Connect with us

Sustentabilidade

Soja/Ceema: Guerra no Oriente Médio dispara óleo de soja e sustenta alta da soja em Chicago – MAIS SOJA

Published

on


Comentários referentes ao período entre 27/02/2026 e 05/03/2026

As cotações da soja, em Chicago, continuaram subindo nesta primeira semana de março, embora com oscilações. Agora, também pressionadas pelo conflito armado entre EUA/Israel e Irã. Afinal, com o aumento nos preços mundiais do petróleo, a partir do conflito, o óleo de soja disparou em Chicago, superando a marca dos 65 centavos de dólar por libra-peso, cotação que não era vista desde o início de setembro de 2023, ou seja, há quase três anos.

O farelo igualmente subiu, embora com menos intensidade, chegando a quase US$ 320,00/tonelada curta já no final de fevereiro (a mais alta cotação desde a terceira semana de novembro/25). Com isso, o grão se manteve firme, atingindo a US$ 11,63/bushel nesta quinta-feira (05/03), depois que a média de fevereiro/26 bateu em US$ 11,23, igualando a marca de novembro/25, sendo que tal marca é a mais alta desde junho/24.

O novo conflito no Oriente Médio, iniciado em 28/02, acabou desvalorizando um pouco o Real, o qual passou, até o momento, de R$ 5,12 para R$ 5,26 no início da presente semana, recuando depois para R$ 5,21. Todavia, isso pouco efeito trouxe aos preços internos da soja, diante de uma colheita recorde no Brasil, apesar de uma quebra estimada em 30% no Rio Grande do Sul. Assim, a semana teve preços oscilando entre R$ 116,50 e R$ 117,00/saco no estado gaúcho e entre R$ 99,00 e R$ 118,00/saco no restante do país. Um ano atrás, nesta mesma época, os preços internos da oleaginosa estavam, no Rio Grande do Sul, entre R$ 127,00 e R$ 129,00/saco, enquanto no restante do país estavam entre R$ 103,00 e R$ 129,00/saco. Ou seja, os preços atuais ainda estão entre 8,5% e 10% mais baixos do que há um ano atrás aqui no Rio Grande do Sul e entre 4% a 8,5% no restante do país. Se considerarmos a inflação do período, o poder de compra atual da soja cai ainda mais.

O mercado aguarda, além do desenrolar da guerra iniciada contra o Irã, o novo relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para o dia 10/03.

Dito isso, na semana encerrada em 26/02 as exportações de soja, por parte dos EUA, atingiram a 1,1 milhão de toneladas, superando o esperado pelo mercado. No acumulado do ano comercial, os embarques estadunidenses da oleaginosa somam 26,2 milhões de toneladas, sendo 30% menores do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Aqui no Brasil, como era esperado, o mercado começa a considerar a quebra de safra no Rio Grande do Sul e reduz a estimativa de colheita do país. Agora, o número final está em 177,7 milhões de toneladas. Mesmo assim a safra seria recorde, com 3,4% acima do registrado no ano anterior. Ajudou para isso o aumento de 1,5% na área semeada, a qual alcançou a 48,3 milhões de hectares no país (cf. Safras & Mercado). Mas é bom frisar que existem analistas ainda esperando uma safra nacional em 181 milhões de toneladas, em cima da ideia de que a quebra gaúcha será compensada pelo aumento na produção em outros estados do país (cf. Rabobank).

Pelo sim ou pelo não, o fato é que se a redução de safra se confirmar, as exportações poderão ser menores, ficando ao redor de 105 milhões de toneladas, contra expectativas iniciais que superavam um pouco as 110 milhões. Em isso ocorrendo, os estoques finais de soja no Brasil, para este atual ano comercial, aumentariam, chegando ao redor de 14 milhões de toneladas. Um nível bastante elevado e que pressionará para baixo os preços internos, dependendo do comportamento do câmbio.

Por outro lado, a colheita da soja no Mato Grosso atingiu a 78,3% da área, estando ainda atrasada em relação ao ano passado, porém, acima da média que é de 71% (cf. Imea).

