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Mercado internacional aumenta preço do petróleo e sindicato prevê novos reajustes no Brasil

O Sindicato do Comércio Varejista dos Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo) informa que, mesmo sem anúncio de reajuste imediato por parte da Petrobrás em suas refinarias, a maioria das distribuidoras de combustíveis já promoveu aumento nos preços de venda para os postos revendedores.
Esse movimento ocorre em razão da forte elevação do preço do petróleo no mercado internacional. A escalada das tensões e do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocou uma alta expressiva nas cotações do petróleo, que registraram aumento aproximado de 18% nos últimos dias.
Embora a Petrobrás ainda não tenha alterado oficialmente seus preços, parte relevante do abastecimento de combustíveis no Brasil depende de produtos importados. Com a valorização do petróleo e dos derivados no mercado internacional, os importadores já estão internalizando esses novos custos, o que acaba impactando diretamente os preços praticados pelas distribuidoras.
Diante desse cenário, as distribuidoras passaram a repassar os aumentos aos postos revendedores. Infelizmente, esse movimento tende a refletir também nos preços ao consumidor final, à medida que os novos estoques com valores mais elevados chegam ao mercado.
O Sindipetróleo ressalta que os postos revendedores não têm controle sobre os preços praticados pelas distribuidoras, sendo a formação de preços resultado da dinâmica de custos ao longo de toda a cadeia de abastecimento.
A entidade segue acompanhando atentamente a evolução do cenário internacional e seus reflexos no mercado brasileiro de combustíveis.
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Brasil está entre 14 países que poderão adquirir lenacapavir para prevenção do HIV

PrEP injetável de ação prolongada é administrada duas vezes ao ano e apresentou eficácia de quase 100% na prevenção da infecção em ensaios clínicos
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) vai ampliar o acesso ao medicamento lenacapavir para a prevenção do HIV na América Latina e no Caribe. O antirretroviral será disponibilizado para um total de 14 países da região – incluindo o Brasil.
Dados da entidade indicam cerca de 140 mil novas infecções pelo HIV registradas todos os anos na América Latina e no Caribe, o que, segundo a Opas, reforça a necessidade de ampliar o acesso a opções de prevenção eficazes.
O lenacapavir é um tipo de profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável de ação prolongada, administrado duas vezes ao ano. Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou o medicamento como opção adicional no combate ao HIV, depois que ensaios clínicos demonstraram eficácia de quase 100% na prevenção da infecção.
A administração semestral, segundo a Opas, representa uma importante alternativa para pessoas que podem enfrentar dificuldades com esquemas de prevenção ao HIV de uso mais frequente.
De acordo com a entidade, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela poderão adquirir o lenacapavir por meio de fundos rotatórios regionais da Opas.
“A nova via complementa os acordos de licenciamento voluntário que já abrangem 24 países da América Latina e do Caribe, no âmbito de uma estrutura global mais ampla de acesso, que contempla 120 países em todo o mundo”, informou a Opas em nota.
Como parte dessa iniciativa, a Gilead Sciences, farmacêutica responsável pela produção do lenacapavir, se comprometeu a avançar no processo de transferência de tecnologia para o Brasil, com o objetivo de viabilizar a produção local do medicamento.
“O processo ainda está em desenvolvimento, e os prazos e mecanismos específicos ainda não foram definidos. No longo prazo, a ampliação da capacidade regional de produção poderá contribuir para uma maior disponibilidade do lenacapavir e para condições de aquisição mais sustentáveis”, informou a Opas.
Ainda segundo a entidade, a incorporação do lenacapavir aos programas nacionais de combate ao HIV será feita de forma progressiva e dependerá de processos regulatórios nacionais, protocolos clínicos, capacitação de profissionais de saúde e planejamento programático.
“A Opas está oferecendo cooperação técnica para apoiar os países na avaliação e quantificação das necessidades, na elaboração de diretrizes, no monitoramento e na preparação dos sistemas de saúde, contribuindo para que a introdução seja baseada em evidências e adaptada aos contextos nacionais”.
O lenacapavir soma-se a um conjunto de opções para a prevenção do HIV que inclui a chamada PrEP oral diária ou sob demanda, o cabotegravir de ação prolongada e os preservativos, além do diagnóstico precoce e do acesso oportuno ao tratamento antirretroviral.
“A disponibilização de diversas opções de prevenção pode ajudar a atender a diferentes necessidades e preferências e favorecer abordagens de prevenção do HIV mais centradas nas pessoas”, destacou a Opas.
“Ampliar o acesso a ferramentas eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento, e garantir que elas cheguem a todas as pessoas que delas necessitam é essencial para reduzir as novas infecções pelo HIV e avançar rumo à meta de eliminar o HIV como problema de saúde pública até 2030”, concluiu a organização.
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Abilio vota em eleição da AMM e destaca retomada de parceria institucional com Cuiabá

