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10 de junho de 2026

Sustentabilidade

Pragas ganham força na arrancada do milho e apertam o cerco por monitoramento – MAIS SOJA

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A safra 2025/26 deve manter o milho como uma das culturas mais estratégicas do agro brasileiro e, justamente por isso, qualquer falha no manejo pesa no bolso. A Conab estima produção total de 138,45 milhões de toneladas, sendo 109,26 milhões vindos da segunda safra (cerca de 79% do volume nacional), período em que a cultura costuma entrar mais exposta a oscilações climáticas e ao avanço de pragas em áreas recém-saídas da soja. No campo, o “mapa” de pressão varia por região, mas o alerta se repete: pragas iniciais e de solo voltaram a ganhar relevância no plantio e na fase de estabelecimento do milho, em especial onde há muita palhada e histórico de ataques.

Segundo Alexandre Gazoni, engenheiro agrônomo, diretor comercial e da Sell Agro, empresa de Rondonópolis-MT, especialista em tecnologias para aplicação no campo, em 2026 o produtor deve encontrar um cenário mais fragmentado e imprevisível. “A pressão de pragas está muito regionalizada. Em algumas áreas, o coró voltou a aparecer com força e já tem causado danos. Também vimos relatos de lesmas em talhões com alta densidade de palhada e, em algumas regiões, um ponto novo tem chamado atenção: ataque de ratos reduzindo o estande do milho”, afirma.

O percevejo também segue como protagonista na largada, sobretudo em áreas onde a soja deixou grande volume de massa vegetativa. “O percevejo tem batido principalmente no início da cultura. Onde a soja deixou muita palhada, esse resíduo vira abrigo e favorece a multiplicação. O resultado aparece na arrancada do milho: a planta sente, perde vigor e o impacto vem logo nas primeiras semanas”, diz o profissional.

Do ponto de vista técnico, a lógica é conhecida: parte dessas pragas se abriga e “some” no sistema, dificultando a tomada de decisão. Publicações da Embrapa destacam que o percevejo barriga-verde, por exemplo, tem o comportamento de ficar escondido nos horários mais quentes, o que atrasa a detecção e reforça que o monitoramento deve começar antes mesmo da semeadura.

Além disso, as pragas transmitidas por vetores continuam no radar. Um levantamento divulgado por CNA, Embrapa e Epagri estimou prejuízos de US$ 25,8 bilhões associados à cigarrinha-do-milho entre as safras 2020/21 e 2023/24 (com redução média de 22,7% na produção nacional e 31,8 milhões de toneladas/ano como volume equivalente).

Palhada virou o “ponto cego”

A palhada, base do plantio direto e aliada de conservação do solo, também pode criar um microambiente favorável para certas pragas, e isso exige ajuste de rotina. Em material técnico sobre pragas iniciais no milho safrinha, a Embrapa descreve que lesmas e caramujos se desenvolvem em condições com abundância de palha; os ovos ficam em fendas do solo ou sob restos vegetais em decomposição, e os danos podem chegar a desfolha e morte de plantas jovens.

Então, o que fazer? A principal mudança, segundo Gazoni, é a frequência e método de vistoria, não só de produtos. “Este é um ano em que o monitoramento precisa ser mais intenso e mais bem feito, com intervalos menores. Não dá para olhar só o que está visível na superfície: é preciso levantar a palhada, observar a base da planta e procurar o que está ‘escondido’. Se a praga tiver condição de atacar, ela vai. Por isso, o MIP precisa ser levado mais a sério e com mais consistência”, afirma.

Na prática, o manejo mais consistente combina pilares do Manejo Integrado de Pragas (MIP) (monitoramento, nível de ação, controle biológico/cultural e químico quando necessário), como reforça a Embrapa sobre MIP no milho.

