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Sustentabilidade

Arroz/RS: Arroz mantém bom potencial produtivo e colheita avança no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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A cultura do arroz evolui para a fase final do ciclo, e houve avanço gradual da colheita, embora ainda predominem lavouras nas fases de granação e maturação. As condições meteorológicas do período, como a alternância entre momentos de instabilidade e de dias ensolarados, favoreceram a redução da umidade dos grãos e a intensificação das operações de colheita. A radiação solar elevada, ao longo de janeiro e fevereiro, contribuiu para o adequado enchimento de grãos e para a consolidação do potencial produtivo.

Em áreas implantadas mais tardiamente, ainda em floração, as temperaturas inferiores ou próximas a 10 °C e os episódios de calor intenso com baixa umidade relativa do ar podem ter provocado esterilidade de flores e falhas de granação.

De modo geral, o quadro produtivo é considerado normal, e há expectativa de safra cheia em importantes regiões orizícolas. A disponibilidade hídrica está satisfatória nos sistemas irrigados, e ocorre manejo intensivo da lâmina d’água e redução gradual da demanda à medida que as lavouras se aproximam da maturação plena.

A área cultivada é de 891.908 hectares (IRGA). A produtividade está projetada em 8.752 g/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o período iniciou com instabilidade climática, mas, a partir do dia 26/02, houve predomínio de tempo firme, favorecendo a colheita. Na Fronteira Oeste, em Alegrete, Maçambará e Rosário do Sul, cerca de 5% da área já foi colhida. Na Campanha, em Dom Pedrito, a colheita deverá iniciar nos próximos dias. As lavouras implantadas em dezembro se encontram em floração e podem ter sofrido impacto das baixas temperaturas registradas no período (mínimas próximas de 10 °C em diversos municípios, e 8,8°C em Hulha Negra).

Na de Pelotas, estão 54% das lavouras em granação, 30% em maturação, 10% colhidas, 3% em florescimento, e 2% em desenvolvimento vegetativo. A colheita tende a se intensificar ao longo de março. O desenvolvimento das plantas é considerado satisfatório para a época, beneficiado pela elevada radiação solar no verão.

Na de Santa Maria, a colheita atinge 10%, enquanto aproximadamente 40% das lavouras estão em maturação. As produtividades projetadas indicam safra cheia, com desempenho satisfatório nas áreas conduzidas sob manejo adequado de irrigação.

Na de Santa Rosa, as lavouras se distribuem entre fases reprodutivas e de maturação e mantêm bom comportamento fisiológico. As chuvas recentes reforçaram a segurança hídrica dos sistemas irrigados, embora a demanda por água esteja decrescente em função da proximidade do encerramento do ciclo e da conclusão do enchimento de grãos.

Na de Soledade, 45% dos talhões estão em enchimento de grãos, 40% em maturação, e 15% em colheita. A intensa radiação solar favoreceu o desenvolvimento dos cultivos. Porém, picos de temperatura associados à baixa umidade relativa do ar podem ocasionar esterilidade de flores e falhas nas panículas. A disponibilidade de água em reservatórios e mananciais está adequada, mesmo diante do período seco, assegurando a condução da irrigação até a finalização do ciclo. O monitoramento fitossanitário se concentra em percevejos e brusone, com intervenções quando necessárias.

Comercialização (saca de 50 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,23%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 53,26 para R$ 53,14.

Fonte: Emater/RS



 

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Agro Mato Grosso

Consultoria eleva estimativa de produção 2025/26 de soja para 178,11 mi de t

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A produção brasileira de soja para a safra 2025/26 deverá alcançar 178,11 milhões de toneladas, segundo estimativa da consultoria Safras & Mercado. O volume representa um crescimento de 3,7% em relação ao ciclo anterior, que totalizou 171,84 milhões de toneladas, consolidando um novo recorde nacional.

