover os jogos, atraindo participantes com promessas de ganhos fáceis e elevados. O modelo de funcionamento apresentava características típicas de pirâmide financeira, em que os rendimentos dependiam da entrada de novos usuários.
Apontado como principal articulador do esquema, o alvo principal exercia papel central na movimentação financeira e na ocultação dos valores ilícitos ganhos com a divulgação dos jogos de azar, utilizando empresas e bens de alto valor para dar aparência de legalidade aos recursos.
As investigações também apontaram que os valores obtidos eram dissimulados por meio de empresas, movimentações financeiras fracionadas e aquisição de bens de alto valor, incluindo imóveis de luxo, veículos importados, como BMW, Land Rover e Porsche, e outros patrimônios incompatíveis com a renda declarada.
Há indícios ainda de uso de “laranjas” e empresas de fachada, bem como transações simuladas para dificultar o rastreamento financeiro. Relatórios técnicos produzidos ao longo da investigação evidenciaram movimentações milionárias, divergências fiscais e vínculos com outras pessoas investigadas por crimes semelhantes, além de conexões com plataformas e contatos internacionais associados a fraudes digitais.
Influencers
As investigações também apontaram o papel central da esposa e da cunhada do principal investigado, que atuavam como influenciadoras digitais no esquema criminoso e utilizavam suas redes sociais para promover plataformas ilegais de apostas, atraindo seguidores com promessas de ganhos fáceis e elevados.
Por meio de postagens frequentes, ostentação de resultados e divulgação de links para acesso aos jogos, as investigadas ampliavam o alcance das plataformas, muitas vezes utilizando contas demonstrativas para simular lucros. Além de fomentar a adesão de novos usuários, essa atuação contribuía diretamente para a geração de receitas ilícitas, posteriormente inseridas no sistema financeiro por meio de mecanismos de ocultação e dissimulação.
Vida de alto padrão
O alto padrão de vida ostentado pelos investigados, considerado incompatível com a renda formal declarada, foi um dos pontos que chamou a atenção nas investigações.
Mesmo tendo como atividade econômica empresas de pequeno e médio porte, o grupo adquiriu, em um curto espaço de tempo, imóveis de alto padrão, veículos de luxo, realizou viagens frequentes e passou a ostentar elevado padrão financeiro nas redes sociais, sem lastro econômico lícito que justificasse tais aquisições.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
Com Assessoria
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