No campo, as recomendações mais citadas incluem:

  • Monitoramento mais frequente desde o plantio (e não “só em uma época”), com checagens direcionadas na linha, na base da planta e sob palhada.
  • Pragas de solo (ex.: corós): mapear talhões com histórico e fazer amostragens de solo, priorizando medidas preventivas onde o problema já ocorreu, como recomenda a Embrapa Cerrados.
  • Percevejos no sistema soja-milho: iniciar o controle com foco em pré-semeadura e início de estabelecimento, porque o dano pode ser detectado só depois das injúrias; reforçar dessecação/manejo de hospedeiros e decisões baseadas em foco/ocorrência.
  • Lagartas (ex.: lagarta-do-cartucho): intensificar amostragem, usar Bt como ferramenta com refúgio e rotacionar mecanismos de ação quando houver necessidade de inseticida, medidas-chave para reduzir seleção de resistência, segundo recomendações do IRAC-BR.
  • Roedores: reduzir oferta de alimento/abrigo e, quando aplicável, usar estratégias de controle de forma planejada e contínua, como descrito em cartilha técnica da Embrapa para controle integrado de ratos (orientações sobre posicionamento e reposição de iscas, por exemplo).
Tecnologia de aplicação entra como “ajuste fino”

O engenheiro agrônomo aponta que, com pragas protegidas pela palhada ou dentro do cartucho, a eficiência pode depender do como aplicar, não apenas do que utilizar. “A estratégia para 2026 é monitorar mais para acertar o timing e, ao mesmo tempo, aumentar a eficiência da aplicação. Há situações em que é necessário melhorar a cobertura e permanência da gota, e isso passa por tecnologias de aplicação. Em casos em que a lagarta já encartuchou ou o percevejo está protegido sob a palhada, o uso de ferramentas como o desalojante pode ajudar a ‘tirar’ a praga do esconderijo, aumentando a exposição ao defensivo e melhorando o resultado do controle”, completa o especialista da Sell Agro.

Sell Agro – Fundada em 2007, a Sell Agro atua na produção de adjuvantes agrícolas, com sede em Rondonópolis-MT, e estrutura moderna com amplo laboratório de pesquisa e equipe altamente qualificada, composta por engenheiros químicos e agrônomos. As soluções da empresa têm foco na geração de economia e, ainda, em potencializar os resultados das lavouras. Mais informações: https://sellagro.com.br.

Fonte: Assessoria de imprensa Sell Agro



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Sustentabilidade

Algodão/BR: Colheita inicia em MT e GO sob bom desenvolvimento; restrição hídrica acende alerta em MS – MAIS SOJA

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Algodão: 0,9% colhido, Em MT, predominou a insolação, com chuvas isoladas de baixo volume. As lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório, com manejo de reguladores de crescimento e controle fitossanitário conforme o planejado. Permanece a atenção para Spodoptera spp. e para o controle do bicudodo-algodoeiro.

Na BA, a colheita segue lentamente. No MA, nos Gerais de Balsas, as lavouras de primeira e segunda safra encontram-se majoritariamente em maturação e abertura de capulhos. As condições gerais são boas. Em MS, na região dos Chapadões, os cultivos seguem sob atenção quanto à disponibilidade hídrica, principalmente, nas áreas em florescimento.

Na região central, o armazenamento de água no solo permanece favorável e seguem os manejos preventivos. Em GO, as primeiras lavouras já foram colhidas na região sul do estado. O algodão de sequeiro encontra-se predominantemente em maturação, enquanto áreas em pré-colheita passam pelo processo de desfolha. As lavouras irrigadas de segunda safra seguem em boas condições.

Em MG, as áreas mais adiantadas já receberam aplicações de dessecantes e aguardam a queda das folhas para o início da colheita. No PI, as lavouras seguem com bom desenvolvimento, favorecidas pelas condições climáticas ao longo do ciclo. Em SP, a colheita avançou na região sudoeste, onde mais da metade das áreas já foi colhida.

Previsão Agrometeorológica (08/06/2026 a 15/06/2026)

N-NE: A previsão indica maiores volumes de chuva no Norte do país, especialmente, entre o AM, RR, AP e norte do PA, além de parte da faixa litorânea do Nordeste. No AC, centro-norte do PA e RO, as chuvas devem ocorrer de forma mais irregular. No TO e interior do NE, o tempo permanece firme e favorecerá a secagem natural do milho no Matopiba, mas deve persistir a restrição hídrica para as lavouras ainda em estádios reprodutivos. No Sealba, as condições seguirão favoráveis nas áreas próximas da costa, mas o armazenamento hídrico deve permanecer baixo nas áreas do interior.

