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Sustentabilidade

Milho/RS: Estiagem impacta milho no RS e perdas já superam 50% em algumas áreas – MAIS SOJA

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A colheita do milho atinge 64% da área cultivada, e 17% das lavouras se encontram em maturação. Os 19% remanescentes se distribuem entre desenvolvimento vegetativo e enchimento de grãos, estádios ainda dependentes de precipitações regulares, mesmo que as perdas estejam consolidadas em diversas regiões, limitando a capacidade de recuperação produtiva a uma menor parcela de lavouras.

De modo geral, o déficit hídrico ocorrido entre meados de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro impactou, de forma diferenciada, as lavouras conforme a época de semeadura e a disponibilidade hídrica. Áreas implantadas no cedo, que atravessaram o período crítico em final de ciclo, apresentaram menor comprometimento relativo. Já nos cultivos em floração e em granação, registram-se reduções de rendimento associadas à deficiência de umidade. As chuvas do período favoreceram parcialmente as lavouras ainda em enchimento de grãos, especialmente nas regiões com maior concentração de área, mas não alteram o quadro de perdas nos cultivos sob estresse na fase crítica.

Em relação ao aspecto fitossanitário, destaca-se a elevada incidência de cigarrinha-domilho (Dalbulus maidis), o que levou à intensificação de monitoramento e do controle químico. Em áreas específicas, há registros pontuais de lagarta-do-cartucho.

Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Nova projeção será divulgada em 10/03.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Campanha, as lavouras se encontram majoritariamente em fase reprodutiva, o que demanda reposição da umidade no solo. As perdas estimadas variam de 5% em Hulha Negra a 10% em Aceguá. Em Bagé, as áreas irrigadas mantêm bom potencial produtivo, enquanto as lavouras de sequeiro registram perdas próximas a 20%. Na Fronteira Oeste, em Manoel Viana, a colheita se aproxima do final, com rendimentos entre 6.600 e 7.200 kg/ha, considerados satisfatórios, nos cultivos de sequeiro colhidas tardiamente. Em Maçambará, cerca de 10% da área está em maturação, e as perdas passam de 50%. Já nas áreas colhidas na segunda quinzena de janeiro, a redução média é de 12% na produtividade.

Na de Caxias do Sul, a colheita avançou nos municípios da Serra e iniciou nos Campos de Cima da Serra. O rendimento final deverá ficar pouco abaixo do inicialmente projetado em razão da insuficiência de chuvas durante a floração e o enchimento de grãos.

Na de Erechim, a colheita atinge 85%, restando 15% entre enchimento de grãos e maturação. A produtividade varia de 7.200 a 15.000 kg/ha, com média estimada em 9.000 kg/ha.

Na de Frederico Westphalen, cerca de 95% estão colhidos, e a produtividade média estimada em 7.600 kg/ha. Aproximadamente 5% correspondem à segunda safra, os quase estão em desenvolvimento vegetativo e maturação. Nessas áreas, houve retomada do crescimento após as precipitações do período. Intensificaram-se as aplicações para controle
de cigarrinha.

Na de Ijuí, a colheita alcança 96%, com produtividade média de 9.240 kg/ha. Observa-se leve redução em relação ao potencial inicial, associada à irregularidade das chuvas durante o ciclo.

Na de Passo Fundo, estão 5% em enchimento de grãos, 50% em maturação fisiológica, 25% maduros para colheita e 20% colhidos. As áreas colhidas apresentam produtividade variável, condicionada ao regime hídrico durante a fase reprodutiva.

Na de Pelotas, estão 13% em desenvolvimento vegetativo, 26% em florescimento, 32% em enchimento de grãos, 7% maduras e 22% colhidos. As chuvas entre 22 e 28/02 favoreceram a recuperação de lavouras em granação, especialmente em plantios tardios. Continua elevada a incidência de cigarrinha, o que exige controle fitossanitário.

Na de Santa Maria, 40% da área foi colhida, e cerca de 25% está em maturação fisiológica. A cultura apresentou menor impacto relativo da estiagem em comparação a outras culturas de sequeiro, em razão da época de semeadura predominante. As produtividades estão próximas às estimativas iniciais nas áreas implantadas no cedo.

Na de Santa Rosa, a colheita alcança 92%; 7% estão em desenvolvimento vegetativo; e 1% maduro. Há expressiva variabilidade entre as lavouras. Em Nova Candelária, as produtividades chegam a 12.000 kg/ha. Em Santo Ângelo e Garruchos, a estiagem na fase de floração e de enchimento de grãos resultou em quebras significativas. Em São Luiz Gonzaga, as áreas irrigadas mantêm rendimento satisfatório, e nas lavouras de sequeiro implantadas a partir de setembro se registram maiores perdas.

