Connect with us

Sustentabilidade

Soja/RS: Irregularidade das chuvas provoca perdas na soja e amplia variabilidade produtiva no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

Published

on


A cultura da soja está majoritariamente em estádios reprodutivos, com predomínio das fases de floração (18%) e enchimento de grãos (67%), as quais são determinantes para a consolidação do rendimento. A área em maturação totaliza 11%, e a colhida está restrita a lavouras pontuais, ainda sem expressão estatística.

As precipitações ocorridas no período tiveram distribuição irregular e volumes heterogéneos, promovendo recuperação parcial das lavouras em restrição hídrica mais intensa, sobretudo nas regiões do Estado de maior área cultivada. Ainda assim, a reposição da umidade foi insuficiente em parcelas expressivas, especialmente em solos de menor profundidade (neossolos), onde persistem problemas no enchimento de grãos e redução do
peso específico.

Nas áreas semeadas em novembro, observa-se proximidade do final do ciclo, e há limitada capacidade de resposta às chuvas recentes. As lavouras implantadas em dezembro e janeiro apresentam comportamento variável, condicionado pela distribuição das precipitações ao longo do ciclo e pelo ciclo das cultivares utilizadas.

De forma geral, a sanidade está satisfatória. As aplicações de fungicidas para controle da ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi) foram intensificadas em consonância com as condições de aumento de umidade noturna e com o histórico recente de redução de chuvas, que favoreceu a incidência de ácaros e tripes. Em algumas áreas em formação de grãos, registam-se incrementos populacionais de percevejos.

As estimativas parciais de produtividade revelam elevada variabilidade espacial, refletindo o regime pluviométrico irregular e a diversidade edafoclimática do Estado. Em áreas com melhor distribuição de chuvas e adequado manejo, as expectativas estão próximas ao potencial produtivo inicial. Contudo, em localidades afetadas por insuficiência hídrica prolongada ou por altas temperaturas durante a floração, as perdas se encontram consolidadas, e ocorrem reduções significativas do potencial produtivo.

Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a Emater/RS-Ascar indica área cultivada de 6.742.236 hectares. Nova estimativa de área e produtividade será divulgada em evento específico, em 10/03, durante a 26ª Expodireto, em Não-Me-Toque.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as precipitações entre 23 e 25/02 favoreceram a retomada do desenvolvimento das lavouras semeadas em janeiro, que demonstram emissão de novas folhas e incremento de porte. Nas áreas implantadas até o final de dezembro, que se encontram em floração e enchimento de grãos, verificou-se interrupção do estresse hídrico. Entretanto, cultivos estabelecidos em novembro apresentam resposta limitada em função do avançado estádio fenológico.

Na Campanha, as chuvas esparsas e de baixos volumes apenas mantiveram temporariamente a umidade superficial, o que levou novamente à ocorrência de reboleiras com murcha, além de clorose e abortamento foliar nas coxilhas. O cenário não é desfavorável, mas a manutenção do potencial produtivo depende de precipitações adicionais no início de março, sobretudo para cultivares de ciclo médio a precoces semeadas até meados de novembro. Em termos fitossanitários, os produtores intensificaram as aplicações de fungicidas em razão das chuvas e da alta umidade noturna. A sanidade das lavouras está satisfatória, com média de duas aplicações, iniciadas na floração, até o enchimento de grãos. Há incidência de ácaros e tripes, sobretudo em solos mais secos, o que exige controle com inseticidas para preservar a área foliar. Em Hulha Negra, há registro de aumento de percevejos acima do nível de controle.

Na de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, os baixos volumes de chuva continuam a limitar o enchimento de grãos, e há impacto direto na massa foliar e no rendimento. Em Muitos Capões, estima-se redução de 30% a 40% diante da expectativa inicial, em decorrência da deficiência hídrica persistente durante a fase mais crítica.

Na de Erechim, a cultura se encontra entre os estádios R2 e R4 (florescimento pleno e formação de legumes). A manutenção do potencial produtivo depende da ocorrência de precipitações no curto prazo. Solos rasos já evidenciam perdas potenciais, e houve secamento de manchas de fertilidade em razão das elevadas radiação e temperatura. Em Getúlio Vargas, São Valentim, Ponte Preta, Carlos Gomes, Gaurama, Campinas do Sul, Erval Grande e Floriano Peixoto, reportam-se perdas de até 30%, associadas a abortamento floral induzido por calor excessivo.