Prefeito ressaltou que a capital voltou a participar ativamente da entidade. Disputa tem chapa única liderada pelo atual presidente, Maninho
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, participou na manhã desta quarta-feira (16) da abertura da votação para escolha da nova diretoria da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). O processo eleitoral ocorre na sede da entidade, em Cuiabá, e definirá a composição da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal para o mandato de 2027 a 2029.
Abilio esteve no local acompanhado do secretário municipal de Educação, Reginaldo Teixeira, e ressaltou a relação de parceria entre a Prefeitura de Cuiabá e a AMM. Segundo o prefeito, a participação na entidade tem contribuído para ampliar o acesso do município a projetos, atividades e ações voltadas às administrações municipais.
“A AMM tem sido muito parceira do município de Cuiabá. Há muito tempo o município não participava diretamente da AMM e, depois que a gente assumiu, ficou mais participativo. A AMM tem sido recíproca a essa participação. A gente tem recebido projetos, participado de outras atividades, e isso é uma forma de gratidão à nossa presença aqui”, afirmou Abilio.
O prefeito também destacou a importância da participação dos gestores municipais no processo eleitoral e disse que decidiu comparecer à votação como forma de demonstrar confiança na instituição.
“Todo esse período que a AMM nos ajudou, a gente veio aqui retribuir essa confiança e colocar o nosso voto de confiança nesse momento importante da participação”, acrescentou.
A eleição ocorre de forma presencial, direta e secreta. Cada município filiado à AMM tem direito a um voto, que deve ser exercido pessoalmente pelo prefeito em efetivo exercício do mandato. Não são permitidos votos por procuração ou cumulativos.
A disputa tem chapa única, encabeçada pelo atual presidente da entidade, Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho. A composição foi registrada para comandar a AMM no triênio 2027-2029.
A votação segue até as 17h desta quarta-feira (16), ou até que todos os municípios habilitados tenham exercido o direito ao voto. A apuração será realizada logo após o encerramento, com a proclamação do resultado no mesmo dia. A posse da nova diretoria está prevista para janeiro de 2027.
Sobre a formação de uma única chapa, Abilio avaliou que o processo resultou em uma composição entre os grupos que disputavam espaço na entidade.
“Acredito que, a partir do momento em que um candidato assumiu publicamente a maioria, os outros candidatos acabaram optando por fazer uma composição. Houve uma mediação para evitar um desgaste, um conflito, e tornar um único candidato o vencedor desse processo”, explicou.
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Parceria com IPT e Mackenzie prevê novo polo de capacitação tecnológica em Várzea Grande

Instituições de referência nacional firmam acordo com o Parque Tecnológico de MT para formar jovens e adultos para o mercado de inovação
A Prefeitura de Várzea Grande e o Parque Tecnológico de Mato Grosso realizaram, nesta terça-feira (15.09), uma reunião de alinhamento para discutir uma parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e o Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), com foco no desenvolvimento tecnológico, na inovação e na capacitação de jovens e adultos.
De acordo com a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabyane Nagazawa, a iniciativa prevê ações voltadas à formação e à qualificação de mão de obra para o setor de tecnologia. As instituições estão se instalando em Chapada dos Guimarães e também deverão manter atuação no Parque Tecnológico de Várzea Grande.
“Eles querem trabalhar ações de desenvolvimento tecnológico, formação e capacitação de jovens e adultos na área da tecnologia. Eles estão se instalando em Chapada dos Guimarães, mas terão um braço aqui no nosso Parque Tecnológico. Isso também trará um impacto positivo para o município e para todo o Estado na questão da capacitação de mão de obra qualificada, principalmente para as futuras gerações”, afirmou a secretária.
O diretor-presidente do Parque Tecnológico de Várzea Grande, Rafael Bastos, destacou a importância da aproximação com instituições de referência nas áreas de tecnologia e pesquisa.
“O IPT e o Mackenzie são instituições sérias, ou seja, são instituições como essas que queremos aqui conosco no Parque Tecnológico. Acredito que essa parceria trará benefícios para Mato Grosso e para toda a Baixada Cuiabana”, declarou.
O superintendente da área de Tecnologia do IPT, João Carlos Sávio Cordeiro, ressaltou o potencial de Mato Grosso para o desenvolvimento de novos projetos e a formação de talentos.
“Estamos vendo um potencial no Estado de Mato Grosso, como também aqui em Várzea Grande. A nossa ideia é apoiar a educação e o desenvolvimento de talentos por meio de parcerias estratégicas voltadas para a capacitação tecnológica, inovação e inserção de jovens no mercado de trabalho”, afirmou.
Para o vice-presidente do Conselho do Mackenzie e presidente da Fundação Buriti, Maurício Melo Meneses, a parceria também poderá contribuir para a criação de novas áreas e linhas de estudos em Mato Grosso.
“Isso não beneficia só Várzea Grande, mas também todo o Estado. Precisamos capacitar a população para esse atual mercado de trabalho, que está cada vez mais tecnológico”, declarou.
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