Em termos de Brasil, a colheita, até o final de fevereiro, estaria ao redor de 40% da área, contra 50% um ano atrás (cf. AgRural).

Por sua vez, levantamento feito pelo Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, aponta que, até 20 de fevereiro, a colheita da soja da atual safra alcançou 27,7% da área acompanhada em Mato Grosso do Sul, o equivalente a aproximadamente 1,3 milhão de hectares já colhidos. Paralelamente, o plantio do milho segunda safra alcançou 30,5% da área estimada, totalizando cerca de 673.000 hectares. Dentre as regiões acompanhadas pelo projeto, a Região Sul lidera o avanço da colheita, com média de 33,5% da área já colhida. Na sequência, aparecem a Região Centro, com 21,0%, e a Região Norte, com 15,0%. Ao mesmo tempo, o projeto aponta que o plantio do milho safrinha avançava no Mato Grosso do Sul, alcançando média estadual de 30,5% da área prevista. A Região Norte apresentava o maior percentual de semeadura, com 32,6%, seguida pela Região Sul, com 30,7%, e pela Região Centro, com 28,6%.

Para o Mato Grosso do Sul espera-se uma safrinha com 2,21 milhões de hectares semeados, uma produtividade média de 84,2 sacos/hectare e uma produção final, em clima normal, de 11,1 milhões de toneladas. Enfim, a Anec espera que o Brasil exporte 16,1 milhões de toneladas de soja em março, superando as 15,7 milhões exportadas em março do ano passado. Isso, após o mês de fevereiro do corrente ano ter registrado volumes exportados menores do que o esperado, ficando em apenas 8,9 milhões de toneladas. O excesso de chuvas junto aos portos exigiu interrupção dos embarques o que impediu alcançar o volume previsto no mês passado, o qual superava as 10 milhões de toneladas. Em relação ao milho, após o país exportar 1,1 milhão de toneladas do cereal em fevereiro, é esperado um volume de 697.000 toneladas em março.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).



 

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: CEEMA

Continue Reading

Sustentabilidade

Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre – MAIS SOJA

Published

on


O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior. No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto.

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do País, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

MOVIMENTAÇÃO GERAL

No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas. Houve redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: AEN-PR



 

FONTE

Autor:Agência Estadual de Notícias – Paraná

Site: AEN-PR

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Consultoria eleva estimativa de produção 2025/26 de soja para 178,11 mi de t

Published

on

A produção brasileira de soja para a safra 2025/26 deverá alcançar 178,11 milhões de toneladas, segundo estimativa da consultoria Safras & Mercado. O volume representa um crescimento de 3,7% em relação ao ciclo anterior, que totalizou 171,84 milhões de toneladas, consolidando um novo recorde nacional.

O avanço é sustentado tanto pela expansão da área plantada, estimada em 48,48 milhões de hectares, alta de 1,8%, quanto pelo aumento da produtividade média, que deve passar de 3.625 para 3.692 quilos por hectare.

De acordo com o analista Rafael Silveira, apesar de ajustes pontuais em algumas regiões, o cenário geral segue consistente e confirma o Brasil como principal fornecedor global da commodity. As revisões mais recentes refletem o avanço da colheita, que já ultrapassa 90% da área cultivada.

No Rio Grande do Sul, houve novo corte na estimativa de produção, agora projetada em 20,2 milhões de toneladas, devido à restrição hídrica durante o verão, que limitou o potencial produtivo. Ainda assim, o impacto foi menor do que o registrado em 2025.

Em contrapartida, o Centro-Oeste apresenta resultados positivos. Mato Grosso mantém uma safra robusta de 49,6 milhões de toneladas, enquanto Mato Grosso do Sul deve atingir um recorde de 16,7 milhões de toneladas, beneficiado por condições climáticas favoráveis.

No Sudeste, Minas Gerais também se destaca, com produção estimada em 9,8 milhões de toneladas e elevada produtividade. Já na região do Matopiba, o cenário permanece favorável, com ajustes positivos na Bahia e poucas mudanças no volume total previsto.