Na de Frederico Westphalen, 5% estão em desenvolvimento vegetativo (safrinha), 20% em florescimento e 75% em enchimento de grãos. A reposição de umidade melhorou a situação das lavouras e minimizou a projeção de perdas. Intensificam-se as aplicações de fungicidas para controle de ferrugem-asiática.

Na de Ijuí, observa-se acentuado contraste de desenvolvimento e potencial produtivo, decorrente da irregularidade das chuvas entre janeiro e início de março. Mais de 80% da área se encontra em final de enchimento de grãos, e cerca de 8% em maturação. A deficiência hídrica provocou queda de vagens e trifólios, reduzindo o potencial produtivo em todas as lavouras. Há variabilidade expressiva entre municípios conforme a época de semeadura e ciclo das cultivares.

Na de Passo Fundo, as lavouras estão predominantemente em formação de vagens (90%), e 10% em floração. As precipitações do período interromperam a progressão das perdas, contribuindo para a estabilização do potencial produtivo remanescente.

Na de Pelotas, as chuvas entre 22 e 28/02, com acumulados entre 8 e 50 mm, restabeleceram parcialmente as condições hídricas e eliminaram os sintomas visíveis de estresse. Estão 2% em desenvolvimento vegetativo, 33% em florescimento, 63% em enchimento de grãos e 2% em maturação, totalizando 96% da área em fase crítica de definição de rendimento.

Na de Santa Maria, as lavouras apresentam potencial produtivo satisfatório e adequada carga de vagens. Contudo, a insuficiência de chuvas em janeiro e início de fevereiro afetou, de forma heterogênea, os cultivos em Cachoeira do Sul, Capão do Cipó, Júlio de Castilhos, Quevedos, Santiago, Tupanciretã e Unistalda, onde há perdas consolidadas.

Na de Santa Rosa, a restrição hídrica prolongada resultou em perdas expressivas, entre 15% e 50%, que podem ser maiores a depender das condições edáficas e da distribuição das chuvas. Persistem os problemas de abortamento reprodutivo, a morte de plantas em reboleiras e a necessidade de replantio em áreas semeadas tardiamente. O manejo fitossanitário está intenso, com controle de ferrugem-asiática, ácaros e tripes.

Na de Soledade, as chuvas recentes, de baixos volumes, amenizaram parcialmente o déficit hídrico, mas foram insuficientes para assegurar o pleno enchimento de grãos, sobretudo em solos rasos ou compactados. Realizam-se aplicações preventivas e curativas de fungicidas, frequentemente em períodos noturnos devido às elevadas temperaturas diurnas, associadas a inseticidas para controle de tripes, ácaros, lagartas (em baixa incidência) e percevejos na fase de formação dos grãos.

PROGRAMA MONITORA FERRUGEM RS
Laudo da presença de esporos da ferrugem-asiática

O laudo apresenta os resultados do monitoramento de esporos da ferrugem-asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, realizado em Unidades de Referência distribuídas em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. O monitoramento tem por objetivo identificar, de forma precoce, a presença do patógeno no ambiente, permitindo estimar o risco de infecção e orientar estratégias de manejo mais eficazes.

A geração dessas informações é resultado do trabalho integrado entre instituições de pesquisa, extensão rural e produtores. Esses resultados, quando analisados em conjunto com outros indicadores agronômicos e práticas de manejo, constituem um importante subsídio para a tomada de decisão por parte dos agricultores e técnicos responsáveis pela condução das lavouras.

A ocorrência e a distribuição dos esporos detectados no período de monitoramento estão apresentadas na figura abaixo, que ilustra a evolução espacial e temporal da presença do inóculo no Estado, contribuindo para o acompanhamento da dispersão do fungo e para o planejamento de ações preventivas de controle da ferrugem-asiática.

O cenário atual exige redobrada atenção, especialmente nas regiões classificadas com níveis de risco médio, alto e muito alto. Nessas áreas, recomenda-se intensificar o monitoramento das lavouras e a adoção de estratégias de manejo integrado da doença, incluindo o uso de fungicidas.

Mesmo em áreas classificadas como de baixo risco, o novo cenário climático pode alterar rapidamente a dinâmica da doença. Portanto, o monitoramento não deve ser negligenciado. A detecção precoce e a ação no momento adequado continuam sendo fundamentais.

Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,30 %, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 118,15 para R$ 117,79.

Fonte: Emater/RS



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Condições de mercado estão difíceis para o produtor nacional de soja – MAIS SOJA

Published

on


O mercado mundial de soja passa por um momento de dificuldades. A ampla oferta da oleaginosa e as expectativas favoráveis pressionam as cotações. Em termos domésticos, a combinação de queda dos contratos futuros em Chicago e do dólar tornar o ritmo dos negócios ainda mais lento.

