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3 de novembro de 2026

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Caruru-gigante: SP regulamenta plano para prevenção, controle e erradicação da praga no estado

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Foto: Gilberto Marques.

O Governo de São Paulo publicou a Portaria Defesa Agropecuária nº 06, de 4 de março de 2026, que institui o plano operacional do Plano Estadual de Prevenção, Controle e Erradicação do Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-gigante. A norma foi divulgada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Diretoria de Defesa Agropecuária.

O documento detalha a execução do plano estadual instituído pela Resolução SAA nº 07, de 19 de fevereiro de 2026, e estabelece protocolos técnicos para monitoramento, contenção e eliminação da planta invasora em áreas agrícolas.

Procedimentos de monitoramento

O plano operacional define a atuação da Defesa Agropecuária em todo o território paulista. Entre os procedimentos estão a identificação de suspeitas, a confirmação laboratorial, a delimitação de áreas afetadas e a adoção de medidas de erradicação.

A coordenação das ações ficará sob responsabilidade do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal. A execução ocorrerá por meio dos Departamentos Regionais de Defesa Agropecuária.

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“O plano é estratégico para proteger a produção de soja, milho e algodão no Estado, evitando perdas que podem chegar a até R$ 13 bilhões com a quebra de produtividade que essa erva daninha pode causar”, afirmou Luiz Henrique Barrochelo, diretor da Defesa Agropecuária, em comunicado.

Medidas de contenção

Entre as ações previstas estão a delimitação de áreas de contenção próximas aos focos identificados e restrições ao trânsito de máquinas, equipamentos e materiais que possam transportar sementes da planta.

O plano também prevê limpeza de máquinas agrícolas, acompanhamento das áreas sob monitoramento e registro georreferenciado das ocorrências. As informações serão utilizadas no controle das áreas afetadas.

“Vamos capacitar as equipes da Defesa Agropecuária em todo o Estado para que a operacionalização do plano comece de forma rápida e padronizada, garantindo resposta ágil e eficiente no combate ao caruru-gigante”, disse Alexandre Paloschi, diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal.

Comunicação obrigatória

A norma estabelece que a identificação ou suspeita da presença da planta deve ser comunicada à Defesa Agropecuária. O aviso pode ser feito por produtores rurais, ocupantes das áreas ou profissionais das Ciências Agrárias.

Após a notificação, equipes técnicas realizam vistoria e adotam as medidas previstas na normativa.

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Praga quarentenária

O caruru-gigante é uma planta invasora com capacidade de competição com culturas agrícolas. O plano estadual estabelece ações relacionadas às formas de disseminação, como contaminação de sementes, transporte de máquinas e implementos agrícolas e movimentação de solo ou cargas.

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Plantio da soja beira os 90% em Mato Grosso

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A semeadura da soja em Mato Grosso alcançou 89,05% da área prevista para a safra 2026/27 na última semana e caminha para a reta final. O Médio-Norte do estado atingiu 99,71%, podendo os trabalhos já serem considerados concluídos, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O ritmo na atual temporada é considerado favorável para as culturas de segunda safra, mais precisamente o milho e o algodão. Na variação semanal o avanço foi de 13,24 pontos percentuais, enquanto no comparativo com o ciclo 2025/26 a atual safra está 12,92 pontos percentuais à frente.

A média das últimas cinco safras para o período é de 78,47%.

Apesar do avanço dos trabalhos em outubro considerarem uma melhora das condições para a realização da semeadura, após um início de temporada com irregularidades das chuvas, a analista de soja do Imea Milena Bezerra pontua que as condições climáticas devem continuar no radar dos produtores mato-grossenses.

“Vale ressaltar que a safra ocorre sob a influência do El Niño, reforçando a importância do acompanhamento das condições climáticas durante o desenvolvimento das lavouras”, frisa a especialista.

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O Médio-Norte é o mais adiantado no cultivo da soja. Logo atrás surgem o Oeste com 93,90% e o Norte com 93,87%. Conforme o Imea, Centro-Sul, Noroeste, Sudeste e Nordeste já semearam 88,60%, 81,65%, 81,38% e 80,09% de suas respectivas áreas.