CO: Há previsão de chuvas pontuais com baixos acumulados, principalmente, no noroeste de MT e centro-sul de MS. Em GO e DF, predomina o tempo mais firme. A condição será favorável para a secagem natural do milho segunda safra, mas, para as áreas ainda estádio reprodutivo, permanece a restrição hídrica.

SE: Há previsão de chuvas para todo o estado de SP, sul de MG e RJ, no final da semana, devido à passagem de uma frente fria. Nas demais regiões, a previsão é de tempo estável, com chances reduzidas de chuva. Na maioria das áreas, a umidade no solo será insuficiente para os cultivos de segunda safra e as lavouras de inverno não irrigadas em estádios mais avançados.

S: Há previsão de chuvas para toda região, no início da semana, com volumes significativos no noroeste do RS, Oeste de SC e Sul do PR. A passagem de uma frente fria instabilizará novamente o tempo, promovendo novos acumulados de chuva. As chuvas devem favorecer o incremento de umidade no solo e os cultivos de segunda safra e inverno. Pode ocorrer a suspensão da semeadura do trigo e da colheita do feijão devido às precipitações.

Fonte: Conab


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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Semeadura do trigo avança no RS e SC, enquanto seca afeta lavouras em SP e MG – MAIS SOJA

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No RS, a semeadura avança de acordo com o período de plantio ideal da cultura. Houve interrupções pontuais em áreas com baixa umidade no solo, porém as chuvas recentes devem favorecer a reposição hídrica e o estabelecimento das lavouras.

No PR, predominam lavouras em desenvolvimento vegetativo. Os dias nublados e o excesso de umidade desde o mês passado têm contribuído para o aumento da proporção de áreas com desenvolvimento considerado regular.

Em SC, a semeadura avança no Oeste e Extremo Oeste, favorecida pela boa disponibilidade hídrica e pelas temperaturas amenas. As áreas implantadas apresentam emergência uniforme e bom desenvolvimento vegetativo inicial.

Em SP, as lavouras encontramse majoritariamente em desenvolvimento vegetativo e começam a sentir os efeitos da falta de chuva. Em MS, predomina o estádio vegetativo, com lavouras apresentando boa uniformidade e sanidade. Apesar da ausência de chuvas no período avaliado, as condições climáticas permanecem favoráveis ao desenvolvimento da cultura.

Em MG, restam áreas irrigadas pontuais a serem semeadas na região Noroeste. As lavouras de sequeiro apresentam menor porte devido à falta de chuvas nas regiões do Triângulo Mineiro. Em GO, as lavouras de sequeiro encontram-se próxima de colheita, com produtividade afetada pelo baixo volume de chuvas ao longo do ciclo. As áreas irrigadas seguem em boas condições.

Na BA, o plantio foi iniciado e as lavouras apresentam bom desenvolvimento.

Fonte: Conab



 

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Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Por que o vazio sanitário é tão importante para o manejo da ferrugem-asiática? – MAIS SOJA

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A ferrugem-asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi é uma das doença mais agressivas e preocupantes que acometem a soja. Com elevada capacidade em reduzir a produtividade da cultura, a ferrugem-asiática é o foco do programa fitossanitário da maioria das lavouras, tornando necessário a adoção de distintas estratégias de manejo que priorizem a eficiência no controle dessa doença.

Embora fungicidas de alta eficácia, especialmente quando aplicados de forma preventiva, sejam ferramentas importantes no manejo da ferrugem-asiática, o vazio sanitário permanece como uma das medidas mais eficazes para reduzir a incidência da doença na safra de verão. Ao eliminar plantas voluntárias de soja durante a entressafra, a prática interrompe a sobrevivência e a multiplicação do fungo, reduzindo a produção e a dispersão de esporos que servem como fonte inicial de inóculo para novas infecções e contribuindo para a redução dos focos da doença (Embrapa Soja, s.d.).

A ferrugem-asiática possui elevado potencial de disseminação, uma vez que os uredósporos de Phakopsora pachyrhizi podem ser transportados pelo vento por centenas ou até milhares de quilômetros, permitindo que a doença se espalhe rapidamente entre regiões produtoras e até entre países (Goellner et al., 2010).

