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Produtores de Mato Grosso pedem “socorro” contra o peso do Fethab no custo de produção

O setor produtivo de Mato Grosso intensificou a pressão sobre o Governo do Estado para revisar a carga tributária que incide sobre a logística. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) defende uma solução urgente para reduzir o peso do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), alegando que o cenário econômico atual, marcado por juros altos e queda na rentabilidade, tornou a contribuição insustentável para muitos agricultores.
A mobilização ocorre em um momento crítico para o campo. Após anos de expansão, os produtores enfrentam uma combinação de custos de produção elevados, escassez de crédito e aumento da inadimplência. Em várias regiões do estado, quebras de safra causadas por problemas climáticos agravaram a saúde financeira das propriedades, atingindo especialmente os pequenos e médios produtores.
Um dos pontos centrais da crítica é a indexação do fundo à Unidade Padrão Fiscal (UPF), que sofre atualizações inflacionárias periódicas. Para a entidade, esse mecanismo gera um aumento automático e progressivo nos custos, independentemente da realidade do preço das commodities ou da lucratividade do produtor. Além disso, o setor aponta uma “bitributação” logística nas rodovias concedidas à iniciativa privada, onde o agricultor paga o Fethab e, simultaneamente, tarifas de pedágio.
O foco principal da discussão é o chamado Fethab 2, um adicional criado com caráter temporário e que tem vigência estabelecida até 31 de dezembro de 2026. A Aprosoja MT defende que o prazo seja respeitado “e que se inicie, desde já, um debate estruturado sobre o encerramento definitivo do mecanismo, bem como sobre a revisão da indexação inflacionária e a imediata interrupção do aumento programado para o próximo semestre”.
Diálogo e equilíbrio fiscal
Apesar da pressão por cortes, o setor reconhece que o fundo é a principal fonte de recursos para as obras de infraestrutura que garantiram a competitividade do estado nas últimas décadas. Qualquer alteração drástica precisa observar a Lei de Responsabilidade Fiscal para não interromper cronogramas de pavimentação e manutenção de estradas já em andamento.
A estratégia agora é o diálogo institucional com a Assembleia Legislativa e o Palácio Paiaguás. A intenção é construir uma saída técnica que alivie o caixa das fazendas sem causar um colapso nas contas públicas destinadas ao transporte.
“A Aprosoja MT seguirá dialogando com o Governo do Estado e com a Assembleia Legislativa na construção de alternativas viáveis, equilibradas e juridicamente seguras. O objetivo é preservar a capacidade de investimento em infraestrutura, contudo, sem comprometer a sustentabilidade econômica da atividade rural”, afirmou a entidade em nota.
Nos próximos dias, a Associação deve apresentar propostas concretas baseadas no levantamento de dados junto à sua base de associados. O movimento busca sensibilizar o governo para a necessidade de medidas que garantam o fôlego financeiro necessário para a próxima safra.
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Agro Mato Grosso
Frete de grãos sobe em MT e acende alerta para custos no campo

Alta nos preços do transporte impacta diretamente o escoamento da produção e a competitividade do agro mato-grossense
O recente boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta um movimento importante na logística do agro em Mato Grosso, o aumento no valor dos fretes rodoviários de grãos na maioria das rotas do estado. A elevação ocorre mesmo diante de uma oferta equilibrada de carga para transporte, evidenciando que o fator determinante foi a redução na disponibilidade de caminhões.
De acordo com o levantamento semanal, parte da frota deixou o estado em busca de melhores oportunidades em outras regiões do país. Esse deslocamento reduziu a oferta local de veículos, dando mais poder de negociação às transportadoras que permaneceram em Mato Grosso e impulsionando os preços dos fretes.
Os destaques para as principais rotas monitoradas, foram Diamantino a Rondonópolis uma média de R$ 155,00/t (+3,20%) e Querência a Uberlândia (MG) média de R$ 333,70/t (+3,28%). Os números reforçam uma tendência de valorização do frete em um momento estratégico para o escoamento da produção agrícola.
“Cabe destacar que, para o período atual, seria esperado um movimento de desvalorização nos preços de frete, à medida que a demanda por transporte tende a se equilibrar com a finalização da colheita da soja da safra 2025/26. Ainda assim, as cotações permaneceram em patamares superiores aos observados no mesmo período do ano anterior, sustentadas, sobretudo, pelas variações nos preços do diesel, que mantiveram os custos de transporte elevados na comparação anual, disse o o coordenador de inteligência de mercado agropecuário no Imea, Rodrigo Silva.
O custo do transporte é um dos principais componentes do custo total da produção agropecuária em Mato Grosso, estado com grande dependência da malha rodoviária para levar grãos até os centros consumidores e portos. Com o frete mais caro, o produtor rural sente diretamente no bolso, já que há redução nas margens de lucro.
Esse cenário impacta também a competitividade do agro mato-grossense no mercado nacional e internacional, especialmente quando comparado a regiões com melhor infraestrutura logística ou maior proximidade dos portos.
“A eficiência no escoamento da produção é decisiva para manter a sustentabilidade econômica das propriedades rurais e garantir a competitividade do estado como um dos principais produtores de grãos do país”, explicou Rodrigo Silva.
Os dados divulgados fazem parte do projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido em parceria entre o Imea e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT). A iniciativa acompanha de perto os principais indicadores que influenciam a atividade rural, oferecendo subsídios técnicos para a tomada de decisão no campo.
Texto: Rosanegla Milles
Business
Exportações de frutas crescem 25% e somam US$ 351 milhões no 1º trimestre

