Business
Produtores de arroz relatam atrasos e cancelamentos na entrega de diesel

Produtores relatam atrasos e cancelamentos na entrega e óleo diesel previamente agendada em diversas regiões do Rio Grande do Sul, relata a Federação das Associações de Arrozeiros do estado (Federarroz) em nota divulgada nesta sexta-feira (6).
Segundo a entidade, o descumprimento da entrega estaria sendo justificada por suposto desabastecimento, ao mesmo tempo em que foi registrado aumento superior a R$ 1,20 por litro do combustível nas últimas horas.De acordo com o diretor jurídico da Federação, Anderson Belloli, a Federarroz acompanha a situação e que eventuais indícios de irregularidades na cadeia de abastecimento poderão resultar em medidas legais.
Crise combinada com outros problemas
A preocupação ocorre em um momento delicado para o setor arrozeiro. Segundo a entidade, os produtores enfrentam uma das maiores crises de preço da atividade, com valores abaixo do custo de produção.Atualmente, a saca de arroz é comercializada em torno de R$ 55, enquanto o custa entre R$ 85 e R$ 90 para o rizicultor, dependendo do sistema produtivo."Além disso, os produtores iniciam neste período a colheita da safra 2025/26, etapa que exige grande volume de combustível para o funcionamento das máquinas e para o transporte da produção", destaca Belloli.Segundo a Federarroz, eventual escassez ou alta do diesel pode elevar ainda mais os custos da atividade e afetar o desempenho das lavouras. A entidade também alerta que problemas no abastecimento podem impactar a oferta do produto e refletir nos preços ao consumidor.A federação informou que deve solicitar esclarecimentos à Petrobras sobre possíveis casos de desabastecimento relatados por produtores no Rio Grande do Sul.
Aumento na mistura de biodiesel
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou nesta sexta-feira ao Ministério de Minas e Energia (MME) o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel no país de 15% para 17%, modelo conhecido como B17.
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Segundo a entidade, a proposta ocorre após mudanças no mercado internacional de petróleo relacionadas a conflitos no Oriente Médio. No documento, a CNA cita que o preço do barril do petróleo Brent chegou a US$ 84 após o início das tensões, com alta de até 20% em relação ao fim de fevereiro.
“O biodiesel torna-se uma alternativa com preço competitivo e com potencial de frear eventuais escaladas de preços para os usuários do transporte no País, incluindo o agronegócio”, afirmou o presidente da CNA, João Martins, em comunicado.
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Agro Mato Grosso
MT puxa exportações; oleaginosa registra alta no 1º trimestre

A China é o principal destino, com 2,99 milhões de toneladas adquiridas, seguida por Espanha e Turquia
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Mercado de defensivos do país movimenta R$ 98,7 bilhões na safra 2024/25

O mercado brasileiro de defensivos agrícolas movimentou R$ 98,7 bilhões na safra 2024/25, o que representa um crescimento de 3% em relação ao ciclo anterior, quando faturou R$ 95,9 bilhões. Os dados constam no estudo FarmTrak, da consultoria Kynetec Brasil.
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Em dólar, o setor registrou recuo de 7% no faturamento, de US$ 19,4 bilhões para US$ 18,1 bilhões na safra passada. Segundo o gerente de pesquisas da Kynetec, Lucas Alves, o menor resultado na moeda americana é explicado pela desvalorização do real, que passou de R$ 4,94 para R$ 5,46 no período.
A recuperação em reais reverte a queda de 13% apurada na safra 2023/24. Naquele ciclo, os preços dos insumos recuaram 79%, em média, o que reduziu o faturamento de R$ 110,1 bilhões para R$ 95,9 bilhões, apesar do avanço de 1% na área plantada e de 9% na intensidade dos tratamentos.
A valorização do setor em reais no ciclo passado também foi impulsionada pelo aumento de 2% na área plantada e de 9% nos manejos nas lavouras, observou a Kynetec. Alves ressaltou que esses fatores compensaram a acomodação nos preços dos defensivos no período.
Para a safra 2025/26, a consultoria projeta avanço de 8% no mercado, em reais. “Esse crescimento potencial deve ser puxado pelas culturas de soja e milho e está relacionado ao aumento de área plantada e à intensidade dos tratamentos adotados”, afirmou Alves.
Segundo dados da consultoria, o histórico das últimas cinco safras mostra ciclos de elevação de preços após o início da pandemia, seguidos por perdas nos valores. Entre as temporadas 2020/21 e 2022/23, o faturamento do setor no país subiu de R$ 61,4 bilhões para R$ 110,1 bilhões, com o custo médio de aplicação passando de R$ 37,93 para R$ 54,15 por hectare.
No segmento de herbicidas não seletivos, o custo de aplicação subiu de R$ 37,68 para R$ 97,60 entre 2020/21 e 2022/23. “A subida dos preços também teve início em um momento de restrição de comércio de algumas das principais moléculas do mercado, devido ao fechamento de fábricas no principal fornecedor brasileiro de produtos, a China”, explicou o gerente.
O estudo FarmTrak da Kynetec baseou-se em mais de 3 mil entrevistas com produtores rurais em toda a fronteira agrícola do país.
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Fertilizantes devem seguir caros e travar compras no 2º trimestre, aponta StoneX