Continue Reading

Sustentabilidade

HRAC alerta para caso de resistência do capim-colchão (Digitaria nuda) a graminicida – MAIS SOJA

Published

on


As plantas do gênero Digitaria, pertencentes à família Poaceae (gramíneas), compõem um complexo de plantas daninhas amplamente distribuído em áreas agrícolas, infestando culturas produtoras de grãos como soja, milho e arroz. Essas espécies são responsáveis por perdas expressivas de produtividade, em função de sua elevada capacidade competitiva. Dentre elas, destaca-se o capim-amargoso (Digitaria insularis), de ampla distribuição no Brasil e no mundo, sendo reconhecido como uma das principais plantas daninhas em sistemas de produção agrícola.

Além do capim-amargoso, outra espécie do gênero vem ganhando relevância, especialmente após relatos recentes de resistência a herbicidas no Brasil. O capim-colchão, também conhecido como milhã (Digitaria nuda), ocorre com frequência em lavouras anuais, infestando principalmente culturas de verão, como soja, milho e arroz.

Essa espécie apresenta características típicas do gênero Digitaria, como rápido crescimento e desenvolvimento, aliado à elevada produção de sementes. Essas sementes são facilmente dispersas, favorecendo a rápida expansão das populações em áreas agrícolas. Estima-se que uma única planta adulta de Digitaria nuda possa produzir cerca de 150 mil sementes por ciclo (Embrapa s.d.).

A combinação entre alta habilidade competitiva, grande produção de sementes e resistência a herbicidas torna o capim-colchão uma planta daninha de difícil controle. Nesse contexto, torna-se fundamental a adoção de estratégias de manejo mais eficientes e integradas, visando reduzir seu impacto nos sistemas produtivos.

Figura 1. Inflorescência de Digitaria nuda (capim-colchão). Destaque para tricomas agudos e esbranquiçados e para a gluma inferior ausente.
Fotos: Flora of the Southeastern United States
Resistência a herbicidas

Recentemente, o Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR) emitiu um comunicado de resistência, referente ao relato de resistência de Digitaria nuda (capim-colchão) ao herbicida haloxifope, herbicida do grupo dos Inibidores da ACCase. O relato de resistência foi identificado região de Rio Verde, estado do Goiás. A confirmação foi realizada por pesquisadores da Corteva AgriscienceTM, ADAMA Brasil, Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz-USP e UPL Brasil, confirmando-se a existência de biótipo de capim-colchão (Digitaria nuda) resistente aos herbicidas haloxifope-p-metílico (HRAC-BR, 2026).

O haloxifope é um dos principais graminicidas utilizados no controle de plantas daninhas de folha estreita em culturas agrícolas. Nesse contexto, o relato de biótipos resistentes dessa espécie daninha ao haloxifope torna necessário adotar medidas estratégias de manejo, a fim de “frear” a evolução da resistência dessa espécie daninha aos herbicidas, prezando pela manutenção da eficácia dos herbicidas atuais, especialmente em cultura menos seletivas e com maior limitação de herbicidas para o controle de gramíneas, como como o milho.

Dentre as principais e mais recomendadas medidas de manejo, destacam-se o manejo integrado das plantas daninhas, a limpeza de maquinas e equipamentos agrícolas e o uso de sementes de qualidade, livres de sementes de plantas daninhas (HRAC-BR, 2026).

O Comunicado completo pode ser visualizado clicando aqui!



Referências:

EMBRAPA. CAPIM-COLCHÃO. Embrapa, s. d. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/489396/1/Capimcolchao.pdf >, acesso em: 22/04/2026.

HRAC-BR. COMUNICADO DE RESISTÊNCIA: Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2026. Disponível em: < https://b73f4c7b-d632-4353-826f-b62eca2c370a.filesusr.com/ugd/6c1e70_0082b8efcc09480fb0e100e9e8993f6b.pdf >, acesso em: 22/04/2026.

Foto de capa: Flora of the Southeastern United States

Continue Reading
Advertisement

Agro MT