O avanço é sustentado tanto pela expansão da área plantada, estimada em 48,48 milhões de hectares, alta de 1,8%, quanto pelo aumento da produtividade média, que deve passar de 3.625 para 3.692 quilos por hectare.

De acordo com o analista Rafael Silveira, apesar de ajustes pontuais em algumas regiões, o cenário geral segue consistente e confirma o Brasil como principal fornecedor global da commodity. As revisões mais recentes refletem o avanço da colheita, que já ultrapassa 90% da área cultivada.

No Rio Grande do Sul, houve novo corte na estimativa de produção, agora projetada em 20,2 milhões de toneladas, devido à restrição hídrica durante o verão, que limitou o potencial produtivo. Ainda assim, o impacto foi menor do que o registrado em 2025.

Em contrapartida, o Centro-Oeste apresenta resultados positivos. Mato Grosso mantém uma safra robusta de 49,6 milhões de toneladas, enquanto Mato Grosso do Sul deve atingir um recorde de 16,7 milhões de toneladas, beneficiado por condições climáticas favoráveis.

No Sudeste, Minas Gerais também se destaca, com produção estimada em 9,8 milhões de toneladas e elevada produtividade. Já na região do Matopiba, o cenário permanece favorável, com ajustes positivos na Bahia e poucas mudanças no volume total previsto.

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Sustentabilidade

HRAC alerta para caso de resistência do capim-colchão (Digitaria nuda) a graminicida – MAIS SOJA

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As plantas do gênero Digitaria, pertencentes à família Poaceae (gramíneas), compõem um complexo de plantas daninhas amplamente distribuído em áreas agrícolas, infestando culturas produtoras de grãos como soja, milho e arroz. Essas espécies são responsáveis por perdas expressivas de produtividade, em função de sua elevada capacidade competitiva. Dentre elas, destaca-se o capim-amargoso (Digitaria insularis), de ampla distribuição no Brasil e no mundo, sendo reconhecido como uma das principais plantas daninhas em sistemas de produção agrícola.

Além do capim-amargoso, outra espécie do gênero vem ganhando relevância, especialmente após relatos recentes de resistência a herbicidas no Brasil. O capim-colchão, também conhecido como milhã (Digitaria nuda), ocorre com frequência em lavouras anuais, infestando principalmente culturas de verão, como soja, milho e arroz.

Essa espécie apresenta características típicas do gênero Digitaria, como rápido crescimento e desenvolvimento, aliado à elevada produção de sementes. Essas sementes são facilmente dispersas, favorecendo a rápida expansão das populações em áreas agrícolas. Estima-se que uma única planta adulta de Digitaria nuda possa produzir cerca de 150 mil sementes por ciclo (Embrapa s.d.).

A combinação entre alta habilidade competitiva, grande produção de sementes e resistência a herbicidas torna o capim-colchão uma planta daninha de difícil controle. Nesse contexto, torna-se fundamental a adoção de estratégias de manejo mais eficientes e integradas, visando reduzir seu impacto nos sistemas produtivos.

Figura 1. Inflorescência de Digitaria nuda (capim-colchão). Destaque para tricomas agudos e esbranquiçados e para a gluma inferior ausente.
Fotos: Flora of the Southeastern United States
Resistência a herbicidas

Recentemente, o Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR) emitiu um comunicado de resistência, referente ao relato de resistência de Digitaria nuda (capim-colchão) ao herbicida haloxifope, herbicida do grupo dos Inibidores da ACCase. O relato de resistência foi identificado região de Rio Verde, estado do Goiás. A confirmação foi realizada por pesquisadores da Corteva AgriscienceTM, ADAMA Brasil, Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz-USP e UPL Brasil, confirmando-se a existência de biótipo de capim-colchão (Digitaria nuda) resistente aos herbicidas haloxifope-p-metílico (HRAC-BR, 2026).