O cenário é cada vez mais complexo para a soja, tanto internamente como no exterior. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, que participou nesta semana do 11o Safras Agri Week. “Para o Brasil, o maior desafio é o preço”, afirma.

Nos Estados Unidos, a demanda interna está aquecida, com bons esmagamentos, e ainda há a expectativa do retorno da China à ponta compradora. Para o produtor brasileiro, o consultor acredita que pode haver mais oportunidades no segundo semestre, se os estoques norte-americanos apertarem e sustentarem a Bolsa de Mercadorias de Chicago.

Na Argentina, a situação é bastante tranquila, conforme o analista Agustin Geier. “É muito cedo para se falar em atraso de colheita no país”, frisa. “Além disso, são esperadas 49,8 milhões de toneladas, o que é um patamar muito bom para nós”, relata, acrescentando que tudo está correndo bem e sem expectativa de quebra de safra argentina.

Nos subprodutos, a volatilidade tem sido muito grande com a guerra no Irã, que impulsionou os preços do petróleo. “Trouxe suporte ao óleo de soja, que é uma das alternativas para a produção de biodiesel”, finaliza o analista e consultor Gabriel Viana.

Conab e Abiove
A produção brasileira de soja deverá totalizar 179,151 milhões de toneladas na temporada 2025/26, com aumento de 4,5% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 7º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na estimativa anterior, a previsão estava em 177,85 milhões de toneladas.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou as estatísticas do complexo soja, elevando as projeções para o ano de 2026. O novo balanço aponta que o Brasil deve atingir um patamar recorde de esmagamento interno, impulsionado pela robustez da safra e pela crescente demanda por derivados.

As estimativas para 2026 foram revisadas positivamente em relação ao levantamento anterior, com o processamento de soja no país devendo alcançar 62,2 milhões de toneladas, um aumento de 1,1%. Esse avanço na atividade industrial reflete-se diretamente na oferta de produtos de maior valor agregado, com a produção de farelo de soja estimada em 47,9 milhões de toneladas e a de óleo de soja em 12,5 milhões de toneladas.

Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE, destaca que a atualização dos dados reforça o amadurecimento e a resiliência da indústria brasileira. “O ajuste positivo nas expectativas de processamento evidencia a resiliência do setor frente à safra recorde. A conversão da matéria-prima em produtos de maior valor agregado fortalece os pilares da matriz energética e do suprimento alimentar brasileiro”, afirma.

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua e Rodrigo Ramos / Safras News

Continue Reading

Sustentabilidade

Volatilidade marca mercado de soja e mantém ritmo moderado de negócios no Brasil

Published

on


O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com um ritmo moderado de negócios, em meio a oscilações ao longo do dia. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada por dois momentos distintos, refletindo a instabilidade nos principais formadores de preço.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Pela manhã, o dólar e a Bolsa de Chicago operaram em queda, pressionando as cotações e reduzindo a oferta, especialmente nos portos. Esse movimento deixou os preços mais fracos no início do dia, com pouca disposição de venda por parte dos produtores.

Ao longo da sessão, no entanto, Chicago mudou de direção, ainda que com oscilações limitadas. Com isso, os preços passaram a variar entre estabilidade e leve baixa, dependendo da praça e das condições de pagamento. O produtor segue negociando conforme a necessidade de caixa, enquanto a indústria aproveita os níveis atuais para recompor margens.

No mercado físico brasileiro, as cotações apresentaram comportamento misto entre estabilidade e recursos pontuais. Saiba mais:

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 122,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 123,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 119,00 para R$ 118,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 108,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 111,00 para R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 110,00
  • Paranaguá (PR): queda de R$ 129,00 para R$ 128,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 128,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta nesta sexta-feira (17) na Bolsa de Chicago, em mais uma sessão volátil. O mercado foi influenciado pelo reposicionamento de carteiras antes do fim de semana e pelo comportamento de outros ativos.

Na semana, o contrato maio acumulou queda de 0,71%. A desvalorização do dólar frente a outras moedas trouxe algum suporte às cotações, ao aumentar a competitividade da soja americana no mercado internacional.

Por outro lado, a forte queda do petróleo, diante de expectativas de avanço em negociações no Oriente Médio, limitou a recuperação dos preços da oleaginosa.