As exportações brasileiras de frutas começaram 2026 em alta, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (22) pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
No primeiro trimestre, o setor movimentou US$ 351,1 milhões, com embarques de 330,6 milhões de quilos — aumento de 25% em valor e 13% em volume na comparação com o mesmo período de 2025.
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Demanda externa impulsiona embarques
O desempenho foi puxado por frutas com maior demanda no mercado internacional. A manga lidera o avanço, com crescimento de 69% em valor e 40% em volume. A melancia também se destaca, com altas de 40% e 12%, respectivamente.
Os melões seguem na mesma tendência, com aumento de 15% em valor e 3% em volume.
Ganho de mercado e destaques positivos
Entre os principais destaques, a maçã registrou forte expansão, com salto de 215% em valor e 228% em volume, refletindo ganho de mercado.
Outras frutas também apresentaram crescimento:
- Abacate: +18% em valor e +38% em volume;
- Banana: +32% e +14%;
- Mamão (papaya): +19% e +11%.
Na outra ponta, a uva apresentou retração, com queda de 16% em valor e 18% em volume, influenciada por fatores como clima e dinâmica de mercado.
Setor aposta em novos mercados
Segundo o presidente da Abrafrutas, Waldyr Promicia, o resultado reflete um avanço consistente do setor no exterior.
“O país vem ampliando sua presença no mercado internacional com produtos de qualidade e regularidade de oferta. Com o acordo que deve ser firmado agora no início de maio, nossa competitividade tende a aumentar, o que abre espaço para ampliar ainda mais as exportações brasileiras”, afirma.
O crescimento acompanha a expansão da fruticultura brasileira no mercado externo, impulsionada pela abertura de mercados, ganhos de competitividade e maior organização da cadeia produtiva.
Nesse cenário, produtores intensificam a agenda internacional. Uma comitiva participa da Macfrut 2026, na Itália, e, na sequência, segue para o Canadá em missão de prospecção, com foco na ampliação das exportações.
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Evento em Ribeirão Preto antecipa debates estratégicos do agro na semana da Agrishow

Ribeirão Preto (SP) recebe, no dia 26 de abril, o Agrotalk Show, encontro que reúne lideranças do agronegócio, da política e da economia para discutir o papel do setor no desenvolvimento do país. O evento acontece na semana que antecede a Agrishow e deve antecipar temas que estarão no centro das discussões do agro nos próximos dias.
O fórum principal terá como tema “Soberania Econômica e Transformação Estratégica: o agro liderando a construção do novo Brasil”. A proposta é analisar o setor como parte estruturante da economia brasileira e sua inserção em cadeias produtivas globais.
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Segundo a organização, a programação busca integrar diferentes áreas, ampliando o debate além da produção agrícola. A iniciativa reúne representantes também do esporte, turismo e automobilismo, em um esforço de conectar o agronegócio a outros segmentos econômicos.
Entre os participantes confirmados estão o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida e a pesquisadora Mariângela Hungria, reconhecida internacionalmente por suas contribuições à agricultura.
Evento antecipa discussões da Agrishow
O Agrotalk Show será realizado no FBF Collezione, espaço que abriga uma coleção de carros antigos em Ribeirão Preto. O ambiente foi escolhido para combinar conteúdo e experiência em um mesmo local, com foco em convidados e lideranças estratégicas.
A realização ocorre poucos dias antes da Agrishow, considerada uma das principais feiras de tecnologia agrícola do mundo. Por isso, o encontro deve funcionar como um termômetro das pautas que devem ganhar força durante o evento.
Agro no centro das discussões nacionais
A proposta do Agrotalk Show é reforçar o papel do agronegócio nas discussões econômicas e políticas do país. Em um cenário de eventos relevantes, como eleições e competições internacionais, o setor é apontado como estratégico para o Brasil.
Dados do setor ilustram essa relevância. Um exemplo citado pela organização é o mercado de suco de laranja: a cada dez copos consumidos durante uma Copa do Mundo, oito têm origem no Brasil.
Plataforma amplia integração entre setores
O Agrotalk Show faz parte de uma plataforma mais ampla de encontros e iniciativas voltadas à conexão entre diferentes áreas da economia. O projeto surgiu a partir do Agrotalk Meeting e inclui também os programas Agrotalk Business e Agrotalk Mind.
As ações têm como foco a troca de conhecimento, o fortalecimento de relações institucionais e a geração de negócios, reunindo lideranças políticas, empresariais e formadores de opinião em eventos estratégicos.
Com apoio de entidades do setor e do governo paulista, o encontro reforça a tendência de ampliar o diálogo entre o agronegócio e outras áreas, em um momento de transformações no cenário econômico nacional e internacional.
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