Figura 1. Esporos de Phakopsora pachyrhizi (ferrugem-asiática da soja) em microscópio óptico com diferentes aumentos. A e B3 – Foto feita sem lamínula; B e C – Fotos feitas com lamínula.
Fotos: Anderson Luís Heling (B³); Gustavo Migliorini de Oliveira (A¹; B¹; B²; C¹; C²)

Além de apresentar caráter policíclico, com vários ciclos de infecção ao longo do desenvolvimento da cultura, o fungo Phakopsora pachyrhizi é classificado como biotrófico, ou seja, depende de tecidos vivos do hospedeiro para sobreviver e se multiplicar (Oliveira et al., 2020). Essa característica reforça a importância do vazio sanitário e da eliminação de plantas voluntárias de soja durante a entressafra, prática considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir a sobrevivência do patógeno e minimizar a ocorrência da ferrugem-asiática na safra seguinte.

Figura 2. Plantas voluntárias de soja durante o período entressafra.

Sobretudo, para efeito de manejo, eficácia na quebra do ciclo da ferrugem-asiática e redução da sobrevivência do patógeno, recomenda-se que o vazio sanitário seja realizado com período mínimo de 60 dias, sendo que, a legislação determina que o vazio sanitário deve ter duração mínima de 90 dias (Aiba, 2025). Para a safra 2026/2027, a PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026 estabelece os períodos de vazio sanitário e épocas de semeadura nas diferentes unidades da federação, subdividindo essas unidades em regiões de cultivo. Além de contribuir para o enfrentamento da ferrugem, a semeadura dentro dos períodos recomendados para cada região de cultivo reduz os riscos relacionados as adversidades climáticas.

Vale destacar que, além da proibição do cultivo de soja durante o período do vazio sanitário, também não é permitida a presença ou a manutenção de plantas voluntárias da cultura nas áreas agrícolas. Dessa forma, torna-se necessário adotar medidas de controle sempre que houver ocorrência dessas plantas, a fim de eliminá-las e evitar que sirvam de hospedeiras para o fungo, contribuindo para a manutenção da sanidade das lavouras.

Cliquei aqui e confira os períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura para a cultura da soja na safra 2026/2027.



Referências:

AIBA. MAPA DIVULGA CALENDÁRIO DE SEMEADURA E VAZIO SANITÁRIO DA SOJA PARA A SAFRA 2025/2026 COM REGIONALIZAÇÃO INÉDITA NA BAHIA. Aiba, 2025. Disponível em: < https://aiba.org.br/mapa-divulga-calendario-de-semeadura-e-vazio-sanitario-da-soja-para-a-safra-2025-2026-com-regionalizacao-inedita-na-bahia/#:~:text=A%20legisla%C3%A7%C3%A3o%20determina%20que%20o,23%20de%20janeiro%20de%202025.&text=A%20partir%20da%20safra%202025,Maria%20da%20Vit%C3%B3ria%2C%20entre%20outros. >, acesso em: 09/06/2026.

EMBRAPA SOJA. FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA: MANEJO E PREVENÇÃO. Embrapa Soja, s. d. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/soja/ferrugem >, acesso em: 09/06/2026.

GOELLNER, K. et al. Phakopsora pachyrhizi, THE CAUSAL AGENT OF ASIAN SOYBEAN RUST. OLECULAR PLANT PATHOLOGY, 2010. Disponível em: < https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6640291/pdf/MPP-11-169.pdf >, acesso em: 09/06/2026.

MAPA. PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026. Diário Oficial da União, 2026. Disponível em: < https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-sda/mapa-n-1.579-de-9-de-abril-de-2026-698696654 >, acesso em: 09/06/2026.

OLIVEIRA, G. M. et al. COLETOR DE ESPOROS: DESCRIÇÃO, USO E RESULTADOS NO MANEJO DA FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA. Embrapa, Circular técnica, n. 167, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1129482/1/Circ-Tec-167.pdf >, acesso em: 09/06/2026.

Foto de capa: Alessandro Braucks.

 

 

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