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IBGE inicia censo experimental do 12º Censo Agropecuário

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Começa nesta terça-feira (3) o Censo Experimental do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, etapa de testes do levantamento nacional previsto para 2027. A operação será realizada até 4 de dezembro em áreas selecionadas para representar diferentes realidades do território brasileiro. O objetivo é avaliar, em condições reais, os procedimentos que serão adotados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa nacional.

Em Rio Claro, no interior de São Paulo, a coleta regular foi dimensionada para cerca de 1.258 estabelecimentos agropecuários. A operação conta com 24 recenseadores, supervisores e um centro local de controle.

Em Mato Grosso, os trabalhos serão realizados em Barra do Bugres e Tangará da Serra, com alcance de aproximadamente 1.052 estabelecimentos agropecuários. Nesses municípios, a coleta regular será combinada com ações voltadas aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCT), incluindo a Terra Indígena Umutina e a Terra Indígena Filgueiras.

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No Maranhão, o censo experimental será conduzido em Cururupu e Mirinzal, com foco em áreas de povos e comunidades tradicionais. A operação contempla a Reserva Extrativista de Cururupu e o Território Quilombola Santa Tereza.

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Segundo o IBGE, as informações obtidas ao longo do teste serão usadas no aperfeiçoamento dos instrumentos e procedimentos previstos para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola de 2027. Entre os pontos em avaliação estão sistemas tecnológicos, logística de campo, treinamento das equipes e metodologias de coleta.

As ações do censo experimental foram apresentadas em coletiva pública realizada pelo IBGE no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF), com participação de representantes do governo federal, de instituições de pesquisa e da equipe técnica responsável pela operação. O evento foi transmitido ao vivo pelo IBGE Digital.

O censo experimental marca a fase final de testes antes da operação nacional prevista para 2027 e reúne coleta de campo, estrutura operacional e metodologias que serão aplicadas no levantamento agropecuário em todo o país.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Acrismat pede renovação de incentivo fiscal à suinocultura até 2032

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A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) busca a renovação, até 2032, do incentivo fiscal que permite a cumulatividade do crédito presumido do ICMS nas operações interestaduais com suínos vivos. O benefício, concedido no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder), tem vigência até 31 de dezembro de 2026.

A solicitação foi apresentada à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), em reunião realizada na última semana, quando a entidade entregou um ofício defendendo a continuidade do mecanismo para todas as finalidades de comercialização.

A preocupação da associação está relacionada à competitividade da produção mato-grossense, principalmente dos criadores independentes. Nos últimos anos, o Estado registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas, cenário que, na avaliação da entidade, exige medidas para garantir a viabilidade econômica das propriedades.

Um dos pontos centrais da discussão é a necessidade de manter alternativas para o escoamento da produção. Nem todos os suínos criados em Mato Grosso são absorvidos pelos frigoríficos instalados no próprio Estado, o que torna as vendas para outros mercados uma opção importante para os produtores.

“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontua o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.

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Para fundamentar o pedido, a associação encaminhou à Sefaz-MT o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Oscilações do mercado pressionam a suinocultura

As variações do mercado de suínos tornam a atividade especialmente sensível às mudanças nos custos de produção e nos preços de comercialização. Esse cenário interfere na rentabilidade das propriedades e na capacidade dos criadores de realizar investimentos, fatores também considerados pela Acrismat na defesa da continuidade do incentivo.

A preocupação é que, diante de períodos de menor retorno financeiro, os produtores tenham condições de manter a atividade e preservar sua capacidade de produção. A associação também considera que a competitividade precisa ser observada em relação aos suinocultores de outras unidades da Federação.

A discussão envolve ainda a relação entre produção e industrialização. Como parte dos animais criados em Mato Grosso é comercializada viva para outros estados, a manutenção do crédito presumido é defendida como uma condição para que esse canal de venda continue sendo uma alternativa aos produtores.

Além da Sefaz-MT, a Acrismat formalizou o pedido junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também procurou a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para articular apoio à proposta no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).

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A mobilização conta com o apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).


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