O segundo trimestre de 2026, tradicionalmente visto como uma oportunidade para compra de fertilizantes, deve ser mais desafiador neste ano. A avaliação é da StoneX, que aponta impactos persistentes do conflito no Oriente Médio sobre preços, logística e poder de compra dos produtores.
Segundo a consultoria, o cenário global rompeu o padrão sazonal que, em anos anteriores, favorecia negociações mais vantajosas para aplicações no segundo semestre, como a safra de verão no Brasil.
“A combinação de problemas logísticos, redução de oferta e alta de preços diminui a chance de o período se consolidar como uma janela favorável de compra”, afirma o analista de mercado da empresa, Tomás Pernías.
Nitrogenados: volatilidade e perda de poder de compra
No mercado de nitrogenados, a volatilidade segue elevada. Mesmo com a reabertura parcial do Estreito de Ormuz, a expectativa é de que gargalos logísticos persistam, sustentando os preços.
A alta recente dos fertilizantes já afeta diretamente o produtor. Nos Estados Unidos, levantamento do Farm Bureau indica que cerca de 70% dos agricultores não têm capacidade financeira para adquirir todo o volume necessário de insumos.
Desde o início das tensões no Oriente Médio, os preços da ureia chegaram a subir cerca de 47%, pressionando ainda mais os custos de produção.
Além disso, a compra antecipada segue baixa, o que aumenta a exposição à volatilidade e ao risco de desabastecimento em momentos críticos da safra.
Fosfatados e potássicos: oferta restrita e preços firmes
No segmento de fosfatados, o cenário é considerado ainda mais rígido. A oferta global permanece limitada por fatores como dificuldades logísticas no Oriente Médio, manutenção industrial no Marrocos e incertezas nas exportações da China.
Os custos elevados de matérias-primas, como amônia e enxofre, também dificultam quedas nos preços. Esse conjunto de fatores aumenta o risco de redução na demanda ao longo de 2026, especialmente em um ambiente de margens pressionadas no campo.
Já no mercado de potássicos, como o cloreto de potássio (KCl), as condições são relativamente menos restritivas, mas ainda cercadas de incertezas.
Com margens apertadas, produtores podem priorizar nitrogenados e fosfatados, adiando compras de potássio. O cenário é agravado por custos elevados de frete e seguros, além do risco geopolítico.
Decisões mais difíceis no campo
Diante desse ambiente, a StoneX avalia que os produtores devem enfrentar escolhas mais complexas nos próximos meses: arcar com custos mais altos ou reduzir a aplicação de fertilizantes, assumindo riscos de produtividade.
“O gerenciamento de risco e a eficiência na gestão de custos serão determinantes para a sustentabilidade do negócio agrícola em 2026”, afirma Pernías.
A consultoria destaca que, apesar de algum alívio pontual com a reabertura de rotas comerciais, a normalização do mercado tende a ser lenta. Com isso, a tendência é de menor espaço para adiar compras ao longo do ano, mesmo em condições pouco favoráveis.
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