Na de Soledade, as chuvas leves recentes reduziram parcialmente o déficit hídrico. Estão 10% em fase vegetativa, 15% em florescimento, 15% em enchimento de grãos, 15% em maturação fisiológica, 15% em maturação de colheita e 30% colhidos. O monitoramento por armadilhas indica alta incidência de cigarrinha até o estádio V10, o que demanda controle contínuo. Há registros pontuais de lagarta-do-cartucho.

Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, diminuiu 1,60%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 58,24 para R$ 57,31.

Fonte: Emater/RS



 

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Agro Mato Grosso

Consultoria eleva estimativa de produção 2025/26 de soja para 178,11 mi de t

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A produção brasileira de soja para a safra 2025/26 deverá alcançar 178,11 milhões de toneladas, segundo estimativa da consultoria Safras & Mercado. O volume representa um crescimento de 3,7% em relação ao ciclo anterior, que totalizou 171,84 milhões de toneladas, consolidando um novo recorde nacional.

O avanço é sustentado tanto pela expansão da área plantada, estimada em 48,48 milhões de hectares, alta de 1,8%, quanto pelo aumento da produtividade média, que deve passar de 3.625 para 3.692 quilos por hectare.

De acordo com o analista Rafael Silveira, apesar de ajustes pontuais em algumas regiões, o cenário geral segue consistente e confirma o Brasil como principal fornecedor global da commodity. As revisões mais recentes refletem o avanço da colheita, que já ultrapassa 90% da área cultivada.

No Rio Grande do Sul, houve novo corte na estimativa de produção, agora projetada em 20,2 milhões de toneladas, devido à restrição hídrica durante o verão, que limitou o potencial produtivo. Ainda assim, o impacto foi menor do que o registrado em 2025.

Em contrapartida, o Centro-Oeste apresenta resultados positivos. Mato Grosso mantém uma safra robusta de 49,6 milhões de toneladas, enquanto Mato Grosso do Sul deve atingir um recorde de 16,7 milhões de toneladas, beneficiado por condições climáticas favoráveis.

No Sudeste, Minas Gerais também se destaca, com produção estimada em 9,8 milhões de toneladas e elevada produtividade. Já na região do Matopiba, o cenário permanece favorável, com ajustes positivos na Bahia e poucas mudanças no volume total previsto.

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Sustentabilidade

HRAC alerta para caso de resistência do capim-colchão (Digitaria nuda) a graminicida – MAIS SOJA

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As plantas do gênero Digitaria, pertencentes à família Poaceae (gramíneas), compõem um complexo de plantas daninhas amplamente distribuído em áreas agrícolas, infestando culturas produtoras de grãos como soja, milho e arroz. Essas espécies são responsáveis por perdas expressivas de produtividade, em função de sua elevada capacidade competitiva. Dentre elas, destaca-se o capim-amargoso (Digitaria insularis), de ampla distribuição no Brasil e no mundo, sendo reconhecido como uma das principais plantas daninhas em sistemas de produção agrícola.

Além do capim-amargoso, outra espécie do gênero vem ganhando relevância, especialmente após relatos recentes de resistência a herbicidas no Brasil. O capim-colchão, também conhecido como milhã (Digitaria nuda), ocorre com frequência em lavouras anuais, infestando principalmente culturas de verão, como soja, milho e arroz.

Essa espécie apresenta características típicas do gênero Digitaria, como rápido crescimento e desenvolvimento, aliado à elevada produção de sementes. Essas sementes são facilmente dispersas, favorecendo a rápida expansão das populações em áreas agrícolas. Estima-se que uma única planta adulta de Digitaria nuda possa produzir cerca de 150 mil sementes por ciclo (Embrapa s.d.).

A combinação entre alta habilidade competitiva, grande produção de sementes e resistência a herbicidas torna o capim-colchão uma planta daninha de difícil controle. Nesse contexto, torna-se fundamental a adoção de estratégias de manejo mais eficientes e integradas, visando reduzir seu impacto nos sistemas produtivos.