O mercado também acompanha o início do plantio da nova safra nos Estados Unidos. A previsão de retorno das chuvas pode atrasar os trabalhos de campo, mas tende a beneficiar o desenvolvimento inicial das lavouras.

Contratos futuros

Os contratos com entrega em maio fecharam com alta de 3,50 centavos de dólar, ou 0,30%, a US$ 11,67 1/4 por bushel. A posição julho encerrou cotada a US$ 11,83 por bushel, com ganho de 2,50 centavos, ou 0,21%.

Entre os subprodutos, o farelo para maio caiu US$ 0,90, ou 0,27%, para US$ 331,80 por tonelada. Já o óleo de soja, também com vencimento em maio, recuou 1,17 centavo, ou 1,68%, para 68,16 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,18%, cotado a R$ 4,9933 para venda e R$ 4,9813 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9502 e a máxima de R$ 4,9922. Na semana, a divisa acumulou desvalorização de 0,54%.

O post Volatilidade marca mercado de soja e mantém ritmo moderado de negócios no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Soja mantém patamar em Chicago com pressão do plantio nos EUA e cenário global instável – MAIS SOJA

Published

on


As cotações da soja, em Chicago, após ensaiarem um recuo, voltaram aos patamares da semana anterior. O primeiro mês cotado fechou a quinta-feira (16) em US$ 11,63/bushel, contra US$ 11,65 uma semana antes.

A continuidade da guerra no Oriente Médio, com um cessar-fogo capenga, não permite que o mercado mundial do petróleo e outras commodities básicas se acomode. Além disso, o plantio da soja nos EUA começa a fazer pressão sobre Chicago, sendo que o chamado “mercado do clima” ganha espaço.

Por enquanto, o mercado vem sendo surpreendido pela aceleração no plantio da safra estadunidense. Até o dia 12/04 a área atingia a 6% do esperado, enquanto o mercado esperava menos, e a média para a data é 2%. Isso significa que, para o plantio, por enquanto, o clima é normal nos EUA.

Dito isso, os embarques de soja estadunidense, na semana encerrada em 9 de abril, chegaram a 814.562 toneladas, elevando o volume total, no ano comercial, para 31,5 milhões de toneladas, representando 25% a menos do que há um ano. Outra notícia que pesou sobre o mercado, e mais especificamente no mercado do farelo, foi o início da greve dos caminhoneiros autônomos na Argentina. Com isso houve bloqueio de rotas direcionadas aos portos de exportação. Isso elevou o preço do farelo em Chicago, com o mesmo atingindo a US$ 334,40/tonelada curta no dia 15/04.

A mais alta cotação para este subproduto desde o dia 02/10/2024. Se não houver acordo com o governo local, a greve pode interromper “a logística da principal colheita e o abastecimento normal dos portos, em um momento crucial para a entrada de divisas no vizinho país” (cf. Clarin).

E na China as importações de soja aumentaram 14,9% em março, sobre o mesmo mês do ano anterior, porém, ficaram abaixo do que esperava o mercado. Houve atraso nos embarques do Brasil devido a inspeções mais rigorosas para descartar contaminação.

O total importado chegou a 4,02 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava 6,4 milhões (cf. Reuters). Entre janeiro e março a China importou 16,6 milhões de toneladas, com um recuo de 3,1% sobre o mesmo período de 2025. Para o período de abril a junho espera-se que a média mensal importada pelos chineses seja de 10 milhões de toneladas.

Já nos EUA, a NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas) informou que o esmagamento de soja naquele país, em março, atingiu a 6,16 milhões de toneladas, sendo o segundo maior para o mês e 16% maior do que no mesmo período do ano passado.

E no Brasil, diante de um câmbio que rompeu o piso dos R$ 5,00 por dólar, fechando alguns dias da semana em R$ 4,99, os preços recuaram, com as principais praças gaúchas voltando aos R$ 117,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilaram entre R$ 99,00 e R$ 114,00/saco.

Enfim, em seu boletim de abril a Conab apontou que a safra brasileira de soja 2025/26 deverá atingir a 179,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões no ano anterior. O Rio Grande do Sul ficará com 18,9 milhões de toneladas, ou seja, com redução de 13,3% sobre o inicialmente previsto. A área total semeada no Brasil foi de 48,47 milhões de hectares e a produtividade média ficaria em 3.696 quilos/hectare (61,6 sacos/hectare), enquanto a produtividade média gaúcha cai para 46,2 sacos.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


undefined


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

Continue Reading
Advertisement

Agro MT