O haloxifope é um dos principais graminicidas utilizados no controle de plantas daninhas de folha estreita em culturas agrícolas. Nesse contexto, o relato de biótipos resistentes dessa espécie daninha ao haloxifope torna necessário adotar medidas estratégias de manejo, a fim de “frear” a evolução da resistência dessa espécie daninha aos herbicidas, prezando pela manutenção da eficácia dos herbicidas atuais, especialmente em cultura menos seletivas e com maior limitação de herbicidas para o controle de gramíneas, como como o milho.

Dentre as principais e mais recomendadas medidas de manejo, destacam-se o manejo integrado das plantas daninhas, a limpeza de maquinas e equipamentos agrícolas e o uso de sementes de qualidade, livres de sementes de plantas daninhas (HRAC-BR, 2026).

O Comunicado completo pode ser visualizado clicando aqui!



Referências:

EMBRAPA. CAPIM-COLCHÃO. Embrapa, s. d. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/489396/1/Capimcolchao.pdf >, acesso em: 22/04/2026.

HRAC-BR. COMUNICADO DE RESISTÊNCIA: Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2026. Disponível em: < https://b73f4c7b-d632-4353-826f-b62eca2c370a.filesusr.com/ugd/6c1e70_0082b8efcc09480fb0e100e9e8993f6b.pdf >, acesso em: 22/04/2026.

Foto de capa: Flora of the Southeastern United States

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Sustentabilidade

Relação de troca de fertilizantes por grãos se deteriora com alta das matérias-primas – MAIS SOJA

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A relação de troca entre fertilizantes e commodities agrícolas voltou a se deteriorar nas últimas semanas, refletindo o descompasso entre insumos em patamares elevados e preços agrícolas limitados por um cenário de oferta confortável. Em termos práticos, o produtor passou a necessitar de um volume maior de grãos para adquirir a mesma quantidade de fertilizantes, pressionando diretamente as margens.

No mercado de soja, os fundamentos seguem relativamente equilibrados, mas com viés de oferta ampla. Os estoques globais são projetados em cerca de 124,8 milhões de toneladas, enquanto a produção brasileira é estimada em 180 milhões de toneladas para 2025/26, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Esse nível elevado de disponibilidade reduz o potencial de valorização da commodity, mesmo diante de demanda firme, o que limita o ganho de poder de compra do produtor. Como reflexo direto, A relação de troca NPK/soja apresentou deterioração relevante, com aumento de aproximadamente 11% no início de 2026 em comparação à média de 2025, evidenciando a perda relativa frente aos fertilizantes. 

Para o milho, o movimento é ainda mais evidente. Com estoques globais ao redor de 294,8 milhões de toneladas e produção brasileira estimada em 132 milhões de toneladas deixando o mercado bem abastecido. Esse excedente reduz a sustentação dos preços, enquanto os fertilizantes seguem permanecem pressionados.  Nesse contexto, a relação NPK/milho registrou alta de cerca de 22% no início de 2026 em comparação ao ano de 2025, reforçando a deterioração dos termos de troca para o produtor. 

Do lado dos insumos, a pressão permanece significativa. A ureia já acumula altas superiores a 50% em importantes regiões como Oriente Médio, Norte da África e Báltico, enquanto o gás natural, principal insumo produtivo, registra elevações acima de 60%–70% na Europa. Fosfatados também acompanham esse movimento, com altas superiores a 10%–15% em mercados de referência, sustentados pelo avanço dos custos de enxofre e amônia. 

Esse descompasso entre a ampla oferta de commodities, evidenciada por estoques elevados e recuperação produtiva juntamente com o aumento dos preços nos fertilizantes resulta em compressão de margens no campo. Com menor capacidade de valorização dos produtos agrícolas e custos ainda pressionados, a relação de troca se torna mais desfavorável, levando o produtor a adotar maior seletividade nas compras, ajustar níveis de aplicação e buscar melhor timing de aquisição em um ambiente ainda marcado por volatilidade e incerteza. 

Fonte: GlobalFert, disponível em Fecoagro



 

FONTE

Autor:GlobalFert, disponível em Fecoagro

Site: Fecoagro/SC

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