Figura 1. Inflorescência de Digitaria nuda (capim-colchão). Destaque para tricomas agudos e esbranquiçados e para a gluma inferior ausente.
Fotos: Flora of the Southeastern United States
Resistência a herbicidas

Recentemente, o Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR) emitiu um comunicado de resistência, referente ao relato de resistência de Digitaria nuda (capim-colchão) ao herbicida haloxifope, herbicida do grupo dos Inibidores da ACCase. O relato de resistência foi identificado região de Rio Verde, estado do Goiás. A confirmação foi realizada por pesquisadores da Corteva AgriscienceTM, ADAMA Brasil, Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz-USP e UPL Brasil, confirmando-se a existência de biótipo de capim-colchão (Digitaria nuda) resistente aos herbicidas haloxifope-p-metílico (HRAC-BR, 2026).

O haloxifope é um dos principais graminicidas utilizados no controle de plantas daninhas de folha estreita em culturas agrícolas. Nesse contexto, o relato de biótipos resistentes dessa espécie daninha ao haloxifope torna necessário adotar medidas estratégias de manejo, a fim de “frear” a evolução da resistência dessa espécie daninha aos herbicidas, prezando pela manutenção da eficácia dos herbicidas atuais, especialmente em cultura menos seletivas e com maior limitação de herbicidas para o controle de gramíneas, como como o milho.

Dentre as principais e mais recomendadas medidas de manejo, destacam-se o manejo integrado das plantas daninhas, a limpeza de maquinas e equipamentos agrícolas e o uso de sementes de qualidade, livres de sementes de plantas daninhas (HRAC-BR, 2026).

O Comunicado completo pode ser visualizado clicando aqui!



Referências:

EMBRAPA. CAPIM-COLCHÃO. Embrapa, s. d. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/489396/1/Capimcolchao.pdf >, acesso em: 22/04/2026.

HRAC-BR. COMUNICADO DE RESISTÊNCIA: Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2026. Disponível em: < https://b73f4c7b-d632-4353-826f-b62eca2c370a.filesusr.com/ugd/6c1e70_0082b8efcc09480fb0e100e9e8993f6b.pdf >, acesso em: 22/04/2026.

Foto de capa: Flora of the Southeastern United States

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Sustentabilidade

Relação de troca de fertilizantes por grãos se deteriora com alta das matérias-primas – MAIS SOJA

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A relação de troca entre fertilizantes e commodities agrícolas voltou a se deteriorar nas últimas semanas, refletindo o descompasso entre insumos em patamares elevados e preços agrícolas limitados por um cenário de oferta confortável. Em termos práticos, o produtor passou a necessitar de um volume maior de grãos para adquirir a mesma quantidade de fertilizantes, pressionando diretamente as margens.

No mercado de soja, os fundamentos seguem relativamente equilibrados, mas com viés de oferta ampla. Os estoques globais são projetados em cerca de 124,8 milhões de toneladas, enquanto a produção brasileira é estimada em 180 milhões de toneladas para 2025/26, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Esse nível elevado de disponibilidade reduz o potencial de valorização da commodity, mesmo diante de demanda firme, o que limita o ganho de poder de compra do produtor. Como reflexo direto, A relação de troca NPK/soja apresentou deterioração relevante, com aumento de aproximadamente 11% no início de 2026 em comparação à média de 2025, evidenciando a perda relativa frente aos fertilizantes. 

Para o milho, o movimento é ainda mais evidente. Com estoques globais ao redor de 294,8 milhões de toneladas e produção brasileira estimada em 132 milhões de toneladas deixando o mercado bem abastecido. Esse excedente reduz a sustentação dos preços, enquanto os fertilizantes seguem permanecem pressionados.  Nesse contexto, a relação NPK/milho registrou alta de cerca de 22% no início de 2026 em comparação ao ano de 2025, reforçando a deterioração dos termos de troca para o produtor. 

Do lado dos insumos, a pressão permanece significativa. A ureia já acumula altas superiores a 50% em importantes regiões como Oriente Médio, Norte da África e Báltico, enquanto o gás natural, principal insumo produtivo, registra elevações acima de 60%–70% na Europa. Fosfatados também acompanham esse movimento, com altas superiores a 10%–15% em mercados de referência, sustentados pelo avanço dos custos de enxofre e amônia. 

Esse descompasso entre a ampla oferta de commodities, evidenciada por estoques elevados e recuperação produtiva juntamente com o aumento dos preços nos fertilizantes resulta em compressão de margens no campo. Com menor capacidade de valorização dos produtos agrícolas e custos ainda pressionados, a relação de troca se torna mais desfavorável, levando o produtor a adotar maior seletividade nas compras, ajustar níveis de aplicação e buscar melhor timing de aquisição em um ambiente ainda marcado por volatilidade e incerteza. 

Fonte: GlobalFert, disponível em Fecoagro



 

FONTE

Autor:GlobalFert, disponível em Fecoagro

Site: Fecoagro/SC

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